Europeus confrontam a nova ordem global criada por Donald Trump
Na maior conferência sobre segurança da Europa, Alemanha alerta que os EUA não têm força para seguirem sozinhos e revela que a política externa baseada em regras deixou de existir. Analistas criticam a postura isolacionista da Casa Branca
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Movimentação do mercado
Empresas aceleram captações em dólares no exterior para driblar turbulências eleitorais
Companhias levantaram 95% mais recursos nos primeiros 45 dias do ano com atratividade de emergentes
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Toffoli confirma que foi sócio de resort, mas diz que não era amigo nem recebeu dinheiro de Vorcaro
Fundo da teia de banqueiro comprou participação da empresa Maridt, da família do ministro, em empreendimento Magistrado afirma que não sabia quem era o gestor do fundo
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Mandado de prisão é cumprido e dois suspeitos são presos em flagrante por furtos
Ações da Polícia Civil resultam na captura de três investigados por crimes contra o patrimônio durante o Carnaval de Salvador
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Concursos públicos totalizam 112 vagas no RS
Candidatos devem ficar atentos aos prazos de inscr
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Situação de calamidade e isenção de portagens terminam este domingo
Medidas foram decretadas pelo Governo no seguimentos da depressão Kristin depois de vários autarcas o terem solicitado ao Governo.
COMPETÊNICA PARA ALTERAR REGIME JURÍDICO DE SERVIDORES
Nos julgamentos de dissídios coletivos por greve, o Tribunal de Justiça de São Paulo não tem competência para alterar o regime jurídico dos servidores públicos estaduais, especialmente quanto a condições de trabalho e remuneração. O entendimento foi fixado por unanimidade pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal em sessão virtual encerrada ontem, 13. A ação foi proposta em 2010 pelo então governador de São Paulo, Alberto Goldman, que contestou trechos do regimento interno do TJ-SP que permitiam à corte fixar novas condições de trabalho e salário em dissídios de servidores estatutários. A norma seguia modelo semelhante ao da Justiça do Trabalho, aplicada a categorias celetistas. Goldman argumentou que apenas lei pode regular a relação entre servidores e administração pública, incluindo condições de trabalho. O relator, ministro Kassio Nunes Marques, concordou que o TJ-SP não pode promover essas alterações. Ele propôs que o entendimento valha apenas após a publicação da ata do julgamento, preservando situações já consolidadas. O ministro explicou que a Justiça comum julga casos de servidores estatutários, mas não pode modificar matérias submetidas à reserva legal. Segundo o voto, criar, alterar ou suprimir regras sobre trabalho, remuneração, estabilidade e aposentadoria exige lei formal iniciada pelo chefe do Executivo.
JUSTIÇA ACEITA DENÚNCIA CONTRA EX-PILOTO
A 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e tornou réu por homicídio doloso qualificado por motivo fútil Pedro Arthur Turra Basso, 19 anos. Ele é acusado de agredir o adolescente Rodrigo Castanheira, 16, em 23 de janeiro, na saída de uma festa em Vicente Pires. A decisão foi publicada na sexta-feira (13/2). Na quinta-feira (12), o Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) negou o quarto pedido de habeas corpus da defesa do ex-piloto. Rodrigo morreu em 7 de fevereiro, após 16 dias internado em coma na UTI do Hospital Brasília Águas Claras. Pedro Turra está preso desde 30 de janeiro. A 2ª Turma Criminal manteve a prisão preventiva um dia após o oferecimento da denúncia. O MPDFT sustenta que houve intenção de matar. Além da ação penal, o órgão pediu indenização mínima de R$ 400 mil por danos morais à família da vítima.
SUSTENTAÇÃO ORAL SÍNCRONA
O Tribunal de Justiça de São Paulo deverá orientar magistrados a garantir, sempre que possível, sustentação oral síncrona — presencial ou por videoconferência — nos processos. A recomendação partiu doConselho Nacional de Justiça. O conselheiroMarcello Tertoconcedeu liminar a pedido doConselho Federal da OABe da seccional paulista. O procedimento discute o direito de advogados pedirem julgamento presencial em vez do virtual. A advocacia critica a aplicação da Resolução 984/2025, com negativas genéricas para retirar processos do plenário virtual. A norma permite oposição ao julgamento virtual, mas a decisão fica com o relator. Na prática, o virtual virou regra, com sustentações gravadas consideradas insuficientes pela OAB. Em 2025,Luís Roberto Barrosojá recomendara garantir sustentação presencial. Segundo Terto, nas instâncias ordinárias ela deve ser a regra se solicitada no prazo. A recusa só caberia para evitar prejuízo ao funcionamento do tribunal.Ele afirmou não haver congestionamento relevante que justifique prejudicar especialmente processos penais e a liberdade dos réus.
