Cerca de 1,2 milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou desapareceram desde fevereiro de 2022, segundo relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), divulgado na quarta, 28. É o maior número de baixas em um conflito desde a Segunda Guerra Mundial. O documento estima as perdas ucranianas entre 500 mil e 600 mil no mesmo período. Para o CSIS, a Rússia paga um preço extraordinário por ganhos mínimos no campo de batalha. Desde 2022, Moscou acumula quase 1,2 milhão de baixas, mais do que qualquer grande potência no pós-guerra. Mantido o ritmo atual, as perdas combinadas podem chegar a 2 milhões até a primavera de 2026. Em comparação, os EUA perderam 54.487 soldados na Guerra da Coreia. Na Guerra do Vietnã, foram 47.434 mortes. Na Guerra do Golfo, 149. Em operações no Afeganistão, 2.465. No Iraque, 4.432. Somadas, as baixas de Rússia e Ucrânia superam em cinco vezes as guerras russas e soviéticas desde 1945.
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova criada para avaliar a qualidade da formação dos médicos no Brasil, em meio à explosão de cursos de Medicina e ao aumento de médicos generalistas. Os resultados recentes mostraram que cerca de um terço das faculdades não atingiu o nível mínimo de proficiência, reacendendo o debate sobre qualidade e regulação da profissão. Nesse cenário, surgiu a Ordem Médica Brasileira (OMB), entidade criada em 2023, que passou a propor exames próprios para conceder títulos de especialista fora do modelo reconhecido hoje. Atualmente, a legislação (decreto nº 8.516/2015) só reconhece dois caminhos para o título: residência médica credenciada ou aprovação em prova das sociedades ligadas à Associação Médica Brasileira (AMB).
A OMB argumenta que a AMB exerce um “monopólio” e defende a livre concorrência. Já a AMB e o Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmam que não há respaldo legal para a nova entidade emitir títulos. A disputa gerou uma série de ações judiciais entre AMB, CFM e OMB, incluindo acusações de calúnia e tentativas de impedir eventos e exames. O CFM afirma que títulos emitidos pela OMB não serão aceitos para registro oficial de especialista (RQE). Especialistas avaliam que, por se tratar de uma profissão regulada, a Justiça tende a manter o modelo atual. O debate ocorre em um contexto de déficit de vagas de residência e crescimento de pós-graduações sem reconhecimento oficial, o que pressiona o sistema e alimenta a controvérsia.
MAIORIDADE AOS 13 ANOS
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A juíza Bruna de Oliveira Farias, da 1ª Vara de Planaltina (GO), identificou erros em petição inicial elaborada com uso de IA e advertiu o advogado por possível litigância de má-fé. A magistrada apontou “vícios formais extremamente graves” e determinou a emenda da inicial para correção das falhas. Segundo a decisão, o texto apresenta características típicas de material gerado por inteligência artificial sem supervisão. Foram identificadas expressões próprias de assistente virtual e de textos acadêmicos, inadequadas à peça processual. A juíza fixou prazo de 15 dias para sanar os vícios, sob pena de indeferimento da inicial e extinção do processo. Também determinou o envio de ofício à OAB do Distrito Federal para comunicar atuação profissional considerada irregular.