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sábado, 3 de outubro de 2026

FLÁVIO BOLSONARO ATUOU NA CÂMARA COM PROPOSTAS CONSERVADORAS


Flávio Bolsonaro agrada à Faria Lima pela expectativa de um ajuste fiscal rigoroso e duradouro, m
as, até agora, suas declarações e ações não sustentam essa expectativa. No Senado, Flávio teve pouca participação nos grandes debates econômicos e sua atuação ficou mais associada às pautas conservadoras de costumes e segurança pública. Como candidato à Presidência, apresenta propostas econômicas ainda pouco detalhadas. Parte das ideias de sua equipe repete soluções antigas, como o Orçamento de base zero. Essas medidas não demonstram como seria alcançado o prometido corte de R$ 300 bilhões. Flávio também contradisse algumas propostas inicialmente atribuídas a seus auxiliares, negando mudanças na política de valorização real do salário mínimo, além de ter rejeitado desvincular o salário mínimo dos benefícios previdenciários. O candidato afirmou que não pretende reduzir gastos às custas de aposentados e pobres. Entre suas promessas estão cortes de cargos comissionados e redução da burocracia, além de defende o combate a desperdícios e a manutenção dos gastos sociais. Ao mesmo tempo, fala em diminuir a carga tributária. Segundo o texto, essas promessas atraem eleitores, mas deixam dúvidas sobre sua execução.

A avaliação apresentada é que a conta das propostas não fecha sem medidas adicionais. Por isso, setores do mercado apostam mais nas declarações reservadas de sua equipe. O histórico do governo Jair Bolsonaro também é usado como referência para essa avaliação. Jair Bolsonaro teria dificultado medidas de ajuste fiscal durante seu governo e não se empenhou na reforma da Previdência. Seu governo defendeu privilégios para militares e ampliou benefícios concedidos pelo Congresso. O texto cita ainda o calote dos precatórios e o chamado Orçamento secreto. A agenda ambiental do governo também teria afastado investidores estrangeiros. Nesse contexto, o debate eleitoral seria uma oportunidade para testar Flávio. A desistência do candidato impediu esse confronto direto sobre suas propostas econômicas. O mercado afirma buscar mudança diante do que já conhece do governo Lula. Porém, Flávio ainda não explicou claramente como conduziria uma política diferente. Assim, permanece sem resposta como ele pretende conciliar cortes, benefícios sociais e redução de impostos. 

PGR DE PORTUGAL INVESTIGA USO DOS EUA DE BASE AÉREA


A Procuradoria-Geral da República de Portugal abriu investigação sobre a legalidade da autorização dada aos Estados Unidos para usar a base aérea das Lajes, nos Açores. 
A medida ocorreu durante o conflito entre os EUA e o Irã e foi motivada por denúncia do Bloco de Esquerda. O partido de oposição questiona a decisão do governo de centro-direita do primeiro-ministro Luís Montenegro. Um acordo firmado com os EUA permite o uso da base sem autorização prévia em períodos de paz. Porém, em situações de guerra, o tratado exige autorização do governo português. Portugal autorizou vários voos americanos pela base durante o conflito, ao contrário da vizinha Espanha. A decisão provocou críticas de partidos de esquerda e abriu um debate político no país. O questionamento envolve o possível papel de Portugal em operações relacionadas ao conflito no Oriente Médio. A PGR confirmou a abertura do inquérito após a denúncia apresentada por parlamentares. O órgão, porém, não divulgou detalhes sobre as medidas adotadas na investigação. O Ministério das Relações Exteriores de Portugal também não quis comentar o caso. Em abril, o Bloco de Esquerda já havia solicitado investigação sobre o uso da instalação militar. Segundo o partido, a utilização da base representaria uma flagrante violação do direito internacional. O governo português rejeitou a acusação e defendeu a legalidade da autorização concedida. O chanceler Paulo Rangel afirmou que Portugal não estava diretamente envolvido no conflito. Segundo ele, o uso da base respeitou as normas internacionais e as condições previstas no acordo. Rangel disse que Washington garantiu que as operações seriam defensivas, necessárias e proporcionais. Também afirmou que as ações estariam limitadas a alvos militares.

