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sexta-feira, 13 de março de 2026

MINISTRO RECONSIDERA DECISÃO E NEGA VISITA DE CONSELHEIRO A BOLSONARO

Moraes nega pedido de Bolsonaro para flexibilizar horário de visitaO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsiderou decisão anterior e negou a visita do conselheiro do presidente americano Donald TrumpDarren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O magistrado levou em conta manifestação do chanceler Mauro Vieira, do Ministério das Relações Exteriores, enviada ao STF. Segundo o ministro, a visita poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”. Inicialmente, Moraes havia autorizado o encontro, mas a defesa de Bolsonaro pediu a alteração da data da visita. Vieira informou que autoridades americanas haviam solicitado apenas duas reuniões no Itamaraty, ambas pedidas na quarta-feira (11), e que nenhum dos encontros está confirmado. Ele também afirmou que, até então, não havia agenda diplomática registrada envolvendo Beattie no ministério. Segundo o chanceler, o pedido de visita a Bolsonaro não se enquadra nos objetivos comunicados oficialmente pelo Departamento de Estado dos EUA.

Na nova decisão, Moraes afirmou que a visita “não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro”. O ministro acrescentou que o encontro também não foi previamente comunicado às autoridades diplomáticas brasileiras, o que poderia levar à reanálise do visto concedido ao americano. Beattie é crítico do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do próprio Moraes. Ele já classificou o ministro como “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição” contra Bolsonaro. O conselheiro de Trump deve passar por São Paulo e Brasília para entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro. Segundo apuração, ele também pretende se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência. A agenda inclui discussões sobre decisões judiciais que determinaram bloqueios de perfis em redes sociais nos inquéritos sobre fake news e milícias digitais, relatados por Moraes no STF. Beattie ainda deve manter encontros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que a partir de junho terá Kássio Nunes Marques na presidência e André Mendonça na vice.

 

EXÉRCITO DE ISRAEL RETIRA ACUSAÇÕES CONTRA SOLDADOS

Israel: Exército arquiva investigação contra soldados - 12/03/2026 - Mundo  - FolhaO Exército de Israel retirou ontem, 12, as acusações contra cinco soldados suspeitos de torturar um palestino detido durante a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza. A decisão foi anunciada em meio ao foco do país na guerra contra o Irã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou a decisão. “O Estado de Israel deve caçar seus inimigos, não seus próprios combatentes heroicos”, disse em comunicado. O caso ganhou repercussão internacional após manifestantes de direita, incluindo integrantes do gabinete de Netanyahu, invadirem instalações militares para protestar contra a investigação. A chefe do departamento jurídico do Exército, Yifat Tomer-Yerushalmi, havia divulgado um vídeo do suposto abuso à imprensa local. A procuradora-geral militar renunciou em outubro e foi presa posteriormente pelo vazamento das imagens, ação que afirmou ter feito para combater propaganda contra o departamento jurídico militar. Seu sucessor, o major-general Itai Ofir, decidiu retirar as acusações citando “circunstâncias excepcionais” que prejudicaram a possibilidade de conduzir o processo garantindo julgamento justo.

As imagens vazadas de câmeras de segurança do centro de detenção militar de Sde Teiman detention facility mostram soldados levando um prisioneiro para um canto enquanto bloqueiam a visão de suas ações. Os militares respondiam por acusações de abuso grave e de causar lesões ao detento. Segundo a denúncia, um dos soldados teria ferido o prisioneiro com um objeto pontiagudo. O detento palestino foi libertado e voltou a Gaza após o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas em outubro. Nem o prisioneiro nem os soldados tiveram os nomes divulgados. Líderes palestinos não comentaram imediatamente a decisão. A Association for Civil Rights in Israel havia pedido o fechamento do centro Sde Teiman por denúncias de abusos contra detentos palestinos. O Exército reduziu gradualmente o uso da instalação desde junho de 2024, embora organizações de direitos humanos continuem relatando casos de tortura em centros de detenção israelenses. 

