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sábado, 7 de março de 2026

TRUMP BUSCA APOIO DE LÍDERES DA AMÉRICA LATINA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai receber 12 líderes  latino-americanos neste sábado, em Doral, cidade próxima a Miami, na  Flórida. Entre os convidados da cúpula estão os representantes de direitaO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe hoje, 7, líderes latino-americanos alinhados à direita para um encontro na Flórida. A reunião ocorre em seu resort em Doral, subúrbio de Miami, e deve discutir segurança, liberdade e “prosperidade da nossa região”, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline LeavittBatizado de “Escudo das Américas”, o evento reúne presidentes de 12 países: Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Honduras, Guiana, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago. A iniciativa será comandada por Kristi Noem, cuja saída do Departamento de Segurança Interna foi anunciada às vésperas do encontro. Em nota, ela afirmou esperar trabalhar com os países para desmantelar cartéis que enviam drogas aos EUA e reforçar parcerias de segurança no hemisfério. Líderes de esquerda não foram convidados, como Luiz Inácio Lula da Silva e Gustavo Petro, apesar de Brasil e Colômbia serem considerados centrais no combate ao narcotráfico. Segundo a Casa Branca, Trump priorizou países que cooperam mais diretamente com Washington no enfrentamento ao tráfico de drogas. Diplomatas brasileiros avaliam que o encontro também busca prestigiar aliados do republicano na região. Eles lembram que Brasil e EUA mantêm há cerca de 20 anos cooperação em troca de informações sobre tráfico e contrabando de pessoas. Apesar do foco oficial no narcotráfico, a imprensa internacional afirma que Trump deve tratar também da guerra envolvendo o Irã e buscar apoio político dos parceiros.

No Palácio do Planalto, a avaliação é que o encontro também mira conter a influência da China na América Latina, em linha com a estratégia de segurança do governo Trump que deve viajar à China no fim do mês para se reunir com Xi Jinping, e demonstrar alinhamento regional antes da visita teria peso político. Mesmo fora do encontro, há expectativa de uma reunião entre Lula e Trump ainda neste mês. O presidente brasileiro indicou a possibilidade de encontro em 16 de março para discutir segurança pública. Após um período de tensão —marcado por tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes—, sinais recentes apontam possível melhora no tom entre os governos. Questionado recentemente, Trump disse que gosta “muito” de Lula e teria prazer em recebê-lo em Washington. Em discurso em Brasília durante conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, Lula criticou pressões externas sobre Cuba e alertou para o risco de escalada de conflitos internacionais. O presidente brasileiro também criticou a exibição de poder militar por parte de Trump, dizendo que seria melhor destacar a capacidade de produção de alimentos e combate à fome. 

TRUMP VAI DEVOLVER TARIFAS COBRADAS ILEGALMENTE

O POTIGUAR - Tribunal dos EUA determina reembolso bilionário de tarifas  aplicadas por Trump por Daniel MenezesAdvogados do governo dos Estados Unidos se reuniram com um juiz federal de comércio para discutir como será feito o reembolso de cerca de US$ 166 bilhões em tarifas pagas por aproximadamente 330 mil importadores. A agência Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) informou que prepara um sistema que deve ficar pronto em até 45 dias para processar os pagamentos. As tarifas de importação haviam sido impostas durante o governo do presidente Donald Trump. No entanto, no mês passado, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou as sobretaxas inconstitucionais. Com isso, os importadores não terão mais de arcar com os valores cobrados. A informação foi apresentada por Brandon Lord, funcionário da CBP, em documento enviado à Corte de Comércio Internacional dos EUA. Segundo ele, o novo sistema exigirá apenas uma apresentação mínima de dados por parte dos importadores. Eles deverão informar ao sistema eletrônico da agência, conhecido como ACE, os pagamentos realizados. Depois disso, o sistema validará os valores e calculará os reembolsos com juros.