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou a concessão de aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social(INSS) a vigilantes, em julgamento encerrado ontem, 13, no plenário virtual. Prevaleceu o recurso do instituto, que alegou inconstitucionalidade do benefício e impacto estimado em R$ 154 bilhões aos cofres públicos em 35 anos. Seguiram esse entendimento os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, André Mendonça e Alexandre de Moraes. Ficaram vencidos o relator, Kassio Nunes Marques, além de Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin, que defendiam o direito ao benefício. O caso tem repercussão geral (tema 1.209), e a decisão vale para todas as ações semelhantes no país. A aposentadoria especial é destinada a profissionais expostos de forma habitual e permanente a condições prejudiciais à saúde. Nunes Marques sustentou que a atividade de vigilante pode ser considerada especial com ou sem uso de arma de fogo, devido aos riscos físicos e à saúde mental, inclusive após a reforma da Previdência de 2019. Ele também propôs critérios para comprovação da atividade. Até 5 de março de 1997, o enquadramento poderia ocorrer pela lista de profissões da época; depois disso, seria exigido laudo técnico. Para Alexandre de Moraes, o STF não deveria reconhecer o benefício mais vantajoso, pois a Corte já afastou a existência de risco inerente em caso semelhante envolvendo guardas municipais.
A advogada Adriane Bramante, que atuou no processo, classificou o julgamento como um dos mais relevantes do ano na área previdenciária. Ela lamentou a decisão e apontou possíveis efeitos, como perda do direito à aposentadoria especial, risco de devolução de valores recebidos por força de decisões provisórias e aumento da insegurança jurídica. Segundo ela, a medida atinge profissionais que enfrentam risco diário e agora deverão permanecer mais tempo na ativa. A controvérsia começou noSuperior Tribunal de Justiça(STJ), que havia reconhecido o tempo especial para vigilantes armados ou não. Com a decisão do STF, o autor da ação ainda pode apresentar embargos de declaração para pedir esclarecimentos ou tentar modular os efeitos do julgamento.
A possibilidade de impeachment do ministro Dias Toffoli dependerá diretamente do que vier a ser comprovado nas investigações sobre o caso Banco Master, avaliam especialistas ouvidos pelo R7. Para juristas, a simples menção ao nome de um integrante do Supremo Tribunal Federal já provoca desgaste institucional, mas a abertura de um processo no Senado só ganharia força diante de elementos concretos que indiquem irregularidades. O STF voltou ao centro dos holofotes após a Polícia Federal apontar que documentos encontrados no celular do dono do Master,Daniel Vorcaro, mencionam Toffoli e outros ministros. A repercussão levou a uma reunião tensa entre integrantes da corte, na qual Toffoli pediu para deixar o caso e foi substituído porAndré Mendonça. Para o advogado constitucionalista Luiz Gustavo Cunha, a situação exige distinguir desgaste político de responsabilidade jurídica. Ele afirma que ninguém pode ser condenado previamente, mas ministros do Supremo não ocupam cargos comuns e, mesmo sem consequência jurídica imediata, o desgaste institucional é praticamente inevitável. Segundo Cunha, o STF não pode conviver com dúvidas prolongadas sobre a conduta de seus membros e deve preservar não apenas a legalidade, mas também a aparência de imparcialidade e integridade. Caso haja confirmação de envolvimento ilícito, a credibilidade da instituição seria afetada e abriria espaço para questionamentos sobre decisões passadas e futuras.
O advogado avalia que, se surgirem elementos consistentes, o cenário pode evoluir para pedidos formais de responsabilização no Senado, como prevê a Constituição e a Lei nº 1.079/1950. Ele ressalta que, desde 1988, nenhum ministro do STF foi destituído por impeachment. Em 1969, durante a ditadura militar, três ministros foram aposentados compulsoriamente por ato do regime, fora do devido processo constitucional. Cunha afirma que o modelo brasileiro garante independência ao Supremo, mas precisa demonstrar na prática que também assegura responsabilização institucional quando necessário. Na avaliação do advogado criminalista Fábio Souto, a decisão de Toffoli de deixar a relatoria foi adequada do ponto de vista institucional, pois a condução do processo estava ostensivamente contaminada. Souto lembra que eventuais crimes comuns atribuídos a ministros do STF são julgados pela própria Corte, enquanto crimes de responsabilidade são analisados pelo Senado. Ele conclui que não há precedentes recentes e que é preciso aguardar o desfecho do inquérito e eventual indiciamento pela Polícia Federal. Independentemente disso, na esfera política o Senado deverá sofrer forte pressão para abrir um processo de impeachment.