MORAES VIOLA SIGILO JORNALÍSTICO E MANDA INVADIR CASA DE BLOGUEIRO

PF INVADE CASA DE JORNALISTA POR DECISÃO DE MORAES #ricardofeltrinA defesa do blogueiro maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, alvo de operação da Polícia Federal na terça-feira (10), afirmou ver com estranhamento a investigação e sustenta que o verdadeiro objetivo do mandado de busca e apreensão seria identificar fontes jornalísticas. A ordem foi expedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito de investigação por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio DinoNo fim do ano passado, Luís Pablo publicou texto sobre um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão que estaria sendo usado irregularmente pela família de Dino para fins privados. Segundo o advogado Marcos Lobo, a acusação de stalking encobriria a tentativa de descobrir a fonte da reportagem. “Isso é um escândalo e um abuso. Todos os tratados e normas constitucionais protegem o sigilo da fonte do jornalista”, afirmou ele à Folha nesta quinta-feira (12). Da casa do blogueiro, a PF apreendeu dois celulares, um MacBook e um HD externo, de acordo com a defesa. Ao autorizar a busca, Moraes citou três links do site e afirmou que as publicações indicariam acesso a informações sensíveis sobre veículos usados pelo ministro. Segundo o despacho, haveria indícios de monitoramento, vigilância e acompanhamento do veículo utilizado por Dino, o que caracterizaria perseguição.

A defesa também questiona a tipificação penal. Para o advogado, o crime de stalking envolve insistência em contato pessoal, o que não ocorreria no caso. Outro ponto criticado é o sigilo da investigação. Segundo Lobo, o blogueiro só soube do processo quando a PF chegou à sua casa. O advogado também questiona por que o caso tramita diretamente no STF, já que o investigado não possui foro privilegiado. Em nota, o Supremo afirmou que a segurança institucional de Dino foi alertada em 2025 sobre possível monitoramento ilegal de seus deslocamentos em São Luís. Segundo o tribunal, houve divulgação de placas de veículos, número de agentes e nomes de integrantes da segurança do ministro. O material foi enviado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, que iniciaram a investigação. A corte, porém, não comentou diretamente as críticas feitas pela defesa. O caso repercutiu na Assembleia Legislativa do Maranhão. O deputado estadual Yglésio Moyses criticou a operação e disse que agentes públicos não podem se considerar intocáveis. A Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão da OAB-MA informou que acompanha o caso. A entidade destacou a necessidade de respeito ao sigilo de fonte e ao livre exercício do jornalismo. Criado em 2011, o Blog do Luís Pablo afirma ser um dos veículos independentes mais acessados do Maranhão, com foco em cobertura política e investigativa.

 

JUIZ É CONDENADO A 24 ANOS DE PRISÃO

Leopoldo Teixeira é condenado a 24 anos de prisão pela morte de Alexandre  Martins | Tribuna Online | Seu portal de NotíciasO juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira foi condenado ontem, 12, pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, morto a tiros em 2003 em Vila Velha, na Grande Vitória. O julgamento ocorreu no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), 23 anos após o crime. Leopoldo recebeu pena de 24 anos de prisão em regime fechado, além da perda do cargo e cassação da aposentadoria. Ao final da sessão, a Justiça determinou a prisão preventiva do réu. Ele era o último acusado a ser julgado no caso. O Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) o apontou como um dos mandantes do homicídio, cometido por motivo torpe e mediante promessa de recompensa. Ao todo, 10 pessoas foram julgadas pela participação no crime. Nove foram condenadas, entre executores e intermediários, com penas que variam de 8 a 25 anos de prisão. A acusação sustentou que o assassinato ocorreu por causa da atuação do juiz Alexandre Martins contra esquemas ligados ao crime organizado. Quando atuava como juiz adjunto da 5ª Vara Criminal de Vitória, ele investigava um sistema que facilitava benefícios ilegais a presos. O julgamento começou às 9h20 e terminou por volta das 17h. A sessão foi presidida pelo desembargador Fernando Zardini Antonio, com voto do relator Fábio Brasil Nery pela condenação, seguido pelos demais desembargadores.

