No caso de Ramagem e Torres, a perda dos cargos já foi decretada. Moraes afirmou que regime fechado é incompatível com mandato parlamentar. Ramagem foi condenado por três crimes, e a Câmara suspendeu parte do processo. Em junho, Zambelli também teve o mandato cassado por ordem do STF. Na Câmara, a CCJ iniciou oitivas sobre o caso de Ramagem. Após o parecer do relator, o plenário decidirá a cassação, exigindo 257 votos.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2025
BOLSONARO PERDE PATENTE MILITAR
FUX PULOU DO GALHO!
Foi tão inusitado o voto de Fux que os advogados dos réus, na BBC News Brasil, atestaram surpresos com o voto de absolvição do ministro; acreditava-se que Fux proporia uma leve condenação a Bolsonaro, em choque com o voto do ministro relator, mas Fux pugnou para que o processo tramitasse na primeira instância e nunca no Supremo, motivo para requerer também a nulidade. O ex-defensor público federal, Caio Paiva, faz acompanhamento de decisões dos ministros do STF, e informou que Fux é o que mais rejeita habeas corpus, 99% rejeitados. Paiva considerou o voto de Fux como "um dos episódios mais estranhos da história do Supremo". Lembra-se também das manifestações de Fux no julgamento do Mensalão e na Lava Jato, da postura do ministro a favor do cumprimento antecipado de pena, antes de expirar os prazos dos recursos ou quando esteve contra o juiz de garantias. Enfim, para completar o cenário, Fux só faltou pedir vista e segurar o processo, como já aconteceu em outras ações.
Santana/Ba, 12 de setembro de 2025.
SECRETÁRIO DE ESTADO: QUANTA OUSADIA!
MEMBROS DE GANGUE ATUAM EM GAZA
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| Integrantes da gangue que atuam em Gaza |
VEREADOR IMPEDIDO DE OCUPAR SUPLÊNCIA NA ASSEMBLÉIA
SUSPENSÃO DE VOOS NO RIO GRANDE DO SUL
Na análise do caso, o juízo destacou que a agência não se enquadra como consumidora final, mas como fornecedora que integra a cadeia de turismo, explorando atividade empresarial com finalidade lucrativa. Quanto ao mérito, reconheceu que a suspensão das operações no aeroporto de Porto Alegre se deu por evento climático de grandes proporções, imprevisível e inevitável, o que caracteriza caso fortuito e força maior. Nessas circunstâncias, não há como imputar responsabilidade à TAP, já que inexiste culpa e se rompe o nexo causal entre a conduta e o alegado dano. O juiz ressaltou que a companhia aérea seguiu as orientações da ANAC, realocando os passageiros em aeroportos onde mantinha operações regulares. Além disso, frisou que situações extraordinárias como essa integram o risco da atividade empresarial desenvolvida pela agência de turismo, a quem cabe suportar os ônus decorrentes de fatos que afetam o setor aéreo. Assim, inexistindo falha na prestação do serviço ou conduta abusiva da TAP, os pedidos de indenização foram julgados improcedentes.
OS JORNAIS, NO MUNDO, SOBRE A CONDENAÇÃO DE BOLSONARO
A imprensa internacional repercutiu o julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus, concluída hoje, com 4 votos pela condenação do ex-presidente e um pela absolvição.
The Guardian: disse que ele pode pegar décadas de prisão por liderar a conspiração.
Reuters: destacou que Bolsonaro é o primeiro ex-presidente condenado por atentado à democracia.
Washington Post: afirmou que defesa do ex-presidente vai recorrer.
Wall Street Journal: afirmou que a condenação deve inflamar a disputa entre Trump e Lula.
Bloomberg: ressaltou que Bolsonaro acusa o STF de perseguição política.
The Economist: lembrou fala do ex-presidente feita em 2022 e disse que o julgamento mostrou que "ele estava errado".
El País: avaliou que o Brasil deu um passo importante contra a impunidade, no julgamento mais significativo politicamente.
BBC: explicou que o plano golpista culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Clarín: afirmou que o ex-presidente pode pegar até 40 anos de prisão.
