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domingo, 29 de março de 2026

ISRAELENSES MATAM CRIANÇAS, MULHERES, IDOSOS, PROFISSIONAIS DE SAÚDE E JORNALISTAS


O ministro da Saúde do Líbano, Rakan Nassereddine, afirmou que 46 socorristas e 5 profissionais de saúde morreram em ataques israelenses desde o início da guerra com o Hezbollah, em 1º de março. O balanço inclui 9 paramédicos mortos ontem, 28. 
Segundo o ministro, quatro vítimas integravam o Comitê Islâmico de Saúde do Hezbollah e cinco eram dos “Escoteiros Risala”, ligados ao movimento Amal, aliados do grupo. Também neste sábado, um ataque israelense no sul do Líbano matou três jornalistas. Entre eles, Ali Shaib, da TV Al-Manar, e Fatima Ftouni, da TV Al-Mayadeen. O cinegrafista Mohammed Ftouni, irmão de Fatima, também morreu. A Al-Manar é controlada pelo Hezbollah, apoiado pelo Irã, enquanto a Al-Mayadeen é vista como alinhada a apoiadores iranianos. As Forças Armadas de Israel disseram ter “eliminado” Shaib, apontado como integrante de inteligência do Hezbollah. O Exército o acusou de fornecer informações sobre tropas israelenses e de incitação. O presidente libanês, Joseph Aoun, classificou os mortos como civis em serviço e denunciou violação das normas internacionais de proteção a jornalistas. Os ataques ocorreram dias após a morte de outro jornalista, Hussain Hamood, atingido em bombardeio anterior.

O Exército israelense afirmou ter realizado novos ataques no sábado contra o Irã e o Líbano, incluindo alvos de infraestrutura em TeerãNa sexta-feira, bombardeios atingiram subúrbios do sul de Beirute, sem aviso prévio, segundo a mídia estatal. Um ataque matou duas pessoas na região de Tahouitet al-Ghadir. Na Cisjordânia, a violência também aumentou. Um adolescente palestino de 15 anos foi morto perto de Belém durante operação militar israelense. O Exército afirmou ter reagido a um “motim violento” com lançamento de pedras. Foi a terceira morte de palestinos na região naquele dia. A Cisjordânia vive escalada de violência desde o ataque do Hamas contra Israel em outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos e desencadeou a resposta militar israelense. Desde então, aumentaram as restrições, incursões militares e ataques de colonos, ampliando o deslocamento de comunidades palestinas. 

HOUTHIS DO IÊMEN ATACAM ISRAEL


A guerra no Oriente Médio ganhou um novo capítulo com a entrada formal dos houthis do Iêmen no conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã. O grupo xiita, aliado a Teerã, anunciou os primeiros ataques diretos contra Israel desde o início da guerra, há um mês. A ação abre uma nova frente armada e eleva os riscos à navegação no Mar Vermelho. 
Segundo Israel, um míssil lançado do Iêmen foi interceptado. Os houthis confirmaram a autoria e prometeram novos ataques enquanto persistirem ações contra o chamado “eixo de resistência”, que inclui Irã e aliados no Líbano, Iraque e territórios palestinos. Também reivindicaram disparos de mísseis de cruzeiro e drones. Até então, o grupo mantinha postura cautelosa, evitando ampliar o conflito interno no Iêmen, em guerra desde 2014. Fundados nos anos 2000, os houthis se consolidaram após tomar a capital Sanaa e hoje possuem capacidade de atingir alvos a longa distância. A entrada no conflito amplia o risco de regionalização. Especialistas alertam para impactos na estabilidade, no comércio global e na crise humanitária, especialmente no próprio Iêmen. Além do campo militar, cresce a preocupação com rotas marítimas. Os houthis têm posição estratégica no estreito de Bab el-Mandeb, por onde passa cerca de 10% do comércio mundial de petróleo. O grupo já ameaçou bloquear a região, o que pode elevar preços e pressionar a economia global.

