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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

INTERFERÊNCIA DO GOVERNO AMERICANO NAS ELEIÇÕES


A crescente atuação dos Estados Unidos na América Latina entrou no radar das instituições brasileiras às vésperas das eleições. 
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal investigação sobre possível financiamento americano.
O alvo são iniciativas de extrema-direita no Brasil que poderiam ter recebido recursos do governo Donald Trump. A notícia-crime foi assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. O documento foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A AGU quer identificar responsáveis e organizações brasileiras eventualmente beneficiadas por recursos estrangeiros. O pedido se baseia em reportagem do jornal britânico The Guardian sobre mudanças no financiamento americano. Segundo a publicação, recursos destinados a direitos humanos e democracia teriam sido direcionados para uma agenda conservadora. Entre os programas citados está uma iniciativa de US$ 1 milhão contra o chamado lawfare e a censura no Brasil. O projeto questiona supostos excessos do Judiciário, especialmente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para a AGU, é necessário esclarecer se dinheiro estrangeiro foi usado para influenciar o ambiente político brasileiro. O órgão citou princípios constitucionais como soberania, independência e não intervenção e destacou restrições legais ao financiamento estrangeiro de organizações políticas no Brasil. A iniciativa ocorreu apenas três dias antes do primeiro turno da eleição presidencial. A possibilidade de interferência externa já provocava atritos entre os governos de Brasil e Estados Unidos.

O governo Trump adotou medidas econômicas e diplomáticas contra o Brasil e criticou integrantes do STF. No mesmo contexto, o ex-presidente colombiano Gustavo Petro acusou Washington de pressionar governos progressistas da região. Petro afirmou haver uma ofensiva contra instituições e forças políticas de esquerda na América Latina. Ele relacionou a atuação americana à crise política na Bolívia e falou em ameaça à democracia. A declaração ocorreu após a prisão do procurador-geral boliviano Roger Mariaca que é acusado pelas autoridades bolivianas de envolvimento com lavagem de dinheiro e narcotráfico. O procurador nega as acusações e afirma que o caso possui motivações políticas. Washington havia revogado anteriormente o visto de Mariaca e de outras autoridades bolivianas. As acusações de Petro sobre uma operação coordenada dos EUA não foram comprovadas de forma independente.
No Brasil, também não há comprovação de financiamento americano de organizações políticas ou ações ilegais. É justamente essa possibilidade que a AGU quer esclarecer por meio das investigações. Petro também citou diretamente as eleições brasileiras e pediu articulação regional contra manipulações digitais. Ele defendeu ações contra perfis falsos, bots e uso de inteligência artificial na disputa política. O colombiano mencionou especificamente o combate a conteúdos digitais contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso amplia o debate sobre soberania, influência estrangeira e uso de recursos externos nas eleições brasileiras. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 2/10/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

AGU pede investigação sobre possível verba de Trump para grupos no Brasil

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AGU pede que PGR e PF investiguem suposto financiamento norte-americano para campanha contra STF e enfatiza o risco de recursos de um governo estrangeiro serem usados para influenciar o ambiente político e institucional brasileiro

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Ministros do STF e advogados criticam sessões 'a jato' e estratégia de esvaziar julgamentos presenciais no TSE

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Caso de Nossa Senhora Aparecida ampliou incômodo com uso do plenário virtual às vésperas da eleição e Nunes Marques destaca celeridade da Corte

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Ao menos 30 candidatos suspeitos de elo com o crime vão às urnas nesta eleição

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TREs barraram o registro de 21 postulantes, mas eles ainda podem receber votos até análise de recurso ao TSE, que já acatou recurso de um dos candidatos Dez tiveram o registro deferido após a Justiça Eleitoral não concordar com os indícios apresentados pela Procuradoria, que também pode recorrer

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADO/BA

Fachin nega pedido para afastar Dino de ações sobre Flávio Bolsonaro

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/S

Polícia Militar descarta bomba após operação para apurar suspeita nos arredores do STF

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Homem de 28 anos arremessou mochila e tentou passar por grades, conforme as forças de segurança

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

País perde 41 mil empregos em apenas três meses, maior apagão desde o tempo da pandemia

INE. Emprego bateu recordes desde início de 2021. Entre os jovens, está a afundar há um ano. Empresários perdem ânimo, mas acreditam que ainda pode dar para reparar alguns danos até ao Natal.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

