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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

QUEBRADO SIGILO DE EX-ASSESSORA DE FLÁVIO BOLSONARO


Gilmar Mendes, do STF, manteve a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Danielle Mendonça da Costa. 
Ela foi ex-assessora de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a decisão recoloca no processo elementos da investigação sobre suposta “rachadinha” no antigo gabinete. Entre os pontos citados estão movimentações atribuídas ao ex-assessor Fabrício Queiroz. Segundo a investigação, Queiroz concentrava valores transferidos por servidores comissionados. Gilmar rejeitou reclamação apresentada pela defesa de Danielle contra a quebra dos sigilos. A defesa também questionava o uso de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf. O ministro considerou que havia outras provas capazes de sustentar a medida judicial. Na decisão, Gilmar reproduziu trechos de informações da primeira instância e do MP-RJ. Um dos trechos aponta a conta de Queiroz como possível centro de arrecadação de valores. Os recursos teriam origem em diversos assessores ligados ao gabinete de Flávio Bolsonaro. Relatórios do Coaf identificaram movimentações consideradas atípicas pelos investigadores. As operações envolveriam transferências reiteradas feitas por servidores comissionados.

Para o MP-RJ, os dados seriam compatíveis com repasses de parte das remunerações. A prática é investigada como possível esquema de “rachadinha” no antigo gabinete. Os dados financeiros foram confrontados com registros funcionais e documentos da Alerj. O processo também reúne mensagens encontradas em um celular de Danielle. Segundo o MP-RJ, em uma conversa Queiroz cobra informações sobre valores depositados. Ele teria dito que precisava “prestar contas” do dinheiro recebido naquele mês. Para os investigadores, as mensagens indicariam controle sobre o fluxo dos recursos. O celular foi apreendido durante uma operação na residência do ex-policial Adriano da Nóbrega. O MP afirma que Queiroz também entregava contracheques e documentos a Danielle. As mensagens indicariam ainda cobranças relacionadas à declaração do Imposto de Renda. A investigação sustenta que Danielle não comparecia regularmente à Alerj. Ela também é descrita pelos investigadores como possível “funcionária fantasma”. Segundo relatório financeiro, Danielle recebeu R$ 846,2 mil brutos entre 2007 e 2018. Do total, R$ 664,8 mil teriam sido recebidos em valores líquidos. Gilmar destacou que documentos e mensagens constituem fontes independentes do relatório do Coaf.

 

TST ACABA COM A GREVE INICIADA EM 10 DE SETEMBRO


O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu ontem, 29, encerrar a greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal, 
decisão que ocorreu durante o julgamento do dissídio coletivo aberto após o fracasso das negociações entre banco e trabalhadores. Assim, as agências da Caixa devem voltar a funcionar normalmente em todo o país nesta quarta-feira (30). A paralisação havia começado em 10 de setembro e teve como principal motivo as mudanças no Saúde Caixa. O plano de assistência médica foi o principal ponto de divergência entre a instituição e os empregados. O ministro Maurício Godinho Delgado rejeitou o pedido da Caixa para considerar a greve abusiva e afastou a aplicação de multas aos sindicatos por suposto descumprimento de decisões judiciais anteriores. Apesar disso, o ministro determinou o encerramento da paralisação e a retomada das atividades. O TST decidiu que os empregados deverão compensar os dias não trabalhados durante a greve e deverá ocorrer no prazo máximo de 180 dias, evitando o desconto dos salários. O período de compensação deverá considerar a adesão efetiva de cada funcionário à paralisação, porque algumas unidades da Caixa continuaram funcionando durante o movimento grevista. O tribunal também definiu as condições econômicas que valerão para a categoria no próximo período. Os empregados terão reajuste correspondente à inflação medida pelo INPC, acrescida de ganho real de 0,6%. O mesmo índice será aplicado aos benefícios, como auxílio-refeição, alimentação, creche e babá.
A sentença normativa terá validade de um ano, entre 1º de setembro de 2026 e 31 de agosto de 2027. A decisão mantém setembro como mês de referência para a data-base dos trabalhadores da Caixa. Durante as negociações, os sindicatos rejeitaram três propostas apresentadas pelo banco sobre o Saúde Caixa. Os trabalhadores alegavam que as mudanças poderiam elevar significativamente suas contribuições ao plano. Segundo a categoria, o aumento poderia reduzir os efeitos positivos obtidos com o reajuste salarial.

