A China foi o país que mais executou pessoas em 2025, segundo relatório daAnistia Internacional. A entidade afirma que milhares de execuções ocorreram no país e que a pena de morte é usada também como sinal político de combate a ameaças à segurança e à ordem social. O documento aponta que 2025 registrou o maior número de execuções no mundo desde 1981. Ao menos 2.707 pessoas foram executadas judicialmente, alta de 78% em relação a 2024. Pelo menos 17 países realizaram execuções, utilizando métodos como injeção letal, enforcamento, decapitação, fuzilamento e asfixia por nitrogênio. A China lidera o ranking, seguida porIrã,Arábia SauditaeIraque. OsEstados Unidosaparecem em sétimo lugar, com 47 execuções, o maior número desde 2009. Como o governo chinês mantém os dados sob sigilo, a Anistia utiliza relatos de familiares, advogados, organizações civis e informações da imprensa para estimar os casos. Desde 2009, a entidade deixou de divulgar números exatos para a China, alegando que os dados disponíveis são incompletos e inferiores à realidade.
Mesmo sem estatísticas oficiais, a organização sustenta que milhares de pessoas continuam sendo condenadas à morte e executadas anualmente no país. Entre os crimes passíveis de pena capital estão tráfico de drogas, homicídios, corrupção, espionagem e crimes contra a segurança nacional. O Ministério das Relações Exteriores chinês rejeitou o relatório, afirmando que a Anistia tem preconceito contra o país. Segundo Pequim, a pena de morte é aplicada de forma “rigorosa e prudente”, com controle e redução gradual de seu uso. O relatório também destaca que 46% das execuções conhecidas no mundo em 2025 estiveram ligadas ao tráfico de drogas. O aumento global foi impulsionado principalmente pelo Irã, que registrou ao menos 2.159 execuções, o maior nível em décadas. Nos EUA, o crescimento foi puxado pela Flórida e pela retomada da defesa da pena de morte pelo governo do presidenteDonald Trump. Além disso, foram registradas 2.334 novas sentenças de morte no mundo, alta de 12% em relação ao ano anterior.
A União Europeia confirmou o veto à importação de carne bovina, frango, pescado, mel e outros produtos de origem animal do Brasil a partir de 3 de setembro. A medida pode provocar perdas de quase US$ 2 bilhões anuais às exportações brasileiras. A decisão foi formalizada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após o bloco concluir que o Brasil não apresentou garantias suficientes para cumprir as regras europeias sobre o uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal. A legislação da UE proíbe substâncias usadas para estimular o crescimento dos animais e restringe antibióticos considerados essenciais para a medicina humana. Embora não tenham sido identificados casos de contaminação ou surtos sanitários, Bruxelas avaliou que o Brasil não comprovou adequadamente o cumprimento das exigências. O Brasil foi o único país retirado da lista de exportadores autorizados. Já países como Armênia, Índia, Indonésia, Sérvia e Tunísia mantiveram a habilitação após apresentarem a documentação exigida. Argentina, Paraguai e Uruguai também permaneceram aptos a exportar para o mercado europeu.