RADAR JUDICIAL


RÚSSIA BUSCA ASSASSINAR OPOSITOR RUSSO

Garry Kasparov, opositor russo exilado e ex-campeão mundial de xadrez, afirmou ter recebido alertas de segurança sobre risco à sua vida. Segundo ele, os avisos foram feitos por serviços da Lituânia e dos EUA. O jornal espanhol El Mundo informou que agentes russos planejariam seu assassinato. O plano também teria como alvo o ex-parlamentar russo Ilia Ponomarev. Kasparov vive atualmente nos Estados Unidos e atua contra o governo russo. Em 2016, ele fundou o Fórum Rússia Livre com Ivan Tiutrin. A organização promove conferências e se posiciona contra a guerra na Ucrânia. Em 2023, a Rússia classificou o fórum como organização indesejável. Em 2025, a entidade foi incluída em uma lista russa de organizações terroristas. Kasparov disse que tomou medidas de precaução após receber os alertas. Em setembro, os EUA acusaram cinco supostos agentes russos de planejar assassinatos.


HUCK E TV GLOBO SÃO INVESTIGADOS PO
R INFRAÇÃO ELEITORAL

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Sul abriu investigação para apurar se Luciano Huck e a TV Globo infringiram a legislação eleitoral. A apuração envolve a divulgação da plataforma TemMeuVoto, feita ao vivo no Domingão com Huck, em 27 de setembro. O procedimento foi instaurado após representação da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) à Procuradoria-Geral Eleitoral. Durante o programa, Huck apresentou a ferramenta como uma espécie de “tinder eleitoral”. Segundo ele, o eleitor responde a perguntas sobre oito temas e recebe percentuais de alinhamento com candidaturas. A plataforma reúne cerca de 20 mil candidaturas aos cargos de deputado estadual, deputado federal e senador. Huck afirmou que o sistema é apartidário, não indica candidatos nem votos e apenas auxilia na comparação de propostas. A denúncia considera comentários nas redes sociais que questionam os resultados apresentados pela ferramenta. Internautas e políticos afirmaram que os “matches” ocorreriam principalmente com candidatos da direita e extrema-direita. A investigação deverá verificar se a divulgação da plataforma no programa televisivo configurou alguma irregularidade eleitoral. A apuração ocorre poucos dias antes das eleições de 2026 e poderá analisar a conduta da emissora e do apresentador. Em nota, a TemMeuVoto negou favorecer partidos e afirmou adotar metodologia pública e critérios iguais para todas as candidaturas.


VIOLÊNCIA POLÍTICA 

A violência política no Brasil registrou 354 episódios entre outubro de 2024 e agosto de 2026. O levantamento aponta uma ocorrência a cada 44 horas, mesmo fora do período eleitoral. O número representa aumento de 18,4% em relação ao período pré-eleitoral anterior. Em 2025, foram registrados 225 casos, o maior número em dez anos de pesquisa. Pessoas com mandatos ou cargos públicos foram vítimas em 96,3% dos episódios. A política municipal concentrou 63% dos casos e a maioria dos ataques letais. Dos 28 ataques com intenção letal, 24 atingiram agentes políticos locais. As mulheres representaram 50,6% das vítimas, embora ocupem 18% das cadeiras legislativas. Ameaças e ofensas foram os tipos de violência mais frequentes no período. Mulheres negras sofreram 22,8% dos episódios e mais da metade das agressões repetidas. O Estado apareceu como agressor em 29,9% dos casos, segundo o estudo. Apesar de 84,5% das ocorrências terem sido denunciadas, apenas 2,5% geraram punição.


CONDENADA A EXECUÇÃO NÃO PE
RDEU A CONSCIÊNCIA

Christa Pike, condenada por assassinato em 1995, sobreviveu à tentativa de execução no Tennessee. Segundo seus advogados, ela continuava respirando após receber duas seringas com drogas letais. Testemunhas relataram que Pike ainda tinha batimentos cardíacos e não havia perdido a consciência. Ela foi levada a um hospital próximo para receber atendimento médico. A execução ocorreu após a Suprema Corte dos EUA autorizar sua realização. Horas antes, um tribunal inferior havia suspendido temporariamente o procedimento. A defesa alegou falhas no protocolo, incluindo problemas nas veias e possível deterioração do medicamento. O governador Bill Lee suspendeu outra execução e determinou uma revisão independente do caso. Pike, de 50 anos, seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. O caso provocou novos debates judiciais sobre a pena de morte e os procedimentos de execução.