O conflito também se intensificou em outros países. No Líbano, confrontos com o Hezbollah deixaram mortos, incluindo jornalistas. Houve ainda ataques no Golfo, com drones e mísseis atingindo alvos no Kuwait, Iraque e Emirados Árabes. O Irã afirmou ter atacado um navio logístico dos EUA em Omã, deixando um ferido. Apesar da escalada, os Estados Unidos dizem que o fim da guerra está próximo e apostam em negociações com Teerã. O Paquistão atua como mediador e recebe reuniões diplomáticas com países como Arábia Saudita, Turquia e Egito para buscar uma solução. Enquanto isso, Israel segue atacando alvos estratégicos no Irã, incluindo instalações nucleares e industriais. Teerã ameaça responder com ataques a infraestruturas na região. Analistas avaliam que a ofensiva dos houthis pode ser uma estratégia calculada para ampliar a influência do Irã nas negociações, sem provocar uma resposta militar decisiva.

 

MANIFESTANTES CONTRA TRUMP


Milhares de manifestantes foram às ruas em cidades dos Estados Unidos ontem, 28, contra políticas do presidente Donald Trump. Os atos fazem parte da terceira edição do movimento “No Kings” (“sem reis”), que reúne opositores do republicano, críticos da política migratória e da guerra no Irã. 
Mais de 3.200 eventos estão previstos nos 50 estados, repetindo mobilizações anteriores que reuniram milhões de pessoas. Também houve protestos de americanos no exterior, em países como Portugal, França, Alemanha, Itália e Grécia. Em Minnesota, shows de Bruce Springsteen e Joan Baez devem atrair mais de 100 mil pessoas em St. Paul e Minneapolis. As chamadas “cidades gêmeas” viraram símbolo após ações federais contra imigrantes e mortes durante abordagens em Minneapolis. Há protestos em Nova York, Los Angeles e Washington, mas a maioria ocorre em cidades menores, com crescimento de 40% nesses locais. Segundo organizadores, a expansão territorial é o principal sinal de força do movimento.Leah Greenberg, do grupo Indivisible, afirmou que a mobilização reflete indignação crescente contra Trump. Com as eleições legislativas se aproximando, aumentou a adesão em estados conservadores como Idaho, Wyoming, Montana e Utah. 

Regiões suburbanas decisivas também registram maior participação, segundo os organizadores. Greenberg disse que eleitores engajados estão “furiosos” e levando protestos às ruas. A Casa Branca minimizou os atos, chamando-os de “sessões de terapia” contra Trump. Na Virgínia, manifestantes se reuniram perto do Cemitério de Arlington para marcha até Washington. Houve apoio de motoristas, mas também insultos durante o trajeto. Participantes criticaram a situação econômica e acusaram Trump de romper normas institucionais. O movimento surgiu em 2025 e já reuniu entre 4 e 7 milhões de pessoas em mobilizações anteriores. Os protestos cresceram após repressão migratória e envio de tropas a cidades governadas por democratas. Os atos atuais também criticam o bombardeio do Irã por EUA e Israel, conflito que completa um mês. Manifestantes classificam a guerra como desnecessária e pedem mudança na política externa americana.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 29/03/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Manifestações contra governo Trump tomam ruas dos EUA

Protestos ocorrem em várias cidades, entre elas Washington, Boston e Atlanta

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Após duas décadas, EUA usam religião para justificar 'guerra santa' contra Irã

No ano em que país celebra 250 anos de independência e a afirmação de valores democráticos, a contaminação da ofensiva contra o Irã pela religião destilada como ideologia é sinal amarelo para defensores da Primeira Emenda da Constituição

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Moderação alardeada por Flávio esbarra em projeto bolsonarista e no seu passado político

Estratégia de equilibrar o discurso é limitada pela natureza autoritária do bolsonarismo, dizem pesquisadores Aliados ressaltam diferenças entre o senador e Jair Bolsonaro e afirmam que rejeição cairá ao longo da campanha

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Metrô até o Campo Grande é o presente do Governo para os 477 anos de Salvador

Terceiro maior sistema metroviário do País, o Metrô Bahia tem atualmente 39, 06 quilômetros de linhas, 22 estações e duas linhas em operação. Com a nova linha para o Campo Grande o sistema passará a ter em torno de 40 quilômetros e 23 estações

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Como o colapso do acordo e a entrada dos Houthis mudam o ataque dos EUA ao Irã

Trump deu prazo até 6 de abril para que Estreito de Ormuz seja liberado

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Presidente do Parlamento iraniano diz que EUA estão a planear uma ofensiva terrestre

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, da Turquia e do Egito vão tentar encontrar uma saída para o conflito em Islamabade.

