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segunda-feira, 6 de abril de 2026

MILITAR AMERICANO ESCONDEU NESSA CAVERNA E FOI RESGATADO


Por mais de 24 horas, Irã e Estados Unidos tentaram localizar um militar americano que havia se ejetado sobre território iraniano. O coronel caiu de paraquedas em uma região montanhosa e precisou se esconder para sobreviver. 
O Exército iraniano afirmou ter usado um novo sistema de defesa aérea para derrubar um caça dos EUA, além de outras quatro aeronaves. Donald Trump disse que o Irã “teve sorte” e que temeu uma possível armadilha durante o resgate. A confirmação do sucesso da operação veio apenas na manhã de domingo (5). A missão mobilizou aviões, helicópteros e centenas de militares. Segundo o New York Times, o coronel ficou ferido ao se ejetar do F-15. Mesmo assim, caminhou e escalou uma montanha de cerca de 2.000 metros para se proteger. Armado apenas com uma pistola, ele se escondeu em uma caverna. De lá, conseguiu enviar sinais com sua localização. Ele permaneceu escondido desde a noite de sexta até sábado, quando foi resgatado.

A CIA localizou o militar e repassou as informações ao Pentágono. Antes disso, a agência espalhou desinformação dizendo que ele já havia sido resgatado. A estratégia desviou a atenção das forças iranianas. Enquanto isso, jatos americanos bombardearam tropas que se aproximavam da área. O resgate foi realizado por comandos SEALs da Marinha dos EUA, com apoio de helicópteros. O militar foi levado ao Kuwait, onde se recupera. Dezenas de aeronaves participaram da operação. O piloto do F-15 já havia sido resgatado antes, em missão mais rápida. Durante a ação, dois aviões C-130 tiveram problemas na decolagem. Eles foram abandonados e destruídos pelos próprios EUA. Os militares a bordo foram retirados por outras aeronaves. Imagens iranianas que mostram destroços podem ser desses aviões.

 

IA: BENEFÍCIOS E RISCOS


Uma instituição milenar segue atuante na era da inteligência artificial e busca influenciar o debate sobre seus impactos e regulação. Desde o fim do papado de Francisco, o tema ganhou espaço no Vaticano, que passou a destacar tanto benefícios quanto riscos da tecnologia. 
Com a eleição de Leão 14, o assunto continuou em evidência. Um dos principais canais da Igreja é a Academia Pontifícia para a Vida, que reúne especialistas de várias áreas para refletir sobre ética, ciência e moral. Criada nos anos 1990 para discutir temas como aborto e clonagem, a instituição passou a focar na IA a partir de 2020, defendendo uma abordagem humanista no desenvolvimento tecnológico. O padre Andrea Ciucci afirma que o papa Francisco definiu a IA como um “dom de Deus”: algo que abre possibilidades, mas exige responsabilidade. Para ele, o debate não deve começar apenas pelos riscos, mas pelo tipo de futuro que a humanidade deseja construir. Ciucci aponta três grandes desafios. O primeiro é pensar o futuro: a ética da IA não se limita a regras, mas envolve escolhas sobre o uso desse poder. O segundo é o corpo, já que o ambiente digital enfraquece a dimensão física central ao cristianismo. O terceiro é a fraternidade. Relações mediadas por máquinas podem ampliar o isolamento, substituindo vínculos humanos por interações com robôs ou chatbots.

Ele critica o uso do termo “inteligência” para máquinas, afirmando que elas não têm consciência nem pensamento. Também alerta para casos de vínculos afetivos com robôs, defendendo que o problema central é a solidão humana. Sobre pornografia e IA, considera que a tecnologia pode aprofundar visões distorcidas da sexualidade, especialmente entre jovens. Ciucci rejeita leituras religiosas extremas, como a ideia de que a IA seria obra do anticristo, mas alerta para o risco de idolatria tecnológica. Defende ainda a necessidade de regulação global da IA, já que se trata de um fenômeno mundial. A Igreja apoia princípios éticos internacionais, como os propostos no “Chamado de Roma”. Por fim, destaca a importância de dialogar com empresas de tecnologia, defendendo que a ética deve estar incorporada aos sistemas, e não apenas nas mãos dos usuários. 