EUA REPASSAM VALOES PARA POLÍTICA NO BRASIL

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu investigação sobre eventual uso de dinheiro público dos EUA no Brasil. O pedido foi encaminhado à Polícia Federal e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A iniciativa tem como base reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian. Segundo a matéria, o Departamento de Estado dos EUA teria repassado US$ 1 milhão. Os recursos teriam beneficiado entidades e grupos que atuam no território brasileiro. A verba seria destinada a ações contra supostos excessos judiciais e práticas de censura. Entre os alvos dessas mobilizações estaria o Supremo Tribunal Federal (STF). A AGU afirmou que os recursos poderiam financiar grupos voltados à desestabilização institucional. Os repasses teriam ocorrido por meio do Human Rights and Democracy Fund (HRDF). O dinheiro estaria ligado ao programa “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”. O programa teria como objetivo combater supostos abusos judiciais e práticas de censura. A AGU pediu apuração imediata dos fatos e destacou a gravidade das informações divulgadas.


UNIVE
RSIDADE DE SÃO PAULO MANTEVE A 2ª POSIÇÃO NA A. LATINA

A Universidade de São Paulo (USP) manteve a 2ª posição entre as melhores universidades da América Latina. O ranking é elaborado pela QS Quacquarelli Symonds e foi divulgado nesta quinta-feira (1º). A Pontificia Universidad Católica de Chile permaneceu na liderança regional. O Brasil é o país com maior presença entre as dez melhores universidades. Além da USP, Unicamp, UFRJ e Unesp ocupam, respectivamente, o 3º, 5º e 6º lugares. A USP lidera em indicadores como rede internacional de pesquisa e artigos por docente. A universidade também se destacou pelo impacto na web e obteve nota máxima em reputação. O ranking avaliou 517 instituições de 27 países da América Latina. O Brasil teve 137 universidades classificadas, à frente de Colômbia e México. Quatro instituições brasileiras estão entre as dez melhores e 12 entre as 50. Apesar do destaque, 50 universidades brasileiras caíram no ranking, contra 24 que avançaram. A USP também se destacou mundialmente, ficando em 141º no THE e entre 101º e 150º no ARWU.


HONO
RÁRIOS PARA ADVOGADOS NO TST 

Negociação mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho encerrou impasse de mais de 20 anos no BNDES. O acordo reconhece que honorários de sucumbência pertencem aos advogados empregados da instituição. Ao BNDES caberá apenas arrecadar os valores destinados aos profissionais. O entendimento considera que esses recursos não constituem verba pública. O acordo coletivo foi assinado em 29 de setembro, sob supervisão do ministro Caputo Bastos. O Ministério Público do Trabalho também participou das negociações. A Federação Nacional dos Advogados conduziu as tratativas com o Sistema BNDES. Mais de 600 advogados serão beneficiados, incluindo aposentados e descendentes de profissionais. O fundo será formado por valores arrecadados desde 2003 e ainda não distribuídos. O acordo prevê pagamentos referentes aos honorários até 2023. Para os próximos anos, foram definidas regras de arrecadação e distribuição dos recursos. Cada advogado terá limite anual de R$ 21 mil, atualizado pelo IPCA.

Salvador, 1º de outubro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

 

FLÁVIO, CONDENADO A PRISÃO, PROMETE "FAXINA" E VINGANÇA SE IRMÃO FOR ELEITO


Eduardo Bolsonaro prometeu fazer “uma faxina” no Itamaraty caso seu irmão, Flávio Bolsonaro, vença a eleição. 
Em vídeo, afirmou ter mapeado os embaixadores que entraram e saíram durante o governo Lula e que pretende acompanhar servidores que, segundo ele, “sabotaram” o governo Jair Bolsonaro. Eduardo ameaçou servidores que teriam participado dessas ações durante o governo anterior, afimando que os demais poderão integrar um grupo para “resgatar a credibilidade” do Itamaraty. O ex-deputado exibiu um áudio atribuído a um diplomata oferecendo ajuda a Lulinha na Espanha. Segundo Eduardo, o dinheiro público não deveria ser usado para proteger filhos de presidentes. Ele também prometeu retaliação ao embaixador brasileiro na Espanha em eventual governo de Flávio. Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025, quando deixou o Brasil. Na ocasião, alegou que o STF poderia recolher seu passaporte para impedir sua atuação internacional. Depois, licenciou-se do mandato e permaneceu no exterior, acumulando faltas na Câmara. Em dezembro, perdeu o mandato de deputado por excesso de ausências. Em junho de 2026, o STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação processual. A condenação está relacionada à atuação de Eduardo nos EUA contra autoridades brasileiras. Em setembro, ele também perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de função.