sábado, 28 de março de 2026

RADAR JUDICIAL


POLICIAL AGRIDE ESTUDANTES E É AFASTADO

Um policial militar foi afastado após agredir estudantes em um colégio estadual no Rio de Janeiro. O episódio ocorreu durante reunião com entidades estudantis, que haviam sido chamadas por alunos após denúncias de assédio contra um professor. Durante a confusão, o PM agrediu dois estudantes. Vídeos mostram o agente dando tapas em uma representante dos alunos e um soco em outro jovem, que caiu no chão. Ele também utilizou gás de pimenta para dispersar o grupo. Segundo associações estudantis, os alunos estavam inseguros porque o professor acusado não havia sido afastado. As entidades foram à escola para acompanhar a organização de um abaixo-assinado. A Secretaria de Educação acionou a PM para garantir a segurança no encontro. Um dos agredidos relatou ter sofrido efeitos do gás e afirmou que os protestos vão continuar. A Secretaria informou que abriu sindicância para apurar a conduta do professor e condenou a violência policial. O caso foi registrado na delegacia do Catete. 


FRAUDES EM PLATAFORMAS

A empresa de tecnologia deve adotar mecanismos eficazes para impedir fraudes em suas plataformas. A omissão em responder denúncias e interromper golpes, após notificação, configura falha no serviço e gera danos morais. Com esse entendimento, a 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais de Goiás manteve a condenação do Facebook, responsável pelo WhatsApp. Uma advogada teve sua imagem usada em golpe do “falso advogado”, com criminosos criando contas para enganar clientes. As vítimas foram induzidas a fazer transferências, causando prejuízo de cerca de R$ 3 mil. Mesmo após denúncias e registros formais, a empresa não agiu prontamente. A advogada acionou a Justiça, pedindo bloqueio dos perfis e indenização. A sentença fixou R$ 4 mil por danos morais, mantida em recurso. A empresa alegou ilegitimidade e ausência de falha, mas teve os argumentos rejeitados. O relator destacou a responsabilidade objetiva e a obrigação de agir diante de notificações. A omissão prolongou o risco de fraudes e causou constrangimentos profissionais. Assim, ficou reconhecido o dano moral pela utilização indevida da identidade da advogada.


PL DENUNCIA MINISTRO MENDES

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, anunciou que a bancada denunciou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, por declarações sobre a CPMI do INSS. Segundo o deputado, foi protocolada notícia-crime na Procuradoria-Geral da República. Sóstenes afirma que o ministro imputou, de forma genérica e sem provas, crimes a membros da comissão, afetando a honra e o exercício parlamentar. O documento é assinado por deputados e senadores de diferentes partidos da base. A reação ocorreu após sessão do STF que derrubou a prorrogação da CPMI. Na ocasião, Gilmar Mendes criticou o colegiado e chamou de “crime” e “vexame” o vazamento de informações sigilosas. O líder do PL disse que as falas foram injustas, sem direito de defesa e sem comprovação. Também afirmou que as acusações ocorreram em ambiente institucional, sem respaldo probatório. Ele cobrou que o ministro aponte responsáveis ou esclareça as declarações. Defendeu ainda que suspeitas sejam levadas aos órgãos competentes, não à imprensa. Para Sóstenes, o episódio afeta o equilíbrio entre os Poderes. O parlamentar pediu apuração dos fatos e eventual responsabilização.

REJEITADA CPI MISTA DO INSS

A base do governo derrotou a oposição na CPI Mista do INSS ao rejeitar, por 19 votos a 12, o relatório do deputado Alfredo Gaspar. O texto sugeria o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Lulinha e o lobista conhecido como Careca do INSS. A sessão começou na sexta (27) e terminou na madrugada de sábado (28), prazo final da comissão. O relatório foi apresentado minutos antes da reunião. A CPI investigava um esquema de descontos indevidos em aposentadorias, que teria causado prejuízo de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O parecer também pedia o indiciamento de políticos e empresários, além da prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva. Gaspar vinculou as fraudes ao governo Lula, enquanto opositores acusaram viés político no relatório. Com a rejeição, o texto não será enviado à Procuradoria-Geral da República. Há risco de a CPI terminar sem conclusão, caso não seja votado um relatório alternativo. O governo articulou para barrar o parecer e evitar o indiciamento do filho do presidente. A sessão foi marcada por confusão e troca de acusações entre parlamentares. Deputados governistas afirmaram que a rejeição impediu acusações contra Jair Bolsonaro. Já a oposição acusou o governo de interferir nas investigações. A CPI chega ao fim após sete meses sem consenso sobre responsabilidades no caso.

