O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, propôs ontem, 4, uma reunião direta com Vladimir Putin e ofereceu um cessar-fogo total durante as negociações de paz. Em carta aberta divulgada pela Presidência ucraniana, Zelenski afirmou que a guerra pode ser encerrada por meio de um acordo direto entre os dois líderes. A proposta surge em meio à perda de prioridade da guerra na agenda dos Estados Unidos, atualmente concentrados na crise envolvendo o Irã. Zelenski lamentou que o conflito ucraniano tenha ficado em segundo plano para Washington. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reconheceu que as negociações de paz estão travadas pela falta de concessões, especialmente por parte da Rússia, e alertou para o risco crescente de escalada militar. O Kremlin reagiu positivamente. O porta-voz Dmitri Peskov disse que Zelenski pode visitar Moscou “a qualquer momento”, embora Putin ainda não tivesse lido a carta. O presidente russo afirmou estar disposto a negociar, mas manteve exigências como concessões territoriais e políticas por parte de Kiev.
A Ucrânia rejeita essas condições, classificando-as como capitulação. Putin também voltou a mencionar o uso do míssil hipersônico Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares. Donald Trump apoiou a ideia de um encontro entre os líderes, mas especialistas avaliam que a Rússia ainda não demonstra disposição real para reduzir o conflito. Enquanto Moscou afirma avançar na linha de frente, dados do Instituto para o Estudo da Guerra indicam que a Ucrânia recuperou território pelo segundo mês seguido. Apesar de uma breve trégua em maio, os dois lados trocaram acusações de violar o cessar-fogo e mantiveram ataques militares.