O Departamento de Justiça afirmou hoje, 26, que investiga se documentos ligados a Jeffrey Epstein com acusações contra Donald Trump foram retidos indevidamente. Segundo o órgão, o material será publicado, se for o caso. O departamento já havia dito que os arquivos divulgados trazem acusações infundadas e sensacionalistas sobre Trump. O presidente conviveu com Epstein nos anos 1990 e 2000, mas nega saber dos crimes do financista e afirma ter rompido relações antes da condenação de 2008 por aliciamento de menor para prostituição. O deputado democrata Robert Garcia, do Comitê de Supervisão da Câmara, disse que o Departamento de Justiça ocultou entrevistas do FBI com uma mulher que acusou Trump de abuso quando era menor. Garcia afirmou ter confirmado reportagens da NPR e do jornalista Roger Sollenberger sobre a retenção de mais de 50 páginas entre mais de 3 milhões de documentos divulgados. Segundo ele, o material mostra que o FBI levou as acusações a sério e entrevistou a mulher quatro vezes, mas divulgou apenas a primeira, sem detalhes contra Trump.Pesquisar este blog
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
TRUMP VINCULADO A JEFFREY EPSTEIN
O Departamento de Justiça afirmou hoje, 26, que investiga se documentos ligados a Jeffrey Epstein com acusações contra Donald Trump foram retidos indevidamente. Segundo o órgão, o material será publicado, se for o caso. O departamento já havia dito que os arquivos divulgados trazem acusações infundadas e sensacionalistas sobre Trump. O presidente conviveu com Epstein nos anos 1990 e 2000, mas nega saber dos crimes do financista e afirma ter rompido relações antes da condenação de 2008 por aliciamento de menor para prostituição. O deputado democrata Robert Garcia, do Comitê de Supervisão da Câmara, disse que o Departamento de Justiça ocultou entrevistas do FBI com uma mulher que acusou Trump de abuso quando era menor. Garcia afirmou ter confirmado reportagens da NPR e do jornalista Roger Sollenberger sobre a retenção de mais de 50 páginas entre mais de 3 milhões de documentos divulgados. Segundo ele, o material mostra que o FBI levou as acusações a sério e entrevistou a mulher quatro vezes, mas divulgou apenas a primeira, sem detalhes contra Trump.Em carta enviada na quarta (25), Garcia disse que a supressão amplia preocupações
sobre possível encobrimento da Casa Branca. O Departamento de Justiça alega dificuldades para processar milhões de arquivos e diz ter protegido identidades de vítimas e investigações em andamento. Os documentos públicos incluem fotos de Trump com mulheres não identificadas e uma carta sugestiva atribuída a ele. No julgamento de 2021 da cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell, testemunhos indicaram que Trump viajou no avião do financista. Epstein morreu na prisão em 2019 enquanto respondia por tráfico sexual; a morte foi considerada suicídio.
TENTATIVA DE REVOLTA EM CUBA É REPRIMIDA
Michel Ortega Casanova, um dos quatro cubanos mortos pela guarda costeira de Cuba na quarta-feira (25), queria “acender uma faísca” para provocar uma revolta na ilha, disse à AFP um aliado anticomunista na Flórida. Casanova e outros nove cubanos residentes nos Estados Unidos entraram armados em águas cubanas. Ao serem interceptados, abriram fogo e feriram um militar, segundo o Ministério do Interior. Quatro morreram, incluindo Casanova. Seis feridos estariam detidos no hospital Arnaldo Milián Castro, em Santa Clara. O regime classificou a ação como “infiltração com fins terroristas”. Wilfredo Beyra, do Partido Republicano de Cuba, afirmou que Casanova queria combater a “narcotirania” e incentivar um levante popular. Beyra disse ter alertado que não era o momento para esse tipo de ação, mas afirmou que há grupos dispostos a pegar em armas. As autoridades cubanas informaram que os envolvidos são cidadãos cubanos residentes nos EUA. O barco tinha matrícula americana. Uma fonte americana disse à AFP que ao menos dois tripulantes tinham cidadania dos EUA.