IRÃ NÃO ACEITA PROPOSTA DE TRUMP E GUERRA CONTINUA


Na reta final de mais um ultimato de Donald Trump em sua guerra contra o Irã, os rivais analisam propostas para uma trégua de 45 dias. Negociadores de ambos os lados admitem que as chances de acordo são baixas. 
O presidente dos EUA fez a quarta extensão de prazo para que o Irã reabra o estreito de Hormuz, sob ameaça de ataques a infraestrutura civil. O prazo, que venceria na segunda (6), foi estendido até terça (7), às 21h, após declarações agressivas de Trump. Relatos indicam uma nova proposta americana enviada por militares paquistaneses, com detalhes ainda limitados. A proposta prevê uma trégua temporária e retoma o modelo do acordo nuclear de 2015: restrições ao programa iraniano em troca do fim de sanções. O principal impasse permanece: o Irã não aceita abrir mão da capacidade de enriquecer urânio. Esse ponto foi determinante para a saída dos EUA do acordo em 2018. As negociações haviam sido retomadas após protestos no Irã, mas a guerra interrompeu o avanço. Teerã confirmou o envio de uma contraproposta a um plano inicial considerado inaceitável. A retórica de Trump elevou a tensão, com ameaças vistas como possíveis crimes de guerra. Autoridades iranianas alertaram para retaliações “muito mais devastadoras” caso ataques ocorram.

Alvos potenciais incluem infraestrutura energética, petrolífera e cidades na região. O risco se estende a instalações vitais como usinas de dessalinização. O estreito de Hormuz segue parcialmente bloqueado, impactando o mercado global de petróleo. Cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito passam pela rota. Israel, aliado dos EUA, intensificou ataques contra lideranças iranianas. O general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, foi morto em bombardeio. A estratégia inclui enfraquecer a cúpula do regime iraniano. Mesmo com perdas, o governo iraniano mantém sua estrutura. Israel também ataca alvos no Líbano, mirando o Hezbollah. O grupo apoia o Irã no conflito. Em resposta, ataques iranianos deixaram feridos em Tel Aviv. Em Haifa, corpos foram retirados de um prédio atingido. O conflito segue sem solução imediata. A possibilidade de escalada regional continua alta. As negociações seguem frágeis diante da pressão militar. O desfecho dependerá da disposição de concessões entre as partes.

RIO PODERÁ TER ELEIÇÃO DIRETA


O Rio de Janeiro pode enfrentar até seis meses de “clima de campanha” caso o STF determine eleições diretas para governador-tampão após a cassação de Cláudio Castro. 
O cenário se baseia no modelo adotado no Tocantins em 2018, após a cassação de Marcelo Miranda. Se mantido o mesmo calendário, o eleito pode ser diplomado na mesma semana em que for escolhido candidato à reeleição. O STF decide nesta quarta (8) se a eleição será direta ou indireta, via Assembleia Legislativa. Quatro ministros já votaram a favor da escolha pelo voto popular. Eduardo Paes é pré-candidato e disputará o mandato-tampão se houver eleição direta. Douglas Ruas pretende concorrer em qualquer cenário. O TSE reservou duas datas para eleições suplementares: 17 de maio e 21 de junho. A expectativa é que o pleito ocorra em 21 de junho. As convenções partidárias começariam em 27 de abril. O segundo turno poderia ocorrer em 12 de julho. A diplomação seria até 27 de julho. Já em 20 de julho começam as convenções para a eleição geral de outubro. Assim, o eleito pode assumir e virar candidato à reeleição na mesma semana. 

O segundo turno das eleições gerais está previsto para 25 de outubro. Desde 2007, houve eleições suplementares no Amazonas (2017) e Tocantins (2018). Os calendários foram semelhantes, com pequenas diferenças. No Tocantins, o processo foi rápido após a cassação. Castro foi cassado em 23 de março, mas ainda sem definição de eleição direta. Se houver decisão do STF, o TRE-RJ terá 14 dias para organizar o pleito. O calendário deve seguir prazo de cerca de 60 dias. O Rio tem 13 milhões de eleitores, contra 1,2 milhão do Tocantins. Isso pode dificultar a logística de várias votações em pouco tempo. O PSD-RJ defende eleição direta no STF. O partido afirma que a renúncia de Castro foi estratégia para evitar voto popular. A legislação prevê eleição direta se a cassação ocorrer antes dos últimos seis meses de mandato. Ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino apoiam essa tese. Cristiano Zanin pediu julgamento conjunto das ações no plenário físico. A crise começou em 2025 com mudanças na linha sucessória do estado. Atualmente, o governo está sob comando interino do Judiciário até a definição final.