Segundo a Folha, uma eventual vitória de Flávio fortaleceria politicamente Eduardo. Uma possibilidade discutida seria sua indicação para comandar o Itamaraty. Outra alternativa seria sua nomeação como embaixador do Brasil em Washington. Eduardo afirmou que diplomatas teriam participado de uma suposta sabotagem ao governo Bolsonaro. Reportagem de Jamil Chade relatou uma rede de diplomatas que teria contornado diretrizes da política externa. Eduardo defendeu mudanças para reforçar a ideia de que diplomatas devem servir ao interesse público. Um plano discutido por aliados prevê uma ampla reforma das carreiras do Itamaraty. A proposta é inspirada no chamado “Marco Rubio overhaul”, realizado no Departamento de Estado. Os diplomatas passariam a atuar por regiões e temas específicos e teriam metas de desempenho. Entre essas metas estariam exportações, investimentos e maior inserção comercial do Brasil. Também haveria uma reforma no sistema de promoções dentro do Itamaraty. Nos EUA, a reforma de Rubio eliminou vagas, fechou departamentos e criou metas quantitativas e qualitativas. O modelo também ampliou a presença de indicados políticos em postos diplomáticos americanos. Marcos Degaut, aliado de Eduardo, afirmou que algumas funções poderiam ser ocupadas por pessoas de fora do Itamaraty. Ele, porém, disse que o objetivo não seria promover uma perseguição por motivos políticos. Os programas de Lula e Flávio também apresentam propostas diferentes para a política externa brasileira. Lula prioriza Mercosul, Brics, Sul Global, Amazônia, clima e governança internacional de tecnologias. Flávio defende abertura comercial, aproximação com a OCDE, integração às cadeias globais e novas tecnologias. 

FERRAMENTA BASEADA EM "IA" MOSTRA CONTRADIÇÕES DO GOVENO TRUMP

Uma nova ferramenta de busca baseada em inteligência artificial, apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou contradições com declarações feitas pelo próprio governo. O America.gov foi criado para facilitar o acesso dos americanos a informações sobre o governo federal. Durante o lançamento, Trump afirmou que a plataforma seria uma porta de entrada para qualquer pergunta dirigida ao governo. Porém, o chatbot “America” apresenta respostas que desmentem algumas das alegações recorrentes do presidente. Segundo a ferramenta, os americanos, e não empresas estrangeiras, arcam com os custos das tarifas de importação. O sistema também afirma que as eleições americanas são, em geral, seguras e confiáveis. Os casos de fraude eleitoral levados à Justiça seriam ínfimos diante das centenas de milhões de votos registrados. A plataforma ainda contesta a afirmação de Trump de que 25 milhões de imigrantes entraram ilegalmente nos EUA durante o governo Joe Biden. Outro ponto de divergência envolve a inflação, já que o chatbot afirma que os preços ao consumidor não estão caindo. As respostas são baseadas principalmente em fontes oficiais do próprio governo americano. Entre elas estão dados do Escritório de Orçamento do Congresso, órgão responsável por estimativas apartidárias. Com base nesses números, o America.gov afirma que uma importante lei de Trump deverá aumentar a dívida nacional em trilhões de dólares. A ferramenta também aponta que mais de 10 milhões de pessoas poderão perder seus planos de saúde. O chatbot concordou ainda que a legislação teria ampliado a desigualdade econômica entre americanos. Segundo a resposta, os mais pobres ficaram, em média, mais pobres, enquanto os mais ricos ficaram ainda mais ricos. Apesar das contradições, a inteligência artificial evita responder algumas perguntas consideradas políticas. Em determinados casos, também reproduz declarações de Trump quando consegue apoiá-las em fontes oficiais. Um exemplo é a adoção da denominação “Golfo da América” para a região anteriormente conhecida como Golfo do México.