ISRAEL X IRÃ: UM MÊS DE GUERRA

A guerra de EUA e Israel contra o Irã completa um mês sem desfecho claro. O conflito é marcado pela estratégia de caos informativo de Donald Trump. Ele alterna declarações, prazos e versões, dizendo-se vitorioso. Na semana, mudou repetidamente o ultimato sobre o estreito de Hormuz. O Irã respondeu com ameaças e ataques graduais na região. Negociações existem, mas sem acordo e com propostas rejeitadas. Teerã mantém seu programa nuclear e endurece posição. Israel intensifica ofensivas, enquanto o Irã espalha retaliações. Apesar de milhares de ataques, o regime iraniano segue estável. O bloqueio em Hormuz pressiona o mercado global de energia. Isolado, Trump critica aliados e oscila entre diplomacia e força. Cresce o risco de ação terrestre e de escalada ainda mais violenta.

Salvador, 28 de março de 2026.



Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


ANULADA CONDENAÇÃO DE EX-GOVERNADOR


O ministro Cristiano Zanin, do STF, anulou a condenação do ex-governador do RJ Anthony Garotinho na Operação Chequinho. A decisão foi tomada em habeas corpus e assinada na quinta-feira (27). Segundo Zanin, a condenação se baseou em provas ilícitas. Os dados foram extraídos de computadores da secretaria municipal sem perícia. Também não houve preservação da cadeia de custódia. O ministro afirmou que a origem das provas já havia sido considerada irregular pelo STF. Os dados foram copiados por pendrives, sem apreensão dos equipamentos originais. Não houve comprovação técnica da autenticidade do material. Para Zanin, isso violou o devido processo legal e o contraditório. Com isso, ele anulou integralmente a sentença da Justiça Eleitoral de Campos. Garotinho havia sido condenado em 2021. A pena ultrapassava 13 anos de prisão. O TRE-RJ aumentou a punição posteriormente. O TSE havia mantido a condenação.

A decisão também beneficiou outros réus do caso. Todos tiveram condenações anuladas por uso das mesmas provas. Entre eles estão Thiago Souza e Kellenson Figueiredo. A Operação Chequinho investigou compra de votos em 2016. O esquema envolveria o programa Cheque Cidadão. Eleitores teriam sido incluídos irregularmente em troca de apoio político. Com a decisão, os processos voltam à estaca zero. A Justiça Eleitoral avaliará se há provas válidas para nova ação. Em 2024, Garotinho tentou voltar à política. Disputou vaga de vereador no Rio, mas não se elegeu. Ele teve 8.753 votos e ficou fora das vagas.

 

ISRAEL E ESTADOS UNIDOS MATAM CIVIS EM TEERÃ


Uma mãe permanece entre escombros em Resalat, bairro da zona leste de Teerã, esperando o resgate da filha soterrada após um ataque aéreo. “Ela tem medo do escuro”, lamenta. 
Há um mês, o Irã está em guerra com Estados Unidos e Israel, que realizam bombardeios contra alvos ligados ao regime, mas com forte impacto sobre civis. A BBC Eye reuniu imagens, relatos e dados de satélite que mostram ataques a estruturas estatais localizadas em áreas residenciais, com consequências fatais. Um ataque em 9 de março destruiu um prédio ligado à milícia Basij e também edifícios residenciais próximos. Dezenas de famílias viviam no local. Uma mulher e sua filha foram encontradas mortas sob os escombros; o marido sobreviveu. Moradores relatam perdas totais. “Não tenho mais nada”, disse um sobrevivente. Autoridades estimam entre 40 e 50 mortos apenas nesse ataque. Desabrigados foram levados para hotéis. Israel afirmou que o alvo era um prédio militar, mas imagens indicam danos amplos na vizinhança. Explosões múltiplas em segundos e destruição em um raio de até 65 metros foram registradas. Especialistas apontam possível uso de bombas Mark 84, de grande potência, em áreas densamente povoadas. A ONU alerta que esse tipo de armamento representa alto risco para civis. Juristas afirmam que o uso pode ser desproporcional e até ilegal pelo direito internacional.