O TST incorporou à sentença regras anteriores sobre o Saúde Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A Corte também decidiu que a Justiça do Trabalho não deve substituir a negociação coletiva sobre novas regras da PLR. Com isso, foram mantidas as disposições já existentes nos acordos coletivos firmados anteriormente. Outras cláusulas trabalhistas também foram preservadas pela decisão do tribunal, entre as quais as regras sobre horas extras, adicional noturno, 13º salário e gratificações de função, permanecendo em vigor as garantias relacionadas ao auxílio-funeral e a outros direitos dos empregados. As cláusulas mantidas terão os índices econômicos definidos na sentença, com INPC integral e ganho real de 0,6%. Antes do julgamento, o TST realizou tentativas de mediação, mas as partes não chegaram a um acordo e a decisão encerra a greve, mas não elimina a divergência sobre o futuro do Saúde Caixa. Representantes dos trabalhadores se comprometeram a continuar negociando com a Caixa para buscar uma solução para o plano.

 

FIM DO PATROCÍNIO DAS BETS É TIDO COMO DESASTRE PARA O FUTEBOL


Especialista alerta que o fim abrupto do patrocínio das bets seria um desastre para o futebol brasileiro. 
Fabio Wolff afirmou que a proibição criaria um grande buraco nas contas dos clubes, além de redução dos investimentos das casas de apostas no esporte. Dirigentes de clubes brasileiros intensificaram as articulações na noite de segunda-feira com o objetivo de tentar reverter ou minimizar os efeitos da decisão do governo federal. As bets atualmente estão entre as principais patrocinadoras do futebol brasileiro e durante as articulações, surgiu até a possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro. A ideia foi discutida por dirigentes em conversas telefônicas e mensagens e a mobilização ocorreu antes de uma reunião marcada com integrantes do governo federal. O encontro acabou cancelado após vários presidentes de clubes anunciarem que não participariam. A ameaça de não entrar em campo tem como objetivo pressionar o governo. Os clubes querem mudanças no plano apresentado para compensar as perdas financeiras. Entre as medidas está uma linha de crédito com juros baixos para as equipes e outra reivindicação consiste na criação de um período de transição para o fim da publicidade. Os dirigentes defendem um prazo entre seis meses e um ano para encerrar os contratos.

A paralisação também teria como objetivo envolver a CBF diretamente nas negociações. Até então, a confederação vinha mantendo uma postura mais distante sobre o assunto. A estratégia dos clubes parece ter aumentado a pressão sobre a entidade. Uma paralisação poderia comprometer o calendário apertado do futebol nacional até dezembro. Nesta terça-feira, o Sinafut entrou com pedido no STF para participar do processo. A entidade representa clubes e federações e possui forte influência da CBF. O processo questiona a medida provisória que proibiu as empresas de apostas no país. Alguns dirigentes interpretaram a iniciativa como uma entrada da CBF na discussão. O boicote à reunião do governo também contou com o apoio do Corinthians. O clube participa das negociações por uma linha de crédito para pagamento de dívidas. A equipe também negocia com a Caixa o financiamento de seu estádio em Itaquera. Apesar do cancelamento da reunião, o plano de ajuda financeira continua em discussão. Os clubes, porém, querem mais tempo para encerrar os contratos com as empresas e muitos ainda têm valores a receber das bets ao longo de 2026. Eles alertam que o orçamento de 2027 será afetado pela perda dessa receita. 