A investigação ocorre porque os promotores portugueses seguem o princípio da legalidade. Esse princípio determina a apuração de possíveis irregularidades quando existem indícios suficientes. Em outros países, o Ministério Público possui maior autonomia para decidir sobre o prosseguimento de casos. A base aérea das Lajes está localizada no arquipélago dos Açores, no Atlântico. O local possui importância estratégica para o trânsito das forças militares americanas. Sua utilização é regulamentada por um tratado bilateral de defesa firmado em 1951. A instalação abriga a 65ª Ala de Base Aérea da Força Aérea dos Estados Unidos. Além das forças americanas, a base apoia operações da Otan e de países aliados. A investigação poderá ampliar o debate sobre os limites da cooperação militar entre Portugal e os EUA. Também deverá avaliar se a autorização concedida pelo governo português respeitou as normas nacionais e internacionais. 

TRÊS FILHOS, UM IRMÃO, ATUAL MULHER, EX-MULHER E DOIS CUNHADOS DE BOLSONARO SÃO CANDIDATOS


Preso por tentativa de golpe de Estado e inelegível, Jair Bolsonaro busca ampliar o controle familiar sobre seu espólio eleitoral. 
Neste domingo (4), três filhos, um irmão, a atual mulher, uma ex-mulher e dois cunhados disputam cargos. O principal escolhido por Bolsonaro é o filho mais velho, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. A estratégia pretende transformá-lo no principal herdeiro político do bolsonarismo. A escolha frustrou expectativas de aliados que apostavam no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Michelle Bolsonaro, atual mulher do ex-presidente, também disputa uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal. Em sua estreia eleitoral, ela lidera as pesquisas de intenção de voto no Distrito Federal. Michelle é considerada uma das apostas para a continuidade política do bolsonarismo.
Ela confirmou a candidatura após semanas de indecisão e afirmou ter compartilhado a decisão com o marido. Michelle também indicou o irmão Diego Torres como primeiro suplente e apoia outro irmão. Eduardo Torres disputa novamente uma vaga de deputado distrital no Distrito Federal. Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, concorre a deputado federal por São Paulo. Ele utiliza o número 2222, considerado um dos mais disputados dentro do PL. Renato venceu apenas uma das oito eleições das quais participou, em 1996. Carlos Bolsonaro deixou o Rio de Janeiro e disputa uma vaga ao Senado por Santa Catarina. O vereador carioca por sete mandatos busca aproveitar a força política do pai no estado. Sua candidatura ocorre em meio à tentativa da oposição de conquistar maioria no Senado.

O objetivo declarado da oposição é facilitar processos de impeachment de ministros do STF.
Jair Renan, outro filho de Bolsonaro, também disputa uma vaga na Câmara dos Deputados por Santa Catarina. Ele foi eleito vereador de Balneário Camboriú em 2024 e está na metade do mandato. Suas ausências na Câmara municipal foram questionadas durante o período eleitoral.
Jair Renan afirmou que precisa faltar para visitar e apoiar o pai, que chamou de perseguido político. Dos cinco filhos, apenas Laura, de 15 anos, e Eduardo Bolsonaro estão fora da disputa. Eduardo está nos Estados Unidos e desistiu de concorrer como suplente ao Senado por São Paulo. Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, também concorre a deputada federal pelo Rio. Sua tentativa de ocupar uma suplência no Senado foi frustrada após a desistência de Márcio Canella. Canella desistiu da candidatura depois de ser preso em flagrante durante uma operação da Polícia Federal. 

