CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
JORNAL DO BRASIL - RIO DE JANEIRO/RJ
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A Associação Nacional de Procuradores da República soltou, ontem, Nota, questionando declarações do presidente Jair Bolsonaro, sobre as eleições. O presidente, sentido sua queda nas pesquisas, insiste em alegar fraude no processo eleitoral e chegou a afirmar que podem não ocorrer eleições em 2022. Na Nota, dizem os Procuradores: "..., afirmações que pretendam criticar o sistema eleitoral não podem se basear em suposições, em alegações genéricas e sem provas. Além disso, a discussão acerca do modelo de votação jamais pode ocorrer em um ambiente de ameaças sobre a própria realização das eleições, pois isso violaria a Constituição e o próprio regime democrático".
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, deferiu pleito do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Romeu Gonzaga Neiva, no sentido de incluir os Oficiais de Justiça no grupo de prioridade para recebimento da vacina da covid-19; eles estão sendo vacinados no dia de hoje, sob fundamento de que atuam na linha de frente, responsáveis pela continuidade da prestação jurisdicional. O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Distrito Federal, Gerardo Alves Lima Filho, declarou que continuará na luta para garantir a prioridade para os Oficiais dos demais Estados; disse que a classe perdeu quase 100 servidores, vítimas da pandemia.
Enquanto o presidente Jair Bolsonaro questiona a Lei n. 14.172/2021, através de Ação Direta de Inconstitucionalidade, o presidente do STF, ministro Luiz Fux prorrogou, ontem, o prazo para que a União transfira R$ 3,5 bilhões para garantir o acesso à internet para professores e alunos da rede pública de educação básica. O prazo para o repasse seria na data de hoje, mas a União alegou grave repercussão orçamentária e prejuízo direto a outras ações governamentais, para enfrentamento da Covid-19, daí a decisão de Fux.
O presidente Jair Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade, depois que agrediu o presidente do TSE, ministro Roberto Barroso, chamando-o de "idiota" e "imbecil". O grupo Prerrogativas, que reune juristas, advogados, professores, pareceristas e ex-membros do Ministério Público asseguram que as acusações revelam o desprezo do presidente pelo Judiciário; afirmam que houve um ataque à honra de Barroso "de modo desatinado e desqualificado". Na Nota está escrito: "Nunca a história brasileira, mesmo em seus dias mais sombrios, viveu algo parecido. Um presidente da República que não respeita as instituições, que rasga diariamente a Constituição que jurou cumprir e ameaça a democracia não pode mais permanecer um dia sequer no exercício do seu mandato".
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A OAB/CE teve que deixar sala, que ocupava desde 2015 na Delegacia Regional de Juazeiro do Norte, sob alegação de que necessitava readequar seu espaço física e que o prédio não comportava nem seus servidores. O Estatuto da OAB assegura que o Judiciário e o Executivo devem instalar salas especiais permanentes para advogados em todos os juizados, fóruns, tribunais, presídios. e delegacias de polícia. Assim, ingressou-se com ação judicial na 16ª Vara Federal; a juíza Aline Soares Lucena Canaúba concedeu liminar para retomada da sala, sob fundamento de que "não haveria qualquer fato excepcional que justificasse uma medida tão extrema". Esclareceu que eventual necessidade deveria haver ajuste prévio entre os interessados.
O presidente Jair Bolsonaro, depois de várias pesquisas apontando sua crescente rejeição, continua questionando a lisura das eleições; disse que se não fosse fraude, teria ganho no primeiro turno em 2018; assegurou que Dilma Rousseff foi vitoriosa em 2014, face a fraude, mesmo depois que o deputado Aécio Neves desmentiu, afirmando que a eleição foi correta e Dilma ganhou porque teve mais votos. Declarou o presidente: "A fraude está no TSE, para não ter dúvida. Isso foi feito em 2014". O presidente radicalizou no discurso contra as urnas eletrônicas e agride o presidente do TSE, ministro Barroso, chamando-o de "idiota" e "imbecil".
O PSDB, em publicação nas redes sociais, afirmou que os arroubos de Bolsonaro contra seus opositores envergonham o país. Em Nota, assinado por juristas, advogados, professores, pareceristas e ex-membros do Ministério Público prestou solidariedade ao ministro Roberto Barroso. Em certo trecho, diz a Nota: "Se ele (Bolsonaro) não consegue se comportar a altura da função para a qual foi eleito ou satisfazer minimamente os compromissos que jurou cumprir perante a nação brasileira, é necessário que seja democraticamente afastado do seu mandato. Basta! Impeachment já!"
A 1ª Vara do Trabalho de Bagé/RS julgou procedente Reclamação contra Dale Construções e Incorporações Ltda, em Ação de Indenização por Danos Morais, requerida por Adalmiro de Moura; fixou a indenização em R$ 5 mil. Houve recursos de ambas as partes e a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região manteve a sentença, porque considerou prova válida uma gravação telefônica, sem conhecimento da outra parte, que não foi considerada ilícita, mas apenas clandestina. O relator, desembargador Clóvis Fernando Schuch Santos escreveu no voto: "não se trata de escuta ou interceptação alheia, já que um dos interlocutores foi o responsável pela realização da gravação, ainda que sem o conhecimento do outro".
Trata-se de informações desabonadoras prestadas pela Construtora contra seu ex-empregado, a outras empresas, daí originando a Reclamação; para rescisão do contrato, as partes celebraram acordo, mas na busca de novo emprego, Adalmiro constatou que seu nome estava em "lista negra", porque buscou seus direitos na Justiça. Um seu amigo ligou para um dos sócios da Dale Construções e Incorporações, pedindo informações sobre um ex-funcionário; gravou a conversa, na qual recebe a mensagem de que seu ex-empregado tirou-lhe "um monte de dinheiro".