Leopoldo foi condenado com base no artigo 121, §2º, incisos I e V, do Código Penal, que trata de homicídio qualificado cometido mediante paga ou promessa de recompensa ou para assegurar a impunidade de outro crime. O pai da vítima, Alexandre Martins, esteve presente no julgamento e afirmou que a família esperava justiça após mais de duas décadas. “São 23 anos de espera. Tenho certeza de que hoje teremos uma decisão exemplar”, declarou. Após o resultado, ele disse que a condenação representa uma resposta importante do Estado. “A Justiça pode tardar, mas ela vem”, afirmou. A defesa de Leopoldo, representada pelo advogado Fabrício Campos, alegou que não havia provas da participação do réu no crime e classificou a acusação como genérica. O juiz Alexandre Martins foi assassinado em março de 2003, aos 32 anos, quando saía de uma academia no bairro Itapoã, em Vila Velha. Na época, ele integrava uma missão especial de combate ao crime organizado no Espírito Santo. Inicialmente, os executores alegaram que o crime teria sido um latrocínio, mas a investigação concluiu que se tratava de crime de mando, relacionado às ameaças sofridas pelo magistrado devido à sua atuação contra organizações criminosas. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 13/3/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF 

CPI do Master sofre revés no Supremo

Ministro Cristiano Zanin refuta obrigar Câmara a instalar comissão para apurar supostas fraudes envolvendo o BRB. Rollemberg vê contradição na Corte

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Sob pressão do Centrão, ministros do STF discutem saída alternativa para prisão de Vorcaro

Nos bastidores, políticos e interlocutores do banqueiro no meio jurídico têm proposto prisão domiciliar como solução

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Frente a disparada no preço, EUA retiram sanções ao petróleo russo pela 1ª vez desde Guerra da Ucrânia

Secretário do Tesouro americano afirma que medida 'não irá proporcionar benefício financeiro significativo' ao governo da Rússia

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Reajuste para servidores de Salvador pode chegar a 5,4%

SERVIDORES da Prefeitura de Salvador poderão receber reajustes salariais de até 5,4% caso o prefeito Bruno Reis (União Brasil) sancione o projeto de lei

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Líder de facção gaúcha procurado pela Interpol é preso em Santa Catarina

Homem foi encontrado em casa de luxo

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Tribunal Constitucional rejeita reclamação de Montenegro sobre divulgação de clientes da Spinumviva

Mantém-se desta forma a decisão anterior de recusar o recurso apresentado pelo primeiro-ministro.

quinta-feira, 12 de março de 2026

RADAR JUDICIAL

As declarações de Imposto de Renda de Daniel Vorcaro revelam que o  banqueiro declarou renda de quase R$ 570 milhões à Receita Federal em 2024.  Dos valores, R$ 28,7 milhões foram restituídosVORCARO RECEBEU RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA

Daniel Vorcaro declarou à Receita Federal renda de R$ 570 milhões em 2024 e recebeu cerca de R$ 28 mil de restituição do Imposto de Renda, segundo dados enviados à CPI mista do INSS. As informações constam na declaração de 2025, referente ao ano anterior, período em que investigações da Polícia Federal já apontavam suspeitas como a venda de carteiras falsas ao BRB. A defesa do empresário informou que não comentará o caso. Segundo o documento, Vorcaro recebeu R$ 1,7 milhão em remuneração do Banco Master, com salários mensais de cerca de R$ 96 mil até agosto e de R$ 100 mil a partir de setembro. Do total recebido, cerca de R$ 307 milhões foram retidos na fonte. Ele também declarou cerca de R$ 431 mil em rendimentos isentos de impostos. A declaração mostra crescimento patrimonial de R$ 1,41 bilhão em 2023 para R$ 2,64 bilhões em 2024. Entre os bens declarados estão R$ 47,2 milhões em relógios e obras de arte. Também constam R$ 517,9 milhões em ações da Master Holding Financeira e R$ 650 milhões da DV Holding Financeira. Vorcaro foi preso novamente em 4 de março na operação Compliance Zero, que também atingiu servidores do Banco Central. A prisão preventiva foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF. O Banco Master, liquidado em novembro, já gerou perdas superiores a R$ 50 bilhões a diversas entidades.

