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sábado, 30 de agosto de 2025

ISRAEL MATA PALESTINOS TAMBÉM DE FOME

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Tel Aviv na terça-feira (26) pedindo o fim da guerra e o retorno dos reféns em poder do Hamas. 
Enquanto isso, mais famílias fugiam da Cidade de Gaza após intensos bombardeios israelenses. Apesar da pressão, o gabinete de segurança de Israel não discutiu proposta de acordo com o Hamas. No mesmo dia, ataques israelenses mataram pelo menos 34 pessoas, segundo autoridades locais de saúde. Entre as vítimas, estavam 18 pessoas nos arredores da Cidade de Gaza, onde vive metade da população do território. Moradores relataram bombardeios contínuos em bairros do leste de Gaza e em Jabalia, no norte, destruindo casas e estradas. A ofensiva reforça os planos israelenses de tomar a cidade, mesmo após críticas por bombardeio a hospital que matou 20 pessoas. A União Europeia classificou o ataque como “completamente inaceitável”. Na
 operação de hoje, 29, os ataques foram direcionadas para a Cidade de Gaza, maior centro urbano do território palestino. As pausas humanitárias diárias de 10 horas foram canceladas, já que a região foi declarada “zona de combate perigosa”.

Internamente, o governo Netanyahu sofre pressão com protestos em Tel Aviv e outras cidades.
Manifestantes bloquearam ruas, exibiram fotos de reféns e cobraram o fim da guerra. Mães e pais de sequestrados denunciaram que Netanyahu prioriza destruir o Hamas em vez de libertar reféns. Ruby Chen, pai de um refém, acusou o premiê de sacrificar vidas por motivos políticos. O plano de invadir Gaza gera preocupação até entre militares pela segurança dos reféns. Um cessar-fogo já aceito pelo Hamas aguarda decisão de Israel há mais de uma semana. A proposta prevê libertação gradual de reféns em troca de prisioneiros palestinos.
Durante 60 dias de trégua, seriam negociados pontos para encerrar o conflito. Enquanto isso, Gaza enfrenta catástrofe humanitária com fome e destruição. O bloqueio israelense dificulta a entrada de ajuda internacional. O Programa Mundial de Alimentos alertou que quase 100 caminhões diários ainda são insuficientes. Segundo a ONU, a necessidade é urgente para 2,1 milhões de palestinos. O premiê enfrenta forte pressão das famílias dos reféns por avanços nas negociações. A ONG Fórum das Famílias de Reféns, com o lema “Bring Them Home Now”, lidera os protestos. Israel também sofre críticas internacionais pela crise humanitária em Gaza e pelo impasse das negociações em Doha.




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