Cada empresa receberá apenas um pagamento do Departamento do Tesouro, mesmo que tenha feito várias importações separadas. A Suprema Corte, porém, não havia definido como o dinheiro deveria ser devolvido. Isso gerou preocupação entre pequenos importadores, que temiam um processo caro e demorado. O juiz Richard Eaton convocou a reunião para discutir como o governo executará a ordem judicial que determina o início dos reembolsos. Inicialmente, ele sugeriu que as devoluções fossem feitas automaticamente. Contudo, a CBP afirmou que os sistemas atuais não suportam uma operação dessa dimensão. Segundo a agência, o processo exigirá revisão manual de documentos. A estimativa é de mais de 4 milhões de horas de trabalho para analisar todos os casos. 

"RACHADINHA" DEIXA MUITAS DÚVIDAS NA IMAGEM DE FLÁVIO BOLSONARO

Mídia e mercado já escolheram com quem vão enfrentar Lula. E não é com Flávio  BolsonaroUma das principais preocupações de aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a campanha presidencial deste ano é o impacto do caso da “rachadinha” sobre a imagem do pré-candidato. As investigações foram encerradas após o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anularem, em 2021, as provas coletadas. O arquivamento deixou dúvidas sobre a movimentação financeira de Flávio antes de chegar ao Senado. O senador foi denunciado em 2020 pela Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro sob acusação de liderar um esquema de recolhimento de parte dos salários de ex-funcionários. A prática teria desviado cerca de R$ 6 milhões da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Flávio sempre negou as suspeitas e afirmou que ele e seus colaboradores tiveram suas contas devassadas. A assessoria do senador disse que as investigações comprovariam sua honestidade e ressaltou que atualmente não existe inquérito em andamento contra ele. Uma das dúvidas envolve a origem de dinheiro vivo usado pela família. A investigação apontou que muitas despesas eram pagas em espécie, embora não houvesse saques compatíveis ou renda declarada além da atividade parlamentar. Entre 2007 e 2009, o então deputado comprou 12 salas comerciais na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, quase todas pagas em dinheiro.  Entre 2010 e 2014, período em que ele e a esposa tinham apenas cargos públicos, a Procuradoria identificou ao menos R$ 977 mil em gastos sem origem comprovada. 

A quebra de sigilo bancário mostrou que o ex-assessor Fabrício Queiroz depositou R$ 25 mil na conta da esposa do senador dias antes da entrada de um imóvel, e depois mais R$ 20 mil em espécie. Também foram registrados depósitos em dinheiro na conta de Flávio antes de pagamentos de imóveis, que somaram R$ 281,5 mil. Outra suspeita envolve a compra de dois apartamentos em Copacabana em 2012. Os imóveis foram comprados por R$ 310 mil e revendidos em 2014 por R$ 1,12 milhão. Segundo o Ministério Público, o corretor americano Glenn Dillard depositou R$ 638 mil em dinheiro na conta de Flávio no mesmo dia da transação, valor não registrado oficialmente. A investigação também citou um cofre mantido por Flávio e seu irmão, Carlos Bolsonaro, no Banco do Brasil, acessado em datas próximas a operações imobiliárias da família. Há ainda questionamentos sobre investimentos em ações não declarados à Receita Federal e sobre a movimentação financeira de uma loja de chocolates da qual o senador se tornou sócio. Segundo o Ministério Público do Rio, a receita da loja teria sido inflada em cerca de R$ 1,6 milhão para viabilizar lavagem de dinheiro ligada ao esquema investigado. 

DEPUTADO NIKOLAS USOU AVIÃO DE VORCARO

VIAGENS - O deputado federal Nikolas Ferreira (PL MG) utilizou um jatinho  do CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, para fazer campanha para Jair  Bolsonaro em pelo menos nove estados e noO deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou um avião do banqueiro Daniel Vorcaro para viajar a Brasília em outubro de 2022 e se reunir com o então presidente Jair Bolsonaro. O encontro teve como objetivo articular uma série de eventos de campanha no Nordeste durante o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo reportagem do jornal O Globo, o jato de Vorcaro também foi usado por pastores e influenciadores em um giro por capitais nordestinas entre os dias 20 e 28 de outubro. A caravana percorreu nove cidades da região para atos de campanha que reuniram milhares de apoiadores. A reunião em Brasília ocorreu antes dessas viagens e serviu para definir a agenda da mobilização. O objetivo era ampliar a campanha em áreas onde Bolsonaro tinha maior rejeição, enquanto o então presidente concentrava compromissos no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nikolas afirmou em entrevista anterior que não sabia que a aeronave pertencia a Vorcaro e disse nunca ter encontrado o banqueiro. Segundo ele, a ideia das viagens surgiu do pastor Guilherme Batista, e o uso de avião particular foi necessário devido à dificuldade de cumprir a agenda com voos comerciais. 