Segundo a mídia estatal, havia fuzis, pistolas e coquetéis molotov a bordo. O líder cubano Miguel Díaz-Canel declarou que o país se defenderá de agressões “terroristas”. O chanceler Bruno Rodríguez afirmou que Cuba enfrenta infiltrações vindas dos EUA desde 1959. Carlos de Cossío disse que Havana mantém contato com Washington, que cooperará nas investigações. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os EUA investigarão o caso e responderão proporcionalmente, negando vínculo oficial com o grupo. As tensões entre EUA e Cuba aumentaram após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas, afetando o envio de petróleo à ilha. Com embargo reforçado, Cuba enfrenta escassez de combustível, apagões prolongados, crise econômica e falta de medicamentos. Sem a Venezuela como principal fornecedora, os cortes de energia chegam a 20 horas diárias em algumas regiões. O Tesouro americano informou que empresas dos EUA podem revender petróleo venezuelano a Cuba, se destinado ao setor privado.
TETO CONSTITUCIONAL E PENDURICALHOS
A remuneração de quem ocupa cargo público no Brasil não pode superar o salário dos ministros do STF. Esse limite, chamado teto constitucional, está no artigo 37 da Constituição. Ele vale para União, estados e municípios, que podem criar subtetos. Na prática, porém, há pagamentos acima do limite. Adicionais e benefícios classificados como verbas indenizatórias escapam do teto. Esses valores extras são conhecidos como penduricalhos. O tema está em debate no STF após decisões de Gilmar Mendes e Flávio Dino. Eles suspenderam pagamentos não previstos em lei ao funcionalismo. O plenário analisa o caso, com retomada prevista para 25 de março. Embora previsto desde 1988, o teto só foi regulamentado em 2003. A emenda constitucional 41 fixou o valor inicial em R$ 19,1 mil. O montante correspondia ao salário do então presidente do Supremo. Desde então, o valor foi reajustado pelo Congresso. Em 2018, passou a R$ 39,2 mil. Em 2023, foi fixado em R$ 46,3 mil.A justificativa citou inflação acumulada de 24,5% entre 2018 e 2023. O reajuste aprovado foi de 18%, aplicado de forma parcelada. O aumento ocorreu em três etapas anuais de 6%. O salário chegou a R$ 41,6 mil em 2023. Subiu para R$ 44 mil em 2024. E alcançou R$ 46,3 mil em 2025. Segundo o Senado, o impacto em 2023 foi de R$ 910,3 mil no STF. Para todo o Judiciário, o custo adicional foi de R$ 255,38 milhões. Entidades defendem os penduricalhos alegando defasagem salarial. Os reajustes costumam usar o IPCA como referência inflacionária. De 2004 a 2026, a inflação acumulada foi de 233,1%. Se o teto seguisse integralmente esse índice, chegaria a R$ 63,6 mil. Isso representaria valor cerca de 37% superior ao atual.
MAGISTRADOS DA JUSTIÇA DO TRABALHO FEREM O TETO CONSTITUCIONAL
As verbas indenizatórias não estão sujeitas ao Imposto de Renda nem ao teto. Pagamentos retroativos também elevam contracheques. A juíza que mais recebeu obteve R$ 1,7 milhão em direitos eventuais. Representantes do Ministério Público e da AGU apoiaram a manutenção dos valores. O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu o julgamento. A análise será retomada em 25 de março. O ministro Gilmar Mendes determinou que verbas só podem ser pagas se previstas em lei federal. A decisão foi tomada em ação da PGR e ainda será votada pelo plenário. Ele liberou por 45 dias pagamentos retroativos já previstos. A medida segue entendimento do ministro Flávio Dino. Após os prazos, só serão permitidas verbas previstas em lei nacional. Elas poderão ser regulamentadas por ato conjunto do CNJ e do CNMP.