O Ministério da Agricultura publicou portarias em abril proibindo parte dos medicamentos questionados, mas a Comissão Europeia considerou as medidas insuficientes. Segundo autoridades brasileiras, a reversão da decisão dependerá de negociações políticas e de uma nova avaliação técnica da UE. Documentos internos do Ministério da Agricultura, obtidos pela Folha, mostram que o governo já reconhecia desde março que os controles brasileiros eram insuficientes para atender às exigências europeias. O parecer apontava dependência excessiva de autodeclarações de produtores e falta de fiscalização oficial independente sobre o uso de medicamentos em propriedades rurais. A UE sustenta que a medida tem caráter exclusivamente sanitário e não está relacionada ao acordo comercial com o Mercosul. O Itamaraty informou apenas que mantém negociações em andamento com o bloco europeu. Entidades do setor defendem que as exigências internacionais sejam baseadas em critérios científicos e avaliações de risco reconhecidas globalmente.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, rejeitou o pedido de suspeição apresentado por quatro senadores contra o ministro Kassio Nunes Marques, relator do mandado de segurança que trata da CPI do Banco Master. Os senadores Eduardo Girão (Novo), Alessandro Vieira (MDB), Marcos Pontes (PL) e Plínio Valério (PSDB) alegaram que Nunes Marques teria relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP), investigado por suposto envolvimento no escândalo financeiro ligado ao Banco Master. Na decisão, Fachin considerou o pedido incabível por ter sido apresentado fora do prazo previsto no Regimento Interno do STF. Segundo ele, a contestação deveria ter sido feita em até cinco dias após a distribuição do processo, ocorrida em 26 de março de 2026. O prazo expirou em 31 de março, mas o pedido só foi protocolado em 12 de maio. A CPI do Banco Master é defendida por parlamentares desde novembro do ano passado, mas ainda não foi instalada devido à resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), responsável por decidir sobre a leitura do requerimento. Nesta semana, ele afirmou ser contrário à comissão por considerar que ela serviria de “palanque eleitoral”.
Diante da falta de avanço no Senado, os parlamentares recorreram ao STF para pedir a abertura da CPI. O caso foi distribuído por sorteio a Kassio Nunes Marques. Os autores do pedido de suspeição destacaram a proximidade entre Nunes Marques e Ciro Nogueira. Em 2020, o senador foi um dos principais articuladores da indicação do ministro ao STF, durante o governo Jair Bolsonaro. Ciro Nogueira é investigado na quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. Segundo as investigações, ele teria atuado no Congresso em defesa dos interesses da instituição.
O sofrimento silencioso das crianças de Gaza que perderam capacidade de falar
A psicoterapeuta infantil Katrin Brubakk, da organização Médicos Sem Fronteiras, ajuda crianças que sofreram traumas que podem provocar danos cerebrais permanentes e afetar gravemente seu futuro.
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Pix e eleições: como o meio de pagamento virou peça-chave da campanha desde 2022
Órgão americano recomendou a aplicação de taxas de 25% sobre os produtos brasileiros e argumentou que o país utiliza políticas desleais para favorecer método próprio de transações
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Bets duplicam faturamento no país e já recolhem impostos igual a tabaco e agricultura
Copa do Mundo deve gerar aumento de R$ 20 bilhões em depósitos para apostas esportivas Ministério da Fazenda já emitiu 85 licenças para empresas desde 2025, totalizando 187 sites autorizados
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Vitória derrota o Fortaleza e é pentacampeão da Copa do Nordeste
Equipe baiana venceu o clube cearense por 2 a 1 e assegura o título regional pela quinta vez na sua história
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Brasil vence o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo
Preocupação ficou por conta do lateral Wesley, que deixou o campo lesionado
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Mais de 1,2 milhões de pessoas acompanharam missa de Leão XIV na Praça Cibeles, em Madrid
Perante a multidão reunida no centro da capital espanhola, Leão XIV apelou aos católicos para que transformem a fé em compromisso social e rejeitem a indiferença.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem, 5, que pretende discutir com as principais empresas de inteligência artificial sobre a possibilidade de o governo adquirir participação acionária nessas companhias. Segundo ele, a medida poderia representar uma espécie de associação entre as empresas e o povo americano. Trump informou que se reunirá com líderes de todo o setor na Casa Branca na próxima semana. O presidente destacou que os EUA mantêm liderança global em IA, à frente da China, e disse que pretende preservar essa vantagem estratégica. Na semana passada, Trump assinou um decreto que abre caminho para maior controle governamental sobre os modelos mais avançados de IA, sob o argumento de reforçar a cibersegurança. A iniciativa restabelece um marco regulatório para o setor e sinaliza uma mudança de postura da administração republicana, que até então resistia a regulações mais amplas em nome da competitividade tecnológica frente à China.