O site afirma que não fornece informações partidárias ou de campanha. Segundo sua página de perguntas frequentes, as respostas são baseadas em fontes governamentais disponíveis ao público. A Administração de Serviços Gerais e o Escritório de Gestão e Orçamento administram conjuntamente o America.gov. Os dois órgãos não responderam aos pedidos de esclarecimentos sobre as contradições encontradas. A Casa Branca também não informou se Trump tinha conhecimento das respostas que contestam suas declarações. Em comunicado, afirmou que a plataforma continuará sendo atualizada e receberá novos recursos e informações. O governo reiterou sua posição sobre a eleição de 2020, as tarifas e os efeitos econômicos dos cortes de impostos. Parlamentares democratas divulgaram rapidamente as respostas do chatbot que reforçam críticas às políticas de Trump. O senador Adam Schiff, da Califórnia, publicou uma captura de tela afirmando que Trump perdeu a eleição de 2020. Schiff classificou a resposta como uma manifestação direta de alguém ligado ao governo Trump. O episódio expôs uma situação incomum: uma ferramenta oficial criada pela administração pode contrariar declarações públicas do próprio presidente. A controvérsia também levantou dúvidas sobre como o governo pretende administrar informações oficiais quando elas entram em conflito com posições políticas de Trump. 

MAIS DE 45 MIL PESSOAS POSSUEM FORO ESPECIAL


Cerca de 45,3 mil pessoas têm foro especial no Brasil, segundo levantamento da Folha. 
O mecanismo permite que autoridades sejam julgadas por tribunais, e não pela primeira instância. A pesquisa consultou mais de 70 fontes oficiais e dados do Conselho Nacional de Justiça. O levantamento atual considera 31 funções públicas com direito à prerrogativa. Entre os beneficiários estão presidente, ministros, parlamentares, magistrados e prefeitos. Também estão incluídos membros do Ministério Público e conselheiros de tribunais de contas. A corte responsável pelo julgamento varia conforme o cargo e o tipo de crime. Deputados federais, por exemplo, respondem no STF por crimes cometidos durante o mandato. Oficiais-generais das Forças Armadas podem responder no Superior Tribunal Militar. Em 2018, outro levantamento apontava cerca de 58 mil pessoas com foro especial. A redução ocorreu, entre outros fatores, após decisões do STF sobre autoridades municipais. Vereadores, por exemplo, não possuem direito ao foro especial segundo entendimento do Supremo. O tema voltou ao debate político em meio à crise envolvendo o caso Banco Master. Líderes políticos avaliam que a discussão poderá ser retomada após as eleições. O Congresso acumula dezenas de propostas para acabar ou reduzir a prerrogativa. Em 2017, o Senado aprovou uma proposta de extinção, mas o texto está parado na Câmara. O foro especial existe no Brasil desde antes da República e já estava na Constituição de 1824. Naquele período, o Senado imperial julgava determinadas autoridades e integrantes da família imperial. Defensores afirmam que o mecanismo protege autoridades contra pressões políticas locais.

Críticos consideram que a prerrogativa pode favorecer autoridades e afetar a igualdade perante a lei. O STF restringiu, em 2021, regras estaduais que ampliavam excessivamente o benefício. A decisão atingiu uma norma do Piauí que incluía vice-prefeitos e vereadores. No Judiciário, quase 22 mil magistrados estão abrangidos pelo foro especial. São Paulo concentra mais de 4 mil magistrados nessa condição, seguido por Minas Gerais. Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul têm cerca de 1,3 mil cada. Especialistas apontam razões históricas e políticas para a dimensão do sistema brasileiro. Para estudiosos, o foro pode proteger autoridades, mas também servir como escudo contra punições. O mecanismo foi associado durante anos à demora de processos e à prescrição de crimes. Após o mensalão, porém, autoridades com foro passaram a sofrer punições e prisões preventivas. A proporção nacional é de 21,2 pessoas com foro especial para cada 100 mil habitantes. Acre, Amapá, Mato Grosso, Tocantins e Distrito Federal apresentam as maiores proporções. 