A primeira utilização do jato ocorreu em 10 de outubro de 2022, quando Nikolas viajou de Belo Horizonte a Brasília acompanhado do pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha. Na ocasião, os dois publicaram imagens dentro da aeronave nas redes sociais. No mesmo dia, Bolsonaro realizou em Brasília encontros com lideranças evangélicas, influenciadores e artistas sertanejos para impulsionar a campanha. Após a reunião, Nikolas e aliados divulgaram um vídeo anunciando a mobilização chamada “Juventude pelo Brasil”. A iniciativa previa visitas a cidades como Salvador, Maceió, Aracaju, João Pessoa, Natal e Fortaleza. Muitos dos eventos ocorreram em igrejas da Assembleia de Deus e reuniram grande público. Apesar da dimensão da mobilização, os custos do uso do jato não aparecem na prestação de contas da campanha eleitoral, nem como doação nem como serviço contratado. Estimativas de mercado indicam que a utilização de um jatinho por oito dias pode custar entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão, considerando despesas com tripulação e operação. 

PERITOS CONTESTAM EXPLICAÇÃO DE MORAES

Perito encontra falhas em relatório que apontou agressão contra filho de  MoraesTrês técnicos e peritos criminais ouvidos pela Folha contestam a explicação do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que negou que mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro tenham sido enviadas ao magistrado. Em nota divulgada ontem, 6, o gabinete afirmou que os prints das mensagens encontrados no telefone de Vorcaro “estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionados” a Moraes. As mensagens teriam sido enviadas por meio de prints de anotações feitas no bloco de notas do celular e encaminhadas em formato de visualização única, que desaparece após ser vista. Segundo o comunicado, os arquivos estariam na mesma pasta de outros contatos no computador de Vorcaro, o que, para o gabinete, demonstraria que não estavam associados ao ministro. A jornalista Malu Gaspar, de O Globo, revelou que Vorcaro enviou mensagens a Moraes no mesmo horário em que as notas foram registradas. Teriam sido nove mensagens trocadas via WhatsApp entre 7h19 e 20h48 de 17 de novembro. A troca foi confirmada pela FolhaEspecialistas afirmam, porém, que a organização de arquivos após a extração de dados de um celular não permite identificar automaticamente o destinatário de mensagens. No WhatsApp, os metadados ficam divididos em pastas distintas para mídias enviadas, fotos de perfil e contatos. Já o software Cellebrite, usado pela polícia para extrair dados, reúne os arquivos em uma única pasta.

Os dados da CPI do INSS, por exemplo, foram organizados por índice MD5, um código técnico que gera sequências aleatórias para identificar arquivos, sem relação temática. Isso pode fazer com que arquivos diferentes apareçam lado a lado por coincidência, sem ligação entre os contatos. Peritos dizem que a identificação do destinatário depende dos registros internos do WhatsApp, que conectam cada arquivo ao chat específico, ao número do contato e ao horário do envio. No caso das mensagens atribuídas a Moraes, foi possível relacionar o horário dos prints ao momento em que teriam sido enviados. As imagens estão no formato PNG, comum em capturas de tela no iPhone. Especialistas em direito digital destacam que é difícil provar juridicamente que essas capturas foram exatamente as enviadas em visualização única. Assim, a coincidência de horários serve apenas como indício circunstancial, o que pode abrir espaço para questionamentos das defesas. 

