Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro mantêm relação próxima com a Comunidade das Nações. A igreja foi fundada pelo bispo JB Carvalho, apoiador de Jair Bolsonaro em 2022. Carvalho é teólogo, escritor e líder religioso, com atuação no Brasil, Estados Unidos e Portugal. A igreja possui mais de 50 unidades e o bispo é autor de 23 livros. Flávio e sua mulher, Fernanda Bolsonaro, foram batizados na igreja em janeiro de 2024. Em dezembro de 2025, Flávio escolheu a Comunidade das Nações para sua primeira aparição pública após anunciar sua pré-candidatura. Em novembro de 2025, ele visitou Jair Bolsonaro na Polícia Federal levando um livro de JB Carvalho. A obra, “Metanoia”, aborda mudanças de mentalidade sob uma perspectiva cristã. As críticas de Carvalho à devoção católica aparecem em outro livro, “A Bomba”, de 2001. No capítulo “A Rainha dos Céus no Brasil”, ele questiona o culto católico a Maria. Carvalho defendeu que Nossa Senhora Aparecida deixasse de ser reconhecida como padroeira do Brasil. Também questionou a legalidade do feriado de 12 de outubro e pediu mobilização para mudar a situação. A Igreja Católica, porém, distingue a veneração a Maria da adoração, reservada exclusivamente a Deus.
Michelle Bolsonaro também frequenta a Comunidade das Nações e é próxima da mulher de Carvalho.
Em 2022, durante a campanha eleitoral, Michelle participou de eventos da igreja e foi ungida pelo bispo. Jair Bolsonaro também esteve em evento promovido pela instituição em julho de 2022. Michelle levou ao marido livros de Carvalho durante o período em que ele estava preso.
Entre eles estão obras sobre guerra espiritual, reconciliação e formação masculina cristã. A proximidade da família Bolsonaro com Carvalho não significa que todos compartilhem suas posições. Flávio negou que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Não há evidência de que ele tenha defendido a proposta feita por Carvalho em 2001.
A polêmica também envolveu o pastor Victório Galli, candidato a deputado federal por Mato Grosso. Em 2007, Galli apresentou projeto para alterar a designação de Nossa Senhora Aparecida. A proposta pretendia substituir “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O projeto foi arquivado em 2008 e não chegou a prosperar na Câmara. Galli afirmou recentemente que nunca pretendeu ofender católicos ou acabar com o feriado de 12 de outubro. A controvérsia aumentou após Flávio declarar que decretaria o Brasil como pertencente ao Senhor Jesus Cristo. A campanha explicou que ele se referia a uma oração simbólica antes do termo de posse. A equipe também afirmou que Flávio defende respeito a todas as religiões e formas de expressão da fé. As assessorias de Flávio e Michelle não responderam, e Carvalho também não comentou as posições atribuídas a ele.
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