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| Mendonça, Bolsonaro e Michelle |
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| Mendonça, Bolsonaro e Michelle |
O ministro Gilmar Mendes encontrou um competidor, na Corte, para caturrar; nesta oportunidade, ele enfrenta o presidente Luiz Fux, porque quer ver seu inoportuno projeto em vigor. Um deles é acerca da implementação imediata do juiz de garantiras que o presidente não encontra viabilidade para por em prática. O presidente pautou o julgamento para 25 de novembro, mas a dificuldade de obter acordo, provocou a retirada e não se sabe quando se definirá sobre o assunto. Outras ações, também retiradas de pauta, referem-se às mudanças regimentais que tornam obrigatórias a remessa de decisões monocráticas ao plenário. O ministro Gilmar Mendes resiste a esta ideia, porque quer continuar soltando seus amigos e definindo temas polêmicos sem submeter aos seus colegas.
O juiz das garantias foi aprovado pelo Congresso em 2019 e divide o julgamento dos processos criminais em duas etapas e por dois juízes: um autoriza diligências da investigação e o outro é encarregado do julgamento. A maioria dos magistrados posiciona-se contrária à pretensão do ministro Mendes, porque significará maior atraso nos julgamentos, vez que o Brasil ressente de magistrados e o juiz de garantias exigirá dois julgadores, onde, atualmente, um resolve sobre a investigação e sobre o julgamento. O então ministro da Justiça Sergio Moro criticou o juiz de garantias, porque provocará acúmulo de trabalho para os magistrados, que também raciocinam desta forma.
As estatísticas mostram que no ano passado os ministros deram 1.700 decisões monocráticas, o que representa mais de 90% dos julgamentos da Corte.
A diferença entre Fux e Gilmar é que o primeiro é juiz de carreira e sente as dificuldades dos magistrados, enquanto Gilmar foi "fabricado" pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e não avalia esses percalços, aliás é o detrator contumaz dos magistrados. E assim, o STF continuará sendo formado por 11 ilhas, com decisões individuais que dependerá do relator para serem analisadas pelo Plenário.
O ministro Nunes Marques, do STF suspendeu a execução da pena imposta pelo CNMP contra o promotor Daniel Balan Zappi, no Ministério Público de Mato Groso do Sul. Ele foi acusado de assédio processual contra o ministro Gilmar Mendes e foi punido com suspensão de 45 dias do cargo, sem remuneração. O processo disciplinar no CNMP contra o promotor foi relatado pelo ex-conselheiro Luciano Nunes Maria Freire que assegurou violação da imparcialidade, impessoalidade e a boa fé processual. Na verdade, Zappia sofreu perseguição do ministro Gilmar Mendes por ter ajuizado muitas ações contra a família Mendes: em 2017, requereu duas ações civis públicas contra o ministro e seus irmãos, por uso indiscriminado de agrotóxicos em plantações de soja e milho em Diamantino/MT, onde o ministro nasceu; alega Zappia que as terras exploradas situam-se em área de proteção ambiental das nascentes do rio Paraguai. Outra acusação do promotor referem-se à faculdade União de Ensino Superior de Diamantino, da família Mendes. Alega que a universidade era de Maria da Conceição, adquirida pelo governo de Mato Grosso em 2013 por R$ 7,7 milhões. A ação trata de ilegalidade na transação pelo governo do estado e não envolvia a família Mendes. Outra ação expõe a denominação da "avenida Gilmar Mendes", em Diamantino.
Interessante é que a sindicância interna, de iniciativa da Corregedoria do Ministério Público, foi arquivada, mas o CNMP, em nítido procedimento de caça às bruxas, como procede com o processo contra 11 procuradores da Lava Jato do Rio de Janeiro, abriu o PAD que terminou na punição. O promotor, desde julho, foi removido, por merecimento, de Diamantino para a 24ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá.
O eVTOL terá dez motores, sendo que oito destinam-se para movê-lo verticalmente e dois, horizontalmente, todos elétricos, sem muito barulho e leves, aterrisando na vertical. A Embraer promete entregar o "carro voador" no ano de 2026, mas o voo com um protótipo deverá acontecer no início do próximo ano. O projeto denominado EVE possibilitará a viagem na altura de 400 a 500 metros e comportará quatro passageiros, além do piloto, podendo viajar até 100 km de distância. A Embraer já recebeu encomenda de dez eVTOLs, originado da Áustrália, além de 745 pedidos no total. O preço do "carro" deverá girar em torno de 500 mil dólares. A comparação que se faz do "carro voador" é com os helicópteros, mas é prometida maior segurança e mais silenciosas e servirá como táxi nas grandes cidades, prevendo-se inclusive, com o tempo, preços mais baratos do que o uber
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina suspendeu lei estadual, sancionada em novembro, pelo governador Carlos Moisés, que autorizava a educação domiciliar, homeshooling, no estado. O fundamento da Corte foi de que a matéria é de competência da União e, portanto, o Estado não pode legislar sobre o assunto. O homeshooling não é permitido no Brasil, apesar de tramitar na Câmara dos Deputados projeto sobre o tema.
O juiz Nemércio Rodrigues Marques, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou a penhora de R$ 100 mil das contas bancárias do pastor Valdemiro Santiago, dono da Igreja Mundial do Poder de Deus. A decisão prende-se a dívida da igreja com pagamento de aluguéis, do templo, na cidade de Sertãozinho, no interior de São Paulo, que mede 354,34 m2 e foi alugado em 2017. Depois da celebração de acordo com a empresa proprietária do prédio, Branca Holding, foi requerida execução orçamentária dos bens pessoais do pastor Valdemiro, sob fundamento de que ele é sócio da Mundial.
Depois da criação do Tribunal Regional Federal Minas Gerais, TRF-6, em Belo Horizonte, que iniciará suas atividades em 2022, desvinculando então de Brasília; o Paraná trabalha para criar o TRF-7, com sede em Curitiba, com competência para julgar os casos de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, que também deixarão Porto Alegre. O argumento dos paranaense é o mesmo dos criadores do TRF-6, de que não haverá novos custos, argumento que não prospera, mas os políticos aceitaram uma vez e certamente engolirão pela segunda vez. A reivindicação do Paraná foi entregue ao ministro Humberto Martins, presidente do STJ e asseguram que há excesso de demandas nesses Estados para justificar a instalação do TRF-7.
A OAB protocolou ação de descumprimento de preceito fundamental, no STF, contra o governo de Jair Bolsonaro, fundado no argumento de que seu governo promove desmonte da cultura no Brasil. Enumera "uma longa série de condutas comissivas e omissivas" e alega que esses atos "ameaçam desconstruir uma política de Estado". A ação mereceu estudo de diferentes especialistas em direito cultural e, anteriormente, a entidade tinha ingressado com duas ações contra a atuação do governo na cultura.
A OAB/MG, através da atual diretoria, aprovou a redução na anuidade, no percentual de 20%, a partir do ano de 2022; a decisão aconteceu no Conselho Pleno da entidade. O relator da proposta, conselheiro Raimundo Neto, embasou seus argumentos no Provimento 185 do Conselho Federal da OAB e a maioria seguiu seu voto. O conselheiro entende que os recursos economizados pela administração devem reverter para beneficiar a advocacia, prejudicada com os efeitos da pandemia.