 

ALIMENTOS VENCIDOS: MULTA


A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido do Assaí Atacadista para anular multa de cerca de R$ 300,7 mil aplicada pelo Procon-SP por vender alimentos vencidos. 
A autuação ocorreu em dezembro de 2021, em uma unidade da rede em Caraguatatuba, no litoral paulista. Segundo a fiscalização, havia 36 unidades de salame com validade expirada desde setembro daquele ano. Também foram encontrados produtos deteriorados e itens com data de validade ilegível. O escritório que representa o Assaí não respondeu à reportagem. A empresa ainda pode recorrer da decisão. Na ação, a Sendas Distribuidora afirmou que houve falha operacional pontual, sem intenção de prejudicar consumidores. A rede alegou que, diante de milhares de produtos expostos, apenas pequena quantidade tinha irregularidades. Sustentou ainda que falhas podem ocorrer mesmo com controles internos. Segundo a empresa, isso não indica descuido generalizado, mas erro humano ou técnico. O Assaí também afirmou que os produtos não chegaram a ser consumidos. Atribuiu ao fabricante possíveis falhas de impressão nas embalagens. 

A empresa argumentou que não é viável verificar item por item a legibilidade dos rótulos. Classificou essa exigência como irrazoável e desproporcional. A juíza Juliana Molina rejeitou os argumentos apresentados. Na sentença, apontou grave violação ao dever de informação e segurança do consumidor. Destacou que vender produtos vencidos ou deteriorados compromete a saúde pública. Também criticou a oferta de itens com validade ilegível ou ausente. Segundo a decisão, essas práticas impedem o consumo seguro. A magistrada afirmou que a responsabilidade é do comerciante. Cabe ao varejista conferir as informações antes da venda. Ela reforçou o dever de garantir produtos adequados ao consumo. A decisão mantém a multa aplicada pelo Procon-SP. O caso envolve normas de proteção ao consumidor. A sentença reforça a obrigação de controle de qualidade no varejo. A empresa segue com possibilidade de recurso judicial. O episódio destaca a importância da fiscalização sanitária.

 

LANÇADORES DE MÍSSEIS E DRONES DO IRÃ SEGUEM INTACTOS


Cerca de metade dos lançadores de mísseis e drones do Irã segue intacta após cinco semanas de guerra contra Estados Unidos e Israel, segundo avaliação da inteligência americana divulgada pela CNN. 
Fontes afirmam que o país ainda tem capacidade de causar grandes danos na região, apesar das ofensivas militares. Parte dos armamentos pode não estar pronta para uso imediato, como lançadores soterrados, mas não foi totalmente destruída. Os dados também apontam que milhares de drones permanecem operacionais, assim como uma parcela relevante de mísseis de cruzeiro de defesa costeira. Esse arsenal é considerado estratégico por permitir ameaças ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio global de petróleo e que segue fechada desde o início do conflito no Oriente Médio. A Casa Branca contestou a análise, dizendo que ela não reflete os impactos reais das operações militares. Segundo o governo americano, grande parte das instalações de produção iranianas foi destruída. Autoridades também afirmam que a marinha do Irã foi neutralizada e que os EUA garantiram superioridade aérea. A porta-voz Anna Kelly criticou fontes anônimas, acusando-as de tentar desacreditar o governo e as forças armadas. A avaliação da inteligência contrasta com declarações do presidente Donald Trump. 

Em discurso recente, Trump afirmou que a força aérea iraniana está em ruínas e que restam poucos mísseis. Ele também declarou que os principais objetivos estratégicos estão próximos de serem alcançados. Segundo o presidente, as forças americanas obtiveram vitórias rápidas e decisivas nas últimas semanas. Apesar disso, Trump indicou que o conflito deve continuar por mais tempo. Ele afirmou que, nas próximas semanas, os EUA pretendem intensificar ainda mais os ataques. Até quarta-feira, os EUA haviam atingido mais de 12.300 alvos dentro do Irã. O Comando Central dos EUA confirmou a escala das operações militares. Israel, por sua vez, anunciou a morte de dezenas de líderes militares e políticos iranianos. Entre eles estaria o líder supremo Ali Khamenei. O cenário indica que, apesar das perdas, o Irã ainda mantém capacidade relevante de reação. A divergência entre inteligência e governo evidencia incertezas sobre o real impacto da guerra. O conflito segue sem perspectiva imediata de encerramento. A tensão permanece elevada em toda a região do Oriente Médio.

