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sábado, 2 de agosto de 2025

TRUMP ASSUMIU OS TRÊS PODERES NOS EUA

Em Lisboa, com o presidente da Corte
Como candidato à Presidência, em 2023, Donald Trump assegurava que os imigrantes ilegais estão "envenenando o sangue dos Estados Unidos", expressão classificada como racista e xenofóbica; no fim daquele mesmo ano, em dezembro, Trump "abriu o verbo" contra os imigrantes, afirmando que planeja executar a maior deportação da "história da América". O presidente trabalhou neste sentido, como se os imigrantes fossem causador de todos os males do país. É o verdadeiro embrutecimento dos homens maus, escolhidos, absurdamente, para dirigir um povo. Nesses meses de comando dos Estados Unidos, Donald Trump despeja toda a sua maldade contra quem não sufragou seu nome para a presidência. Tem abusado na punição de imigrantes, advogados, universidades e outras pessoas e entidades; do outro lado, tem-se louvado em conceder perdão a criminosos perigosos, tirando-os da cadeia.    

No início deste segundo mandato, a confiança do americano na gestão econômica caiu bastante, em relação ao primeiro mandato, quando o tema era responsável pela sua popularidade. Donald Trump perde-se com seus atos executivos de tarifas a todo momento e não foca nos principais problemas para os americanos, consistentes na inflação e na política de boa vizinhança. Esses são temas importantes para os eleitores, segundo pesquisas. Os americanos, mesmo entre os republicanos, queixam-se da inflação e de que suas rendas não acompanham o aumento do custo de vida; questionam as medidas adotadas contra pessoas e entidades do país. As ordens executivas constituem prioridades de Trump, com vinganças a nações, antes amigas, a exemplo do Brasil. Sem sentido, sem amparo nas leis e sem explicação a taxação de produtos brasileiros em 50%, maior percentual aplicado entre todos os países. Aliás, Trump declarou que a birra contra o Brasil situa-se não em matéria de ordem econômica, mas na condução da política brasileira, tema somente de interesse dos brasileiros. 

O mundo atravessa sérias dificuldades diante das lideranças de gente tão despótica e tão despreparada, semelhante ao presidente americano. Sua atividade diuturna direciona-se a perseguir e praticar maldades contra quem não reza pela sua cartilha. E o pior de tudo isso é que o Congresso americano, dominado pelos republicanos, aceitam solenemente aos abusos de interferência em matérias de competência do Legislativo. Donald Trump, em poucos meses, já passou de ser, legalmente, apeado do poder, através de impeachment. Mas os parlamentares republicanos dormem em berço esplêndido aos abusos diários praticados pelo presidente. Até mesmo a Corte Suprema tem-se esquivado de apreciar muitas arbitrariedades do presidente, quando não se dispõe no sentido de ratificar as ordens que importam em assumir o comando dos poderes da República americana. 

Guarajuba/Camaçari/Ba, 2 de agosto de 2025.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.   



  


TRUMP: "EXEMPLO MAIS DESCARADO"



TRIBUNAIS DEMORAM NOS JULGAMENTOS DE PROCESSOS PENDENTES



JURISTAS E EX-REITORES PEDEM CASSAÇÃO DE EDUARDO BOLSONARO


SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO

Demétrio Magnoli

Demétrio Magnoli

Sociólogo, autor de “Uma Gota de Sangue: História do Pensamento Racial”. É doutor em geografia humana pela USP

Descrição de chap 


O Brasil na trincheira

Nenhum país sofre um ataque similar, deflagrado por razões político-ideológicas

Trump pega leve com a China, a Rússia e até a Venezuela, que voltará a contar com a parceria Chevron-PDVSA. Pega pesado com os aliados, como Europa, Canadá e Japão, a quem impõe acordos comerciais desiguais.

Mas nenhum país sofre um ataque similar ao deflagrado contra o Brasil, que é sancionado por razões político-ideológicas. À tarifa-sanção soma-se a revogação de vistos de oito ministros do STF e a aplicação da Lei Magnitsky sobre Alexandre de Moraes. É hora de descer à trincheira e enfrentar o desafio.