HILLARY PEDE DEPOIMENTO DE TRUMP NO CASO EPSTEIN
Bill também foi convocado a depor na mesma comissão. Hillary classificou a audiência como manobra política. Disse não se lembrar de contato com Epstein. Afirmou nunca ter voado em seu avião nem visitado propriedades dele. Declarou que desconhecia atividades criminosas do financista. A brasileira Marina Lacerda, 37 anos, disse não saber se Hillary tinha envolvimento com o caso. Ela afirmou que Bill parecia ter ligações com Epstein. Marina concorda que Trump deve prestar depoimento. Defendeu investigação sobre acusações relacionadas ao presidente. Criticou a falta de responsabilização nos EUA. Ashley Ford Rubyght, vítima aos 15 anos, também apoia a convocação. Ela defende que qualquer pessoa com respostas deponha sob juramento. Ashley afirmou acreditar que Trump tinha conhecimento das ações de Epstein. Segundo ela, o presidente colaborou com seu advogado durante as investigações.
MACHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 27/02/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Vítimas de Epstein concordam que Trump deve depor sob juramento
Em depoimento no Congresso, ex-secretária de Estado dos EUA afirma que Trump pode revelar a verdade sobre o criminoso sexual e critica legisladores. Brasileira abusada pelo financista cita "sérias acusações" contra presidente
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Master: PF faz triagem em celular de Vorcaro antes de enviar material à CPI do INSS
Previsão é de que parlamentares tenham acesso às provas coletadas pela PF dentro de uma semana
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Juízes do Trabalho receberam R$ 1 bilhão acima do teto em 2025
Presidente de associação que representa a categoria rechaçou no Supremo uso do termo penduricalhos e disse ter de pagar pela própria gasolina OUTRO LADO: ABMT não responde a reportagem; CNJ diz que tribunais têm independência para administrar orçamentos
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Brasil tem 7 hospitais entre os melhores do mundo, aponta ranking
O Brasil consolida sua excelência médica com sete instituições no prestigiado ranking World’s Best Hospitals 2026, da revista Newsweek
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Fachin pede indicação de nomes para comissão sobre penduricalhos
Acordo prevê criação de regras de transição para as verbas extrateto
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
PSD entrega Provedoria ao PS, Constitucional é pedra no sapato
Nomeações para órgãos externos ao parlamento não desatam. Hugo Soares promete Provedoria de Justiça aos socialistas, os quais desconfiam que a intenção do PSD possa ser incluir o Chega no Tribunal Constitucional. Ventura quer partido no Palácio Ratton e dois conselheiros de Estado
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
RADAR JUDICIAL
CONCURSO PARA A DEFENSORIA PÚBLICA
Foi publicado ontem, no Diário Oficial, edital de abertura do IX Concurso Público para Defensores Público do estado da Bahia. Busca-se ocupação das vagas existentes e formação de cadastro de reserva. São oferecidas 25 vagas, sendo que destas, 14 inserem-se na ampla concorrência; 8 vagas são destinadas a pessoas pretas e pardas, uma para pessoa com deficiência, 1 para pessoas da população quilombola. O salário inicial é de R$ 29.421,12. Consta no edital que o concurso terá provas objetivas, discursivas e orais, além da avaliação de títulos. Estão aptos a inscrever bacharéis em Direito, desde que tenham, no mínimo, três anos de atividade jurídica, devidamente comprovada, até a data da posse, de conformidade com resoluções do Conselho Superior e normas previstas na legislação estadual.