IMAGEM DOS EUA PIOROU COM TRUMP


Nos 20 meses desde a volta de Donald Trump à Casa Branca, a direita venceu sete eleições presidenciais na América Latina. 
Muitos candidatos adotaram discursos semelhantes aos do presidente americano, criticando a imprensa e o chamado “marxismo cultural”. Apesar disso, a imagem dos Estados Unidos piorou na região desde 2024. Segundo pesquisa do Latinobarómetro, a opinião favorável aos EUA caiu de 73% para 63%. Pela primeira vez, a influência da China é vista de forma mais positiva que a americana. Enquanto 65% consideram positiva a influência chinesa, 57% têm a mesma opinião sobre os EUA. A postura agressiva de Trump em relação à América Latina contribuiu para essa mudança de percepção. Embora 69% aprovem a captura de Nicolás Maduro, apenas 35% acreditam que a intervenção americana beneficiará a Venezuela. Quase dois terços desaprovam a forma como Trump conduz as relações internacionais. Ao mesmo tempo, Nayib Bukele continua sendo a figura política mais admirada na região. O presidente de El Salvador ganhou popularidade ao reduzir fortemente os homicídios por meio de políticas de segurança rigorosas. Seu modelo, porém, também é associado ao enfraquecimento de instituições democráticas. Mesmo assim, muitos latino-americanos defendem medidas semelhantes para combater a criminalidade. Apesar da popularidade de Bukele, metade dos entrevistados ainda acredita na democracia. O apoio à democracia se estabilizou depois da queda registrada em meados da década de 2010.

A insatisfação com o funcionamento das instituições, entretanto, continua elevada. Apenas 22% dizem sentir-se representados pelos parlamentos de seus países. Por outro lado, 55% afirmam que a democracia não funciona sem partidos políticos. A situação econômica também é motivo de preocupação entre os latino-americanos. Somente 15% consideram boa a situação econômica de seus países. A insatisfação ajudou a provocar derrotas eleitorais de diversos governos, principalmente os de esquerda. Mesmo assim, a população continua acreditando que eleições podem promover mudanças. A economia é a principal preocupação regional, mas a segurança lidera em sete países. A nova direita também se beneficia do conservadorismo social existente em grande parte da região. Dois terços são contrários ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à legalização do aborto. Argentina, Chile e Uruguai apresentam posições mais favoráveis a essas questões. A pesquisa mostra ainda baixa expectativa em relação à atuação do Estado. Setenta e três por cento dizem que o Estado fez pouco ou nada por eles nos últimos três anos. As redes sociais tornaram-se a principal fonte de informação política, superando televisão, rádio e jornais. Apesar dos problemas, 52% acreditam que sua situação pessoal melhorará no próximo ano. 

IGREJA EVANGÉLICA APÓIA CAIADO


O Ministério Madureira, uma das maiores denominações evangélicas do país, mantém uma relação histórica com a política brasileira. 
Em 2022, o bispo Samuel Ferreira prometeu apoio a Arthur Lira durante evento da Conamad, em Goiânia. Na ocasião, Lira era presidente da Câmara e Ciro Nogueira ocupava a Casa Civil do governo Bolsonaro. O episódio voltou a circular nas redes durante a atual eleição, mostrando a influência política da igreja. Pesquisadores descrevem a atuação do Ministério Madureira como pragmática, semelhante ao comportamento do Centrão. A denominação já apoiou candidatos de diferentes campos políticos ao longo das últimas décadas. Em 2006, o bispo Manoel Ferreira pediu votos para Lula e também foi eleito deputado federal pelo PTB. Em 2018, a igreja acompanhou a mudança de parte dos evangélicos em direção ao bolsonarismo. Em 2022, o Ministério Madureira voltou a apoiar Jair Bolsonaro em sua tentativa de reeleição. Na eleição atual, porém, a cúpula da denominação resistiu às tentativas de aproximação de Flávio Bolsonaro. Samuel Ferreira chegou a visitar Lula durante a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Posteriormente, o colegiado de bispos decidiu apoiar Ronaldo Caiado no primeiro turno presidencial. Caiado tinha ligação antiga com lideranças do Ministério Madureira e já havia recebido apoio da igreja. A Assembleia de Deus é uma denominação pentecostal com mais de um século de história no Brasil. Segundo o Censo de 2010, reunia cerca de 12,3 milhões de fiéis no país. Por possuir estrutura descentralizada, a denominação se dividiu em diferentes ministérios e convenções. O Ministério Madureira surgiu em 1929, com Paulo Leivas Macalão, no bairro carioca de Madureira.

