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domingo, 11 de outubro de 2026

NASA ACELERA CONSTRUÇÃO DE REATOR NUCLEAR NA LUA


A Nasa acelerou os planos para construir um reator nuclear na Lua, com lançamento previsto até 2030. O objetivo é garantir energia para futuras bases lunares e superar a concorrência da Rússia e da China. A Rússia pretende colocar seu reator em operação até 2036, em parceria com os chineses. A disputa envolve o controle de recursos lunares e a expansão da exploração espacial. Os países querem instalar bases permanentes, explorar água congelada e preparar missões mais distantes. Especialistas, porém, alertam para os riscos de uma corrida nuclear espacial acelerada. Acidentes durante lançamentos poderiam espalhar material radioativo e comprometer áreas da Lua. A Rússia possui ampla experiência em reatores espaciais, tendo colocado mais de 30 unidades em órbita. O país também dispõe de grandes reservas de urânio pouco enriquecido, combustível considerado mais seguro. A Nasa lançou um reator em 1965, mas o desativou após uma falha na espaçonave. Desde então, os Estados Unidos gastaram mais de US$ 20 bilhões em programas nucleares espaciais. Apesar dos investimentos, os americanos ainda não instalaram outro reator no espaço. A energia nuclear é considerada essencial para manter uma base lunar funcionando continuamente. Os painéis solares não produzem eletricidade durante as longas noites lunares, que duram mais de duas semanas terrestres. Além disso, os equipamentos precisam resistir a variações extremas de temperatura. Nos primeiros anos, as missões deverão utilizar energia solar e sistemas de radioisótopos. Esses sistemas aproveitam o calor do decaimento radioativo para gerar eletricidade. Entretanto, sua capacidade é insuficiente para atender às necessidades energéticas de uma base permanente. 

O projeto russo, chamado Selena, deverá fornecer até 10 quilowatts e funcionar autonomamente por dez anos. O Reator Lunar 1 da Nasa pretende produzir 20 quilowatts e operar por cinco anos sem manutenção. A agência também planeja utilizar propulsão nuclear em uma missão rumo a Marte, prevista para dezembro de 2028. O Pentágono desenvolve projetos próprios de reatores para utilização em órbita e na superfície lunar. Os cronogramas, contudo, vêm sendo adiados, e especialistas duvidam do cumprimento dos prazos. Ainda não existe um módulo de pouso comprovadamente capaz de transportar cargas nucleares pesadas até a Lua. Também não há experiência prática de instalação de reatores em condições de baixa gravidade. Os riscos incluem acidentes no lançamento, explosões, derretimento do combustível e exposição à radiação. Embora os reatores devam permanecer desligados durante o transporte, falhas ainda podem ocorrer. Na Terra, estruturas de contenção protegem o ambiente, mas sua construção na Lua seria complexa e cara. A Nasa prevê blindagem e áreas restritas ao redor dos equipamentos para reduzir a exposição dos astronautas. Outro desafio é o combustível: os americanos pretendem utilizar urânio de baixo enriquecimento e alto teor, conhecido como Haleu. A oferta desse material é limitada, e a proibição de importar urânio russo dificulta o abastecimento. A Rússia e a China não divulgaram qual combustível utilizarão em seus reatores lunares. Apesar dos obstáculos, especialistas consideram viável instalar reatores na Lua, embora a segurança e a potência necessária continuem sendo desafios. 

EXTRADIÇÃO DE ZAMBELLI SERÁ APRECIADA EM 29 DE OUTUBRO


A Justiça italiana marcou para 29 de outubro uma audiência para analisar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SC) ao Brasil. 
O objetivo é permitir que ela cumpra a pena pela condenação no caso de perseguição armada a um homem, em 2022. Na audiência, não será discutida a inocência da ex-parlamentar, mas a legalidade do pedido de extradição, conforme a legislação italiana e os tratados internacionais. Em julho, a Justiça italiana anulou outro processo de extradição, solicitando informações sobre a assistência médica que Zambelli receberia nas prisões brasileiras. A preocupação considerou seu quadro de saúde, que inclui fibromialgia e episódios de desmaio. A defesa sustenta que o novo pedido deve ser rejeitado por falta de garantias processuais e de proteção aos direitos humanos. Os advogados também preparam duas revisões criminais e dois pedidos de exclusão da Interpol.
Segundo a defesa, as condenações brasileiras seriam abusivas e ilegais, motivadas por perseguição política e parcialidade do julgador. A representação jurídica é conduzida por Eduardo Mauricio no Brasil e pelos advogados Pieremilio Sammarco e Alessandro Samarco na Itália. Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. O caso ocorreu em outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, quando ela perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo. Após as decisões judiciais brasileiras, a ex-deputada deixou o país e passou a viver na Itália, onde foi presa durante a tramitação do pedido de extradição.