POLÍCIA FEDERAL ANALISA MENSAGENS DO CELULAR DE VORCARO

BANCO MASTER: POLÍCIA FEDERAL ENCONTRA MENÇÕES A TOFFOLI EM CELULAR DE  VORCAROA análise das mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal levantou novas suspeitas envolvendo ministros do STF. O material revelou diálogos comprometedores entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes, divulgados pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo, e confirmados pelo Estadão. Ambos negam irregularidades. O conteúdo divulgado é apenas parcial, pois as mensagens foram enviadas no modo de visualização única. A PF conseguiu recuperar o que Vorcaro escreveu, mas as respostas de Moraes não aparecem. Sabe-se apenas que o ministro reagiu com um “joinha” a uma mensagem do banqueiro mencionando “batidas do Esteves”, possível referência a André Esteves, do BTG Pactual. A troca de mensagens chama atenção porque Vorcaro já era investigado por irregularidades no Banco Master. Mesmo assim, manteve contato frequente com Moraes, inclusive no dia em que foi preso pela PF. Nesse período, o banco pagava cerca de R$ 3 milhões por mês ao escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e aos filhos do casal por serviços jurídicos. O contrato, firmado em janeiro de 2024, previa R$ 129 milhões ao longo de três anos — valor considerado muito acima do padrão para um pequeno escritório. 

A dificuldade de comprovar os serviços prestados aumentou as suspeitas de que o pagamento poderia buscar influência institucional. Em outubro de 2024, reportagem da revista piauí revelou que o Banco Master operava com estratégias financeiras arriscadas e indícios de fraude. As investigações avançaram e culminaram na liquidação da instituição. O caso também envolveu o ministro Dias Toffoli, que tomou decisões controversas no inquérito e depois se afastou da relatoria alegando “interesse institucional”. Ainda assim, existe a possibilidade de ele participar do julgamento do caso na Segunda Turma do STF. Novas mensagens indicam que, horas antes de ser preso, Vorcaro perguntou a Moraes se ele havia conseguido “bloquear” algo — possivelmente uma referência ao mandado de prisão ou a medidas contra o banco. Sem as respostas do ministro, o contexto permanece incerto. Até agora, Moraes negou a existência das mensagens e a defesa de Vorcaro afirma que o material pode ter sido editado ou tirado de contexto. O episódio reacendeu cobranças por mais transparência do STF e pode levar a novas investigações pela Procuradoria-Geral da República ou até a questionamentos no Senado, responsável por julgar ministros da Corte em casos de crime de responsabilidade. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 7/3/2026

 CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Toffoli nega ter tido acesso a dados de celulares de Vorcaro durante relatoria do Master

Gabinete do ministro afirma que material da PF só chegou ao STF em 12 de fevereiro, após André Mendonça assumir o processo; magistrado havia ordenado envio das provas um mês antes

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Mensagens de Vorcaro ampliam tensão, mas CPI esbarra em conexão do banqueiro com cúpula do Congresso

Parlamentares ouvidos pelo GLOBO reconhecem que há pouco espaço político e institucional para que as frentes de investigação avancem no curto prazo

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Análise de técnicos e peritos contradiz explicação de Moraes sobre mensagens de Vorcaro

Gabinete do ministro diz que prints no celular do dono do Banco Master aparecem ligados a contatos de outras pessoas Especialistas afirmam que organização de arquivos extraídos não permite identificar destinatário da mensagem

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Daniel Vorcaro: De festas de R$ 20 milhões a presídio federal em Brasília

Daniel Vorcaro mantinha relações próximas com autoridades e políticos

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

STJ prorroga sindicância sobre acusação contra ministro Marco Buzzi

Ministro é acusado de assédio contra uma jovem de 18 anos

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Irão recusa pedido de rendição incondicional mas promete parar ataques a países vizinhos

No oitavo dia da guerra com Israel e os Estados Unidos, as autoridades iranianas disseram que atacaram um petroleiro no Golfo Pérsico.


sexta-feira, 6 de março de 2026

RADAR JUDICIAL

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, nesta sexta-feira  (6), parte dos arquivos de Jeffrey Epstein que mencionavam o presidente do  país, Donald Trump, e não foram liberados na leva deNOVOS DEPOIMENTOS ACUSAM TRUMP DE ESTUPRO