CONSELHO DE MEDICINA VAI IDENTIFICAR FALSOS MÉDICOS
O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançará na próxima terça-feira (9) uma plataforma de inteligência artificial para identificar falsos médicos, empresas de fachada e outras irregularidades na área da saúde. O sistema cruzará dados de diferentes bases para apoiar a fiscalização dos conselhos regionais de medicina em todo o país. A tecnologia permitirá detectar indícios de exercício ilegal da profissão, monitorar possíveis infrações às normas de publicidade médica e auxiliar investigações. A ferramenta utiliza inteligência artificial generativa e análise preditiva para analisar grandes volumes de informações e apontar situações que exijam apuração. Entre as funções previstas estão a identificação de pessoas sem registro profissional válido atuando como médicas e o rastreamento de empresas com indícios de atuação irregular. Segundo o CFM, a plataforma poderá aumentar em até 30% a produtividade das ações de fiscalização. O sistema será apresentado em Brasília pelo presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e pelo diretor de IA do órgão, Jeancarlo Cavalcante.
SENADOR PEDE SUSPEIÇÃO DE MINISTRO
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao STF que declare o ministro Alexandre de Moraes suspeito para atuar em processos envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. A solicitação, apresentada na segunda-feira (1º), será analisada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A defesa alega possível vínculo entre Moraes e Vorcaro, citando mensagens trocadas e contratos do Banco Master com o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, que teria recebido R$ 80,2 milhões por serviços jurídicos. O pedido surgiu após Moraes solicitar parecer da PGR sobre a inclusão de Flávio em investigação ligada ao irmão, Eduardo Bolsonaro. A apuração foi motivada por reportagem do The Intercept Brasil que revelou repasses de R$ 61 milhões para o projeto cinematográfico Dark Horse. Flávio sustenta que Moraes não teria imparcialidade para julgar o caso e pede que a ação seja retirada do inquérito atual e redistribuída ao ministro André Mendonça, relator de processos relacionados ao Banco Master no STF.
TRUMP DEFENDE REDUÇÃO DOS JUROS
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a defender ontem, 5, a redução dos juros, mas afirmou que a decisão caberá ao novo presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh. Trump criticou repetidamente o ex-presidente da instituição, Jerome Powell, por manter as taxas acima de 3%, defendendo um patamar entre 1% e 1,5%. Apesar da pressão da Casa Branca, analistas elevaram para 98% a probabilidade de o Fed aumentar os juros em pelo menos 0,25 ponto percentual até o fim do ano. A expectativa cresceu após a divulgação dedados que mostraram a criação de 172 mil empregos nos EUA em maio. O mercado também considera a inflação persistente, impulsionada pelos preços da energia. O índice PCE, referência para o Fed, subiu 3,8% em 12 meses até abril, maior alta desde maio de 2023. A próxima reunião da autoridade monetária ocorrerá nos dias 16 e 17 de junho, a primeira sob o comando de Warsh.
RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DA CNH
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro e permite a renovação automática da CNH para motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), sem taxas ou burocracia. A medida beneficia condutores sem infrações sujeitas a pontuação nos últimos 12 meses. A nova legislação mantém a obrigatoriedade dos exames de aptidão física e mental, que deverão ser realizados por médicos e psicólogos peritos autorizados e especializados em medicina do tráfego e psicologia do trânsito. Os valores dos exames seguirão preços definidos pelo órgão máximo de trânsito da União, com reajuste anual pelo IPCA. Segundo a Senatran, cerca de 2 milhões de motoristas já tiveram a CNH renovada automaticamente desde a edição da medida provisória, gerando economia de R$ 854,8 milhões. A lei integra o programa CNH do Brasil, que reduziu em até 80% os custos para obtenção da habilitação e ampliou as opções de formação dos condutores. Desde o fim da obrigatoriedade das aulas teóricas em autoescolas, mais de 1,3 milhão de novas CNHs foram emitidas, com economia superior a R$ 1,8 bilhão para a população.
TROCA DE ATAQUES ENTRE IRÃO E EUA AGRAVA TENSÃO: TEERÃO LANÇA MÍSSEIS CONTRA BASES AMERICANAS NO GOLFO
Sobre a demora em chegar a um entendimento, Trump disse à NBC: “Há coisas que eles [Irão] nunca pensaram que teriam que fazer, mas que terão que fazer. Eles não têm escolha, e isso leva um tempo”.