Encontro a portas fechadas reuniu apenas ministros do STF. Reuniões ocorreram na quinta-feira, 12, na presidência da Corte. Publicação do Poder360 teria usado gravação clandestina. Ao menos quatro ministros ficaram indignados com o vazamento. Suspeita interna recaiu sobre Dias Toffoli que negou ter gravado: “Claro que não”. Debate interno cogitou abrir sindicância. Objetivo seria identificar responsável pelo vazamento. Parte dos ministros prefere evitar nova crise pública. Tema envolve investigações sobre o Banco Master. Polícia Federal questionou a suspeição de Toffoli. Caso estava sob sua relatoria. Solução proposta: ele deixar o processo. Em troca, Corte emitiria nota de apoio coletiva. Reportagem transcreveu falas atribuídas aos ministros. Não havia assessores presentes nas reuniões.
Segunda reunião teve videoconferência. Participaram ministros fora de Brasília. André Mendonça integrou remotamente. Luiz Fux também participou à distância. Edson Fachin não informou se abrirá investigação. Clima interno foi descrito como de revolta. Discussões foram mantidas em caráter reservado. Corte tenta evitar exposição institucional. Episódio ampliou tensões nos bastidores do tribunal.
Ministros do Supremo Tribunal Federal se queixaram da postura do governo Lula na crise que levou à saída de Dias Toffoli da relatoria do inquérito sobre o Banco Master. Os magistrados fizeram chegar ao Planalto a avaliação de que a Polícia Federal teria agido fora da lei e que petistas tentam explorar o caso politicamente. As críticas à PF concentram-se no material entregue ao presidente da corte, Edson Fachin, que aponta conexões entre Toffoli e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Para os ministros, a apuração seria ilegal por não ter autorização do STF. Integrantes do Supremo também afirmaram que o governo tentou tirar proveito político ao divulgar reservadamente que Lula desejava a saída de Toffoli da relatoria. O mal-estar cresceu e ministros avaliam investigar condutas da PF e da Receita Federal em inquérito próprio. Como ambos órgãos são comandados por nomes ligados ao governo, a responsabilidade foi estendida ao Planalto. Após os recados, o governo iniciou operação de redução de danos e orientou auxiliares a evitar tom político e críticas ao tribunal. Políticos do centrão avaliam que o episódio pode abalar a relação de Lula com a Corte, considerada fiadora da governabilidade desde o fim do governo Bolsonaro. Um dirigente afirmou que a oposição erra ao convocar manifestações por impeachment de Toffoli e Alexandre de Moraes. Segundo ele, ministros passaram a ficar mais incomodados com o governo do que simpáticos ao PT.
A relação já estava tensa desde a indicação de Jorge Messias para vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, quando parte do tribunal defendia Rodrigo Pacheco. A investigação da PF, com relatório de 200 páginas, agravou as queixas. O STF rejeitou a suspeição, Toffoli saiu voluntariamente e André Mendonça assumiu o caso. Ministros consideram ilegítima a apuração sem autorização judicial e suspeitam de participação da Receita em vazamentos, gerando críticas a Fernando Haddad. Toffoli admitiu receber dinheiro da venda de participação em resort, mas negou amizade com Vorcaro. Congresso e centrão atuam para blindá-lo e dizem que não haverá investigação ou pressão para saída do cargo. Parlamentares criticam “vazamentos seletivos” e falam em uma “Lava Jato 2”. Há defesa de CPI para apurar vazamentos, mas sem coleta de assinaturas. Pedidos de CPI aguardam decisão de Davi Alcolumbre e Hugo Motta, que resistem à instalação. Políticos também colocam a Receita Federal no radar por suposto direcionamento de investigações. Haddad elogia a gestão do órgão e afirma que as operações seguem a legalidade para atingir “verdadeiros ladrões da nação”. O ministro deve deixar o cargo até abril para disputar eleições.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta ontem, 13, que pretende alterar por decreto as leis eleitorais para exigir documento com foto na hora da votação. Segundo ele, a medida valeria já para as eleições de meio de mandato, que ocorrem em novembro e renovam toda a Câmara e um terço do Senado, mesmo sem passar pelo Congresso. Em publicação na rede Truth Social, Trump acusou os democratas de fraude e disse que os republicanos precisam abordar o tema em todos os discursos para vencer as eleições. Ele declarou que apresentará em breve um decreto com argumentos legais para sustentar a mudança e afirmou esperar apoio da Suprema Corte, que tem maioria conservadora e conta com três ministros indicados por ele. Trump sustenta há anos, sem provas, que houve fraude generalizada nas eleições, que estrangeiros votam ilegalmente e que ele teria vencido o pleito de 2020, derrotado por Joe Biden. Especialistas apontam que um decreto interferindo nas eleições pode ser considerado inconstitucional. Pela Constituição americana, a organização do voto é responsabilidade de estados e condados, o que torna o sistema eleitoral descentralizado, inclusive em disputas federais.