O Departamento de Justiça dos EUA divulgou na quinta-feira (5) documentos do FBI com entrevistas de uma mulher que acusa o presidente Donald Trump de tê-la estuprado nos anos 1980. Os registros haviam sido retidos do acervo do caso Jeffrey Epstein por terem sido classificados erroneamente como duplicatas. As notas relatam entrevistas feitas em 2019, após a prisão de Epstein por tráfico sexual. A mulher afirmou ao FBI que foi estuprada tanto por Epstein quanto por Trump quando ainda era adolescente. As acusações fazem parte de uma série de denúncias não comprovadas contra figuras conhecidas citadas nos documentos do caso Epstein. Inicialmente, apenas um dos relatos havia sido divulgado, levantando dúvidas sobre a ausência dos demais memorandos. Autoridades disseram antes que os documentos eram duplicados, mas depois reconheceram que a classificação estava incorreta. A ausência dos registros gerou críticas de parlamentares e vítimas sobre a transparência do governo. A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada pelo Congresso em novembro, exige a divulgação dos arquivos investigativos do caso. O Departamento de Justiça afirmou ainda ter encontrado cerca de uma dúzia de documentos classificados de forma equivocada. Promotores da Flórida também autorizaram a divulgação de cinco memorandos de acusação com trechos censurados. O governo afirmou que alguns documentos incluem acusações “infundadas e falsas” contra Trump enviadas ao FBI antes da eleição de 2020.

Golpe do falso advogado - O alerta continua | Buffara Bueno, Junqueira e  Neves AdvogadosGOLPE DE "FALSO ADVOGADO"

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou, nesta sexta-feira (6), um grupo criminoso que aplicava o golpe do “falso advogado”. Seis pessoas foram indiciadas por estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas somadas podem chegar a 26 anos de prisão. Os criminosos enganaram uma idosa de 76 anos, que fez transferências acreditando pagar despesas de um processo judicial. O contato era feito por aplicativos de mensagem, usando nome e foto de advogados reais. Os golpistas afirmavam que havia taxas urgentes para a conclusão do processo. Após a vítima realizar um pagamento, os criminosos tentaram solicitar um segundo valor maior, mas a fraude foi descoberta. Parte das mensagens partia de dentro de um presídio em Dourados (MS), onde detentos usavam celulares para aplicar o golpe. Fora da prisão, comparsas eram responsáveis por movimentar e ocultar o dinheiro. Uma advogada inscrita na OAB também é investigada por ajudar a disfarçar a origem dos valores. A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos da PCDF, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A polícia alerta para que vítimas confirmem pedidos de pagamento diretamente com seus advogados antes de realizar transferências.

Rússia e Ucrânia realizam troca de prisioneiros de guerraTROCA DE PRESOS NA GUERRA

Rússia e Ucrânia trocaram 300 prisioneiros de guerra de cada lado nesta sexta-feira (6). Com a operação, chega a 500 o número de militares trocados por cada país desde quinta-feira. O acordo foi alcançado em negociações realizadas recentemente em Genebra. Segundo o Exército russo, 300 militares russos foram repatriados de áreas controladas por Kiev. Em contrapartida, 300 prisioneiros das Forças Armadas ucranianas foram libertados. Na quinta-feira, já haviam sido trocados 200 prisioneiros de cada lado. De acordo com Moscou, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos atuaram como mediadores. As trocas de prisioneiros e de corpos são os únicos resultados concretos das negociações diretas entre Kiev e Moscou iniciadas em 2025, sob pressão de Washington. Uma nova reunião entre as partes era esperada nesta semana, mas foi adiada por tempo indeterminado por causa da guerra no Oriente Médio.

POLÍCIA AMERICANA MATA BRASILEIRO 

Policiais dos Estados Unidos mataram, na terça-feira (3), o brasileiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, em um estacionamento de supermercado em Powder Springs, no estado da Geórgia. A morte foi confirmada pelo Departamento de Polícia local. Segundo a corporação, agentes foram chamados por volta das 21h para atender uma ocorrência envolvendo uma pessoa em crise de saúde mental. A identidade da vítima, morador de Acworth, foi confirmada pelo Georgia Bureau of Investigation (GBI), responsável pela investigação. A polícia afirma que tentou conversar com o homem para acalmar a situação. Durante a abordagem, porém, Guimarães teria sacado uma arma de fogo, e os agentes atiraram. Os próprios policiais prestaram os primeiros socorros até a chegada dos paramédicos. Ele foi levado a um hospital da região, mas não resistiu. A polícia declarou solidariedade à família e informou que o caso será investigado pelo GBI e pelo promotor do condado de Cobb. Segundo a CBS News, este é o 16º caso de disparos envolvendo policiais na Geórgia em 2026, sendo o oitavo com morte. 