IDOSA RETORNA AO IMÓVEL QUE ALUGAVA EM MADRI

Manifestantes acampam na praça Puerta del Sol, no centro de Madri, exigindo medidas políticas para impedir despejos e aliviar a crise habitacional
O governo da Espanha anunciou proposta para proibir despejos até 2030, prevendo a renovação automática dos contratos de aluguel com o objetivo de enfrentar a crise habitacional que provoca protestos no país. As propostas serão incluídas em dois projetos de lei separados. Os textos ainda precisarão ser votados pelo Parlamento espanhol. O governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez não possui maioria parlamentar e a proposta prevê restrições à compra de imóveis por fundos de investimento. Pretende-se impedir a atuação dos chamados “fundos abutres”, que são plataformas de aluguel turístico, como o Airbnb, alvo de críticas. Manifestantes acusam esses setores de elevar os preços dos imóveis e afirmam que os aluguéis turísticos reduzem a oferta de moradias. O governo planeja ainda regulamentar aluguéis de temporada e de quartos. Essas medidas foram celebradas por integrantes da coalizão governista e o pacote ficou conhecido como “Decreto Maricarmen”, nome que  homenageia uma mulher de 87 anos despejada recentemente. Maricarmen Abascal vivia havia 70 anos no mesmo apartamento em Madri. Ela foi retirada do imóvel após sua compra por uma empresa de investimentos. A imagem da idosa sendo retirada em uma maca provocou indignação nacional e o caso tornou-se símbolo da crise habitacional espanhola. 

A crise ocorre a menos de um ano das eleições gerais de 2027. Centenas de manifestantes ocupam a Puerta del Sol, em Madri. Eles exigem maior proteção para os inquilinos e contratos mais longos. O Sindicato dos Inquilinos defende contratos de aluguel por tempo indeterminado, mas atualmente, os contratos têm duração de cinco anos em muitos casos. Protestos e acampamentos também surgiram em Málaga e Sevilha. Em Madri, autoridades determinaram prazo para retirar o acampamento da praça. Enquanto isso, Maricarmen conseguiu um acordo para retornar à sua casa. A empresa proprietária aceitou negociar um novo contrato de aluguel. O valor deverá ser semelhante ao que ela pagava anteriormente. O acordo permite que a idosa volte para a residência onde viveu por décadas.

 

MANCHETES DE ALGUNS JONAIS DE HOJE, 30/09/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

TSE julga nesta quarta decisão sobre posts ligados a Flávio

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Plenário virtual analisará ordem de André Mendonça que determinou a retirada de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida; caso também provocou decisões divergentes no STF

O GLOBO - RIO DE JANEIO/RJ

Governo vai cobrar bancos para rastrear operações ilegais e apertar cerco contra divulgação de bets nas redes

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

PT explora reportagem que liga Flávio Bolsonaro a garotas de programa e Rolex, e candidato evita responder

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Partido e ministro de Lula divulgam relato do PlatôBR sobre supostos segredos de candidato do PL Durante agenda em SP, filho de Jair Bolsonaro ignorou perguntas de jornalistas sobre esse tema

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Dino defende investigação sobre precatórios pagos irregularmente

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No documento, o ministro cita que as investigações sobre o Banco Master mostraram indícios de ilegalidades na expedição de precatórios em favor do setor sucroalcooleiro

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGE/RS

Governo determina derrubada de mais de 5 mil sites de apostas ilegais e remoção de perfis nas redes sociais

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Operação também solicitou retirada de 300 páginas do Facebook e 90 perfis do Instagram

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Governo deu 526 milhões de euros em subsídios não se sabe bem a quem ou para quê

Tribunal de Contas chumba a Conta Geral do Estado de 2025. Rol de falhas é grande, como subsídios mal explicados, mais impostos perdidos para sempre, valor elevado de património não reportado.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

RADAR JUDICIAL


EXPO
RTAÇÕES DE PETRÓLEO CRESCE

As exportações de petróleo do Brasil somaram 10,1 milhões de toneladas até a quarta semana de setembro. O volume coloca o país próximo de superar o recorde mensal de 11 milhões de toneladas, registrado em março de 2023. Ainda restam três dias úteis para o encerramento do mês. A média diária de embarques em setembro supera 500 mil toneladas. As exportações por dia útil cresceram 50% em relação a setembro de 2025. O avanço ocorre em meio à produção recorde de petróleo no país. A demanda externa também aumentou devido aos impactos da guerra no Irã. As dificuldades no estreito de Hormuz afetaram o fluxo internacional de combustíveis. A China está entre os países que ampliaram a demanda pelo petróleo brasileiro. Em julho, a produção nacional bateu recorde pelo segundo mês consecutivo. O pré-sal, especialmente os campos de Búzios e Mero, sustentou o resultado. Até a quarta semana de setembro, as exportações renderam mais de US$ 5,6 bilhões.


