O Brasil tinha 234,3 milhões de bovinos em 31 de dezembro de 2025, o que representa queda de 1,7% em relação ao ano anterior. Mesmo assim, o rebanho superava em 9,8% a população brasileira. O país tinha 213,4 milhões de habitantes em julho de 2025. Foi o segundo ano consecutivo de redução do rebanho bovino. Em 2024, a queda havia sido de apenas 0,2%. O recorde ocorreu em 2023, com 238,6 milhões de animais. Segundo o IBGE, o recuo está ligado ao forte aumento dos abates. A redução de fêmeas também afetou a capacidade de reprodução do rebanho. Em 2025, cerca de 43 milhões de bovinos foram abatidos sob inspeção. Foi o maior volume já registrado pela pesquisa. O cenário ocorreu em meio a condições favoráveis de mercado e clima. As exportações brasileiras de carne bovina também atingiram recorde. O Brasil manteve a liderança mundial nas exportações do produto. Mato Grosso concentrou o maior rebanho, com 31,6 milhões de cabeças. Pará, com 25,6 milhões, e Goiás, com 22,5 milhões, vieram depois.
Entre os municípios, São Félix do Xingu (PA) continuou na liderança. A cidade tinha 2,7 milhões de bovinos no fim de 2025. O rebanho brasileiro supera a população desde 2002, segundo a Folha. Na criação de aves, porém, houve crescimento no ano passado. O número de galináceos aumentou 1,6%, chegando a 1,6 bilhão. Caprinos e ovinos também atingiram recordes históricos em 2025. A produção de ovos cresceu 5,7%, alcançando 5,7 bilhões de dúzias. São Paulo liderou a produção, seguido por Minas Gerais e Paraná. Santa Maria de Jetibá (ES) foi o maior produtor municipal de ovos. A produção de leite também bateu recorde, com 36,7 bilhões de litros. O resultado ocorreu apesar da redução no número de vacas ordenhadas. A produtividade aumentou 5,6%, para quase 2.499 litros por animal. Minas Gerais liderou a produção de leite, com 10,1 bilhões de litros. A produção brasileira de mel também atingiu recorde, com 71,3 mil toneladas.
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