A defesa de Flávio Bolsonaro recorreu ao STF contra decisão do ministro Flávio Dino que havia determinado o restabelecimento de uma publicação do humorista Antonio Tabet. A postagem relacionava a família Bolsonaro a críticas sobre Nossa Senhora Aparecida. O recurso foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, relator de ações sobre plataformas digitais. A defesa pediu a suspensão da decisão de Dino até a análise pelo colegiado. Dino encaminhou o caso para julgamento presencial do plenário do STF e a expectativa é de que a análise ocorra amanhã, quarta-feira. O ministro afirmou que o caso envolve questões além de uma publicação específica. Entre elas estão liberdade religiosa, decisões individuais e colegialidade no TSE, além do debate do poder das plataformas durante o processo eleitoral. Dino questionou os critérios para definir quais conteúdos devem permanecer ou sair do ar e destacou a proximidade do feriado de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro. Segundo Dino, milhares de publicações foram removidas das redes sociais e alertou para o risco de censura em massa diante da insegurança jurídica. As remoções haviam sido determinadas pelo ministro André Mendonça, do TSE e a decisão atingiu conteúdos que associavam Flávio e aliados à retirada do título de padroeira. Entre eles estava uma publicação de Antonio Tabet, que não citava Flávio nominalmente, mas Dino considerou não haver elementos suficientes para classificar a postagem como ilícita.
Durante caminhada em São Paulo, Flávio voltou a negar qualquer intenção contra o título. Ao lado de Tarcísio de Freitas, recebeu de uma apoiadora uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Flávio afirmou que a CNBB esclareceu que a informação sobre a retirada do título é falsa. Anteriormente, ele havia acusado o PT de disseminar a informação com apoio interno na CNBB. A entidade negou participação na produção ou divulgação de notícias falsas. A CNBB afirmou que não participa de estruturas político-partidárias ou candidaturas. Também repudiou acusações sem fatos ou provas e defendeu responsabilidade no debate eleitoral. A origem da controvérsia remonta a um projeto apresentado na Câmara em 2007. A proposta pretendia restringir o reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida aos católicos. O projeto foi rejeitado e arquivado em agosto de 2008, sem participação de Flávio. Neste mês, publicações passaram a relacionar o antigo projeto à candidatura de Flávio. O senador recorreu à Justiça Eleitoral, que determinou a remoção de conteúdos considerados falsos.
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