Em 1958, criou sua própria convenção, a Conamad, consolidando sua autonomia institucional.
A relação entre as Assembleias de Deus e a política ganhou força especialmente a partir dos anos 1980. Em 1985, uma convenção discutiu a necessidade de maior participação política dos assembleianos. Na eleição seguinte, 18 candidatos ligados ao movimento disputaram vagas para deputado federal. Treze deles foram eleitos, contribuindo para a formação da futura bancada evangélica no Congresso. O Ministério Madureira também possui uma longa trajetória de articulação com autoridades políticas. Manoel Ferreira ganhou influência dentro da igreja por sua capacidade de negociar conflitos e alianças. Com sua ascensão, o centro de poder do Ministério Madureira foi deslocado do Rio para São Paulo. Hoje, Samuel Ferreira lidera a denominação e preside a principal igreja do ministério no bairro do Brás. O Ministério possui uma base importante em Goiás, Estado para onde se expandiu ainda na década de 1930.
Segundo Otoni de Paula, a escolha de Caiado esteve relacionada à proximidade histórica e à sua atuação como gestor. A candidatura de Caiado, contudo, não alcançou o desempenho esperado nas pesquisas eleitorais. Para o segundo turno, os bispos ainda não haviam definido oficialmente qual seria a posição da convenção. 

HOSPITAL, EM OHIO, AMPUTA PERNA ERRADA DE PACIENTE


Uma moradora de Ohio, nos Estados Unidos, processou o Selby General Hospital após sofrer um grave erro médico. 
Sharon Jacks, de 74 anos, teve a perna esquerda amputada por engano durante uma cirurgia programada. O procedimento deveria retirar apenas a parte inferior da perna direita, abaixo do joelho. A cirurgia estava prevista para setembro de 2025, como parte do tratamento de um câncer de pele. Jacks tinha sido diagnosticada com carcinoma de células escamosas. Segundo o processo, porém, a equipe médica amputou o membro errado e o erro provocou novas consequências físicas e emocionais para a paciente. Quatro meses depois, ela precisou ser submetida a outra cirurgia. O segundo procedimento foi realizado em outro hospital para retirar a perna direita. O advogado Brad Layne afirmou que a operação completou o tratamento originalmente planejado. A ação judicial aponta diversos danos sofridos pela idosa após o erro médico. Entre eles estão lesão física, incapacidade permanente, dor e sofrimento. A paciente também relata sofrimento emocional e humilhação decorrentes do episódio. O processo menciona ainda perda do prazer de viver e aumento das despesas médicas.

A acusação classifica a atuação dos envolvidos como negligência grave e conduta imprudente. A queixa afirma que houve desrespeito aos protocolos de segurança previstos para a cirurgia. O documento destaca que foram realizadas duas pausas obrigatórias antes do procedimento. Esses chamados “time-outs” servem para confirmar o paciente, a cirurgia e o local correto. Mesmo após as verificações, a equipe realizou a amputação na perna esquerda. O caso é tratado como um evento que poderia ter sido evitado. Em declaração à emissora WBNS-TV, o hospital reconheceu oficialmente a falha. A instituição afirmou que ficou triste e abalada com o ocorrido. O hospital admitiu que seus procedimentos esperados para a sala de cirurgia não foram seguidos. Também informou que adotou medidas administrativas contra os profissionais envolvidos. Segundo a instituição, os responsáveis foram responsabilizados por suas ações. O hospital acrescentou que esses profissionais não ocupam mais seus cargos. O caso chama atenção para a importância dos protocolos de segurança em cirurgias. A identificação correta do paciente e do membro a ser operado é uma etapa essencial. Mesmo com as checagens previstas, a falha resultou em duas amputações em momentos diferentes. A paciente agora busca reparação pelos danos físicos, emocionais e financeiros sofridos. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 3/10/2026

CORREIO BAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

PF realiza buscas no Entorno do DF e em SP para apurar risco a embaixada

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Corporação investiga suposto plano contra endereços consulares no Brasil, mas não encontrou elementos que apontem ameaça real, até o momento

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Jogo político: Em seis pontos, o que será decisivo na mais imprevisível eleição de todos os tempos