PROCURADOR DA VENEZUELA RENUNCIA
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, renunciou ao cargo ontem, 25, apresentando sua demissão à Assembleia Nacional chavista, junto com o defensor do povo Alfredo Ruiz, em meio ao processo de anistia para presos políticos. Saab, no cargo desde 2017, supervisionou respostas a escândalos de corrupção e prisões de opositores criticadas por grupos de direitos humanos. Sua saída representa a maior mudança no alto escalão desde a captura de Nicolás Maduro pelos EUA e a chegada de Delcy Rodríguez ao poder como presidente interina. A Assembleia nomeará interinos até que substitutos sejam escolhidos. Saab era aliado histórico do chavismo e frequentemente defendia o governo em questões internas e internacionais. Durante a gestão, negou a existência de presos políticos, chamando-os apenas de “detidos”. Sua renúncia ocorre enquanto a Venezuela enfrenta pressões por questões de direitos humanos e reformas judiciais.
MATRÍCULAS CAÍRAM EM MAIS DE 1 MILHÃOEntre 2024 e 2025, as matrículas na educação básica caíram de 47,08 milhões para 46,01 milhões — mais de 1 milhão a menos. A queda supera a registrada entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19. Segundo o Inep, a redução se explica pela diminuição da população de 0 a 4 anos e de 15 a 17 anos. O ensino médio atingiu o menor número de alunos do século XXI: 7,3 milhões. São Paulo teve a maior queda: menos 251.987 matrículas (-13,6%) em um ano. Desde o pico de 9,16 milhões em 2004, o ensino médio acumula forte retração, sobretudo na rede pública. Na educação infantil, houve recuo de 205 mil matrículas, principalmente na pré-escola. O país não cumpriu as metas do Plano Nacional da Educação (PNE) até 2024. Especialistas alertam para a necessidade de ampliar vagas em creches para atingir 60% de atendimento. A EJA caiu 5,8%, com forte redução no ensino médio. O ensino técnico subsequente teve a maior queda proporcional (-16,25%), enquanto o fundamental recuou 0,75%.
TRUMP DIFICULTA ENTRADA DE IMIGRANTES
No último sábado (21), o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou a suspensão do programa Global Entry. O sistema facilita a entrada de passageiros estrangeiros pré-verificados, dispensando-os dos guichês de imigração ao desembarcar. A medida ocorre devido à paralisação parcial do departamento, iniciada em 14 de fevereiro por falta de acordo no Congresso. Democratas e republicanos divergem sobre a lei de financiamento. A principal exigência democrata é mudar as operações anti-imigração do ICE. Eles pedem alterações nas ações conduzidas pelo governo de Donald Trump. Inicialmente, o programa TSA PreCheck também seria suspenso, mas a decisão foi revertida no domingo. Assim, o TSA PreCheck segue operando normalmente nos aeroportos. Ainda não há previsão para o restabelecimento do Global Entry.RÉUS POR ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Ao menos 41 acórdãos do Tribunal de Justiça de Minas Gerais usaram o “distinguishing” para absolver réus por estupro de vulnerável entre 2022 e 2026, segundo o g1. Foram identificados 58 acórdãos com os termos “estupro”, “vulnerável” e “distinguishing”; em 17 não houve absolvição. O recurso permite afastar precedente quando o caso tem diferenças relevantes. O tema ganhou repercussão após a soltura de um homem de 35 anos acusado de estuprar uma adolescente de 12 anos; a decisão foi revista após recurso. Desembargadores entenderam que vínculo afetivo e convivência semelhante a matrimônio afastariam a condenação. A desembargadora Karin Emmerich divergiu, defendendo a aplicação do precedente. Pela lei, relação sexual com menor de 14 anos é crime, independentemente de consentimento. O entendimento está consolidado na Súmula 593 do Superior Tribunal de Justiça. A vulnerabilidade é presumida pela idade e não pode ser afastada por namoro, consentimento ou experiência prévia. Acórdãos citam consentimento, maturidade, união estável, filhos e diferença de idade como fundamentos. Especialistas afirmam que tais justificativas relativizam a proteção integral de crianças e adolescentes. O TJ-MG disse que o uso do distinguishing é excepcional diante dos milhões de decisões proferidas.