SESSÕES DA ASSEMBLEIA ÀS SEXTAS

A atual legislatura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) é a que mais faltou às sessões de sexta-feira desde 2012. Levantamento da Folha mostra que, entre março de 2023 e fevereiro de 2026, 20 sessões foram canceladas por falta de quórum. O número representa 17% das sextas-feiras úteis do período. A assessoria da Alesp não comentou as ausências. Na legislatura anterior (2019-2022), o índice foi menor, de 13%. Para abrir sessão às sextas, são necessários apenas 12 dos 94 deputados. Basta assinar a lista de presença no plenário, sem obrigatoriedade de permanecer. Se não houver assinaturas suficientes, a sessão é cancelada. Em 2024, ano de eleições municipais, 26% das sextas não tiveram sessão. Vinte deputados foram candidatos a prefeito naquele ano, e quatro foram eleitos. Em 2025, sem eleição, o índice caiu para 15%. A redução do quórum mínimo para sextas foi definida em 2012 para permitir visitas dos deputados às bases eleitorais.

TAXA DE DESEMPREGO NOS EUA SOBE PARA 4,4% 

A economia dos Estados Unidos fechou fevereiro com mais demissões do que contratações, segundo o Escritório de Estatísticas do Trabalho. A taxa de desemprego subiu para 4,4%, ante 4,3% em janeiro. Foram fechadas 92 mil vagas no mês, após criação de 126 mil empregos em janeiro. Economistas consultados pela Reuters esperavam abertura de 59 mil postos. O resultado foi influenciado por uma greve de 31 mil trabalhadores da saúde da Kaiser Permanente e por um inverno mais rigoroso. O desempenho também reflete o forte resultado registrado em janeiro. Especialistas apontam ainda impacto das tarifas comerciais adotadas pelo presidente Donald Trump e da repressão à imigração, que reduziu a oferta de mão de obra. Apesar da alta, a taxa de desemprego ainda é considerada baixa historicamente. Economistas dizem que a preocupação aumentaria se ultrapassasse 4,5%. Com a guerra no Oriente Médio pressionando a inflação, a expectativa é que o Federal Reserve mantenha os juros entre 3,5% e 3,75% na próxima reunião, em 17 e 18 de março.

Salvador, 6 de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso 
Pessoa Cardoso Advogados.

CORRUPÇÃO NA POLÍCIA CIVIL PAULISTA

MPF e PF apuram corrupção na Polícia Civil de SPUm áudio obtido pela GloboNews revela tratativas para pagamento de propina envolvendo advogados e policiais civis de São Paulo, investigados na Operação Bazaar, deflagrada ontem, 5. A ação foi realizada em conjunto pelo Ministério Público de São PauloPolícia Federal e pela Corregedoria da Polícia Civil de São PauloA operação apura um esquema de corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro dentro de setores estratégicos da Polícia Civil paulista. Em uma conversa analisada pelos investigadores, o advogado Guilherme Nasser negocia com o doleiro Cléber Azevedo dos Santos o pagamento de R$ 50 mil em propina para interromper um inquérito policial aberto em outubro de 2022. No áudio, Nasser afirma que conseguiria resolver o problema devido à proximidade com um delegado. Segundo as investigações, ele se referia a João Eduardo da Silva, que na época atuava no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino, e atualmente estava no 35º DP, no Jabaquara. O delegado foi preso na operação. Promotores apontaram que documentos importantes, como intimações e relatórios do Coaf, não foram anexados ao inquérito, caracterizando o que chamaram de “investigação de gaveta”, usada para obtenção de vantagem indevida.