🚨 VIZINHO DE MARCOLA: VORCARO É LEVADO PARA O MESMO PRESÍDIO DA CÚPULA DO  PCC! ⚖️🔒, O caso Daniel Vorcaro ganhou contornos cinematográficos e  extremamente graves. O banqueiro foi transferido nesta ...MARCOLA RECLAMA TRATAMENTO IGUAL A VORCARO

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), pediu à Justiça Federal a extensão do mesmo benefício concedido pelo STF ao empresário Daniel Vorcaro sobre conversas com advogados. A petição, assinada pelo advogado Bruno Feullo Rita, foi protocolada hoje, 12. Marcola está preso na penitenciária federal de Brasília, assim como Vorcaro. Por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master, Vorcaro poderá receber visitas de advogados sem monitoramento ou gravação. No sistema penitenciário federal, esses encontros costumam ser registrados em áudio e vídeo. Segundo a defesa, a legislação do sistema penitenciário federal veda o monitoramento do atendimento advocatício, salvo com autorização judicial específica. A decisão também garante visitas sem agendamento, ingresso de cópias dos autos e possibilidade de anotações durante os encontros. O pedido foi apresentado ao juiz corregedor do presídio federal. Caso seja negado, a defesa afirma que recorrerá ao STF. Advogados de outros integrantes do PCC também devem protocolar pedidos semelhantes. A defesa afirma que o sigilo entre advogado e cliente é um pilar essencial do direito de defesa e do processo penal.

Minuto - Em apenas seis dias de guerra contra o Irã, os Estados Unidos já  teriam gasto mais de US$ 11 bilhões em operações militares, segundo  estimativas apresentadas por autoridades do governoEUA GASTOU EM UMA SEMANA MAIS DE US$ 11 BILHÕES

O Pentágono afirmou ter gasto US$ 11,3 bilhões (R$ 58,7 bilhões) na guerra contra o Irã apenas na primeira semana do conflito. O valor foi revelado em reunião fechada com membros do Congresso e divulgado pelo jornal New York Timescom base em relatos de parlamentares. Segundo o jornal, o custo real pode ser ainda maior, pois a cifra não inclui a mobilização militar feita antes do início dos ataques, como o deslocamento de frotas, armas e tropas para o Oriente Médio. Em uma estimativa inicial divulgada pelo New York Times e pelo Washington Post, militares de alta patente calcularam que os EUA gastaram cerca de US$ 5,6 bilhões (R$ 29,1 bilhões) apenas com munições nos dois primeiros dias de ataques. A primeira onda de bombardeios utilizou armamentos como a bomba planadora AGM-154, cujo preço varia entre US$ 578 mil e US$ 836 mil. A Marinha americana adquiriu cerca de 3.000 dessas bombas há quase duas décadas. Desde então, as Forças Armadas dos EUA afirmaram que passaram a usar bombas mais baratas, como a Joint Direct Attack Munition (JDAM). A ogiva menor custa cerca de US$ 1.000 e o kit de direcionamento aproximadamente US$ 38 mil. Israel e Estados Unidos bombardeiam alvos no Irã desde 28 de fevereiro. Em resposta, forças iranianas realizaram ataques contra território israelense e bases americanas no Oriente Médio. 