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Newsletter semanal do jornalista Thiago Prado projeta possibilidades de desfecho para a corrida presidencial e as disputas nos principais estados neste domingo

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Brasil chega à eleição sob degradação institucional sem precedentes, diz coautor de livro sobre democracia

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Segundo Marcus Melo, cientista político e colunista da Folha, há escalada no conluio entre interesses públicos e privados, com suspeitas sobre núcleo do Judiciário e outras instituições Disputa presidencial ganha peso inédito diante da possibilidade de até quatro indicações ao STF

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Jerônimo mira vitória no primeiro turno em caminhada

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

PF cumpre 2 mandados em plano contra embaixada dos EUA

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Estados Unidos determina suspensão de serviços consulares nesta sexta-feira

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Pedro Duarte sobre o Bolhão: a tradição tem de ficar, mas “o antigo mercado morreu”

O autarca vê no Mercado “um bom laboratório” dos desafios que o Porto enfrenta: "preservar a identidade de uma cidade que mudou, sem comprometer a sustentabilidade dos espaços que a representam". Admite rever as regras do mercado, num contexto de disputa judicial sobre a atribuição de bancas. Para aliviar a pressão turística, aposta numa mudança do perfil dos visitantes do Porto.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

RADAR JUDICIAL


PORTEIROS E VIGILANTES

Condomínios terão até 10 de setembro de 2027 para adequar os serviços de segurança ao novo Estatuto da Segurança Privada. A lei diferencia as funções de porteiros das atividades exercidas por vigilantes profissionais. Porteiros podem controlar acessos, identificar visitantes, receber encomendas e comunicar situações suspeitas. Essas tarefas, isoladamente, não caracterizam atividade de vigilância. Rondas, abordagens de suspeitos, inspeções e ações para proteger pessoas ou patrimônio podem configurar segurança privada. Condomínios que mantiverem segurança patrimonial própria deverão cumprir as exigências legais e obter autorização da Polícia Federal. Também podem contratar empresas de segurança privada regularmente autorizadas. A simples mudança do nome do cargo não transforma um porteiro em vigilante. O vigilante precisa de formação, habilitação e registro conforme as regras da profissão. O exercício habitual de funções de vigilância pode gerar discussões sobre enquadramento e diferenças salariais. Não há aumento salarial automático nem direito geral ao adicional de periculosidade pela nova legislação. Até 2027, condomínios deverão revisar funções, contratos e serviços para separar corretamente portaria e segurança privada. 


EUA INVENTAM AMEAÇAS TERRORISTAS NO BASIL 

O governo da Austrália emitiu nesta sexta-feira (2) um alerta sobre segurança no Brasil. O comunicado menciona possíveis ameaças terroristas e crimes violentos no país. A recomendação ocorre às vésperas do primeiro turno das eleições brasileiras. Austrália orienta seus cidadãos a exercerem alto grau de cautela durante a viagem. O alerta cita riscos como assaltos à mão armada e roubos de veículos. Também recomenda evitar manifestações políticas, aglomerações e áreas próximas a instalações dos EUA. A orientação foi divulgada após os Estados Unidos suspenderem atendimentos diplomáticos no Brasil, alegando questões de segurança, sem informar detalhes sobre a decisão. Austrália e Estados Unidos integram a aliança de inteligência Five Eyes. O alerta prevê manifestações e reforço da segurança antes, durante e depois das eleições. O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro e o segundo está previsto para 25 de outubro. Os governos estrangeiros não detalharam quais ameaças específicas motivaram os alertas.


INCÊNDIO DESTRÓI PEDRA DA FEITICEI
RA, EM S. VICENTE/SP 

Um incêndio atingiu, na quarta-feira (30/9), uma estátua na Pedra da Feiticeira, em São Vicente (SP). O Corpo de Bombeiros foi acionado às 17h53 para atender à ocorrência. A estátua estava localizada na Avenida Ayrton Senna, no bairro Itararé. Com cerca de 3,5 metros de altura, a obra foi construída em fibra de vidro. Os bombeiros encontraram a estrutura completamente tomada pelas chamas. A causa do incêndio ainda não foi esclarecida pelas autoridades. Após controlar o fogo, os bombeiros deixaram o local e acionaram a polícia. Ninguém ficou ferido durante o incidente. O prefeito Kayo Amado afirmou acreditar que a estátua tenha sido queimada. A prefeitura pretende reunir imagens de câmeras de segurança da região. O objetivo é analisar as gravações e tentar esclarecer o que aconteceu. A Pedra da Feiticeira fica na Praia do Itararé e é ligada a uma antiga lenda local.