Outro investigado mencionou, em conversa, a cobrança de até R$ 700 mil para interromper uma apuração na mesma delegacia. Mensagens e áudios extraídos de celulares apreendidos também indicam que policiais cobravam valores ainda maiores para trancar investigações, chegando a cifras de até R$ 33 milhões. Segundo o Ministério Público, as extorsões ocorriam em locais como o hangar do Serviço Aerotático da Polícia Civil, no Campo de Marte, e no 16º Distrito Policial. Além de policiais, advogados, doleiros e operadores financeiros participariam do esquema. Até a última atualização, nove pessoas haviam sido presas, entre elas um delegado, investigadores, um escrivão, uma doleira e um advogado. Os suspeitos poderão responder por corrupção e lavagem de dinheiro. Entre as medidas judiciais autorizadas estão 11 mandados de prisão preventiva, 23 de busca e apreensão e bloqueio de bens dos investigados. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que a Polícia Civil não compactua com desvios de conduta e que adotará medidas legais e disciplinares caso as irregularidades sejam confirmadas.

 

TRUMP É IMPULSIVO E OPORTUNISTA, DIZ A FOLHA

AÇÃO JUDICIAL CONTRA O GOVERNO DE TRUMP

Governadores reagem e acionam Justiça contra nova tarifa de Trump - Revista  FórumUm grupo de 24 estados norte-americanos entrou com uma ação judicial contra o governo do presidente Donald Trump ontem, 5, na primeira contestação judicial às tarifas globais de 10% anunciadas pelo republicano. A ação alega que o presidente não pode contornar uma decisão recente da Suprema Corte dos EUA que invalidou a maioria de suas tarifas anteriores sobre produtos importados utilizando um novo mecanismo jurídico. Os estados liderados por democratas, incluindo Nova York, Califórnia e Oregon, argumentam que as novas tarifas, que Trump anunciou imediatamente após a decisão da mais alta corte em 20 de fevereiro, também são ilegais. As tarifas foram impostas por 150 dias sob a Lei de Comércio de 1974, que se destina a lidar com emergências monetárias de curto prazo, não com déficits comerciais rotineiros que surgem quando uma nação rica como os Estados Unidos importa mais do que exporta, de acordo com a ação dos estados que será protocolada no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, sediado em Nova York. "O foco agora deveria ser reembolsar as pessoas, não insistir em tarifas ilegais", disse Dan Rayfield, procurador-geral do Oregon. O decreto de 20 de fevereiro impôs uma tarifa de 10% sobre importações, mas o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na quarta-feira (4) que essas alíquotas provavelmente subiriam para 15% ainda esta semana.

Trump fez das tarifas um pilar central de sua política externa em seu segundo mandato, reivindicando ampla autoridade para emitir tarifas sem a participação do Congresso. Mas a Suprema Corte, em 20 de fevereiro, impôs a Trump uma derrota contundente ao derrubar uma grande parte das tarifas que ele havia imposto sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, decidindo que a lei não lhe conferia o poder que ele alegava. Trump respondeu criticando os juízes que votaram contra ele e anunciando novas taxas com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, uma lei que —assim como a IEEPA— nunca havia sido usada antes para impor tarifas nos EUA. Trump também impôs outras tarifas, sobre importações como automóveis, aço e alumínio, sob autoridade legal mais tradicional. Essas tarifas estão mais protegidas de contestações judiciais. Os estados que entraram com a ação argumentam que a Lei de Comércio permite tarifas apenas para lidar com um déficit de "balanço de pagamentos", que ocorreu pela última vez durante a presidência do ex-presidente republicano Richard Nixon. As medidas de déficit do balanço de pagamentos na Lei de Comércio destinam-se principalmente a lidar com riscos monetários como uma depreciação significativa do dólar nos mercados de câmbio, segundo os estados. Trump, no entanto, aplicou erroneamente esse mecanismo em uma tentativa de, em vez disso, abordar os "déficits comerciais" dos EUA, que ocorrem quando uma nação importa mais do que exporta, de acordo com os estados. Os estados estão pedindo ao tribunal que bloqueie as novas tarifas e determine que quaisquer pagamentos de tarifas já feitos sob a autoridade da Seção 122 sejam reembolsados. Enquanto isso, o tribunal está lidando com cerca de 2.000 ações judiciais de empresas buscando reembolsos de mais de US$ 130 bilhões em pagamentos de tarifas da IEEPA feitos por importadores antes da decisão da Suprema Corte em fevereiro. Na quarta-feira, o tribunal ordenou que a Alfândega dos EUA comece a processar os reembolsos de tarifas.  

