Bill Gates alertou que a inteligência artificial pode causar até um bilhão de mortes se cair em mãos erradas. O cofundador da Microsoft defendeu uma regulamentação governamental mais rigorosa para a tecnologia, assegurando que nunca houve uma ferramenta tão poderosa nas mãos de pessoas mal-intencionadas. O debate sobre a segurança da IA aumentou após recentes incidentes de cibersegurança. Os episódios levantaram dúvidas sobre a capacidade dos laboratórios de controlar seus modelos. Entre as empresas envolvidas estão OpenAI e Anthropic, duas das principais do setor. Nesta semana, veio à tona um ataque envolvendo um sistema da OpenAI na responsável pela invasão do site de um serviço público de saúde australiano. A empresa não comunicou o ataque ao governo durante meses após o ocorrido, mas o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou a situação como inaceitável. A Anthropic também informou sobre uma tentativa de uso militar de seu modelo Claude. Militantes iemenitas teriam tentado desenvolver sistemas para mísseis balísticos. Os episódios reforçaram preocupações sobre o uso indevido da inteligência artificial. Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém oposição à regulamentação. Trump já classificou os temores sobre a segurança da IA como uma farsa. Também rejeitou propostas que considera parte de um plano globalista de controle tecnológico.
Enquanto isso, dirigentes das principais empresas de IA defenderam padrões internacionais de segurança. Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, falaram no Conselho de Segurança da ONU. Eles defenderam liderança americana em uma coalizão internacional para estabelecer regras de segurança e cresceram os pedidos por uma desaceleração no desenvolvimento dos modelos mais avançados. Uma reunião entre Trump e Xi Jinping não produziu compromisso relevante sobre o controle da tecnologia. Gates afirmou que Washington precisa aprovar uma legislação federal sobre inteligência artificial. Para ele, as regras devem estabelecer salvaguardas e mecanismos de monitoramento e reconheceu que a legislação aumentaria alguns custos para as empresas. Mas avaliou que isso não impediria o avanço da tecnologia. Ele declarou que a autorregulação das empresas não é suficiente para garantir segurança. Gates diferenciou os riscos imediatos dos alertas sobre possíveis ameaças existenciais. No curto prazo, ele destacou o risco de terroristas e Estados usarem a IA de forma indevida. O bilionário também tem alertado sobre os impactos da IA no mercado de trabalho. Recentemente, defendeu que algumas profissões sejam consideradas exclusivas para seres humanos.
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