Salvador, 26 de fevereiro de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados
DESEMBARGADOR É DENUNCIADO EM DEPOIMENTOS NO CNJ
Magid Nauef Láuar, relator do julgamento que absolveu um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12, é suspeito de crimes sexuais. Depoimentos foram prestados por vídeo nesta quarta-feira; o TJMG informou que abriu procedimento administrativo para apurar as denúncias. Mais duas pessoas prestaram depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) hoje, 26, na investigação contra o desembargador Magid Láuar. Com os novos relatos, sobe para quatro o número de possíveis vítimas que afirmam ter sofrido abuso. O magistrado foi relator do julgamento que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, ao considerar que havia “vínculo afetivo consensual”. A decisão anulou condenação anterior de nove anos e quatro meses. Nesta quarta-feira, ele voltou atrás, condenou o homem e a mãe da menina e decretou a prisão. A vítima está sob guarda legal do pai.
No julgamento, Walner Barbosa Milward de Azevedo acompanhou o relator. A desembargadora Kárin Emmerich votou de forma divergente. Os depoimentos ao CNJ ocorreram por vídeo e fazem parte do procedimento em andamento. O caso ganhou repercussão nacional. Procurado, o TJMG informou que o desembargador não irá se manifestar e que instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos. Se comprovadas as denúncias, ele poderá sofrer penalidades previstas em lei. O homem foi preso pela Polícia Militar em Indianópolis (Triângulo Mineiro). A mãe também foi detida e levada a uma unidade de saúde após crise de ansiedade.
TRUMP LEVA TOMBO COM TARIFAS ILEGAIS
Quando juízes federais analisaram, em novembro passado, a legalidade das tarifas globais impostas por Donald Trump, o governo garantiu que empresas que processavam a União “certamente receberiam o pagamento” se o presidente perdesse. Após a derrota contundente na Suprema Corte, companhias como Dyson, FedEx e L'Oreal entraram com ações buscando reembolsos das tarifas consideradas ilegais. A reação do governo foi de desdém, indicando possível batalha judicial histórica. Estão em jogo mais de US$ 100 bilhões arrecadados no último ano sob tarifas invalidadas pela Corte. Mesmo tentando restabelecê-las, Trump pode ter que devolver os valores já cobrados. Cerca de 900 pedidos de reembolso foram protocolados na Justiça federal, segundo o Liberty Justice Center. A entidade iniciou medidas em dois tribunais para facilitar a devolução, e o governo deve responder a um dos casos até sexta-feira. Apesar da promessa anterior, Trump minimizou os reembolsos e disse que a disputa pode durar “anos”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os pedidos nem poderiam começar por cerca de um mês. Em entrevista à NBC, Bessent disse que o governo seguirá o que a primeira instância determinar. Ele também criticou a FedEx por processar o governo e questionou se a empresa devolveria valores aos consumidores, caso tenha repassado os custos. O debate expõe o impasse central da guerra comercial: embora Trump sustente que estrangeiros pagam as tarifas, elas incidem sobre importações e recaem sobre empresas e consumidores americanos. Agora, muitas companhias apresentam comprovantes dos valores pagos e exigem restituição. Jeffrey Schwab, do Liberty Justice Center, afirma que os clientes estão juridicamente bem posicionados, pois o governo teria prometido reembolsar.