POLÍCIA PRENDE ADVOGADO E OAB PEDE INVESTIGAÇÃO DE ABUSOS

OAB denuncia que advogado foi agredido e algemado por policiais em  delegacia do DFA prisão de um advogado na porta da 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte, trouxe à tona informações sobre a situação jurídica de Cláudio Martins Lourenço. Ele foi detido na terça-feira (3/3) após, segundo a Polícia Civil do DF (PCDF), descumprir ordem para sair da unidade por motivos de segurança. Posteriormente, vieram a público denúncias e investigações nas quais aparece como suspeito de crimes graves, como estupro, ameaças e violência doméstica. Cláudio esteve na delegacia para atender um cliente. Segundo policiais, o delegado plantonista determinou a saída temporária das pessoas do local porque um preso estava alterado e chutando objetos na carceragem. Diante da possibilidade de uso de gás de pimenta para conter o detido, a evacuação foi adotada como medida preventiva. De acordo com os agentes, o advogado se recusou a sair, teria xingado os profissionais e acabou sendo contido com uso proporcional da força. Ainda segundo as testemunhas, ele se negou a informar o nome e disse estar em situação de rua. No dia seguinte, o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira (Poli), e o diretor de Prerrogativas, Newton Rubens, reuniram-se com o governador Ibaneis Rocha para pedir medidas urgentes, como o afastamento cautelar dos policiais envolvidos e a apuração rigorosa do caso. O governador determinou investigação. Em nota, a OAB-DF afirmou que atua na defesa das prerrogativas da advocacia e na apuração de possíveis abusos de autoridade. A entidade destacou que essas prerrogativas não são privilégios pessoais, mas garantias do direito de defesa e do Estado Democrático de Direito. A Ordem também comentou as denúncias envolvendo Cláudio. 

O advogado aparece como investigado em 14 inquéritos policiais e nove termos circunstanciados. Dois resultaram em condenações. Os registros vão de 2002 a 2025, sendo nove por estupro. A primeira denúncia ocorreu em 2001, quando uma garota de programa o acusou de estupro. Na época, ele era soldado da Polícia Militar. Em 2002, outra mulher relatou ter sido abordada em um ponto de ônibus, ameaçada com arma e estuprada em um local afastado. Em 2025, novos registros foram feitos por agressão contra mulheres, e ele chegou a ser preso por descumprir medidas protetivas. A OAB informou que, quando Cláudio se inscreveu na entidade, apresentou certidões negativas da Justiça. Diante das novas informações, os órgãos competentes da Ordem serão acionados, garantindo contraditório e ampla defesa. A entidade confirmou também que há processo em tramitação no Tribunal de Ética e Disciplina (TED), que corre sob sigilo. O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Sindepo) afirmou que a ordem de evacuação da delegacia foi legal e necessária diante do risco na carceragem. Segundo a entidade, o advogado descumpriu deliberadamente a determinação e recebeu voz de prisão por desobediência. O sindicato também declarou que prerrogativas da advocacia não se sobrepõem à autoridade legal do delegado em situações de risco e prestou apoio institucional ao delegado responsável pela unidade. Já a defesa de Cláudio afirmou que há tentativa de desviar a atenção das agressões sofridas pelo advogado e por seu cliente dentro da delegacia. Segundo os advogados, o cliente teria sido violentamente agredido por policiais, com registros fotográficos das lesões encaminhados à Corregedoria da PCDF. A defesa sustenta que Cláudio foi preso após denunciar essas agressões, sendo algemado e tendo o celular apreendido de forma arbitrária. Os advogados pedem investigação rigorosa, afastamento cautelar dos agentes e responsabilização por possíveis abusos.