Salvador, 7 de janeiro de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
O recém-anunciado técnico do Chelsea, Liam Rosenior, virou assunto nas redes sociais antes mesmo de estrear no comando do clube. Internautas resgataram um artigo escrito por ele em junho de 2020, publicado no jornal The Guardian, no qual faz duras críticas ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio aos protestos globais contra o racismo após a morte de George Floyd. Escrito em forma de carta aberta e com forte tom irônico, o texto responsabiliza Trump pelo agravamento das tensões raciais no país. À época auxiliar do Derby County, Rosenior afirma que a postura do então presidente serviu como catalisador para mobilizações sociais que ultrapassaram as fronteiras dos EUA, influenciando também outros países, como o Reino Unido. Em um trecho pessoal, o treinador relata o impacto do contexto político em sua família, dizendo que suas filhas, cidadãs americanas, questionavam por que o presidente “odiava os negros”. Rosenior é filho de Leroy Rosenior, ex-jogador condecorado com o MBE por sua atuação no combate à discriminação no esporte.
No artigo, o novo técnico do Chelsea agradece ironicamente Trump por expor o racismo estrutural dos Estados Unidos e por, segundo ele, inspirar mudanças duradouras ao se tornar um símbolo a ser superado. Para Rosenior, o ex-presidente representava uma ideologia ultrapassada e excludente. Anunciado nesta semana, Liam Rosenior, de 41 anos, assinou contrato com o Chelsea até 2032. Ele chega após a demissão de Enzo Maresca e vinha de trabalho no Strasbourg, além de passagens por Derby County e Hull City.
A Rede Sustentabilidade ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com pedido de liminar, no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei nº 14.958/2025, da Bahia, que criou cargos comissionados de Assistente Técnico de Juiz no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A norma foi alvo de críticas de sindicatos, que apelidaram os cargos de “jabutis de juízes”. O processo está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes e chegou ao STF no fim de 2025. A lei prevê que os assistentes auxiliem magistrados em pesquisas de legislação, doutrina e jurisprudência, uso de sistemas, acompanhamento de metas processuais e apoio a atos preparatórios de audiências. Segundo a Rede, a livre nomeação e exoneração desses cargos viola o artigo 37 da Constituição, pois as atribuições são técnicas, burocráticas e operacionais, exigindo concurso público. A ação sustenta que não há vínculo com funções de chefia, direção ou assessoramento, nem relação especial de confiança.
O partido destaca a sobrecarga do Judiciário baiano, com mais de 2 milhões de processos pendentes e vacância de cerca de 46% dos servidores, defendendo a realização de concursos públicos. Aponta ainda que o cargo admite escolaridade de nível médio, o que seria incompatível com atividades de assessoramento jurídico. A petição cita jurisprudência do STF que restringe cargos comissionados a funções de direção, chefia e assessoramento, e alerta para riscos à independência judicial. A Rede pede a suspensão imediata da lei e sua declaração definitiva de inconstitucionalidade. Antes disso, o Sintaj denunciou a norma ao CNJ, estimando custo anual de R$ 60,7 milhões. Outra ação no STF foi proposta pela ASJB, mas não teve o mérito analisado por falta de legitimidade. A lei foi sancionada em julho de 2025, prevendo remuneração total de R$ 6.899,22 por cargo.
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Diplomata dos EUA e petroleiras americanas negociaram manutenção do chavismo no poder
Irmão da presidente interina chegou a ligar para contatos em Washington perguntando por que houve ataque
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
DESCOBERTOS FÓSSEIS DE 7 MILHÕES DE ANOS
USINA NUCLEAR NA LUA
O governo Donald Trump lançou ontem, 6, um site no domínio oficial da Casa Branca que relembra os cinco anos do ataque ao Capitólio. O material descreve o episódio como um “protesto pacífico” e volta a afirmar, sem provas, que as eleições de 2020 foram fraudadas. O site celebra a decisão de Trump de perdoar condenados pela invasão de 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores tentaram impedir a certificação da vitória de Joe Biden no Congresso. Segundo o texto, os réus teriam sido “perseguidos injustamente” e usados como exemplos políticos pelo governo Biden. A Casa Branca afirma que mais de 1.600 “americanos patrióticos” foram processados apenas por estarem presentes no Capitólio. O material diz que os manifestantes foram tratados como golpistas por um Departamento de Justiça aparelhado e que os perdões encerraram abusos como confinamento solitário e separação de famílias.O site acusa os democratas de distorcer os fatos e sustenta que o verdadeiro golpe teria sido a certificação de uma eleição fraudulenta. Há uma linha do tempo que descreve o discurso de Trump e a marcha de apoiadores ao Capitólio. Segundo essa versão, a violência teria começado por falhas da polícia legislativa. O texto afirma que agentes usaram força excessiva contra manifestantes pacíficos, o que teria provocado o caos. Embora cinco pessoas tenham morrido em decorrência da invasão, o site diz que nenhum policial morreu e destaca apenas a morte da apoiadora Ashli Babbitt. A página ignora policiais feridos e suicídios posteriores, mas homenageia apoiadores mortos e acusa o então vice Mike Pence de traição por certificar o resultado eleitoral.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu ontem, 6, o arquivamento do inquérito contra o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) por falta de provas. O parlamentar foi flagrado em 2020, durante operação da Polícia Federal, com dinheiro em espécie escondido na cueca. Segundo a PGR, não foi possível comprovar a origem ilícita dos valores apreendidos. A manifestação foi enviada em 28 de dezembro ao ministro Flávio Dino, relator do caso no STF.
