Hoje, os governistas controlam 74 cadeiras na Câmara e 13 no Senado. Caso alcancem 35% dos votos, podem chegar a mais de um terço na Câmara e um quarto no Senado, assegurando poder de veto, mas ainda sem maioria para reformas. O governo aposta em bons resultados em Buenos Aires (capital), Mendoza e Salta, onde há divisões no peronismo. Mas o desempenho ruim na província de Buenos Aires — derrotado por 13 pontos em setembro — preocupa. O principal candidato local, José Luis Espert, foi afastado após escândalo com um empresário investigado por narcotráfico. O peronismo, liderado por Cristina Kirchner, disputa por meio da coalizão Força Pátria e pode vencer em Tucumán, Formosa, La Pampa, La Rioja e Catamarca. Milei também buscou apoio externo: visitou Donald Trump na Casa Branca, e o republicano interveio para conter a disparada do dólar, o que gerou críticas internas. O governo aposta que, mesmo sem vitória esmagadora, Milei sairá fortalecido das urnas, sustentando que sua coalizão é a única presente em todas as províncias, enquanto o peronismo segue fragmentado.
O STF formou maioria para validar a nomeação de parentes para cargos de natureza política. O placar está em 6 a 1 pela manutenção do entendimento, mas o julgamento foi suspenso e será retomado na próxima quarta-feira (29). A discussão envolve a Súmula Vinculante 13, de 2008, que proibiu o nepotismo na administração pública, mas cuja aplicação não abrangia cargos políticos, como ministros e secretários. O caso teve origem em Tupã (SP), onde uma lei de 2013 permitiu a nomeação de parentes para secretarias municipais. O MPF contestou a norma, e o TJSP considerou a lei inconstitucional. Relator do caso, o ministro Luiz Fux votou para validar a lei e permitir indicações políticas de parentes, desde que haja qualificação técnica e não exista nepotismo cruzado. Seu voto foi seguido por Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Flávio Dino divergiu, afirmando que “legalidade e afeto não se combinam”. Cármen Lúcia, ainda sem voto, destacou o risco de afronta à impessoalidade. O julgamento tem repercussão geral e valerá para todo o Judiciário.
Salvador, 25 de outubro de 2025.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.