BARROSO VOLTA À ADVOCACIA

O ministro aposentado do STF Luís Roberto Barroso voltará a integrar os quadros da OAB e receberá a carteira da advocacia. A cerimônia ocorrerá na próxima quarta-feira, às 15h, na sede da OAB Nacional, em Brasília. A entrega será feita pelo presidente da entidade, Beto Simonetti. Antes de ingressar no STF, Barroso construiu carreira na advocacia e na academia. Formou-se em Direito pela UERJ em 1980, tornou-se advogado em 1981 e concluiu mestrado na Universidade de Yale. Também é doutor e livre-docente pela UERJ. Foi professor titular de Direito Constitucional na UERJ e lecionou na Escola da Magistratura do RJ e na UnB. Em 2013, foi indicado por Dilma Rousseff para o STF, onde atuou por mais de 12 anos e presidiu a Corte e o CNJ. Aposentou-se em outubro de 2025 e passou a se dedicar a atividades acadêmicas. Em 2026, foi professor visitante da Universidade Sorbonne, em Paris, debatendo os impactos da inteligência artificial no Direito.

TOFFOLI DECLARA SUSPEITO PARA AJUDAR VORCARO

A decisão do ministro Dias Toffoli de se declarar suspeito para julgar a prisão de Daniel Vorcaro reacendeu a expectativa de que o empresário possa ser beneficiado pelo Supremo Tribunal FederalO caso será analisado pela Segunda Turma a partir de amanhã, 13. O colegiado é composto por André Mendonça, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques, além de Toffoli. Mendonça já votou pela manutenção da prisão e deve ser acompanhado por Fux. Antes da suspeição, Toffoli também era visto como voto favorável à prisão, formando maioria. Com sua saída, abre-se a possibilidade de empate no julgamento. Aliados de Mendonça apostam que ele e Fux votarão pela prisão, enquanto Mendes e Nunes poderiam divergir. Em caso de empate, a decisão tende a favorecer o réu, com possibilidade de prisão domiciliar. A posição segue parecer da Procuradoria-Geral da República, que criticou a forma da prisão. Nesse cenário, uma eventual delação premiada de Vorcaro continuaria possível. Ela poderia ocorrer sem a pressão do presídio federal de segurança máxima em Brasília. Também permitiria negociação direta com a PGR, e não com a Polícia Federal.

Salvador, 12 de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso advogados.

DECISÃO DO JÚRI ANULADA SOMENTE QUANDO CONTRÁRIA ÀS PROVAS

STJ anula Júri de réu pronunciado com base só no inquéritoA decisão do Tribunal do Júri só pode ser anulada quando for manifestamente contrária às provas. Testemunhos indiretos e delações podem fundamentar condenações quando confirmados por perícias e indícios, em respeito ao princípio da soberania dos veredictos. Com base nesse entendimento, a 2ª Turma Julgadora da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia manteve a condenação de dois pastores a 21 anos de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O caso envolve o assassinato de um adolescente de 14 anos, ocorrido em março de 2001 em uma igreja evangélica de Salvador. Segundo o processo, o jovem foi imobilizado, amordaçado e colocado em uma caixa de madeira. Em seguida, foi levado a um terreno baldio, onde o corpo foi carbonizado ainda com vida. O crime teria sido motivado por vingança após o adolescente recusar investidas sexuais dos acusados, que ocupavam cargos de liderança na igreja. Inicialmente, um dos pastores foi condenado pelo crime. Anos depois, ele apontou a participação de outros dois líderes religiosos. Os dois acusados foram levados a julgamento pelo Tribunal do Júri e condenados a 21 anos de prisão. Em recurso ao TJ-BA, a defesa pediu a anulação da sentença, alegando que a condenação se baseou principalmente nas declarações do coautor e em testemunhos indiretos. Também foram apontadas supostas nulidades processuais, como convocação excessiva de jurados e alegação de dupla punição na fixação da pena. O relator, desembargador Mario Alberto Simões Hirs, rejeitou todas as preliminares. Ele explicou que a convocação de jurados acima do número mínimo é prática administrativa para evitar falta de quórum. Segundo o magistrado, a anulação de atos processuais exige prova de prejuízo concreto à defesa. O princípio jurídico conhecido como “pas de nullité sans grief” determina que não há nulidade sem demonstração de dano.

