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terça-feira, 12 de março de 2024

CASAMENTO FALSO

Anderson Costa e Paloma Ferreira da Silva casaram, em linda festa em Duque de Caixas/RJ, mas descobriram, posteriormente, que o casamento, perante a Justiça era falso. O documento em papel timbrado do governo federal, com endereço do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, estava assinado por um juiz de paz, constando inclusive o brasão da República e realizado por "juiz de paz eclesiástico", recomendado por uma igreja evangélica. O casal só constatou a falsidade, porque a irmã de Paloma casou-se antes e quanto foi registrar a filha, o cartório informou que a certidão era falsa. Consta na certidão, presidida por Ismael de Souza Martins, o "casamento religioso com efeito civil". O casal registrou o caso na delegacia de Caxias e já foram ouvidos os dois pastores da igreja de Caxias, alegado como responsáveis pela recomendação do juiz de paz falso. Paloma obteve a nova documentação com o nome de casada, usando a certidão falsa.   

Os pastores defendem alegando que não tem relação alguma com as atividades ilícitas do falso juiz de paz, Ismael. Acontece que a mulher de Ismael, Myrian Maria de Souza, também fez casamentos falsos e chegou a ser presa em 2020, acusada de enganar a mais de 200 casais, durante 7 anos. A cerimônia realizada por Ismael ou por Myrian possibilitava faturamento de mais de R$ 6 mil por mês. Myrian diz que "está tendo uma confusãozinha, conflitos, de desconhecimento de causa. Porque a lei é nova". O juiz Marcelo Rubioli, da Corregedoria-geral de Justiça, declarou que "não existe a figura do "juiz eclesiástico". 

 

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