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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CHANCELER RUSSO CONDENA AÇÕES MILITARES DOS EUA NA VENEZUELA E NO IRÃ


O chanceler russo Serguei Lavrov condenou as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã, d
urante discurso na Assembleia Geral da ONU, quando acusou Washington de violar normas internacionais. Lavrov criticou a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo ele, Maduro deveria ser libertado imediatamente enquanto aguarda julgamento nos Estados Unidos. O venezuelano é acusado pelos americanos de facilitar o tráfico de drogas, entre outros crimes. Lavrov também condenou a morte do ex-líder supremo iraniano Ali Khamenei e de integrantes de sua família. Afirmou que ataques israelenses e americanos atingiram infraestrutura civil e nuclear do Irã. O ministro disse ainda que a Rússia está disposta a cooperar para estabilizar o estreito de Hormuz e procurou apresentar Moscou como uma potência apoiada por países do Sul e do Leste Global. Citou o Brics e a Organização de Cooperação de Xangai como exemplos dessa rede de parceiros e rejeitou a ideia de que a Rússia esteja isolada internacionalmente pelas sanções ocidentais. Sobre a guerra na Ucrânia, Lavrov acusou os aliados de Kiev de adotar ações irresponsáveis e criticou o fornecimento de armas ocidentais utilizadas contra as forças russas. Segundo Lavrov, os Estados Unidos teriam contribuído para destruir a segurança europeia e acusou a Europa de tentar sabotar negociações de paz apoiadas pelo governo Donald Trump. O chanceler russo afirmou que Moscou pretende alcançar todos os objetivos de sua operação militar e disse que ameaças à segurança da Rússia serão eliminadas antes do retorno da paz.

Lavrov repetiu argumentos usados pelo governo Vladimir Putin para justificar a invasão da Ucrânia. Entre eles está a alegação de proteção das populações russas nas regiões ocupadas. O governo russo também mantém exigências territoriais como parte de suas condições para um acordo. Entre elas está o reconhecimento da anexação da Crimeia e de quatro regiões ucranianas. Parte desses territórios continua sob controle de Kiev, segundo o texto. Lavrov afirmou que o envio de armas à Ucrânia conduz o conflito a um impasse estratégico. As declarações ocorreram em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia. Após o discurso, Lavrov se reuniu com o ministro alemão das Relações Exteriores, Johann Wadephul.
O encontro durou cerca de 20 minutos e foi o primeiro ministerial entre os países desde a invasão. A iniciativa da reunião partiu da Alemanha, segundo informações divulgadas pelo Kremlin. Wadephul teria pedido que Moscou abandonasse o caminho de escalada contra Alemanha, Europa e Otan e discutiu sobe o caso de um drone com explosivos encontrado no aeroporto de Leipzig. Berlim atribui o episódio aos serviços de inteligência russos, acusação rejeitada por Moscou. 

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