O relator também afastou a tese de falta de provas no processo. Ele destacou que a delação do primeiro condenado foi corroborada por provas técnicas. A perícia indicou que o crime não poderia ter sido cometido por apenas uma pessoa. Assim, o tribunal concluiu que a decisão do júri teve respaldo nas provas produzidas. O magistrado afirmou que a soberania do veredicto popular limita a revisão da decisão pelo tribunal. Portanto, se houver apoio em parte das provas, o resultado do júri deve ser preservado. Hirs também ressaltou que a jurisprudência admite testemunho indireto quando reforçado por outros elementos de prova. Por fim, o relator rejeitou a alegação de dupla punição na dosimetria da pena. Segundo ele, a culpabilidade e as circunstâncias do crime foram avaliadas com fundamentos distintos. Dessa forma, a elevação da pena foi considerada juridicamente válida. Com isso, o recurso da defesa foi negado e a condenação mantida. 

VORCARO PODERÁ DELATAR

URGENTE! Caso Master pode ser enterrado essa semana. Vorcaro vai DELATARNos bastidores de Brasília, políticos do centrão passaram a se mobilizar para tentar a libertação do banqueiro Daniel Vorcaro na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre diante do temor de que o avanço das investigações leve Vorcaro a optar por uma delação premiada. Nesse tipo de acordo, ele poderia colaborar com investigadores em troca de benefícios, como redução de pena em caso de condenação. Ao prestar depoimentos, o banqueiro teria de revelar o que sabe e poderia citar outras pessoas envolvidas, inclusive políticos. A principal preocupação de grupos do centrão é que, se permanecer preso por muito tempo, Vorcaro decida colaborar e exponha relações políticas e financeiras. Nesta quinta-feira (12), a defesa do banqueiro negou que ele esteja negociando delação. Vorcaro foi preso no dia 4 por ordem do ministro André Mendonça, que herdou de Dias Toffoli a relatoria do caso Master no STF. Ele está isolado em uma cela de presídio federal de segurança máxima em Brasília. Amanhã, 13, a Segunda Turma do STF começa a julgar se o banqueiro deve continuar preso. Os ministros vão analisar a decisão de Mendonça, que apontou risco para a ordem pública e para as investigações.

Segundo relatos, interlocutores políticos passaram a mapear votos dentro da Segunda Turma. Nos bastidores, há articulações para tentar construir maioria favorável à soltura do banqueiro. Um fator importante surgiu na noite de ontem, 11. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para analisar a decisão que levou à prisão de Vorcaro. Com a saída de Toffoli, a Segunda Turma passa a julgar o caso com quatro ministros. Nesse cenário, um eventual empate favorece o réu. Isso poderia resultar na libertação do banqueiro. Além de Mendonça, integram a Segunda Turma os ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux. Na estratégia inicial do centrão, quando Toffoli ainda era considerado, seria necessário obter três dos cinco votos. Como Mendonça autorizou a prisão, a expectativa recai sobre os demais ministros. No Supremo, porém, a avaliação é que ainda não há um termômetro claro sobre o resultado. A única posição pública até agora é a do relator André Mendonça.

 

ISRAEL COM NOVOS ATAQUES EM BEIRUTE

Novo ataque de Israel atinge sul de Beirute enquanto negociações de  cessar-fogo no Líbano avançamO Exército de Israel afirmou ontem, 11, ter lançado uma nova onda de ataques contra alvos do Hezbollah nos bairros do sul de Beirute e prometeu agir com “grande força” na região. A operação tem como foco a infraestrutura do grupo em Dahiyeh, área onde a milícia apoiada pelo Irã mantém forte presença. Segundo o porta-voz militar Avichay Adraee, as Forças Armadas israelenses devem intensificar as ações contra instalações e capacidades militares do Hezbollah, após relatos de disparos de foguetes em direção a Israel nas últimas horas. Ataques atingiram o sul de Beirute na tarde desta quarta-feira, segundo jornalistas da AFP e da mídia estatal. Explosões foram ouvidas em diferentes partes da cidade, enquanto imagens mostraram grandes colunas de fumaça sobre a região. A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou ao menos seis bombardeios pesados na capital. Em resposta, o Hezbollah afirmou ter lançado dezenas de foguetes contra Israel, no que chamou de sua maior operação desde o início do atual conflito. O grupo disse agir em resposta aos ataques contra cidades e vilas libanesas e bairros do sul de Beirute. O governo do Líbano informou que um ataque israelense no sul do país matou oito pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, o bombardeio atingiu um prédio que abrigava famílias desalojadas na cidade de Tibnin, no distrito de Bint Jbeil. Cinco vítimas seriam da mesma família. 