REFORMA TRIBUTÁRIA DO CONSUMO TRANSFORMARÁ O CENÁRIO ECONÔMICO

A Reforma Tributária do Consumo está transformando o cenário econômico e profissional brasileiro. Contadores e advogados tributaristas precisam se adaptar rapidamente às novas regras. A mudança cria a necessidade de profissionais mais consultivos, estratégicos e preparados. Eles deverão identificar riscos, interpretar normas e orientar clientes com segurança. A reforma passou pelo Congresso entre 2023 e 2024 e está em período de transição até 2033. O novo sistema substitui gradualmente cinco tributos por um modelo de IVA Dual. Serão criados a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A CBS, de competência federal, substituirá PIS e Cofins. O IBS, administrado por estados e municípios, substituirá gradualmente ICMS e ISS e será criado o Imposto Seletivo, voltado a produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. PIS, Cofins, ICMS e ISS serão extintos de forma gradual durante a transição. O IPI terá alíquota reduzida a zero para quase todos os produtos a partir de 2027. A exceção será a manutenção do imposto para preservar a competitividade da Zona Franca de Manaus. Para Floriano Carvalho, do CRCDF, a reforma representa uma mudança completa no trabalho tributário. Segundo ele, profissionais novos e experientes precisarão compreender as novas regras. A contadora Iara Assis destaca a dificuldade de lidar simultaneamente com normas antigas e novas. Ela afirma que será necessário classificar corretamente produtos e operações para evitar erros.

O contador deverá analisar os impactos tributários de cada decisão empresarial. Assim, o profissional tende a assumir uma função mais consultiva e estratégica. No direito tributário, Flavio Bernardes também aponta mudanças importantes na atuação profissional. Para ele, não basta dominar a legislação, sendo necessário compreender sua aplicação prática. O especialista ressalta que existem questões ainda sujeitas a incertezas regulatórias e interpretativas. A transição também exigirá conhecimento sobre federalismo fiscal e repartição de receitas. A criação do Comitê Gestor do IBS altera a relação entre estados e municípios. Especialistas alertam que a adaptação exigirá investimentos em tecnologia e treinamento. Francisco Arrighi afirma que o contador precisará compreender também o negócio do cliente. A rotina profissional deverá acompanhar leis, decretos, resoluções e notas técnicas em tempo real. Também será necessário acompanhar mudanças nos documentos fiscais e orientações oficiais. Os especialistas defendem que a preparação deve começar antes da conclusão de todas as regras. A Reforma Tributária, portanto, amplia as exigências e transforma o perfil dos profissionais da área.

 

SEGURANÇA ALIMENTAR E BIODIVERSIDADE NECESSÁRIAS PARA MUDANÇAS CLIMÁTICAS


A janela de oportunidade para restaurar florestas e paisagens está se fechando, alerta a FAO. 
O relatório Estado das Florestas do Mundo 2026 destaca a urgência de investimentos. Segundo o documento, a restauração é essencial para segurança alimentar e biodiversidade e é fundamental para enfrentar as mudanças climáticas e promover o desenvolvimento sustentável. As florestas cobrem 4,14 bilhões de hectares, cerca de 32% da superfície terrestre.
Elas armazenam 714 gigatoneladas de carbono e abrigam até 80% da biodiversidade terrestre. Quase um terço da população mundial depende das florestas para alimentação e subsistência. Entre 1990 e 2025, cerca de 489 milhões de hectares de florestas foram perdidos. Outros 460 milhões de hectares estão degradados em diferentes regiões do planeta. Ao todo, 1,56 bilhão de hectares de terras estão comprometidos pela degradação. O crescimento populacional e a pressão por recursos naturais agravam esse cenário. Incêndios atingem anualmente cerca de 127 milhões de hectares de florestas. Insetos, doenças e eventos climáticos extremos também ampliam os danos ambientais. A FAO defende uma restauração em larga escala e alerta para o custo da inação. O relatório aponta quatro caminhos para acelerar a recuperação das áreas degradadas. Entre eles estão fortalecer direitos, restaurar paisagens e ampliar o financiamento, além de políticas, instituições e leis coerentes com os objetivos ambientais.