 

IA GANHA ESPAÇO PARA ESCUTA


Assuntos ligados à intimidade ainda são cercados por silêncio, mesmo em uma sociedade mais aberta ao debate sobre sexo. Para muitas pessoas, expor dúvidas, inseguranças ou desejos segue sendo desconfortável, e é nesse cenário que a inteligência artificial começa a ganhar espaço como alternativa de escuta. 
Dados do relatório anual de 2026 da Lovehoney, com base em pesquisa de 2025, mostram que 15% dos mais de 2 mil participantes já conversaram com IA sobre sexo. Entre eles, 52% buscaram conselhos sexuais diretamente com chatbots. A preferência chama atenção: 32% recorrem a amigos e apenas 20% a parceiros. O movimento sugere uma migração gradual para a IA como uma espécie de “terapeuta sexual”, vista como mais acessível e menos constrangedora. O uso vai além de dúvidas íntimas. Chatbots também atuam como apoio em interações afetivas, oferecendo sugestões em tempo real durante conversas e ajudando a interpretar mensagens ou formular respostas. Esse fenômeno ganhou o nome de “chatfishing”, mistura de “catfishing” com chats automatizados. Em alguns casos, a IA participa da criação de perfis e conduz interações completas. Há ainda situações em que usuários desenvolvem relações afetivas ou sexuais com esses sistemas. O impacto aparece no mercado: segundo a Appfigures, os gastos com aplicativos como Replika, Nomi.ai e Kindroid cresceram 200% no primeiro semestre de 2025, alcançando US$ 78 milhões.

Apesar do avanço, especialistas não recomendam o uso da IA como ferramenta terapêutica. As respostas tendem a ser genéricas e não consideram as particularidades individuais. A própria IA reconhece que pode ajudar a esclarecer dúvidas e organizar pensamentos, mas não substitui o acompanhamento de profissionais qualificados, como psicólogos ou sexólogos. A Organização Mundial da Saúde aponta a saúde sexual como parte essencial do bem-estar, o que inclui acesso a cuidado especializado em casos de sofrimento ou dificuldades persistentes. Outro ponto de atenção é a origem das informações. Sistemas de IA podem se basear em conteúdos populares na internet, nem sempre confiáveis cientificamente. Isso aumenta o risco de interpretações equivocadas e limita a compreensão de questões emocionais mais complexas. Além disso, a tendência da IA de validar o usuário sem confronto pode prejudicar processos mais profundos de reflexão e elaboração emocional. 

IRÃ DERRUBA DOIS AVIÕES E DOIS HELICÓPTEROS AMERICANOS


O Exército do Irã afirmou ontem, 5, ter usado um “novo” sistema de defesa aérea para derrubar um caça dos EUA e outras quatro aeronaves envolvidas em uma operação de resgate. Segundo o porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari, o sistema foi desenvolvido pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária e seria capaz de atingir alvos com rapidez e precisão. Ele declarou que as defesas iranianas atingiram caças, helicópteros, drones e outras aeronaves, abatendo um número significativo deles. Entre os alvos citados estariam dois aviões de carga C-130, dois helicópteros Black Hawk e drones MQ-9 e Hermes. Um A-10 Thunderbolt II também teria sido atingido, segundo o porta-voz. Zolfaqari voltou a afirmar que o Irã derrubou um F-35, embora relatos anteriores indiquem que o jato abatido seria um F-15E. Os dois pilotos conseguiram se ejetar e foram resgatados posteriormente. Há ainda a alegação de que outro F-35 teria sido atingido em 19 de março. A Guarda Revolucionária divulgou um vídeo com destroços que afirma serem das aeronaves americanas. Um analista forense ouvido pela Reuters disse que os restos são compatíveis com esses modelos. Os destroços teriam sido encontrados em Isfahan, no território iraniano. O governo dos EUA não comentou oficialmente as declarações iranianas. No entanto, autoridades militares americanas confirmaram que algumas aeronaves foram atingidas durante a operação. Dois helicópteros Black Hawk foram alvo de fogo iraniano, mas conseguiram deixar o espaço aéreo.

