terça-feira, 13 de agosto de 2019

DELATOR ASSEGURA QUE NÃO FOI COAGIDO

O delator Carlos Armando Guedes Paschoal, ex-executivo da Odebrecht, desdisse declarações anteriores nas quais afirmou ter sido coagido para relatar depoimento, incriminando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o sítio de Atibaia. Assegurou ao juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo que as declarações sobre o petista foram de livre e espontânea vontade. 

Em depoimento, no mês de julho, Guedes afirmou: "No caso do sítio, que eu não tenho absolutamente nada, por exemplo, fui quase que coagido a fazer um relato sobre o que tinha ocorrido. E eu, na verdade, lá no caso, identifiquei o engenheiro para fazer a obra do sítio. Tive que construir um relato”. No depoimento de agora ele diz: “Quanto à expressão "quase coagido” e minha colaboração envolvendo o ex-presidente Lula no sítio de Atibaia, reafirmo, como o fiz em meu interrogatório naquela ação penal, que referida colaboração foi feita de maneira livre e espontânea. Admito que não me expressei de maneira adequada em meu depoimento como testemunha no dia 3 de julho de 2019, em São Paulo". "Com relação à expressão "construir um relato”, esclareço que nada tem a ver com "inventar um relato".

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