Em vitória para Zelenski, França e Reino Unido assinaram acordo com a Ucrânia para enviar força de paz se houver cessar-fogo. Sem apoio dos EUA, porém, a proposta tende a não sair do papel. Washington seria fiadora militar e monitora de uma eventual trégua. O plano também enfrenta rejeição de Putin, que não aceita tropas da Otan no vizinho. A invasão russa ocorreu, em parte, pelo temor de adesão de Kiev à aliança. O anúncio ocorreu em Paris, na reunião da Coalizão dos Dispostos, na terça, 6. Os EUA participaram e seguem debatendo o tema. Steve Witkoff disse que protocolos de segurança do pós-guerra estão quase finalizados. Ele falou em paz e em acordo de prosperidade.
Desde o último sábado (3), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou a ser alvo de forte pressão política e jurídica após celebrar a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela e sugerir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse sequestrado por forças estrangeiras, a exemplo do que ocorreu com Nicolás Maduro. As declarações geraram pedidos de investigação, cassação e prisão do parlamentar. Até o momento, Nikolas é alvo de ao menos cinco representações encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF). Nas redes sociais, o deputado comemorou a ação considerada ilegal e compartilhou uma montagem em que Lula aparece sendo preso por militares norte-americanos, acompanhada da expressão “Ó Deus”. Uma das representações foi protocolada pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) e pelo ex-presidente do PSOL Juliano Medeiros, que acusam Nikolas de atentar contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito, crimes previstos no Código Penal, com penas de até 12 anos de prisão.
Segundo o documento, o parlamentar teria incentivado ingerência estrangeira contra o Brasil, o que também caracterizaria quebra de decoro parlamentar, podendo resultar na cassação do mandato. Em outra frente, o deputado Reimont (PT-RJ) solicitou ao MPF a prisão em flagrante de Nikolas e o bloqueio de suas redes sociais. Já os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) acionaram a Polícia Federal, incluindo também Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, acusados de estimular intervenção militar estrangeira e ameaçar a soberania nacional.
As declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre María Corina Machado causaram surpresa e desconforto na oposição venezuelana. Ao comentar a prisão de Nicolás Maduro, Trump afirmou que os EUA administrariam a Venezuela durante uma “transição”, sem mencionar eleições nem o papel da oposição que afirma ter vencido as eleições de 28 de julho de 2024, com 85% das atas, e denuncia fraude após o Conselho Nacional Eleitoral proclamar Maduro vencedor sem divulgar os registros. Mesmo assim, não houve troca imediata de governo. Em 5 de janeiro, Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, assumiu interinamente a presidência. Corina Machado criticou duramente Rodríguez, acusando-a de envolvimento em repressão, corrupção e alianças com Rússia, China e Irã. Ao mesmo tempo, elogiou Trump e reafirmou o desejo de retornar à Venezuela. A líder oposicionista defende uma transição democrática, restauração do Estado de Direito e abertura ao investimento estrangeiro.
Analistas afirmam que Trump nunca reconheceu Corina Machado como aliada direta; o principal interlocutor seria o secretário de Estado Marco Rubio. Rubio declarou que a prioridade dos EUA é lidar com “realidades imediatas”, já que grande parte da oposição está fora do país. Segundo especialistas, os EUA buscam uma transição estável, focada em conter a migração e garantir acesso ao petróleo venezuelano, mais do que entregar o poder à oposição. O chavismo segue profundamente enraizado nas instituições e Forças Armadas, tornando a transição complexa. Apesar disso, Corina Machado mantém forte apoio popular e segue como principal liderança da oposição, ainda que o futuro político da Venezuela permaneça incerto.
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