FUX DERRUBA DECISÃO DE DINO

O ministro do STF Luiz Fux suspendeu ontem, 28, a liminar de Flávio Dino. A decisão de Dino havia anulado ordens do TSE para remover publicações sobre Flávio Bolsonaro. Fux restabeleceu as determinações do ministro André Mendonça na Justiça Eleitoral. As medidas envolvem conteúdos que associavam Flávio e sua família a Nossa Senhora Aparecida. As publicações sugeriam uma suposta intenção de retirar a santa do posto de padroeira do Brasil. Fux determinou que X, Meta, ByteDance e Google cumpram as ordens do TSE em 24 horas. A decisão ainda será submetida à análise dos demais ministros do STF no plenário. Segundo Fux, a Constituição reserva ao TSE a palavra final em questões eleitorais. O ministro também apontou problemas processuais na decisão individual de Dino. O caso gerou reação na cúpula do Judiciário antes mesmo da decisão de Fux. O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, pediu ao STF um filtro para ações urgentes. Ele alertou para o risco de liminares individuais afetarem a autonomia da Justiça Eleitoral.


PRESIDENTE DA CÂMARA ATENDE VORCARO

O presidente da Câmara, Hugo Motta, manteve conversas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, segundo mensagens encontradas pela Polícia Federal que mostram relação pessoal próxima entre os dois. Os diálogos ocorreram em 2024 e 2025 e envolvem negócios imobiliários na Paraíba. Motta tratou com Vorcaro de uma empresa que seria transferida para sua cunhada. Também conversou sobre a compra de uma área em João Pessoa para um empreendimento. Em uma mensagem, o deputado chama Vorcaro de “amigo” e pede orientação sobre a negociação. Vorcaro respondeu que faria uma operação rápida para viabilizar o negócio. A cunhada de Motta recebeu R$ 22 milhões do Master para comprar um terreno em João Pessoa. A área pertencia a uma antiga fábrica de cimento e seria usada na construção de um bairro. As mensagens também mencionam uma viagem de Motta em um jatinho do banqueiro. Motta negou irregularidades e afirmou que as conversas foram divulgadas fora de contexto. Segundo ele, o empréstimo ocorreu antes de virem a público as investigações sobre o Master.


DENÚNCIA 
RECEBIDA CONTRA ADVOGADO 

A Justiça de São Paulo aceitou denúncia contra o advogado Marcos Roberto Cebola e Silva, acusado pelo Ministério Público de tentar intimidar um juiz durante uma audiência. A sessão discutia pedidos de prisão preventiva de investigados por suposta ligação com o PCC e o episódio ocorreu em audiência remota conduzida pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis. Segundo a acusação, o advogado tentou pressionar o magistrado a rever as prisões. Durante a sessão, Cebola afirmou temer que o juiz não entrasse no “Elísio” caso não revogasse as prisões. O advogado posteriormente explicou que a expressão significava paraíso.
Para o Ministério Público, a declaração teve caráter de ameaça e buscou interferir na decisão judicial. A denúncia também cita referência ao ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em uma emboscada. Cebola negou ter ameaçado o juiz e afirmou que “todo mundo vai morrer um dia”. Com a denúncia, ele responderá por coação no curso do processo e terá medidas cautelares. Entre as restrições estão não se aproximar do juiz, não manter contato e não fazer ameaças pelas redes sociais.