Ainda não há informações sobre danos ou possíveis feridos nesses helicópteros. Uma aeronave de transporte em solo iraniano precisou ser destruída após apresentar falha. O presidente Donald Trump elogiou o resgate dos pilotos e afirmou que ninguém ficou ferido. Segundo ele, a operação foi bem-sucedida apesar dos riscos envolvidos. Zolfaqari classificou o episódio como um fracasso dos Estados Unidos. Ele disse que o confronto demonstra a capacidade defensiva do Irã. A operação de resgate mobilizou dezenas de aeronaves e centenas de soldados. De acordo com a imprensa americana, houve troca de ataques durante a missão. O jornal The New York Times relatou confrontos com forças iranianas no local. As aeronaves americanas teriam atacado comboios iranianos para afastá-los da área. Vídeos divulgados mostram disparos durante a operação. O caso ocorre em meio à guerra entre Irã e Estados Unidos, que já dura mais de um mês. A situação reforça a escalada de tensões entre os dois países. As informações ainda são parciais e seguem sendo apuradas por autoridades e pela imprensa. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 6/4/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

IA avança sem regras no direito

Especialistas destacam a importância do uso da inteligência artificial, mas alertam que é preciso regulação para o Judiciário

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Trump coleciona ameaças de cometer crimes de guerra no Irã, avaliam especialistas

Presidente disse que bombardearia o Irã “de volta à Idade da Pedra”. Até esta administração, os líderes americanos insistiam que estavam tentando seguir o direito internacional na guerra

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

STF e PGR preveem dilema se delação de Vorcaro implicar Toffoli e Moraes

Mendonça disse a auxiliares que rechaça prejulgamentos, mas não vai ignorar provas Ex-banqueiro negocia acordo com Polícia Federal e Ministério Público

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Toffoli usou aviões de empresários para três viagens ao Tayayá, indica documentos

Um deles era da Prime Aviation, empresa que tinha participação de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Preços do petróleo superam 110 dólares após ameaças de Trump

Valor do barril aumenta com tensão no Oriente Médio e advertências do presidente dos EUA contra o Irã

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Vida de Marcelo depois de Belém tem livros e escolas, enquanto a política fica à porta fechada 

Antigo Chefe de Estado tem agenda “bastante preenchida”, mas continuam a surgir solicitações dentro e fora de Portugal. Focado nos jovens e na cultura, reserva comentários para o Conselho de Estado.

domingo, 5 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


ISRAEL DESTRUIU GAZA E QUER O MESMO DESTINO PARA LÍBANO

O presidente do Joseph Aoun reiterou neste domingo (5) o apelo por negociações com Israel para evitar a destruição no sul do Líbano, semelhante à vista na Faixa de GazaEm pronunciamento, Aoun alertou que Israel pode repetir no sul libanês o cenário de Gaza, devastada por ataques. Ele citou mais de 70 mil mortos em Gaza e questionou por que não negociar antes de maior destruição. Ataques israelenses e ofensivas terrestres contra o Hezbollah já destruíram aldeias no sul do Líbano. O Exército libanês informou a morte de um soldado em ataque israelense. Em Kfar Hatta, sete pessoas morreram, seis da mesma família, segundo a Defesa Civil. As vítimas aguardavam resgate após ordem de retirada israelense. O parente que iria buscá-las também morreu no ataque. Israel afirmou atingir alvos do Hezbollah na capital BeiruteAs Forças de Defesa disseram atacar infraestrutura do grupo. Um prédio no sul de Beirute foi atingido após alerta de evacuação. Testemunhas relataram míssil e aviões israelenses em baixa altitude sobre a cidade. 