O caso de Resalat não é isolado. Israel afirma ter lançado mais de 12 mil bombas no Irã. Os EUA dizem ter atingido mais de 9 mil alvos, incluindo instalações militares e policiais. Muitos desses locais ficam em bairros civis movimentados. Outro ataque, em Abbasabad, matou ao menos 20 pessoas, segundo testemunhas. Relatos indicam explosões sucessivas e mortes imediatas de civis nas ruas. A lei internacional exige distinção entre alvos civis e militares e proporcionalidade nos ataques. A agência HRANA estima 1.464 civis mortos no primeiro mês de guerra, incluindo 217 crianças. Moradores criticam a falta de abrigos, evacuação e alertas. “Só se ouve a explosão”, dizem. Sem comunicação clara e com internet limitada, cresce a sensação de insegurança. Apesar de alegarem atingir infraestrutura estatal, EUA e Israel causam efeitos que vão além dos alvos. Em áreas onde instalações militares convivem com casas e escolas, os civis pagam o preço. Para os moradores, restam perdas, medo constante e a sensação de que nenhum lugar é seguro.

 

ELEIÇÃO INDIRETA E SECRETA NO RIO


O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, ontem, para que a eleição de governador-tampão do Rio de Janeiro seja indireta e secreta. O julgamento ocorre em plenário virtual e segue até segunda-feira, podendo haver mudança de votos. 
Votaram a favor da eleição indireta os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson FachinAbriram divergência os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, que defendem eleição direta. Moraes argumentou que, com a saída de Cláudio Castro, o correto seria convocar eleições diretas, e não votação pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, a renúncia do governador, às vésperas de condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral, indicaria tentativa de manipular a sucessão. Para Moraes, a vacância decorre da cassação, o que exige eleições diretas com base no Código Eleitoral. Dino reforçou a posição, citando crise de credibilidade na Alerj, enquanto Zanin destacou que, em casos de nulidade de mandato, a regra geral também é o voto direto.

A maioria do STF ainda validou a regra estadual que prevê desincompatibilização em até 24 horas para candidatos. O entendimento foi liderado por Cármen Lúcia, que considerou possível flexibilizar prazos em situações excepcionais. O relator, Luiz Fux, concordou com o voto secreto, mas divergiu sobre o prazo reduzido. Para ele, a norma estadual invade competência da União e viola a isonomia ao ignorar o prazo federal de seis meses. A crise política se agravou após a condenação de Cláudio Castro pelo TSE por abuso nas eleições de 2022. Sem vice — já que Thiago Pampolha havia renunciado — o estado vive uma dupla vacância. Atualmente, o governo é exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. Gilmar Mendes defendeu sua permanência no cargo até a posse do novo governador, em nome da segurança jurídica. 

A EUTANÁSIA NO MUNDO


A luta da jovem espanhola Noelia Castillo Ramos reacendeu o debate sobre a eutanásia, prática legal em poucos países. 
Após dois anos de batalha judicial, Noelia, de 25 anos, conseguiu realizar o procedimento em 26 de março, comovendo a sociedade espanhola. A eutanásia consiste em provocar intencionalmente a morte de um paciente, a pedido dele, para pôr fim a sofrimento causado por doença grave e incurável. Noelia solicitou o procedimento em abril de 2024 e teve aprovação unânime da Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha em julho. Dias antes da realização, seu pai entrou na Justiça para impedir, alegando que ela não tinha condições mentais de decidir. Com apoio de um grupo religioso, ele recorreu diversas vezes, mas todas as decisões foram favoráveis à jovem. O caso passou por cinco instâncias judiciais e chegou ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que autorizou a eutanásia. O episódio é emblemático por ser o primeiro após a legalização da prática na Espanha, em 2021. O país foi o primeiro de tradição católica a permitir eutanásia e suicídio assistido. A lei exige doença grave, incurável ou condição crônica com sofrimento intolerável. Especialistas confirmaram que Noelia atendia aos critérios, com condição irreversível e dor incapacitante.

