A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 58 mil da Igreja Universal do Reino de Deus, a fim de fazer pagamento de aluguel do templo, em Sorocaba; desde o ano passado, a igreja paga apenas parte do aluguel contratado, em 2009, do imóvel. A proprietária do imóvel buscou ajuste amigável, mas não foi bem recebida e o aluguel continuo sem pagamento. A igreja responde a outras ações de cobrança de aluguel e alega diminuição da doação dos seus fieis, além do desemprego; na Justiça pleiteia revisão dos valores que contratou. A matéria é do jornal Folha de São Paulo.
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terça-feira, 8 de junho de 2021
JUIZ MANDA APPLE FORNECER CARREGADOR
O juiz Guilherme de Macedo Soares, da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Santos/SP, julgou procedente Reclamação de uma consumidora que alegou não ter recebido o carregador, juntamente com o iPhone 12. A Reclamante alega que se trata de venda casada, porquanto o carregador é essencial para uso do celular. Quando a Apple anunciou essa medida de não fornecer o carregador, o Procon/SP condenou a empresa em R$ 10 milhões de multa pela venda sem o complemento do aparelho.
O fundamento da Apple é de preservação do meio ambiente, mas o julgador entende que esta justificativa é "no mínimo questionável". O juiz comparou com a pretensão dos supermercados suspendendo os sacos plásticos, nas compras: "Ademais, é de conhecimento geral que tais sacolas, em sua grande maioria, acabavam por se transformar em sacos de lixo, e que se o referido item, os consumidores viram-se obrigados a adquirir sacolas plásticas no mesmo supermercado, gerando um lucro duplo para estes fornecedores".
FESTIVAL DE BESTEIRAS QUE ASSOLAM O JUDICIÁRIO, FEBEAJU (XXX)
A servidora Célia aceitou o cargo e teve de repassar para Larissa, metade do que recebia no TRE, durante um ano e meio. A proposta da esposa de Campello foi confirmada por ele e deu à servidora meia hora para resolver; terminou aceitando a proposta e o cargo; em 2003, no primeiro mês da nova função, recebeu um envelope com a frase: "Dra. Larissa-xerox dos documentos".
Também, em Roraima, em Reclamação iniciada em 2012, o desembargador Alcir Gursen de Miranda, que respondeu a processo administrativo Disciplinar, PADs, de Roraima, foi afastado do cargo, em 2014. Ele era presidente do Tribunal Regional Eleitoral e expediu "recomendação interpretativa", sobre registro de candidaturas de quem teve contas rejeitadas pela Justiça Eleitoral; outras acusações contra o magistrado: violação do dever de imparcialidade ao conduzir representação eleitoral, atuação questionável, no cargo de corregedor-regional eleitoral, quando realizou "inspeções eleitorais", no interior do estado, usurpando a competência de juízes eleitorais; aquisição de bens incompatíveis com a renda de magistrado, nomeação de duas filhas para cargos em comissão, no Executivo do estado e "estreita e inegável" proximidade com o ex-governador do Estado, José de Anchieta Júnior, deixando de agir com imparcialidade em situações, envolvendo interesse do chefe do executivo; em 2016, Miranda interrompeu suas férias, para participar de julgamento contra Anchieta. Em Mandado de Segurança, o STF negou o trancamento da ação administrativa contra o desembargador e o STJ considerou legal a instauração do PAD, questionada pelo magistrado. Finalmente, em 2016, o CNJ julgou procedente o PAD para punir com aposentadoria compulsória, que já estava afastado desde 2014.
Enfim, como bem disse a ministra aposentada Eliana Calmon há dez anos passados: o STF gera imensa insegurança e, a cada dia que passa, é visto pela sociedade como um órgão tão corrupto quanto o Congresso Nacional. E dizemos nós que o exemplo do STF ultrapassa as fronteiras de Brasilia para atingir todo o território nacional. De lá para cá o cenário só fez piorar, como se constata no FEBEAJU.
Salvador, 07 de junho de 2021.
DEPÓSITO EM EXECUÇÃO NÃO LIBERA ENCARGOS PELO DEVEDOR
A Corte Especial do STJ, com voto da ministra Nancy Andrighi, decidiu que, na fase de execução, depósito judicial, referente à dívida, em execução, não afasta encargos do devedor, como juros e correção monetária, ainda que haja pagamento de encargos pelo banco que recebeu o depósito. Ficou assegurado que o pagamento dos juros e correção da instituição financeira convive com a obrigação do devedor. Houve readequação da tese fixada no Tema 677 dos recursos repetitivos, no Recurso Especial 1.348.640, julgado em 2014.
A nova tese ficou assim: "na fase de execução, o depósito efetuado a título de garantia do juízo ou decorrente de penhora de ativos financeiros não isenta o devedor do pagamento dos consectários da sua mora, conforme previstos no título executivo, devendo-se, quando da efetiva entrega do dinheiro ao credor, deduzir do montante final devido o saldo da conta judicial".
LEGISLATIVO NÃO PODER CEDER ESTAGIÁRIO PARA JUSTIÇA
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, em consulta formulada pela Câmara de Vereadores do município de Unaí, definiu que a Casa Legislativa municipal não pode ceder estagiários a Tribunal de Justiça. O entendimento foi de que estagiário não é servidor público, sem titularidade em cargo efetivo. O Tribunal informou que o Legislativo pretendia contratar estagiários para, em seguida, cedê-los ao Tribunal de Justiça do Estado. O relator, conselheiro Mauri Torres, escreveu no voto, seguido por todos: "além disso, a cessão se mostra incompatível com a Lei n. 11.788/2008, porquanto pode prejudicar o cumprimento das obrigações recíprocas fixadas na lei para as partes envolvidas no contrato de estágio, que é ato educativo supervisionado".