PILOTO AMERICANO RESGATADO ESTÁ FERIDO

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o piloto resgatado no Irã neste domingo (5) está gravemente ferido, mas destacou sua coragem por sobreviver até a chegada das forças americanas. Segundo Trump, o militar, um coronel respeitado, foi localizado nas montanhas após intensa busca das forças iranianas, que quase o capturaram. A operação de resgate durou dois dias e envolveu centenas de militares e dezenas de aeronaves, sendo considerada rara pelo alto risco. O piloto estava em um caça F-15E abatido na sexta-feira (3) por defesas aéreas iranianas; outro tripulante foi salvo no mesmo dia. Inicialmente, Trump havia dito que o militar ficaria bem, mas depois indicou que seu estado é grave, sem novos detalhes oficiais. Após o resgate, ele foi levado ao Kuwait para receber tratamento médico. A missão ocorreu sob “tiroteio pesado”, segundo agências internacionais, com relatos iranianos de danos a aeronaves dos EUA, negados por Washington. Havia temor de que o piloto fosse capturado, o que acelerou a operação. O Irã mobilizou tropas e ofereceu recompensa para quem ajudasse a encontrá-lo. Helicópteros americanos foram alvo de disparos durante a busca, mas conseguiram retornar em segurança. O episódio marca a primeira vez na guerra que aviões tripulados dos EUA são abatidos dentro do território iraniano. A crise aumenta a tensão, com Trump ameaçando novos ataques caso não haja acordo.


JAPÃO IMPÕE REGRAS PARA CICLISTAS

Após anos de tolerância, o Japão endureceu regras para ciclistas, proibindo práticas como usar sombrinhas, pedalar com carga mal acomodada e condução instável. Desde 1º de abril, entrou em vigor uma emenda à lei de trânsito que prevê multas para 113 infrações relacionadas ao ciclismo. Antes, ciclistas circulavam com pouca fiscalização, embora cerca de 8 milhões usem bicicletas no dia a dia. Agora, a polícia pode aplicar multas imediatas que variam de ¥3.000 a ¥12.000, conforme a infração. Medidas reforçam regras já aplicadas a carros, antes ignoradas por ciclistas. Também surgem novas infrações, como uso de fones, pedalar com uma mão e bicicletas sem freios. As multas valem para maiores de 16 anos. Casos como o de um ciclista advertido por usar guarda-chuva ilustram a mudança. Uma regra polêmica exige que ciclistas usem a via, não a calçada, com exceções. Apesar de ciclovias, muitas são insuficientes ou bloqueadas. Acidentes com bicicletas caíram, mas ainda envolvem principalmente carros. Mesmo com críticas, 64,5% apoiam as novas regras, embora poucos entendam seus detalhes.

LOJAS DE LUXO EM DUBAI SEM MOVIMENTO

No Mall of the Emirates, em Dubai, lojas de luxo como Louis Vuitton e Dior seguem abertas, mas quase sem movimento após um mês de guerra no Oriente Médio. Os corredores, antes cheios, agora estão vazios, com vendedores aguardando clientes. Uma cliente da Chanel afirmou que o momento é perigoso devido ao conflito. Funcionários evitam falar, mas admitem queda no fluxo, sobretudo de turistas. Apesar disso, clientes locais ainda frequentam os shoppings. Ataques iranianos com mísseis e drones abalaram a imagem de Dubai como refúgio seguro. O turismo despencou, impactando fortemente o setor de luxo. Entre 6% e 8% das vendas globais dessas marcas vêm do Oriente Médio. Analistas estimam queda de até 50% nas vendas em março. Aeroportos operando parcialmente agravaram o cenário. Lojas seguem abertas por determinação oficial, evitando prejuízos à imagem do emirado. O setor aposta que a crise será temporária, mas teme um conflito prolongado.

PLACA REJEITA AMERICANOS E ISRAELENSES

Um bar na Lapa, no centro do Rio de Janeiro, foi multado em R$ 9.520 ontem, 4, por exibir uma placa rejeitando cidadãos dos Estados Unidos e de Israel. A imagem, publicada nas redes do próprio Partisan Bar, viralizou durante o feriado de Páscoa. O aviso dizia, em inglês, que esses cidadãos “não são bem-vindos”. O estabelecimento não respondeu aos contatos da reportagem. A autuação foi feita pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor. Segundo o órgão, a conduta é abusiva e discriminatória, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. A legislação veda recusa de atendimento sem justificativa e práticas que constranjam consumidores. A fiscalização ocorreu após denúncia do vereador Pedro Duarte (PSD). Ele classificou o caso como xenofobia. O parlamentar afirmou que bares podem ter estilo próprio, mas não podem discriminar pessoas. A Federação Israelita do Estado do Rio disse acompanhar o caso. A entidade afirmou atuar junto às autoridades competentes. O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais.

Salvador, 5 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.