De acordo com autoridades libanesas, a guerra entre Israel e Hezbollah já deixou ao menos 634 mortos no Líbano em dez dias, incluindo 91 mulheres e 47 crianças, além de 1.586 feridos. O número de deslocados internos chegou a 816 mil pessoas, sendo 126 mil abrigadas em centros de acolhimento, informou a ministra de Assuntos Sociais, Haneen Sayed. No plano diplomático, cerca de vinte países e a ONU pediram uma trégua imediata. A subsecretária-geral da organização, Rosemary DiCarlo, pediu a cessação da violência e cobrou que o Hezbollah interrompa ataques contra Israel e que Tel Aviv encerre sua campanha militar no Líbano. Em nome de 24 países, o embaixador francês na ONU, Jérôme Bonnafont, pediu que Israel evite ataques contra áreas civis e respeite a soberania libanesa, além de condenar a participação do Hezbollah nos ataques iranianos contra Israel. O grupo libanês entrou no conflito em apoio ao Irã, alvo de ataques recentes dos Estados Unidos e de Israel. Washington e Tel Aviv afirmam que as ações buscam desmantelar o programa nuclear iraniano e enfraquecer o regime. O líder supremo Ali Khamenei morreu nos ataques, e seu filho Mojtaba Khamenei assumiu o comando do país. 

ESTREITO DE HORMUZ IMPEDE ABASTECIMENTO DE PETRÓLEO

O Estreito de Hormuz foi fechado, interrompendo a passagem de cerca de 20  milhões de barris de petróleo por dia. Com aproximadamente 33 km de largura  entre o Irã e Omã, oNo dia 18 de fevereiro, enquanto avaliava lançar ataques contra o Irã, o presidente Donald Trump ouviu de seu secretário de Energia, Chris Wright, que não havia grande risco de interrupção no fornecimento de petróleo. Segundo Wright, ataques anteriores tinham causado apenas impacto breve nos preços. Outros assessores também minimizaram alertas de que o Irã poderia reagir economicamente fechando rotas marítimas que transportam cerca de 20% do petróleo mundial. O erro de cálculo ficou evidente quando o Irã ameaçou atacar petroleiros no Estreito de Hormuz, passagem estratégica para navios que saem do Golfo Pérsico. O transporte marítimo comercial praticamente parou, os preços do petróleo dispararam e o governo americano passou a buscar formas de conter uma crise econômica. O Irã respondeu de maneira mais agressiva do que no conflito anterior, lançando mísseis e drones contra bases americanas, cidades de países árabes e centros urbanos israelenses. 

Autoridades dos EUA tiveram que ajustar planos rapidamente, incluindo evacuações de embaixadas e medidas para conter a alta da gasolina. Após reunião com parlamentares, o senador Christopher Murphy afirmou que o governo não tinha um plano claro para reabrir o estreito de Hormuz. Dentro do governo, cresce o pessimismo sobre a falta de estratégia para encerrar a guerra, embora o presidente continue afirmando que a operação militar é um sucesso. Trump estabeleceu metas amplas, como pressionar o Irã a aceitar um líder alinhado aos EUA, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth defenderam objetivos mais limitados. Entre eles estão destruir mísseis iranianos, suas fábricas e a marinha do país, o que poderia abrir caminho para encerrar o conflito mais rapidamente. 