ADVOGADOS CONTRA BOLSONARO
A classe dos advogados do Brasil, dois terços, considera o governo do presidente Jair Bosonaro como ruim ou péssimo; enquanto a população brasileira, 45%, manifesta contra o governo, os integrantes da classe têm um índice bem maior, 54%, enquanto 28% considera a administração ótima ou boa, acima da população, 24%, segundo pesquisas do Datafolha. Outro item pesquisado situa-se na causa principal da criminalidade que é a falta de oportunidade iguais para todos, no percentual de 60%.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 08/06/2021
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
segunda-feira, 7 de junho de 2021
CORONAVIRUS NO BRASIL, EM 07/06/2021
JUÍZA ANULA CONCURSO
A juíza Vanessa Moura Pereira de Cavalcante, da 4ª Vara Mixta de Patos/PB, atendendo a pedido do Ministério Público anulou concurso de provas realizadas em São José de Espinhais/PB para os cargos de motorista categoria "B" e categoria "D", além de operador de máquinas pesadas. Escreve a magistrada na sentença: "Ora, consta nos autos que 50% das questões não eram inéditas, foram simplesmente reproduzidas de um concurso ao outro, fato este que, na minha ótica, viola os princípios basilares da Administração Pública, notadamente o princípio da moralidade".
As provas foram aplicadas pela Contemax e a magistrada considera grave o fato de a empresa particpar de processo de licitação, mas não cumpre a obrigação de elaborar os quesitos das provas.
BOLSONARO NOMEIA CRIVELLA PARA EMBAIXADOR
O presidente Jair Bolsonaro indicou o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, como embaixador na África do Sul, segundo noticiou o jornal Folha de São Paulo. O bispo da igreja Universal do Reino de Deus, foi denunciado, afastado e preso, no final de seu mandato, como chefe de grupo criminoso, na cobrança de propina na prefeitura; perdeu a eleição, mesmo contando com apoio explícito do presidente da República. Crivella foi solto por decisão do "soltador oficial" do STF, ministro Gilmar Mendes. Para o ex-prefeito assumir o cargo ainda depende de aprovação do governo sul-africano e da sabatina, no Comissão de Relações Exteriores no Senado federal; todavia essas duas fases não devem criar obstáculo à nomeação.
FESTIVAL DE BESTEIRAS QUE ASSOLAM O JUDICIÁRIO, FEBEAJU (XXIX)
A Polícia Federal constatou o desvio de mais de R$ 74 milhões, através de contratos fraudulentos, originados da Assembleia Legislativa, onde trabalhava a esposa de Teixeira Chaves, advogada Marilda Leiras Teixeira, para pagamentos de serviços e compras ou obras superfaturadas. O presidente do Judiciário era acusado de influenciar colegas para assinar decisões favoráveis ao presidente da Assembleia, Carlão de Oliveira, acusado de corrupção e formação de quadrilha, além de outros crimes. Relatório da Polícia Federal comprova que Teixeira Chaves tentou desbloquear bens do deputado e suspendeu a cassação do mandato do prefeito de Ouro Preto do Oeste, Irandir Oliveira Souza, aliado de Carlão. Tudo bem encadeado, pois a advogada Marilda Leiras Teixeira, ocupava cargo de confiança no gabinete do presidente, Carlão e trabalhava para garantir recursos ao Judiciário. Ela também foi acusada de tráfico de influência. O filho de Teixeira Chaves, que também é juiz, Fred, ajudava o pai nas negociações e chegou a ser " premiado" com uma moto Yamaha, R6; porque ainda estava como juiz substituto, antes de completar dois anos, perdeu o cargo e a aposentadoria.
Em 2006, na Operação, foram presos o desembargador, em pleno exercício do cargo de presidente da Corte, seu juiz-auxiliar, José Jorge Ribeira da Luz, absolvido, em 2010, pelo Tribunal de Justiça de Rondônia; o presidente da Assembleia Legislativa, então deputado Carlão de Oliveira, um Procurador-geral de Justiça, um conselheiro do Tribunal de Contas, o chefe da Casa Civil, Carlos Magno Ramos, além de outras pessoas, acusadas de participação no esquema de desvio de R$ 70 milhões dos cofres públicos. Foi a primeira prisão de um desembargador e presidente de um Tribunal de Justiça, no exercício do cargo, que saiu algemado, conduzido para Brasília. No CNJ estava a então ministra Eliana Calmon, pioneira na investigação e punição a magistrados corruptos, responsáveis pelo descrédito da classe. Aliás, neste espaço, temos mostrado as corrupção à luz do dia, nos tribunais de Justiça.
Logo após a prisão do desembargador, o CNJ julgou para determinar seu afastamento da presidência do Tribunal e, em 2007, o CNJ destituiu-o do cargo, no Tribunal de Justiça do estado. Anos depois, o CNJ aposentou compulsoriamente o desembargador que foi condenado em processo criminal no STJ.
Salvador, 06 de junho de 2021.
BAIXA NA LAVA JATO
O desembargador federal Abel Gomes pediu aposentadoria, sem maiores explicações. A surpresa reside no fato de o magistrado ser relator da Lava Jato, desde 2014, e diz-se possível pressão; ele alega que irá advogar e não confirma eventuais pressões. Gomes declarou suspeição no processo da Operação Furna da Onça, responsável pela investigação de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, acusado de chefiar organização criminosa.


