O Brasil possui regras de impedimento e suspeição de magistrados, mas parte delas foi flexibilizada ou invalidada pelo STF, e não há um órgão efetivo de controle. O debate ganhou força após decisões controversas de ministros, como no caso do Banco Master, envolvendo possíveis conflitos de interesse. Especialistas apontam uma crise de credibilidade na aplicação dessas normas e defendem a criação de um código de conduta para o Supremo, embora haja divergências sobre seu alcance. As regras atuais, previstas nos Códigos de Processo Civil e Penal, buscam garantir a imparcialidade, mas dependem, em geral, da autodeclaração do próprio juiz.
Historicamente, o STF só reconheceu impedimentos quando o próprio ministro se declarou afastado, nunca por decisão do plenário. Em 2023, a Corte considerou inconstitucional a regra que impedia juízes de julgar casos envolvendo clientes de escritórios de parentes, o que ampliou críticas sobre conflitos de interesse. Para juristas, essa decisão criou lacunas e facilitou o tráfico de influência. Propostas da OAB-SP e da Fundação FHC sugerem um código de conduta com mais transparência sobre relações pessoais, eventos e benefícios recebidos. Defensores afirmam que o código ajudaria a esclarecer critérios subjetivos, como amizade íntima. Críticos, porém, alertam que normas formais não bastam e que mudanças dependem também da cultura institucional do STF e de reformas estruturais mais amplas.
Israel realizou ontem, 31, um dos ataques aéreos mais intensos das últimas semanas contra a Faixa de Gaza. A ofensiva atingiu uma delegacia controlada pelo Hamas e áreas onde palestinos deslocados estavam abrigados em tendas e apartamentos. Segundo autoridades de saúde de Gaza, ao menos 32 pessoas morreram, entre elas três crianças. As Forças Armadas de Israel afirmaram ter atacado comandantes e instalações do Hamas e da Jihad Islâmica, alegando violações do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro. O Hamas acusou Israel de romper a trégua, mas não informou se combatentes foram atingidos. Na sexta-feira (30), Israel reconheceu pela primeira vez que seus bombardeios mataram ao menos 25 mil civis desde o início da guerra, em outubro de 2023. Apesar de um cessar-fogo acordado no ano passado, o conflito segue com episódios de violência.

