O Exército de Israel deverá interromper ou reduzir a ajuda humanitária ao norte de Gaza enquanto expande a ofensiva contra o Hamas, um dia após declarar a cidade de Gaza como zona de combate. A medida deve gerar novas críticas internacionais diante da crise humanitária e da situação dos reféns, após quase 23 meses de guerra. Segundo uma fonte à Associated Press, Israel suspenderá em breve os lançamentos aéreos de ajuda e reduzirá caminhões de suprimentos ao norte, preparando a retirada de centenas de milhares de pessoas para o sul. Na sexta-feira, 29, o país encerrou pausas diurnas para entrega de ajuda, alegando que a cidade ainda abriga túneis do Hamas. A ONU afirma que Gaza precisa de ao menos 600 caminhões de suprimentos por dia. A Cruz Vermelha alertou que evacuar a cidade seria impossível de forma segura, diante da destruição e da escassez de alimentos, água e abrigo. Centenas de moradores já deixam a região, levando poucos pertences.
No sábado, disparos israelenses mataram quatro pessoas que tentavam obter ajuda. Autoridades de saúde relataram 15 mortos e mais de 200 feridos em 24h ao buscar suprimentos. O ministério de Gaza disse que dez pessoas, incluindo três crianças, morreram de fome nas últimas 24h. Desde o início da guerra, ao menos 332 palestinos, entre eles 124 crianças, morreram por desnutrição. O total de mortos chega a 63.371, quase metade mulheres e crianças. Israel não reconhece os números, mas não apresenta dados próprios nem permite jornalistas estrangeiros em Gaza. O ministério da Saúde local, ligado ao Hamas, é considerado pela ONU e especialistas a fonte mais confiável de baixas. As críticas à condução israelense crescem no cenário internacional.
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