A exigência de documento com foto é tema sensível nos EUA devido ao histórico de supressão do voto de pessoas negras. O governo federal não emite um documento nacional de identidade com foto, além do passaporte, e populações marginalizadas muitas vezes não possuem esse tipo de identificação. No passado, medidas como testes de alfabetização foram usadas para impedir o voto de negros, sendo abolidas com a aprovação do Voting Rights Act de 1965, marco do movimento pelos direitos civis. Em 2008, a Suprema Corte decidiu que a exigência de identificação não é inconstitucional, deixando a regulamentação a cargo dos estados. Desde então, vários adotaram leis nesse sentido, especialmente sob governos republicanos. Estados decisivos como Pensilvânia, Illinois e Nevada não exigem documento com foto. Já estados populosos como Califórnia e Nova York poderiam ser impactados por eventual mudança. Apesar das alegações, a ocorrência de fraude eleitoral é mínima. Estudo da Heritage Foundation identificou 1.465 casos em 44 anos, média de 33 por ano, o que corresponde a cerca de 0,00001% dos votos no período.
Europeus confrontam a nova ordem global criada por Donald Trump
Na maior conferência sobre segurança da Europa, Alemanha alerta que os EUA não têm força para seguirem sozinhos e revela que a política externa baseada em regras deixou de existir. Analistas criticam a postura isolacionista da Casa Branca
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Relatório da PF cita contratos da ex-mulher de Toffoli e voo em jatinho de Vorcaro
Celular do dono do Master tinha armazenados contratos da advogada Roberta Rangel para atuar em ação que teve voto de ministro do STF
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Cuba na corda bamba
Ilha vive piora da crise econômica e energética com corte de remessas de petróleo e divisas de Caracas O regime resistiu ao fim dos subsídios soviéticos, à queda da ajuda venezuelana nos últimos anos, à morte de Fidel e ao embargo americano
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Governador Jerônimo Rodrigues destaca impacto econômico do Carnaval
Na capital e no interior, a ocupação hoteleira chega a cerca de 90% em diversas regiões turísticas
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Quando a dor atinge o campo: casos de suicídio entre agricultores ampliam alerta no RS
Reportagem especial do Correio do Povo mostra a necessidade de desenvolvimento de estratégias específicas de prevenção
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Falta de mão de obra obriga empresas a olhar para trabalhadores seniores
Atividade de importantes setores da economia nacional corre riscos de estagnação por carência de trabalhadores. Multinacional espanhola dispõe de serviços de outsourcing para apoiar as empresas.
A babá brasileira Juliana Peres Magalhães foi condenada a dez anos de prisão nos Estados Unidos. A sentença foi proferida no Fairfax County, Virginia nesta sexta-feira (13). Ela foi considerada culpada pelas mortes de Christine Banfield e Joseph Ryan em 2023. Além da pena, cumprirá dois anos de liberdade condicional. Na época, mantinha relacionamento com Brendan Banfield, marido de Christine. Segundo a investigação, os dois planejaram o crime.
O plano envolveu um perfil falso em site fetichista e treinamento de tiro. A intenção era matar Christine e incriminar Ryan. Juliana foi responsável pela morte de Joseph. Brendan matou a esposa a facadas. Familiares de Joseph prestaram depoimentos emocionados. A mãe Deirdre Fisher relatou a dor da perda. Ela disse que perdeu o confidente e a chance de ser avó. A tia Sangita Ryan afirmou que Juliana poderia ter impedido a tragédia. Juliana está presa desde o crime. Ela fechou acordo com a promotoria e confessou participação. A acusação foi reclassificada para “manslaughter”.