CONCURSO NO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO 

O edital do concurso do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região foi publicado no Diário Oficial da União. A seleção prevê preenchimento de vagas e formação de cadastro de reserva. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, pela Fundação Carlos Chagas. O prazo começa em 5 de outubro de 2026, às 10h, e termina em 5 de novembro. Os candidatos deverão acessar o Portal do Candidato da FCC para realizar a inscrição. A taxa é de R$ 110 para Analista Judiciário e R$ 90 para Técnico Judiciário. As provas estão previstas para 17 de janeiro de 2027. Para Analista, haverá provas objetivas de conhecimentos gerais e específicos. Também será aplicada prova discursiva, conforme a especialidade do cargo. Técnicos farão prova objetiva, discursiva e redação, com duração de 4h30. As avaliações ocorrerão em Belém, Marabá, Santarém e Macapá. As provas de Analista serão pela manhã e as de Técnico, à tarde.

Salvador, 2 de outubro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

NOVA DESCOBERTA DE PETRÓLEO NO AMAPÁ


A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas no Amapá. 
O achado ocorreu no mesmo poço Morpho, mas em uma região mais profunda da formação. A descoberta era esperada, pois a primeira ocorrência foi identificada antes do fim da perfuração. A estatal informou que continuará os trabalhos no poço, o primeiro em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo a Petrobras, o novo achado amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e deverá fornecer informações para avaliar os sistemas petrolíferos da região. A empresa busca estimar melhor o potencial de recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas. O poço Morpho está localizado a cerca de 150 quilômetros da costa do Amapá. A perfuração ocorre em uma lâmina d'água de aproximadamente 2.886 metros. A grande profundidade e as fortes correntes marítimas tornam a operação especialmente desafiadora. A perfuração do poço começou há quase um ano e ainda não foi concluída. A área vem sendo acompanhada com atenção pela indústria internacional de petróleo. Empresas do setor consideram a região uma possível nova fronteira exploratória. O interesse aumentou diante das descobertas que transformaram a Guiana em produtora de petróleo.

As americanas Exxon e Chevron também iniciaram atividades exploratórias na região. As empresas realizam pesquisas sísmicas para avaliar o potencial dos blocos que possuem na Foz do Amazonas. A Exxon opera cinco concessões na região, enquanto a Chevron possui nove. A Petrobras também informou novos resultados sobre a qualidade do petróleo encontrado anteriormente. Análises realizadas nos últimos dois meses confirmaram que o óleo apresenta boa qualidade. A companhia, porém, ainda não divulgou detalhes sobre suas características. A Petrobras afirma que concluirá a perfuração e avaliará as formações com segurança. A empresa também destacou o compromisso com o respeito às normas ambientais durante os trabalhos. A exploração faz parte da estratégia de longo prazo da Petrobras para recompor suas reservas. A companhia pretende ampliar as reservas de petróleo e gás por meio de novas fronteiras exploratórias. A iniciativa também busca contribuir para o atendimento da demanda energética brasileira. A descoberta reforça o interesse econômico na Bacia da Foz do Amazonas. Os resultados ainda dependem da conclusão da perfuração e de novas avaliações técnicas. A Petrobras deverá divulgar informações adicionais à medida que os estudos sobre a área avancem. 