PRIMEIRO EX-PRESIDENTE BRASILEIRO CONDENADO
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 12/09/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Análise: Condenação de Bolsonaro é marco da história republicana
Centrão volta a articular anistia. Para o Executivo, a prioridade é evitar um "perdão legislativo" que desautorize o Supremo e comprometa a governabilidade
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Bolsonaro condenado: só nove chefes de Estado foram punidos por golpe no mundo, mostra levantamento
Na comparação com líderes de outros países, caso brasileiro chama atenção por ter sido tentativa fracassada
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Tarcísio diz que Bolsonaro foi condenado 'sem provas' por STF e que penas são desproporcionais
Governador afirma que ex-presidente é vítima de sentença injusta
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Bolsonaro e aliados ficarão inelegíveis por oito anos
Ex-presidente já está inelegível até 2030 por condenação do TSE
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Eduardo Leite protocola na Assembleia projeto que cria 14º salário a professores que cumprirem metas
“Programa de Reconhecimento da Educação Gaúcha” foi apresentado
pelo governo há quase dois meses
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Abuso sexual de crianças: em 92% dos casos o agressor não é um estranho
quinta-feira, 11 de setembro de 2025
RADAR JUDICIAL
ENSINAMENTO DE FUX: "TURBAS DESORDENADAS" NÃO CARACTERIZAM GOLPE
O ministro Luiz Fux, em voto divergente no julgamento da trama golpista, afirmou que "turbas desordenadas" não configuram golpe de Estado, citando os atos de 8 de janeiro de 2023. Para ele, o crime exige organização mínima e capacidade real de derrubar o governo, o que não teria ocorrido. Comparou os ataques a manifestações violentas anteriores, como as de 2013 e da Copa de 2014, que não foram enquadradas como tentativa de golpe. Fux criticou a denúncia da PGR, dizendo que não demonstrou a existência de organização criminosa armada, mas apenas concurso de pessoas. Também rejeitou a responsabilização solidária dos réus pelos danos do 8 de janeiro. Em seu voto, absolveu os acusados do crime de organização criminosa e indicou posição semelhante quanto ao dano ao patrimônio público e tombado. Defendeu a independência do juiz, a ampla defesa e a necessidade de provas robustas para condenação. Ressaltou que o tribunal não deve agir movido por clamor popular. Assim, divergiu do relator Alexandre de Moraes e colocou em xeque a narrativa da acusação.
PROTESTOS NA FRANÇA
A França amanheceu ontem, 10, com protestos em todo o país, bloqueios de estradas e confrontos com a polícia. As manifestações reagem à nomeação por Emmanuel Macron de Sébastien Lecornu, 39, como novo premiê , após a queda de François Bayrou. Mais de 80 mil agentes foram mobilizados, sendo 6 mil em Paris, e 132 pessoas já foram presas. Em Paris, houve barricadas estudantis e incêndios em restaurantes e veículos. Em Nantes e Montpellier, manifestantes queimaram pneus e montaram barricadas; a polícia usou gás lacrimogêneo. Em Toulouse, um incêndio paralisou o tráfego ferroviário, e em Bordeaux grupos encapuzados tentaram bloqueios. A Vinci, operadora de rodovias, relatou interrupções em várias cidades, incluindo Lyon e Marselha. O movimento “Bloqueie Tudo”, criado online em maio, agora é dominado pela esquerda e extrema-esquerda. Ele é comparado aos “Coletes Amarelos” de 2018, com críticas diretas a Macron e à austeridade. A expectativa é de que 100 mil pessoas participem dos protestos em todo o país.
BRASIL: 1ª DEFLAÇÃO
A produção nacional de grãos bateu recorde histórico em 2024/25, com 350,2 milhões de toneladas, superando as 324,36 milhões da safra 2022/23, segundo a Conab. O anúncio ocorreu em Brasília, com a presença de Geraldo Alckmin, Carlos Fávaro, Paulo Teixeira e Edegar Preto. A soja alcançou 171,5 milhões de toneladas, com Goiás registrando maior produtividade e o Rio Grande do Sul a menor, devido ao clima adverso. O milho também teve safra recorde, com 139,7 milhões de toneladas, alta de 20,9% sobre 2023/24. O algodão atingiu 4,1 milhões de toneladas (+9,7%), o arroz 12,8 milhões (+20,6%) e o feijão 3,1 milhões, garantindo abastecimento interno. Já o trigo deve cair 4,5%, com 7,5 milhões de toneladas. Paulo Teixeira destacou que, apesar do “tarifaço” de Trump, os EUA seguem comprando produtos brasileiros. Fávaro criticou a gestão Bolsonaro por querer extinguir a Conab. Alckmin ressaltou o papel da estatal em estabilizar preços e Preto afirmou que os estoques públicos foram retomados após mais de uma década. O governo federal vai liberar R$ 12 bilhões para renegociar dívidas de produtores afetados pelo clima. Já o IBGE prevê 341,2 milhões de toneladas em 2025, 16,6% acima de 2024, atribuindo o avanço ao clima favorável e maior investimento em soja e milho.
FUX MUDA ENTENDIMENTO
Em setembro/2023, o ministro Luiz Fux acompanhou o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, votando para condenor o réu por abolição do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, associação criminosa, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Segundo o criminalista Stanziola Vieira, o "entendimento do ministro acende curiosidade não só quanto à incoerência de tratamento de quem se viu condenado por participar de ato num só dia e os demais, denunciados na AP 2668 (número da ação sobre a trama golpista no STF), como pelo caminho teórico escolhido para estabelecer a tal distinção". Enfim, Fux deu nó em pingo d'água.