SLOWJAMASTAN, O MAIS NOVO PAÍS


Entre fazendas de tâmaras no vale de Coachella, na Califórnia, e a fronteira com o México, surge a inusitada República de Slowjamastan. 
Localizada em um deserto árido, a micronação ocupa cerca de 4,5 hectares e costuma passar despercebida por quem cruza a região. Ao entrar no território, porém, visitantes encontram um “país” com leis próprias e clima excêntrico. Entre as regras curiosas estão a proibição de crocs e de e-mails em “responder a todos”. O animal símbolo é o guaxinim, estampado na bandeira nacional. O criador é Randy Williams, autodenominado “Sultão”. Fora dali, ele é radialista em San Diego e apresenta o programa Sunday Night Slow Jams. A ideia surgiu na pandemia de COVID-19, quando decidiu criar seu próprio país. Ele comprou o terreno em 2021 e começou a estruturar a micronação. Logo surgiram placas, posto de fronteira, bandeiras, passaportes e moeda própria. O local passou a imitar um país real, com “imigração” e cargos oficiais. Hoje, Slowjamastan tem cerca de 25 mil “cidadãos” de mais de 120 países.

A cidadania é gratuita, mas alguns títulos e cargos são pagos. Parte dos membros interage online, enquanto outros visitam o local. O país também promove eventos e cerimônias, como o lançamento de um submarino simbólico. Para muitos, a micronação funciona como diversão ou fuga da polarização política. Existem centenas de micronações no mundo, e Slowjamastan ganhou destaque global. O território sediará a MicroCon 2027, encontro internacional dessas nações autoproclamadas. Mesmo sem infraestrutura completa, visitantes são bem-vindos ao deserto. Williams afirma que o projeto vai além da brincadeira. A ideia é criar conexões entre pessoas de diferentes culturas. Após visitar todos os países reconhecidos pela ONU, ele concluiu sua jornada em 2023. Ainda assim, Slowjamastan seguiu como projeto independente. Segundo o “Sultão”, o país pertence a todos que se identificam com ele. 

TRUMP NÃO AVALIA A VIDA HUMANA PARA PROMOVER GUERRAS


Há cerca de um ano, líderes europeus contornavam as bravatas de Donald Trump com gestos diplomáticos. Nas últimas semanas, porém, o presidente americano passou a somar insultos às ameaças. 
A postura cautelosa da Europa diante da guerra no Irã levou Trump a chamá-la de covarde. Em um dos momentos mais delicados da relação transatlântica, a tendência é de agravamento. Do lado europeu, há hesitação. Cinco semanas após o início dos bombardeios, o continente evita entrar em um conflito visto como caro, inoportuno e impopular, posição compartilhada até por setores populistas. Na Alemanha, a AfD, mesmo liderando pesquisas, optou por não apoiar publicamente Trump. Ao mesmo tempo, a ultradireita sofreu reveses eleitorais na França e na Itália. A Europa tem priorizado impactos econômicos e riscos internos, como alta dos combustíveis, imigração e terrorismo, mais do que reagir às provocações americanas. O premiê britânico Keir Starmer evitou confrontos diretos, enquanto Emmanuel Macron elevou o tom após comentários pessoais feitos por Trump. Macron criticou a falta de consistência do americano e destacou a gravidade da guerra, envolvendo vidas civis e militares.

Até então, líderes europeus buscavam apenas conter Trump, alertando para os custos geopolíticos de aderir ao conflito liderado pelos EUA e Israel. Apesar da aparente ausência, a Europa segue apoiando indiretamente operações, com bases no Reino Unido, Açores e Alemanha sendo usadas por forças americanas. Essas ações vão além de medidas defensivas e mostram a dependência estratégica entre Europa e EUA. Diplomatas avaliam que “administrar” Trump tem sido a principal estratégia, diante do temor de uma Otan sem os EUA frente à Rússia. Nesse contexto, cresce a influência indireta de Vladimir Putin, que se beneficia de ajustes no mercado de petróleo e alívio de sanções. Moscou ainda tentou negociar apoio ao Irã em troca de vantagens na Ucrânia, sem sucesso. A eleição na Hungria, em 12 de abril, adiciona tensão, podendo encerrar o longo governo de Viktor Orbán, aliado de Putin. A possível vitória de Péter Magyar preocupa Washington, que acompanha de perto o cenário político húngaro. No tabuleiro geopolítico, a relação entre Europa e EUA enfrenta um distanciamento raro, marcado por desconfiança e interesses divergentes.