A queda do senadorFlávio Bolsonarono Sudeste, apontada por pesquisas recentes, tem preocupado aliados. A avaliação é que, se o presidenciável do PL continuar perdendo força na região que reúne os maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro —, os palanques estaduais da direita podem ficar ainda mais enfraquecidos. Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado em maio mostrou queda de Flávio de 41,2% para 30,7% no Sudeste em apenas um mês, enquanto o presidenteLuiz Inácio Lula da Silvaampliou sua vantagem na região. No Rio de Janeiro, principal reduto da família Bolsonaro, o cenário é visto como um dos mais problemáticos. O candidato ao governo,Douglas Ruas, ainda busca ampliar sua popularidade e enfrenta o desgaste de ter participado da gestão do ex-governadorCláudio Castro. Castro desistiu da disputa ao Senado após ser alvo de operações da Polícia Federal que investigam sua relação com o banqueiroDaniel Vorcaro.
Nos próximos dias, o ex-presidenteJair Bolsonarodeve escolher quem substituirá Castro na chapa ao Senado. Os nomes mais cotados sãoSóstenes CavalcanteeCarlos Jordy. O senadorCarlos Portinhotambém é considerado uma alternativa. Em Minas Gerais, a indefinição sobre o candidato ao governo preocupa aliados de Flávio. O senadorCleitinho, que aparece na liderança das pesquisas, ainda não confirmou se disputará o cargo, aumentando a apreensão no grupo bolsonarista. Segundo aliados, a falta de decisão pode dificultar a montagem de um palanque competitivo no Estado, considerado decisivo em eleições presidenciais.
A empresa de inteligência artificial Anthropic defendeu a possibilidade de uma pausa global no desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais poderosos, diante de sinais de que modelos avançados poderiam escapar ao controle humano. Criadora do Claude, a empresa afirmou que desacelerar temporariamente o avanço da IA de ponta poderia dar tempo para que pesquisas de segurança e estruturas sociais acompanhassem a evolução tecnológica. No entanto, alertou que uma única empresa não pode reduzir o ritmo sozinha sem correr o risco de ser superada por concorrentes. Segundo a Anthropic, uma pausa só seria viável se grandes empresas e governos, especialmente dos Estados Unidos e da China, concordassem em interromper simultaneamente o desenvolvimento, sob regras verificáveis. A companhia destacou que, sem coordenação global, empresas e governos enfrentarão decisões difíceis entre segurança e competitividade.
A proposta encontra resistência em Washington e no Vale do Silício, onde autoridades e executivos argumentam que uma desaceleração poderia favorecer a China na corrida tecnológica. Enquanto isso, o presidente Donald Trump assinou um decreto que permite ao governo realizar avaliações preliminares dos modelos de IA mais poderosos antes de seu lançamento. A Anthropic pretende reunir autoridades, cientistas, organizações da sociedade civil e concorrentes para discutir a criação desse sistema de supervisão. A empresa também alertou que a IA está acelerando o próprio desenvolvimento, o que pode gerar um ciclo de autoaperfeiçoamento crescente. Embora considere esse cenário incerto, afirmou que as evidências indicam uma redução gradual da participação humana no processo de desenvolvimento da tecnologia.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou como um “equívoco” a decisão dos Estados Unidos de incluir as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Em entrevista à TV Globo ontem, 5, ele argumentou que grupos terroristas têm motivações ideológicas ou religiosas, enquanto facções criminosas buscam lucro. Segundo Rodrigues, a classificação pode prejudicar a definição de estratégias adequadas de combate, já que terrorismo e crime organizado exigem abordagens diferentes. Apesar da divergência, ele afirmou que a medida não altera a atuação da Polícia Federal nem as políticas brasileiras de enfrentamento ao crime. O diretor ressaltou que o Brasil continuará priorizando a integração entre órgãos de segurança, a descapitalização das facções e a prisão de lideranças criminosas. Para ele, a decisão americana não interfere na soberania brasileira nem nas ações de segurança pública do país.