Destroços do bombardeiro Tu-95 russo que caiu na região de Amur, na Sibéria, matando ao menos seis

RÚSSIA PERDE SEIS TRIPULANTES E AERONAVE TU-95MS

Bombardeiro russo Tu-95MS, com capacidade para ataques nucleares, caiu nesta terça-feira (29) na região de Amur, na Sibéria. Ao menos seis tripulantes morreram, e as causas do acidente ainda não foram esclarecidas. A queda ocorreu a cerca de 6.000 km da fronteira com a Ucrânia, que não reivindicou qualquer ação. Os Tu-95 são importantes para a aviação estratégica russa e alvos prioritários das forças ucranianas. O modelo, criado na década de 1950 e amplamente modernizado, possui quatro motores turboélice. A aeronave é uma das principais plataformas russas para lançamento dos mísseis de cruzeiro Kh-101. Os disparos são realizados normalmente de dentro do espaço aéreo russo, longe das defesas ucranianas. Vários Tu-95 já foram perdidos durante a guerra iniciada pela Rússia em 2022. Na Operação Teia de Aranha, em 2025, cerca de oito aparelhos foram atingidos, danificados ou destruídos. A base de Ukrainka, próxima ao local do acidente, é apontada como provável origem do avião. Antes da guerra, a Rússia operava cerca de 60 Tu-95, número reduzido para 51 no levantamento deste ano. O site Oryx registra 11 perdas confirmadas por imagens, incluindo uma aeronave atingida recentemente por drones.

Salvador, 29 de setembro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso 
Pessoa Cardoso Advogados.

 

TROPAS AMERICANAS DEIXAM O IRAQUE


Os Estados Unidos devem concluir até esta amanhã, 30, a retirada das últimas tropas do Iraque. 
A saída é celebrada pelo Irã e seus aliados como uma vitória estratégica na região. A retirada foi acordada em 2024, durante o governo de Joe Biden, e executada por Donald Trump. Especialistas iraquianos temem que a decisão amplie a influência de Teerã sobre o Iraque. Segundo analistas, milícias apoiadas pelo Irã poderão ganhar maior espaço político e militar. Grupos ligados ao regime iraniano já classificam a retirada como uma derrota dos Estados Unidos. A Resistência Islâmica iraquiana chamou o fim da presença americana de uma vitória histórica. Parte dos iraquianos, porém, teme que a retirada provoque um vazio na segurança nacional. Lideranças sunitas defendem a soberania do país, mas consideram o momento preocupante. Os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003 para derrubar o ditador Saddam Hussein. A ocupação instalou um governo liderado por xiitas e enfrentou anos de insurgência. As tropas americanas deixaram o país no fim de 2011, mas retornaram menos de três anos depois. O retorno ocorreu para apoiar as forças iraquianas contra o Estado Islâmico. A guerra contra o grupo extremista ocorreu principalmente entre 2014 e 2017. Durante mais de duas décadas de conflitos, cerca de 4.500 americanos morreram no Iraque. O país manteve relações políticas e militares simultâneas com Washington e Teerã. Essa posição transformou o território iraquiano em palco de confrontos indiretos entre os dois países.

Em 2020, os Estados Unidos mataram o general iraniano Qassim Suleimani em Bagdá. Aliados do Irã responderam com ataques contra bases americanas no território iraquiano. Na guerra deste ano contra o Irã, sete dos 18 militares americanos mortos estavam no Iraque. Teerã afirma que a saída das tropas americanas representa uma vitória de seu eixo de resistência. Washington acusa milícias apoiadas pelo Irã de participar do conflito regional. Autoridades iraquianas também alertam para o risco de fortalecimento do Estado Islâmico. Apesar da derrota de seu califado, o grupo ainda mantém células clandestinas no país. Comandantes curdos afirmam que a retirada pode reduzir inteligência e apoio logístico contra os extremistas. Sirwan Barzani relatou movimentações recentes de células adormecidas do Estado Islâmico. Segundo autoridades iraquianas, uma célula planejava atentados suicidas durante a retirada. O episódio reforçou preocupações sobre a capacidade do grupo de explorar falhas de segurança. O Estado Islâmico busca demonstrar que continua capaz de realizar ataques violentos. A retirada americana encerra uma longa presença militar, mas abre novos desafios para a segurança iraquiana.