A Casa Branca não comentou. A disputa pode gerar efeitos relevantes nas finanças públicas e na economia. Sem as receitas tarifárias, o quadro fiscal pode piorar, após cortes de impostos que ampliaram a dívida. Relatório da Oxford Economics estima que um reembolso integral equivaleria a 0,4% do PIB, pressionaria a relação dívida/PIB e poderia elevar juros dos títulos de 10 anos. Para empresas, as tarifas foram um peso financeiro: algumas repassaram custos, outras renegociaram contratos ou absorveram perdas. Há casos de venda do direito a reembolso em troca de pagamento antecipado. Advogados relatam grande volume de consultas. Sem clareza sobre o processo, empresas buscam múltiplas frentes: pedidos à Alfândega e ações judiciais. FedEx pediu ao Tribunal de Comércio Internacional reembolso com juros, sem especificar valores. Outras como L'Oreal, Dyson, AllSaints e Bausch and Lomb também acionaram a corte. Costco entrou com ação antes da decisão da Suprema Corte. Algumas empresas avaliam riscos reputacionais ao enfrentar o governo. Schwab sugere que juízes podem buscar solução conjunta para evitar julgar centenas de casos individualmente. O Departamento de Justiça ainda não apresentou posição formal após a decisão final, mas Trump indicou que a disputa pode se estender por anos nos tribunais.
CUBA MATA SEIS EM LANCHA AMERICANA
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que Washington responderá proporcionalmente após apurar a nacionalidade das vítimas e conduzir investigação própria. O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, abriu investigação com órgãos estaduais e federais. A crise ocorre em meio à tensão entre Washington e Havana, agravada após ações contra Nicolás Maduro, da Venezuela, e ao endurecimento do embargo durante o governo Donald Trump. Sem apoio de Caracas, a ilha enfrenta apagões prolongados e escassez de combustível e medicamentos.
CHUVAS MATARAM MUITAS PESSOAS EM PORTUGAL, ESPANHA E MARROCOS
Segundo Clair Barnes, do Imperial College London, é difícil separar tendências de longo prazo. O estudo foi conduzido pelo World Weather Attribution, com pesquisadores de 11 países. O grupo investiga o papel do aquecimento global em eventos extremos.
Análise do Climate Central integrou o relatório. Um rio atmosférico foi intensificado por forte onda de calor no Atlântico. A água mais quente elevou a umidade transportada até a Península Ibérica e o Marrocos. A onda de calor marítima tornou-se dez vezes mais provável devido às mudanças climáticas. Atmosfera mais quente retém mais umidade, agravando tempestades. Na Espanha, mais de 10 mil pessoas foram evacuadas em 19 localidades. Madri destinou € 7 bilhões às áreas afetadas. O país ainda se recuperava das enchentes em Valência que mataram mais de 230 pessoas. Estudo na revista Nature indicou aumento de 21% nas chuvas em outubro de 2024. Análise rápida anterior do WWA apontara 12% de influência climática. Com mais dados, a responsabilidade do aquecimento global fica mais evidente. Em Portugal, seis pessoas morreram em nove tempestades. Ventos de 202 km/h causaram apagão para um milhão de pessoas. O governo português anunciou € 3,5 bilhões para reconstrução. No Marrocos, 43 morreram, 300 mil ficaram desalojados e 110 mil casas foram destruídas. Especialistas defendem planejamento urbano e infraestrutura com foco em redução de riscos e adaptação climática.
MÉXICO DIMINUI JORNADA SEMANAL PARA 40 HORAS
A presidente Claudia Sheinbaum apresentou o projeto em dezembro. O México se junta a países da região com jornadas de 40 horas, como Chile e Equador. A reforma faz parte de mudanças trabalhistas no país após mais de um século sem reduzir a jornada. Organizações e sindicatos criticaram a ausência de dois dias de descanso. Analistas dizem que a redução gradual facilita a adaptação das empresas. O limite atual de trabalho informal no México é alto, com cerca de 55% trabalhando nessa condição. O país tem baixos salários e baixa produtividade entre membros da OCDE. O aumento das horas extras também é visto como uma falha da reforma. Mesmo com críticas, o governo defende que a mudança melhorará o equilíbrio entre vida e trabalho. A jornada laboral começa a diminuir no próximo ano conforme o cronograma aprovado. Deputados governistas afirmam que a produtividade não é medida pelo esgotamento. A medida não prevê redução de salários ou benefícios durante a transição. A oposição ainda busca alterar pontos no texto antes da promulgação final.
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