FAMILIARES DE RENNE GOOD, MORTA A TIROS POR AGENTE DO ICE, QUESTIONA ATO NA JUSTIÇA


Familiares de Renee Good, morta a tiros por um agente do ICE, entraram com duas ações na Justiça federal dos EUA. 
Os processos foram apresentados na quinta-feira (1º), em um tribunal federal de Minnesota. Uma das ações é contra o agente Jonathan Ross e autoridades de alto escalão do governo Trump. A família acusa Ross de ter se colocado diante do carro de Good durante uma abordagem tensa. Segundo a ação, ele teria usado força letal sem justificativa. São citados entre os réus: Kristi Noem, Stephen Miller e Thomas D. Homan, Todd Lyons e Gregory Bovino. A ação sustenta que a operação de imigração em Minnesota teve motivação racial e os familiares afirmam que houve hostilidade contra somalis e hispânicos. Good teria sido morta enquanto observava agentes de imigração atuando na comunidade. A segunda ação cita o governo dos Estados Unidos como réu. O processo se baseia em uma lei de 1964 que permite buscar indenização por mortes causadas por negligência. A Casa Branca e o Departamento de Segurança Interna não comentaram os processos. Good era cidadã americana e foi morta dentro de seu veículo, perto de sua casa. O episódio ocorreu no sul de Minneapolis, durante uma operação de imigração. Antes dos disparos, houve uma discussão entre Good, sua companheira e agentes federais que faziam parte de um contingente enviado a Minnesota para deter imigrantes irregulares. 

Autoridades do governo Trump afirmaram rapidamente que os disparos foram justificados. Segundo essas autoridades, Good teria tentado atropelar Ross com seu veículo. A família contesta essa versão e afirma que o agente utilizou força letal de maneira indevida. Agentes federais possuem ampla proteção jurídica em casos envolvendo uso de força letal. Para vencer a ação, os autores precisam demonstrar violação de direitos constitucionais. A legislação permite força letal quando há ameaça razoável de lesões graves. Normalmente, o FBI investiga possíveis violações de direitos civis nesses casos. Pouco depois da morte, Todd Blanche disse não ver motivo para uma investigação desse tipo. Posteriormente, o Departamento de Justiça abriu uma investigação envolvendo Becca Good. O foco divulgado estava relacionado às ligações dela com grupos de manifestantes. As autoridades federais não apresentaram novas informações sobre essa investigação. Jonathan Ross não se pronunciou publicamente sobre a morte de Renee Good. Os processos agora colocam em debate a legalidade da operação e do uso da força. 

FLÁVIO DIZ QUE É PRECISO ACABAR COM AS "AMARRAS AMBIENTAIS"


Flávio Bolsonaro defende flexibilizar regras ambientais e ampliar a exploração de recursos naturais. 
Em vídeo de campanha, afirmou que é preciso acabar com as “amarras ambientais”. Entre suas propostas estão mineração, exploração de terras raras e legalização do garimpo. O senador também defende atividades econômicas em territórios indígenas. Em agosto, criticou regras ambientais que, segundo ele, dificultam resorts e mineração. Flávio também relativizou o aquecimento global, associando-o a eventos extremos e cíclicos. Em abril, prometeu não demarcar novas terras indígenas, repetindo posição de Jair Bolsonaro. Seu plano de governo não utiliza os termos “mudança climática” ou “aquecimento global”. O documento, porém, prevê zerar o desmatamento ilegal até 2029 e promete combater queimadas e fortalecer fiscalização e monitoramento. Flávio propõe reduzir a estrutura dos órgãos ambientais e ampliar a transparência das ONGs. Defende ainda investimentos em novas atividades econômicas e ampliação do saneamento. Na exploração de minerais críticos, aceita investimentos estrangeiros e participação indígena. Já a campanha de Lula associa minerais estratégicos à soberania nacional. Lula defende políticas de enfrentamento à emergência climática e ao aquecimento global. Seu programa prevê alcançar o desmatamento líquido zero até 2030 e propõe fortalecer leis ambientais, fiscalização e monitoramento por satélite. O programa lulista defende metas de descarbonização e adaptação às mudanças climáticas. Na questão indígena, Lula propõe ampliar a destinação de terras públicas e territórios protegidos. Sobre petróleo, defende exploração com maiores cuidados socioambientais e transição energética.