Santana/Ba, 11 de setembro de 2025.
SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO
Drauzio Varella
Descrição de chapéuUSP
Os antivacina e a estupidez
Negar os benefícios da imunização exige ser ignorante, estúpido ou mal-intencionado
10.set.2025 às 15h31
Esses ativistas antivacina emergiram das catacumbas da estupidez humana. Nas nações mais ricas da Europa, no início dos anos 1900, a expectativa média de vida mal chegava aos 40 anos. Quando o século 20 terminou, esse número havia quase duplicado. A vacinação teve papel fundamental nesse aumento.
No curso de medicina na USP, visitávamos a enfermaria de varíola do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. Era um ambiente lúgubre, no qual os pacientes passavam o dia deitados, sem colocar os pés no corredor, medida necessária para impedir que um vírus contagioso como aquele se espalhasse pelo hospital inteiro.
Nunca mais esqueci daqueles homens com o corpo coberto de feridas e os rostos cheios de vesículas que deixavam marcas pelo resto da vida. Vestiam pijamas azuis, obrigatórios, para identificá-los caso quebrassem o isolamento. Na enfermaria feminina, além das cicatrizes que lhes roubavam a beleza, os olhares opacos e os soluços abafados criavam um cenário trágico.
Havia formas mais benignas da doença, mas as mais comuns vinham associadas a taxas de mortalidade de 20% a 40%, índice que ultrapassava 90% nas apresentações malignas.
Na década de 1960, a OMS, Organização Mundial da Saúde, deu início à campanha global de erradicação da doença. Em 1980, a OMS declarou o vírus da varíola extinto do mundo. O flagelo que disseminou sofrimento e morte por mais de 10 mil anos desaparecera da face da Terra graças à engenhosidade de Edward Jenner, o criador da vacina, e ao empenho da OMS e dos países que vacinaram suas populações.
Digo isso, caríssimo leitor, porque tenho acompanhado o esforço —até aqui infrutífero— dos norte-americanos para que o presidente da República demita do cargo mais importante no sistema de saúde dos Estados Unidos o advogado Robert Kennedy Junior, o militante mais feroz do antivacinismo naquele país.
Esse senhor é um mentiroso contumaz. Não se cansa de repetir uma sucessão de absurdos para convencer as pessoas a não se vacinarem. Com argumentos falsos, insiste que as vacinas são perigosas, que podem causar doenças graves e levar à morte. Só não ousa dizer que podem transformar seres humanos em jacarés.
Para convencer os incautos, diz, sem pudor, que as vacinas contra a Covid não foram estudadas nem demonstraram efeito protetor. É chocante ver um estúpido como esse ser escolhido para um cargo tão importante, justamente pelo presidente do país em que mais de 400 cidadãos receberam o Prêmio Nobel e que mais contribuições tem dado à biologia, à medicina e às ciências da saúde.
Os benefícios das vacinas para a humanidade são tantos e de tal ordem, que negá-los exige quatro condições: ser muito ignorante, estúpido ou mal-intencionado. A quarta é a de acumular essas três características. Eles justificam suas posições contrárias à ciência com o argumento da liberdade individual. "Tenho o direito de não me vacinar." Visto que não há como vacinar adultos à força, o direito está assegurado, ainda que acompanhado do risco de espalhar o agente infeccioso contra o qual não foram imunizados.
O que as leis não deveriam permitir é que eles façam uso das redes sociais para mentir e distorcer dados científicos, com a intenção de confundir os ingênuos e cometer o crime de pôr em risco a vida de crianças e também dos adultos que se deixam convencer por gente dessa espécie.
É chocante ver médicos falando contra a vacinação. Quem são eles? Que faculdade lhes outorgou o diploma? Por que nossos conselhos estaduais e o federal não lhes cassam a licença para clinicar? Quando o antivacina é médico, o mal é muito maior.
Estávamos no final de 2021 quando comecei a atender no Centro de Detenção Provisória do Belém. Surpreso com o pequeno número de casos de Covid, perguntei ao diretor como estavam os índices de vacinação.
Experiente, ele respondeu que eram de 100%. Duvidei. Contou que quando o preso recusava a imunização, ele aguardava a hora da tranca, ia até a porta da cela —sempre com mais de 20 homens trancados— e chamava o rebelde pelo nome completo. Explicava que o Estado disponibilizava a vacina, mas que ele não podia obrigar ninguém a tomá-la.
Se o indivíduo recalcitrante insistia na negativa, ele acrescentava: "Não posso colocar em risco a vida dos familiares dos seus companheiros. Vou ter que suspender as visitas de todos".