A promotoria recomendou pena próxima ao tempo já cumprido. Em depoimento, Juliana pediu desculpas às famílias. Disse que não conseguirá se perdoar pelo que fez. A juíza Penney S. Azcarate rejeitou a recomendação. Aplicou a pena máxima prevista: dez anos. Afirmou que houve desprezo pela vida humana. O advogado Ryan Campbell declarou solidariedade às famílias. Ele afirmou que colaboraram para a condenação de Brendan. A filha do casal, de 4 anos, estava na casa no momento do crime. Segundo o The New York Times, mencionou-se possível documentário para a Netflix. Brendan aguarda sentença e pode ser condenado à prisão perpétua.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, deixou a relatoria da ação sobre o Banco Master na noite de ontem, 12. O novo relator foi anunciado e caberá ao ministro André Mendonça. Após a sessão do plenário, os dez ministros discutiram o caso. Eles divulgaram nota conjunta manifestando apoio ao magistrado. O tribunal afirmou não haver suspeição nem impedimento. Também declarou válidos todos os atos praticados na relatoria. A posição inclui a Reclamação nº 88.121 e processos vinculados. A nota registrou atendimento aos pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Toffoli solicitou a redistribuição por razões institucionais. A Presidência do STF acolheu e determinou sorteio livre do caso. Serão adotadas providências para extinguir a ação original. Os autos serão encaminhados ao novo relator.
ADVOGADA ESPOSA DE TOFFOLI DEFENDEU VORCARO
A Maridt Participações, ligada ao ministro Dias Toffoli, doSupremo Tribunal Federal, contratou o advogadoGuilherme Lippi, que é sócio do escritório deWalfrido Warde, que defendeuDaniel Vorcaro, dono doBanco Master. Documentos de 2022 e 2023 mostram Lippi representando a empresa em atos societários. Na época, a Maridt era sócia do fundo Arleen no resortTayayá. O Arleen integra uma rede de fundos ligada ao Banco Master. A relação indica mais um elo indireto entre o ministro e a defesa de Vorcaro. O escritório também contou com a advogadaRoberta Rangel, então esposa de Toffoli. Atas registram parentes do ministro na diretoria e omissão dos acionistas. APolícia Federalconsultou o STF após mensagens de Vorcaro citarem Toffoli. A empresa da família dividiu o controle do Tayayá com o Arleen entre 2021 e 2025. Toffoli afirmou não conhecer os gestores do fundo nem ter amizade com o investigado. Conversas entre o ministro e o banqueiro foram encontradas e confirmadas por fontes da investigação.
SEMANA DE QUATRO DIAS
Empresas holandesas vêm adotando discretamente a semana de trabalho de quatro dias, mantendo salários e 32 horas semanais. A decisão prioriza equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e busca produtividade mais inteligente, não mais intensa. Relatos indicam menos licenças médicas, maior retenção e funcionários mais motivados após a mudança. No início houve resistência de investidores e empregados, resolvida com menos reuniões e definição clara de prioridades. A prática já é comum no país, onde a média semanal é cerca de 32 horas — a menor da União Europeia. Mesmo assim, o PIB per capita segue alto, questionando a ideia de que riqueza exige longas jornadas. Economistas alertam, porém, que a produtividade não cresce há anos e pode ameaçar a sustentabilidade do modelo. O país depende de mais produção por trabalhador ou maior participação no mercado, inclusive via imigração. Quase metade dos empregados trabalha em tempo parcial; impostos e salários desestimulam horas extras. A participação feminina integral é baixa, influenciada por custos de creche e fatores culturais. Sindicatos defendem que quatro dias reduzem desigualdade de gênero e mantêm pessoas no emprego. Para empresas e trabalhadores, a proposta resume-se a maior bem-estar sem perder eficiência econômica.
DENÚNCIA CONTRA HOMEM QUE MATOU ESPOSA
A Justiça paulista aceitou denúncia contra Alex Leandro Bispo dos Santos por matar a esposa Maria Katiane Gomes da Silva. Ela morreu em 29/11/2025 após cair do 10º andar na Vila Andrade, em São Paulo. O Ministério Público sustenta que houve homicídio, não suicídio. O casal discutiu em uma festa e seguranças impediram agressão inicial. Câmeras registraram o empresário agredindo a mulher na garagem do prédio. Às 5h14, ele a arrastou do elevador e a segurou pelo pescoço no 10º andar. Dois minutos depois, retornou sozinho; a queda ocorreu nesse intervalo. Uma testemunha ouviu gritos de socorro antes do impacto. Em depoimento, ele admitiu agressões, mas negou ter matado a esposa. Disse que ela se jogou da sacada após nova discussão no apartamento. Após o caso, viajou para Crateús, no Ceará, para o velório. O processo ainda não tem data marcada para julgamento.