 

LAST WEEK TONIGHT COMENTA ELEIÇÕES DO BRASIL

O apresentador britânico John Oliver durante o Primetime Emmy Awards em setembro de 2025, em Los Angeles, nos Estados Unidos
John Oliver dedicou o episódio de domingo (27) do programa Last Week Tonight às eleições brasileiras. O apresentador britânico fez um panorama político do país desde as eleições de 2022. Durante cerca de 25 minutos, abordou acontecimentos que marcaram o cenário brasileiro. Oliver afirmou que Flávio Bolsonaro tem chances reais de vencer a disputa presidencial. Segundo ele, uma eventual vitória do candidato seria motivo de preocupação. O apresentador também declarou não ser admirador da família Bolsonaro. Afirmou ainda considerar que os Bolsonaro buscam vingança política. Oliver lembrou os ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Na ocasião, apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram prédios dos Três Poderes. Os manifestantes também depredaram instalações do Congresso, STF e Palácio do Planalto. O britânico comparou os episódios à invasão do Capitólio americano em 2021. Também estabeleceu paralelos entre Jair Bolsonaro e Donald Trump. Oliver lembrou que Trump se manifestou durante o julgamento do ex-presidente brasileiro. O republicano classificou o processo contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas”. Trump também determinou a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

Para Oliver, a interferência do presidente americano pode produzir efeito contrário. Ele afirmou que Lula ganhou popularidade ao criticar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo o apresentador, o presidente brasileiro apresentou as medidas como violação da soberania. Oliver ainda analisou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Disse que o senador tenta apresentar uma imagem renovada em relação ao pai. Para ele, Flávio busca se mostrar como uma espécie de “Bolsonaro vacinado”. Apesar disso, o apresentador afirmou que pai e filho compartilham posições políticas. Oliver ressaltou que a disputa eleitoral brasileira permanece em aberto. Também mencionou o crescimento de Flávio em pesquisas recentes. Na avaliação apresentada no programa, esse avanço aumenta a atenção sobre a eleição. Oliver destacou ainda a importância ambiental e política do Brasil no cenário mundial. Ele citou a relevância da Amazônia para as metas climáticas globais. Ao final, reiterou que Flávio Bolsonaro ainda possui chances reais de vencer a eleição.

"ILUSÃO DO REARMAMENTO" DIANTE DE GASTOS MILITARES, DIZ O PAPA


Leão XIV encerrou sua primeira visita à França em duas décadas com um forte apelo pela paz na Europa. Em Metz, o papa advertiu contra a “ilusão do rearmamento” diante do aumento dos gastos militares europeus. Os países do continente ampliam os investimentos em Defesa em razão dos compromissos com os Estados Unidos na Otan. O pontífice também defendeu o diálogo e a negociação para buscar uma solução para a guerra na Ucrânia. Segundo Leão XIV, o conflito voltou a provocar um “massacre inútil”, com inúmeras vítimas civis. Ele pediu que os envolvidos estejam dispostos a abrir mão de posições pelo bem maior da paz. A escolha de Metz teve significado histórico por sua ligação com Robert Schuman, fundador da União Europeia. Schuman nasceu na região e é considerado um dos principais responsáveis pela integração europeia. Leão XIV defendeu o fortalecimento do projeto europeu e o respeito ao direito internacional e pediu maior integração dos imigrantes e apoio ao multilateralismo. O papa criticou a crescente deterioração das relações entre países e sociedades e alertou contra uma espiral de “mentira e engano” associada à política contemporânea. A mensagem ocorreu em meio ao crescimento de movimentos nacionalistas e partidos de extrema-direita na Europa.
Emmanuel Macron pediu que os países europeus não cedam ao retorno dos nacionalismos. Segundo o presidente francês, esses movimentos contribuíram para as grandes guerras do século 20. Macron havia convidado outros líderes europeus para o evento, mas apenas Luxemburgo compareceu.