A restauração de mais de 1 bilhão de hectares poderia gerar US$ 1,8 trilhão por ano. O documento estima ainda retorno social de oito para um em determinados investimentos. Governos de 91 países e regiões prometeram restaurar mais de 190 milhões de hectares. Atualmente, 206,5 milhões de hectares de florestas estão em processo de restauração. Entre os exemplos está o Pacto Trinacional da Mata Atlântica, envolvendo três países. A iniciativa prevê restaurar 1 milhão de hectares até 2030 e 15 milhões até 2050. Especialistas destacam que a recuperação exige planejamento, recursos e ações de longo prazo. O processo envolve coleta de sementes, produção de mudas, plantio e manutenção, além controle de pragas e combate a espécies invasoras. A FAO defende uma implementação centrada nas pessoas e baseada na ciência. Para especialistas, a natureza deve ser incorporada às estratégias de desenvolvimento econômico. Florestas, água, solo, biodiversidade e clima precisam ser tratados como infraestrutura essencial. A mobilização de governos, empresas, bancos e investidores é considerada fundamental. 

JAPÃO LIDERA O RANKING MUNDIAL DE TURISMO


O Japão ultrapassou os Estados Unidos e lidera o ranking mundial de turismo em 2026. 
O país ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo do WEF. O levantamento avaliou 110 economias e mede as condições para desenvolver o setor. São considerados infraestrutura, segurança, serviços, conectividade e ambiente de negócios. Também entram recursos naturais e culturais e critérios de sustentabilidade. O índice não mede diretamente o número de turistas ou a receita do turismo. O Japão obteve nota 5,27, em uma escala de 1 a 7. Os Estados Unidos ficaram em segundo, com 5,23 pontos. A Espanha aparece na terceira posição, com 5,22 pontos. Austrália e França completam os cinco primeiros colocados. Alemanha, Reino Unido, China, Suíça e Itália completam o grupo dos dez. Apesar das mudanças, os dez líderes são os mesmos do levantamento de 2024. O Japão subiu duas posições e se beneficiou da recuperação do turismo asiático. A região da Ásia-Pacífico teve a maior evolução entre 2024 e 2026. Sua pontuação média cresceu 3,6% no período. O Japão também avançou acima da média global no desenvolvimento turístico. Entre seus pontos fortes estão recursos culturais e viagens de negócios e educação.

O Brasil, por outro lado, caiu cinco posições e aparece em 32º lugar. A pontuação brasileira foi de 4,41, contra 4,37 no levantamento anterior. Apesar da queda no ranking, o país aumentou sua pontuação em 1%. Desde 2019, a nota brasileira acumula crescimento de 2,8%. A perda de posições ocorreu porque outros países avançaram mais rapidamente. Entre 110 economias avaliadas, 101 melhoraram suas pontuações. Isso representa 92% dos países analisados pelo estudo. As condições globais para o turismo atingiram o melhor nível desde a pandemia. A média mundial cresceu 2,1% entre 2024 e 2026. O avanço foi impulsionado por recursos culturais, infraestrutura e conectividade aérea. O relatório alerta, porém, para custos elevados, falta de mão de obra e desafios ambientais. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 1º/10/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Opositor russo Kasparov recebeu alerta de que sua vida corre perigo

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Em 2023, a Rússia classificou o fórum de Kasparov como "organização indesejável" e, dois anos depois, o incluiu em uma lista de organizações "terroristas"

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Drones e operações terrestres à vista: Como os EUA estão intensificando a guerra às drogas de Trump na América Latina?

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Ações futuras poderão incluir ataques, prisões, operações contra esconderijos e até medidas como o aumento do uso de scanners de carga em postos de fronteira

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Gilmar chama Kassio de 'imperador', e ministros veem risco de Dino afastar presidente do TSE de ações

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Medida teria como justificativa acúmulo de decisões individuais sem referendo e concentração de poder no presidente da corte eleitoral e em Mendonça Guerra de liminares sobre notícias falsas envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora ampliou tensões

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Bispo pediu o fim de N.S. Aparecida como padroeira do Brasil

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Apoiador do ex-presidente nas eleições de 2022, o religioso já defendeu em um livro o fim do reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/S

Transporte coletivo em Porto Alegre terá passe livre no dia das eleições

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Medida garante gratuidade para usuários de ônibus no primeiro turno e em eventual segundo turno na Capital

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT  

Habitação em Portugal cresce 15 vezes mais do que a média da zona euro

Dados do Eurostat confirmam que Portugal registou a maior subida anual no preço das casas na União Europeia, com uma variação de 16,5% no segundo trimestre.