MULHER BRASILEIRA REGE ORQUESTRA ALEMÃ
A brasileira Andréa Huguenin Botelho tornou-se a primeira mulher a reger a Westpfälzischen Sinfonieorchester, orquestra alemã com mais de 130 anos sediada em Kasel, no sul do país. “Aceito o compromisso com grande responsabilidade histórica”, escreveu no Instagram, destacando que o marco envolve estruturas e perspectivas na música. A estreia à frente do grupo será em 21 de junho. A nomeação veio após a aposentadoria de Thomas Germain, regente por mais de 20 anos. Botelho quer aproximar a orquestra do cotidiano da cidade. Sobre o impacto do feminismo na música clássica, afirmou: “Minha história faz parte dessa história”. “Minhas conquistas resultam de portas que se abriram”.
Empresa da qual o ministro do Supremo Tribunal FederalDias Toffoli é sócio declarou capital de R$ 150. Ela vendeu participação no resort Tayaya ao Fundo Arllen, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A empresa opera em uma casa na cidade de Marília, interior de São Paulo. O ministro não aparece como administrador na Junta Comercial. Pelo tipo societário, apenas administradores precisam constar no registro. Como sócios formais aparecem seu irmão José Eugênio e o sobrinho Igor Pires. O contrato social indica sede na Rua Doutor Zoroastro Gouveia. O imóvel pertence ao irmão e fica em área residencial. A casa apresenta sinais de desgaste. Criada em 2020, a Maridt atua em participações societárias e compra e venda de imóveis. Inicialmente tinha também outro irmão, José Carlos, no quadro societário. Ele foi substituído em 2023 pelo filho de José Eugênio. Em nota, o gabinete afirma tratar-se de empresa familiar de capital fechado. A empresa estaria registrada naJunta Comercial do Estado de São Paulo. Declarações anuais são enviadas àReceita Federal do Brasil.
Toffoli integra o quadro societário, mas não pode exercer gestão. A lei permite ao magistrado receber dividendos. A participação no Tayaya terminou com venda de cotas em 2021. O saldo remanescente foi alienado àPHD Holdingem 2025. Investigadores daPolícia Federalanalisam caso ligado aoBanco Master. No celular de Vorcaro surgiram menções a pagamentos de R$ 20 milhões. Ainda não há prova de transferência ao ministro. Toffoli diz desconhecer o gestor do fundo. Afirma não ter amizade com Vorcaro nem recebido valores. O ministro também nega repasses por intermediários. ACNN Brasilprocurou a empresa.
Após dois meses, o governo do presidente Donald Trumpencerrou a operação contra imigração ilegal no estado deMinnesota. A ação envolveu agentes doServiço de Imigração e Alfândega(ICE). O anúncio foi feito pelo czar de fronteirasTom Homan. A operação durou semanas e gerou forte polêmica. Dois cidadãos americanos morreram em incidentes com tiros. Houve protestos e críticas de autoridades locais. A declaração ocorreu na capitalMinneapolis. Milhares de agentes haviam chegado em dezembro. Eles realizaram batidas contra imigrantes irregulares. O governo iniciou retirada gradual dos oficiais. Os agentes serão redistribuídos pelo país. As leis migratórias continuarão sendo aplicadas. O prefeitoJacob Freychamou a presença do ICE de catastrófica. Empresas e moradores relataram impactos negativos. O governadorTim Walzadotou cautela otimista. A juristaMichele Bratcher Goodwincomentou o caso. Ela é professora daUniversidade Georgetown. Segundo ela, juízes alertaram sobre ilegalidades. Cidadãos teriam sido detidos ao protestar.
Isso violaria a Primeira Emenda. Houve denúncias de uso excessivo de força. Tribunais distritais pediram suspensão das ações. Mortes de Renee Good e Alex Pretti pressionaram o governo. Congressistas democratas e republicanos reagiram. Outro caso envolveu o menino Liam Conejo. Ele foi detido com o pai no Texas e liberado por ordem judicial. Críticas também recaíram sobre agentes mascarados. Para Goodwin, a retirada não apaga a tragédia nem o clima de medo.