Em 12 de junho, a Justiça italiana rejeitou um pedido anterior, apontando dúvidas sobre a imparcialidade do julgamento realizado pelo STF. Atualmente, Zambelli está em liberdade na Itália, enquanto o novo pedido de extradição aguarda análise judicial. Em outro processo, ela foi condenada a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a acusação acolhida pelo STF, Zambelli atuou com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos no sistema judicial. Entre eles, havia um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes. A audiência de 29 de outubro deverá avaliar se estão presentes os requisitos legais para a entrega da ex-deputada às autoridades brasileiras. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 11/10/2026

O LIBERAL - BELÉM/PA

Cristiano Ronaldo é suspenso pela Federação 

Portuguesa após abandonar seleção

Atacante reconheceu a quebra de confiança com o técnico Jorge Jesus, 

mas afirmou estar disponível para o país. 

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Queimadas no Amazonas quase quadruplicam; governo envia reforço

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Atividades escolares da rede municipal foram suspensa

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Análise: Guerra com Irã força recuos militares dos EUA e vulnerabiliza sua projeção de poder global

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Ataques iranianos danificaram bases americanas, enquanto 12 bombardeiros B-1 foram retirados às pressas de uma base britânica

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Emails indicam que Flávio Bolsonaro dividia conta com suspeito de lavar dinheiro do INSS

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Willer Tomaz e candidato do PL negam compartilhamento de conta citada em mensagens obtidas pela PF 'Entre os dois há apenas amizade', diz advogado; funcionária solicitou a banco que Flávio fosse desvinculado

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Russo condenado à prisão perpétua por tráfico é localizado pela polícia em Salvador

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Preso tinha como objetivo estruturar uma rede para distribuição de armas, munições e drogas no Brasil.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Douglas Ruas é eleito governador do RJ, após retotalização de votos

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Movimento ocorre depois que o TSE declarou nulos os votos de Anthony Garotinho (Republicanos)

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

"Metade dos portugueses experiencia stress devido à sua condição financeira"

A propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, Sérgio Cardoso, Chief Education Officer do Doutor Finanças, analisa o impacto invisível das finanças no sono, no trabalho e nas relações familiares.

sábado, 10 de outubro de 2026

NOSSA SENHORA APARECIDA


Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, é celebrada em 12 de outubro. Sua imagem foi encontrada por pescadores em 1717, no rio Paraíba do Sul. O local fica na região onde hoje está a cidade de Aparecida, no interior paulista. A imagem tem semblante escuro e características semelhantes às de outras representações de Maria. Para os católicos, todas as Nossas Senhoras representam a mesma figura: Maria, mãe de Jesus. Segundo a tradição cristã, ela nasceu em Nazaré por volta do ano 20 antes da Era Comum. O frade franciscano Maurício Solfa explica que mudam os títulos, os lugares e os aspectos destacados. Entretanto, trata-se sempre da mesma Maria, venerada sob diferentes formas de devoção. A antropóloga e historiadora Lidice Meyer explica a origem das diversas denominações marianas. Alguns títulos relacionam-se a lugares, povos ou funções atribuídas à Virgem Maria. Com o tempo, certas devoções adquiriram características próprias na religiosidade popular. Assim, imagens de Aparecida e de Fátima são veneradas como figuras distintas por muitos fiéis. Na teologia católica, algumas denominações estão ligadas a princípios considerados dogmas da fé. O título Mãe de Deus, por exemplo, remonta ao Concílio de Éfeso, realizado em 431. Na ocasião, os religiosos discutiram a natureza divina e humana de Jesus. Outros títulos, como Virgem Maria e Imaculada Conceição, também possuem significado doutrinário. 

Há denominações associadas a pedidos específicos de intercessão e proteção. Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, é invocada pelas gestantes. Nossa Senhora da Boa Morte está relacionada à passagem para a vida eterna. Já Nossa Senhora da Ajuda é procurada por fiéis diante de dificuldades urgentes. Outros nomes remetem a locais associados a aparições, milagres ou tradições religiosas. Nossa Senhora de Fátima está ligada às supostas aparições a três crianças, em Portugal, em 1917. Nossa Senhora de Lourdes relaciona-se a relatos de aparição ocorridos na França, em 1858. A denominação Nossa Senhora de Copacabana tem origem em uma localidade boliviana. Aparecida, por sua vez, recebeu esse nome porque a imagem teria aparecido no rio. O nome completo da santa é Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Não há certeza de que a imagem tenha sido encontrada em 12 de outubro. Relatos antigos indicam a segunda quinzena daquele mês, possivelmente o dia 17. A escolha de 12 de outubro também se relaciona à história da Independência brasileira. Dom Pedro I nasceu nessa data e foi coroado imperador em um 12 de outubro. Durante viagem a São Paulo, antes da Independência, ele teria passado pela pequena Aparecida.