Rodrigues destacou, porém, que a medida pode abrir espaço para ampliar a cooperação internacional, especialmente no compartilhamento de informações, na captura de foragidos e no bloqueio do tráfico de armas para o Brasil. A PF informou que não foi comunicada oficialmente pelos EUA sobre a classificação das facções e soube da decisão pela imprensa. Segundo o diretor, ainda é cedo para avaliar eventuais impactos na cooperação entre os dois países. O tema ocorre em meio a recentes atritos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos envolvendo a prisão e posterior liberação do ex-deputado Alexandre Ramagem em território americano. Mesmo assim, o governo brasileiro mantém a defesa do diálogo e da cooperação internacional no combate ao crime organizado, respeitando a soberania nacional.
Dias atrás, ele vociferava contra um juiz federal —"escolhido por Barack Hussein Obama!", salientou— por ousarsuspender o projeto de reforma do Kennedy Centere ordenar a remoção do nome "Donald J. Trump" da fachada da instituição. Em 1964, meses após o atentado fatal em Dallas, autorizou-se por lei a troca de nome do National Cultural Center para Kennedy Center, em memória dopresidente assassinado.
Donald Trump durante anúncio no Salão Oval da Casa Branca -Brendan Smialowski - 4.jun.26/AFP
Trump não está nem aí com isso. Desancou o juiz, quer brigar pela reforma no Congresso e, aos seguidores, queixou-se que "democratas da esquerda radical querem atingir o seu presidente favorito, EU".
Subiu o tom quando músicos escalados para os concertos dos250 anos da independência americanacomeçaram acancelar participação—caso de Morris Day, vocalista da banda The Time, da cantora country Martina McBride e do rapper Young MC, entre outros. Trump chamou-os de artistas de terceira categoria e avisou que eleserá a atração número um. Garante arrastar multidões maiores do queElvis Presleyem seus melhores dias.
A escalada do ego promete nas próximas semanas. Aguardam-se nota, moeda, selo e farta quinquilhariaexaltando a figura presidencial. O site da Casa Branca tornou-se 100% autorreferente: fora a contagem regressiva para o aniversário da independência, exibida na homepage, o que se posta são fotos, atos e proezas de Trump.
Este governante imperial anseia remodelar os símbolos de poder e, para tanto, não basta folhear a ouro o setor de onde despacha. Ele segue com as obras donovo salão de festas da Casa Branca, anuncia aconstrução de um Arco do Triunfo, nos moldes do de Paris, e pode vir a erguer uma biblioteca para chamar de sua com o "allure" do finado World Trade Center.
Crescem evidências de que, além de tratar a renovação de espaços públicos com a mesma lógica do mercado imobiliário, de onde veio, Trump mistura verbas públicas para financiar seus delírios napoleônicos a recursos de doadores privados, cujos interesses devem justificar o valor do cheque.
No livro"A Personalidade Autoritária",escrito com pesquisadores em 1950, portanto, na era stalinista, o filósofoTheodor W. Adorno(1903-1969) ensinou que as convicções políticas, econômicas e sociais de um indivíduo frequentemente moldam um padrão coerente. Só que esse padrão se torna um problema quando o indivíduo em questão é "potencialmente fascista" —as aspas são do autor.
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O culto à personalidade que se vê hoje com Trump sem dúvida entrará nos anais doautoritarismono mundo. E, como em outros casos, deve ser estudado como estratégia de propaganda e psicologia de massas, passando por eventuais desvios patológicos.
No dia 4 de julho, data oficial da independência dos EUA, o anfitrião da Casa Brancacomandará o show em Washington, enquanto dois jogos daCopa do Mundorolarão nos gramados americanos –um na Filadélfia, outro em Houston.
Concorrência desleal? De modo algum. Trump conta com a audiência ampliada do futebol para coroar a si mesmo.Gianni Infantino, presidente da Fifa, quelhe conferiu um Prêmio da Paz, à falta do Nobel, não vai deixá-lo passar vontade.