A França vive um período de preparação para a próxima eleição presidencial. Marine Le Pen aparece à frente em pesquisas mencionadas no texto sobre a disputa. Em Lourdes, Leão XIV pediu à Virgem que conceda à França governantes sábios e generosos. Cerca de 35 mil fiéis acompanharam a passagem do papa pelas ruas e pela catedral de Metz. Durante a viagem, o pontífice também tratou de inteligência artificial, morte assistida e abusos sexuais na Igreja. No retorno ao Vaticano, voltou a alertar sobre os riscos do rápido avanço da inteligência artificial. Leão XIV afirmou que os alertas de especialistas sobre a tecnologia não são “fake news”. Disse ainda que não está em pânico, mas considera necessário levar essas preocupações a sério. O papa advertiu que a humanidade não deve se perder diante do avanço das máquinas. Na mesma reportagem, cinco suspeitos de terrorismo foram libertados sob fiança no Reino Unido. Eles haviam sido presos perto da base militar britânica de Fairford, usada pelos Estados Unidos. A polícia investiga possíveis vínculos dos suspeitos com um governo estrangeiro. O Irã negou qualquer participação em um possível plano de ataque à base. Fairford é uma importante instalação da Força Aérea dos Estados Unidos em território britânico.

 

TRÁFICO DE DROGAS E CRIME ORGANIZADO: 83,3% DOS MUNICÍPIOS


O tráfico de drogas e o crime organizado são problemas em 83,3% dos municípios brasileiros. 
Apesar disso, 77,2% das cidades não possuem Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas. Além disso, 77,3% não contam com Plano Municipal de Políticas sobre Drogas, segundo dados de estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A pesquisa foi realizada entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 e foram consultados 1.567 municípios, cerca de 28% do total brasileiro. Entre os gestores que identificaram o problema, 43,9% apontaram intensidade média. Outros 37,1% classificaram a circulação de drogas como de alta intensidade. Assim, 81% consideraram o fenômeno significativo em seus municípios. A pesquisa também revelou dificuldades na estruturação das políticas públicas. Cerca de 88,1% dos municípios não possuem Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas. Já 77,2% precisam utilizar recursos próprios para financiar essas ações. Transferências estaduais representam 11,7% das fontes de recursos. 

Parcerias com organizações da sociedade civil somam 10,8%. Emendas parlamentares são utilizadas por apenas 9,5% dos municípios. Somente 3% têm acesso ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad). Entre 2022 e 2026, a União autorizou R$ 1,2 bilhão para o Funad. Desse total, apenas R$ 34,1 milhões foram destinados aos municípios. E somente R$ 26,8 milhões chegaram a ser efetivamente pagos. Para a CNM, falta maior cooperação entre União, estados e municípios. O presidente Paulo Ziulkoski defende financiamento e apoio técnico aos governos locais. Segundo ele, os municípios ficam sobrecarregados na execução das políticas. A circulação de drogas também afeta diretamente diversos serviços públicos. A saúde foi apontada como a área mais afetada, com 87,8% das respostas. A assistência social apareceu em seguida, com 84,8% das indicações. Segurança pública foi citada por 77,6% dos gestores consultados. A educação também sofre impactos, sendo mencionada por 73,8%. A CNM defende políticas integradas entre saúde, assistência, educação e segurança. Mesmo com dificuldades, municípios promovem ações de prevenção ao uso de drogas. Campanhas, palestras, acolhimento e atendimento de saúde estão entre as principais medidas.

 

MINISTRO FUX SUSPENDE DECISÃO DE MINISTRO DINO


A defesa de Flávio Bolsonaro recorreu ao STF contra decisão do ministro Flávio Dino que 
havia determinado o restabelecimento de uma publicação do humorista Antonio Tabet. A postagem relacionava a família Bolsonaro a críticas sobre Nossa Senhora Aparecida. O recurso foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, relator de ações sobre plataformas digitais. A defesa pediu a suspensão da decisão de Dino até a análise pelo colegiado. Dino encaminhou o caso para julgamento presencial do plenário do STF e a expectativa é de que a análise ocorra amanhã, quarta-feira. O ministro afirmou que o caso envolve questões além de uma publicação específica. Entre elas estão liberdade religiosa, decisões individuais e colegialidade no TSE, além do debate do poder das plataformas durante o processo eleitoral. Dino questionou os critérios para definir quais conteúdos devem permanecer ou sair do ar e destacou a proximidade do feriado de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro. Segundo Dino, milhares de publicações foram removidas das redes sociais e alertou para o risco de censura em massa diante da insegurança jurídica. As remoções haviam sido determinadas pelo ministro André Mendonça, do TSE e a decisão atingiu conteúdos que associavam Flávio e aliados à retirada do título de padroeira. Entre eles estava uma publicação de Antonio Tabet, que não citava Flávio nominalmente, mas Dino considerou não haver elementos suficientes para classificar a postagem como ilícita. 