Além da Espanha, nove países permitem a eutanásia ativa, quando o médico administra substâncias letais. Entre eles estão Holanda e Bélgica, pioneiros na legalização em 2002. Luxemburgo aprovou em 2009, enquanto o Canadá legalizou em 2016 com critérios rigorosos. A Nova Zelândia adotou a prática após referendo em 2020. Portugal aprovou a lei em 2023, mas ainda enfrenta entraves na regulamentação. Na Colômbia, a prática é permitida desde 2015, com regras e desafios no acesso. O Uruguai legalizou em 2025, após longo debate legislativo. O Equador descriminalizou em 2024, após decisão judicial histórica. Em outros países da América Latina, há restrições ou permissões parciais. No Peru, um caso específico autorizou a eutanásia por decisão judicial. México e Argentina permitem a recusa de tratamentos, chamada eutanásia passiva. No Brasil, a eutanásia é proibida, mas a ortotanásia é permitida desde 2006. Chile e Cuba também reconhecem o direito à morte digna em certas condições. O debate global envolve questões éticas, legais e religiosas sobre o fim da vida. O caso de Noelia reforça a complexidade do tema e a busca por autonomia dos pacientes.

ISRAEL OBRIGA 370 MIL CRIANÇAS A SAIREM DE SUAS CASAS


O Líbano vive um dos deslocamentos populacionais mais rápidos de sua história recente. Mais de 370 mil crianças foram obrigadas a deixar suas casas em apenas três semanas, segundo o Unicef, em meio à intensificação dos ataques aéreos e ordens de retirada israelenses. 
As áreas afetadas já abrangem cerca de 15% do território, incluindo todo o sul do país, gerando uma crise humanitária sem precedentes. Até agora, ao menos 121 crianças morreram e 399 ficaram feridas com a escalada de tensão envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. O representante do Unicef no país, Marcoluigi Corsi, classificou os números como “estarrecedores”, com cerca de 19 mil crianças deslocadas por dia. Muitas enfrentam essa situação pela segunda ou terceira vez em pouco mais de um ano. Segundo ele, o impacto emocional é devastador e não há locais seguros para onde a população possa fugir. Atualmente, mais de 660 abrigos coletivos tentam acolher os deslocados.

A crise também afeta a educação: cerca de 150 mil estudantes tiveram as aulas interrompidas, já que muitas escolas estão sendo usadas como abrigos. A destruição de pontes no sul deixou aproximadamente 150 mil pessoas isoladas, dificultando a chegada de ajuda humanitária e suprimentos básicos. Por trás dos números, histórias trágicas se acumulam. Uma menina de seis anos morreu em um bombardeio no sul, enquanto sua mãe sobreviveu sob escombros, relatando profundo trauma. Em outro caso, uma família inteira — pai, mãe e quatro filhos — morreu após um ataque aéreo atingir sua casa, sem condições de fugir apesar dos alertas. Especialistas alertam para consequências psicológicas duradouras, com crianças apresentando medo constante, crises de pânico e reações a ruídos. Enquanto isso, operações de ajuda enfrentam restrições de segurança, e organizações humanitárias atuam sob forte pressão para atender a população afetada.

 

PARALISAÇÃO PARCIAL DO GOVERNO AMERICANO

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 28/03/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Maioria do STF decide por votação indireta e secreta no Rio

Ministros definem as regras da eleição para governador-tampão. Quatro magistrados, porém, defendem pleito direto. Julgamento, no plenário virtual, prossegue até segunda-feira

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Política no Rio

Zanin interrompe julgamento, suspende nova eleição e mantém governador interino no RJ

Caso deve ser levado ao plenário presencial após debate sobre pleito popular Ministro se tornou relator de reclamação do PSD em favor de eleição direta

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Trump amplia trégua a usinas do Irã e fala em negociações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26/3) que vai estender a pausa nos ataques a usinas de energia iranianas, que ele havia anunciado no início da semana.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

CPMI do INSS rejeita relatório que indiciaria 216 pessoas

Colegiado encerra trabalhos sem texto oficial, após presidência recusar votação de relatório alternativo da maioria

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Cheias urbanas. A tecnologia portuguesa que antecipa o caos e supera gigantes mundiais

Com uma rede de sensores em expansão de Lisboa ao Brasil, com planos para os EUA, e uma avaliação de 7 milhões de euros, a startup fundada no Técnico está a redefinir a segurança das metrópoles.