No Pará, uma lei permitiu a presença de pecuaristas em área indígena com povos isolados. PF e MPF investigam fazendeiros suspeitos de atuar de forma coordenada contra indígenas. Em Roraima, candidatos ao Senado defendem diferentes formas de regularização do garimpo. Plínio Valério critica os chamados “cadeados ambientais” e defende regularizar a atividade. Chico Rodrigues classificou como “paranoia dos ambientalistas” parte das críticas ao garimpo.
Outros candidatos também defendem a não demarcação de terras indígenas e a exploração mineral. Especialistas defendem combinar fiscalização ambiental com mecanismos de desenvolvimento sustentável. A avaliação apresentada é que alternativas econômicas podem aumentar o apoio à preservação. O debate eleitoral evidencia diferenças entre flexibilização ambiental, proteção e exploração econômica. As propostas dos candidatos apresentam visões distintas sobre clima, mineração, floresta e terras indígenas. 

CANDIDATOS QUESTIONADOS PELA JUSTIÇA ELEITORAL


Ao menos 30 candidatos nas eleições de 2026 foram questionados pela Justiça Eleitoral ou pelo Ministério Público por suspeita de ligação com o crime organizado. 
Do total, 21 tiveram os registros inicialmente negados pelos Tribunais Regionais Eleitorais. Um deles conseguiu posteriormente autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dez candidatos tiveram os registros autorizados por falta de provas suficientes, embora ainda possam existir recursos. Outros dois candidatos desistiram das disputas após os questionamentos. As decisões seguem novo entendimento do TSE, adotado em 2024, que não exige condenação criminal em segunda instância. A Corte considera suficientes elementos que indiquem participação em milícia armada. No Rio, o TRE criou a expressão “milícia de gravata” para casos envolvendo crimes contra a administração pública. Entre os candidatos barrados está Binho Galinha, da Bahia, acusado de liderar grupo ligado ao jogo do bicho e à lavagem de dinheiro. No Rio, Clébio Jacaré teve a candidatura negada por suspeitas de fraudes e cobrança de propina. Cristiane do Roberto Jefferson também foi barrada por suspeitas relacionadas a contratos públicos. Cristiano Hermógenes foi impedido de concorrer por suspeita de vínculos com o Comando Vermelho. Diego Alba teve o registro negado por indícios relacionados a organização criminosa armada. Dinho Dowsley foi barrado por suspeitas de influência da facção Nova Okaida em sua campanha. Dr. Hugo, do Amapá, também teve a candidatura rejeitada por suspeitas de ligação com uma facção. João Drumond foi impedido de disputar após suspeitas de articulação com integrantes do jogo do bicho. Outros candidatos foram barrados por acusações de rachadinha, tráfico, milícia, compra de votos e fraudes em licitações. Entre eles estão Marcos Muller, Mariana de Souza, MC Hulk da Selva e Pastor Everaldo. Também tiveram os registros negados Paulo Lomenha, Paulo Melo, Renato Machado e Ricardo Abrão. Vaguinho Neguinho, Val Ceasa e Vandro Família também foram impedidos de concorrer.

Na Paraíba, Vitor Hugo Castelliano teve a candidatura barrada por suspeitas de ligação política com organização criminosa. Por outro lado, dez candidatos conseguiram autorização para disputar as eleições. Antonio Rueda teve o registro deferido porque não foram identificados indícios de participação direta no crime organizado. Cícero Lucena também foi autorizado, enquanto o Ministério Público recorreu da decisão. Filipe Pereira teve a candidatura liberada pelo TSE após decisão que afastou a caracterização de seu caso como organização paramilitar.
Jamilson Name e Jerson Domingos tiveram os registros autorizados apesar das investigações relacionadas ao jogo do bicho. Junior da Lucinha também foi liberado por falta de indícios precisos de vínculo com organização paramilitar. Márcio Canella, Marcos Dias e Ney Santos igualmente receberam autorização da Justiça Eleitoral. Waguinho foi o 30º candidato citado, com registro mantido por falta de provas diretas. Os casos mostram divergências entre os tribunais sobre o limite entre suspeitas criminais e impedimentos eleitorais. As decisões ainda podem ser questionadas por recursos, de acordo com cada processo.