Durante caminhada em São Paulo, Flávio voltou a negar qualquer intenção contra o título. Ao lado de Tarcísio de Freitas, recebeu de uma apoiadora uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Flávio afirmou que a CNBB esclareceu que a informação sobre a retirada do título é falsa. Anteriormente, ele havia acusado o PT de disseminar a informação com apoio interno na CNBB. A entidade negou participação na produção ou divulgação de notícias falsas. A CNBB afirmou que não participa de estruturas político-partidárias ou candidaturas. Também repudiou acusações sem fatos ou provas e defendeu responsabilidade no debate eleitoral. A origem da controvérsia remonta a um projeto apresentado na Câmara em 2007. A proposta pretendia restringir o reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida aos católicos. O projeto foi rejeitado e arquivado em agosto de 2008, sem participação de Flávio. Neste mês, publicações passaram a relacionar o antigo projeto à candidatura de Flávio. O senador recorreu à Justiça Eleitoral, que determinou a remoção de conteúdos considerados falsos. 

MILEI INTENSIFICOU REIVINDICAÇÃO DAS ILHAS MALVINAS COMO BUSCA DE POPULARIDADE


O apoio de Donald Trump a Javier Milei vai além do discurso sobre as Malvinas. 
O presidente americano tem sido importante no projeto argentino de rearmamento militar. A Argentina voltou a investir em caças, blindados, helicópteros, munições e outros equipamentos. Milei intensificou a reivindicação argentina pelas ilhas Malvinas em meio à queda de popularidade. Segundo pesquisa de agosto, sua desaprovação chegou a 58%. Trump aproveitou a questão das Falkland para pressionar também o Reino Unido a ampliar seus gastos militares. A guerra de 1982 continua sendo um trauma nacional e tema de forte mobilização na Argentina. Milei elevou o tom ao defender novas ações e anunciar a construção de uma base naval; propôs punições para empresas que explorarem petróleo na região das ilhas. O processo de rearmamento argentino, porém, começou antes da atual ofensiva sobre as Malvinas. O principal negócio foi a compra de 24 caças F-16 usados da Dinamarca por US$ 300 milhões. O segundo lote, com seis aeronaves, deve chegar em breve. Trump poderia ter revisto a autorização para a transferência dos aviões, mas manteve a decisão. A Argentina também negociou um pacote de até US$ 940 milhões em armas e sistemas americanos. O país enfrenta, entretanto, dificuldades econômicas para financiar os novos equipamentos. O Exército argentino ainda comprou oito blindados Stryker dos Estados Unidos. 

Em agosto, assinou acordo para receber mais 235 unidades, com valor não divulgado. O número supera a frota de 231 tanques TAM, que também passa por modernização. Neste mês, Buenos Aires anunciou a compra de quatro helicópteros Black Hawk por US$ 140 milhões. A expectativa é ampliar posteriormente a quantidade de aeronaves. Apesar das compras, a Argentina ainda gasta pouco em defesa em comparação internacional. Em 2025, destinou cerca de 0,5% do PIB ao setor, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos. O Brasil gastou proporcionalmente o dobro e, em valores nominais, cerca de sete vezes mais. O gasto militar argentino chegou ao auge em 1978, durante a ditadura, com 4,72% do PIB. Desde 2004, porém, o país nunca ultrapassou 1% do PIB em defesa. O Brasil acompanha o processo sem identificar, até agora, uma ameaça militar argentina concreta. A defasagem das Forças Armadas argentinas continua sendo considerada muito grande. Nas Malvinas, o Reino Unido mantém quatro caças Eurofighter Typhoon, além de outras capacidades militares. A Marinha argentina também enfrenta limitações, com fragatas e submarinos fora de operação. Milei prevê novas fragatas e submarinos, mas a execução dependerá da capacidade financeira do país.