TRUMP FORÇOU PRÁTICA DE SEXO ORAL, DIZ MULHER

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta  sexta-feira trouxeram à tona novos detalhes do caso Jeffrey Epstein. Os  milhões de páginas liberadas, que incluem e-mails, registros do FBI eO Departamento de Justiça dos EUA divulgou nesta quinta-feira (5) registros do FBI com resumos de entrevistas feitas, em 2019, a uma mulher não identificada que apresentou acusações envolvendo o presidente Donald Trump. Os depoimentos foram coletados no âmbito da investigação sobre o financista Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual. Antes, o governo havia divulgado apenas um resumo de uma das quatro entrevistas realizadas com a mulher. Nos documentos agora publicados, ela afirma que Epstein a apresentou a Trump em Nova York ou Nova Jersey nos anos 1980, quando tinha entre 13 e 15 anos. Segundo o relato, Trump teria tentado forçá-la a praticar sexo oral durante o encontro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou as alegações como “acusações completamente infundadas” e sem evidências confiáveis. O Departamento de Justiça também alertou que alguns documentos contêm “alegações falsas e sensacionalistas” contra Trump. A agência Reuters afirmou que não conseguiu verificar de forma independente a veracidade das acusações. Registros do FBI indicam ainda que os agentes deixaram de entrevistar a mulher após 2019. O Departamento de Justiça disse que os arquivos estavam entre 15 documentos que haviam sido classificados por engano como duplicados e, por isso, não tinham sido divulgados antes. A revelação ocorre em meio ao aumento da pressão no Congresso sobre a condução dos registros da investigação Epstein. 

Parlamentares democratas acusam o governo Trump de ocultar documentos relacionados ao caso. Um comitê da Câmara dos Representantes aprovou a convocação da procuradora-geral Pam Bondi para explicar como o governo está lidando com a divulgação dos arquivos. Trump afirma que rompeu relações com Epstein em meados dos anos 2000 e diz nunca ter tido conhecimento dos abusos cometidos pelo financista. Documentos já divulgados indicam que Trump voou algumas vezes no avião de Epstein nos anos 1990, algo que ele nega. Após as primeiras acusações contra Epstein, Trump teria telefonado ao chefe de polícia de Palm Beach dizendo que “todo mundo sabia” das práticas do financista, segundo registros do FBI. No relatório de outubro de 2019, os agentes perguntaram se a mulher estaria disposta a fornecer mais informações sobre Trump. Ela respondeu questionando qual seria o sentido de fazê-lo naquele momento, considerando a possibilidade de que nada pudesse ser feito. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 12/3/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Guerra chega ao Estreito de Ormuz; Irã ameaça economia mundial

Irã ataca vários navios no canal de escoamento de um quinto do petróleo mundial e espalha minas pela região. Teerã ameaça bombardear bancos ligados aos EUA e a Israel. Funeral de autoridades iranianas reúne milhares

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Análise: Governo Trump subestimou reação do Irã à guerra e agora corre para conter disparada do petróleo

Na preparação para o ataque EUA-Israel, o presidente minimizou os riscos para os mercados de energia, classificando-os como uma preocupação de curto prazo que não deveria ofuscar a missão de decapitar o regime iraniano

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Datafolha: Desconfiança sobre o STF e o Judiciário atinge recorde

Índice de brasileiros que não confiam no Supremo chega a 43%, maior taxa desde o início da série Deterioração de imagem da Justiça ocorre em meio a desgastes com caso Master e penduricalhos

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

PF prende operador do núcleo financeiro do ‘Careca do INSS’

A Polícia Federal prendeu nesta quarta, 11, Alexandre Moreira da Silva

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Irã ataca instalações de petróleo no Golfo e provoca aumento dos preços

Barril de Brent do Mar do Norte voltou a superar a cotação de 100 dólares nesta quinta-feira

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Governo altera lei para acelerar despejos e colocar mais casas no mercado

Conjunto de alterações à lei do arrendamento vai ser aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Entre as medidas previstas estão a flexibilização dos despejos em situações de incumprimento reiterado. Diploma contempla também medidas de apoio aos inquilinos em situações de vulnerabilidade. Objetivo do Executivo é aumentar oferta.