 

PROMOTORIA PEDE CONDENAÇÃO DE SEIS PROFISSIONAIS QUE ATENDERAM MARADONA


A Promotoria argentina pediu penas de quatro a 12 anos de prisão para seis profissionais da equipe médica que atendeu Diego Maradona antes de sua morte, em novembro de 2020. O promotor Patricio Ferrari solicitou 12 anos de prisão para o médico pessoal Leopoldo Luque, 10 anos para Nancy Forlini, coordenadora da assistência médica, e oito anos para a psiquiatra Agustina Cosachov. Para os três, também foi pedida a inabilitação profissional por dez anos. Eles respondem por homicídio com dolo eventual, quando o acusado prevê a possibilidade da morte e assume o risco de que ela aconteça. Segundo Ferrari, os profissionais tinham consciência dos riscos, mas agiram com indiferença diante da situação do ex-jogador. O julgamento ocorre há sete meses em San Isidro, nos arredores de Buenos Aires. Outros três integrantes da equipe médica foram acusados de homicídio culposo, sem intenção de matar. O promotor pediu cinco anos de prisão para o psicólogo e quatro anos para o enfermeiro e o coordenador da enfermagem. Nesse caso, a acusação apontou negligência e imprudência, sem comprovação de indiferença diante do risco de morte. A Promotoria não pediu a prisão imediata dos acusados em caso de condenação, mas solicitou que eles sejam proibidos de deixar o país.

O médico clínico Pedro Di Spagna, sétimo acusado, não foi denunciado. Ele demonstrou surpresa e alívio ao saber do pedido de absolvição. Durante as alegações finais, os promotores exibiram novamente imagens de Maradona morto, provocando o choro de suas filhas Dalma, Gianinna e Jana. O promotor Cosme Iribarren afirmou que a morte do ídolo argentino poderia ter sido evitada e que o atendimento médico foi inadequado. Maradona morreu aos 60 anos, em 25 de novembro de 2020, durante internação domiciliar em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires. A causa da morte foi um edema pulmonar associado a uma parada cardiorrespiratória. O ex-jogador se recuperava de uma cirurgia considerada bem-sucedida para tratar um hematoma subdural na cabeça.

TRUMP QUER FECHAR O TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL


O governo de Donald Trump anunciou novas sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), ampliando a pressão sobre a instituição. A medida foi divulgada ontem, 9, pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O tribunal, sediado em Haia, investiga e julga crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade. As novas punições representam uma escalada na ofensiva de Washington contra a Corte. Diferentemente das medidas anteriores, que atingiram magistrados, as restrições agora alcançam a própria instituição. Também serão afetadas empresas que mantenham relações comerciais com o tribunal. O objetivo é dificultar operações financeiras e o acesso a serviços essenciais ao funcionamento da Corte. Rubio classificou o TPI como uma “corte fora da lei”. O secretário questionou a legitimidade da instituição para investigar cidadãos dos Estados Unidos. Segundo ele, Washington não aceitará que autoridades, militares e agentes públicos sejam submetidos à jurisdição do tribunal. Os Estados Unidos não fazem parte do TPI e contestam sua atuação sobre cidadãos norte-americanos. A administração Trump ameaçou intensificar as medidas para acabar com a instituição. A condição apresentada é que a Corte interrompa investigações consideradas ameaças à soberania dos Estados Unidos. Rubio também pediu apoio de países aliados à ofensiva contra o tribunal. Entre os citados estão integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o Japão. Para o governo norte-americano, a instituição estaria ampliando seus poderes em prejuízo da autonomia nacional. 

O conflito entre Washington e o TPI também envolve as investigações sobre Israel. O país é um dos principais aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. Em 2024, o tribunal expediu um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.A decisão está relacionada a suspeitas de crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza. A ofensiva norte-americana ocorre em meio às divergências sobre a responsabilização internacional por esses crimes. A medida também ganhou repercussão por ter sido anunciada no mesmo dia de um importante reconhecimento internacional. A jurista sul-africana Navi Pillay recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2026. Ex-integrante do TPI, ela foi reconhecida por sua atuação em defesa dos direitos humanos e da justiça internacional. A proximidade dos anúncios ampliou a repercussão política das sanções. Autoridades norte-americanas afirmaram, porém, que as medidas já estavam previstas. O episódio reforça o confronto entre o governo Trump e os mecanismos internacionais de Justiça.