Lula precisa contrariar seu hábito de capturar qualquer oportunidade para montar um palanque eleitoral. Tem a obrigação de trocar as vestes de candidato pelas de estadista. Só assim firmará um pacto de unidade nacional, isolando o bolsonarismo quinta-coluna.

O governo não precisa de ninguém para equilibrar o cálculo econômico negociador com o imperativo político de retaliar. Inteligência estratégica significa ajustar a mira nos pontos fracos: taxação das big techs, quebra de patentes farmacêuticas. Afirmação de soberania exige mais que discursos retumbantes: trata-se de aplicar contra-sanções, mesmo simbólicas, como a revogação de vistos de altas figuras selecionadas do governo Trump.

O pacto de unidade é necessário, porém, para uma confrontação que tende a se prolongar. Sem ordem nos gastos públicos, inexiste espaço responsável para oferecer crédito aos setores atingidos pela sanção tarifária, preservando empresas e empregos. O Congresso, dono de um tesouro em emendas, e o Judiciário, proprietário de um latifúndio de supersalários, têm que ser chamados ao dever de colocar a nação acima da corporação.

A Lei Magnitsky nasceu em 2012 para sancionar autoridades russas responsáveis pelo assassinato na prisão de um advogado que investigava corrupção governamental. Seu fundamento são os princípios de direitos humanos, que têm validade universal. Mas a aplicação inédita de seus dispositivos contra Moraes, juiz da corte suprema de uma democracia, representa um escárnio da política de direitos humanos.

Há uma lógica pervertida nisso: o governo que sanciona o STF em nome da liberdade de expressão é o mesmo que aprisiona estudantes estrangeiros pelo "crime" de exercer o direito de criticar a política externa dos EUA. Trump é o outro nome para hipocrisia.

Nada disso, porém, proporciona uma motivação legítima para ocultar o calcanhar exposto do STF. A concentração do poder de relatoria em Moraes, pelo inquérito sem fim sobre os ataques à democracia, as sentenças exorbitantes contra os idiotas úteis do 8 de janeiro e as múltiplas ordens de derrubada de perfis em redes sociais configuram justiça de exceção. O prosseguimento da excepcionalidade após a derrota da camarilha golpista mancha o sistema judicial brasileiro. Não é por acaso que as vozes do bolsonarismo, aturdidas diante da tarifa-sanção, celebraram em uníssono a declaração da Lei Magnitsky.

À Casa Branca não assiste o direito de se imiscuir em decisões, certas ou não, da Justiça brasileira. Contudo, a resistência a Trump só perde força quando insiste em equívocos graves. O papel do STF no pacto de unidade nacional vai além do prosseguimento inabalável do processo contra os golpistas: os juízes de preto precisam colocar sua própria casa em ordem. É isso que faz uma democracia confiante.

MULHER AGREDIDA COM 61 SOCOS



MORAES IGNORA SANÇÕES DE TRUMP


MANCHETES DE ALGUNS JORAIS DE HOJE, 2/8/2025

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Mulher espancada pelo ex em elevador reconstrói face em cirurgia de 9 horas

Procedimento realizado em Juliana Garcia dos Santos Soares, agredida com 61 socos pelo ex-jogador de basquete Igor Eduardo Cabral, transcorreu de forma segura e conforme planejado, informa hospital

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Economia

Tarifaço deve fazer exportações brasileiras ficarem ainda mais concentradas em produtos primários 

Itens vendidos são diversificados e incluem manufaturados, mas sobretaxa de Trump tende a diminuir embarques

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

México desbanca EUA e já é segundo maior comprador de carne brasileira

Exportação para o mercado mexicano cresceu 423% entre janeiro e junho, enquanto venda para os Estados Unidos caiu no período; Chile também desponta

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Moraes compara atos de Eduardo Bolsonaro 
nos EUA a tentativa de golpe

Ministro disse que taxação pelo EUA busca instabilidade como o 8/1

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Economista Paul Krugman volta a criticar 
Trump por ação contra o Brasil

Segundo ele, as razões para a imposição de tarifas são limitadas

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Fuga de talento leva tecnológicas nacionais a recorrer cada vez mais a cláusulas de não concorrência

Empresas de IA estão a incrementar o uso de cláusulas que impedem a saída de trabalhadores para a concorrência. Autoridade da Concorrência diz que 37% do setor o faz em todos os contratos.