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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
REVISTA NÃO QUER LULA EM 2026
A revista afirma que Lula não preparou sucessores e não enfrenta adversários fortes na esquerda ou no centro. Defende que ele se retire para preservar seu legado. Na direita, aponta Flávio Bolsonaro como fraco e vê Tarcísio de Freitas como alternativa mais moderada. O texto conclui defendendo um candidato de centro-direita comprometido com reformas, meio ambiente, segurança e o Estado de Direito.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 31/12/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Mortes de soldados russos crescem no maior ritmo desde o início da guerra da Ucrânia
Enquanto Rússia e Ucrânia são pressionados pelos EUA a aceitar acordo de paz, publicação de obituários de soldados russos têm alta de 40% em relação ao ano anterior; no total, BBC confirmou nomes de quase 160 mil pessoas mortas lutando do lado russo na Ucrânia.
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Master: PGR defendeu envio de investigação a Toffoli 'por cautela'
Parecer de Paulo Gonet se concentrou em manter validade das provas
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
China aplicará tarifas de 55% à carne brasileira, diz ministério
Medida passa a valer a partir de 1º de janeiro e incidirá sobre excesso de importação, que será controlada por cotas Aplicação também atinge Argentina, Uruguai, Austrália e Estados Unidos
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Justiça anula acordos entre agricultores e investigados na Faroeste
Na sentença, o juiz Maurício Alvares afirmou que os acordos questionados foram “precedidos de verdadeiro esquema criminoso entabulado com membros do Poder Judiciário para obtenção de decisões favoráveis”
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Petro diz que EUA bombardeou laboratório de cocaína na cidade venezuelana de Maracaibo
Trump revelou primeiro ataque terrestre contra alvos venezuelanos supostamente do tráfico na segunda-feira
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Sismos. Nas zonas críticas de Lisboa “não deviam estar localizadas infraestruturas sensíveis, nomeadamente hospitais”
Portugal está preparado para um sismo como o de 1755? O DN falou com A. Betâmio de Almeida, professor Catedrático (Emérito) do IST especialista em gestão de riscos naturais e tecnológicos.
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
RADAR JUDICIAL
FIFA: INGRESSOS A R$ 48 MIL
Gianni Infantino defendeu os altos preços dos ingressos da Copa de 2026, citando forte demanda global. Torcedores criticaram valores bem superiores aos da Copa de 2022, no Qatar.
Ingressos “premium” chegam a US$ 8.680 (R$ 48,4 mil). Para ampliar o acesso, a Fifa lançou entradas a US$ 60 (R$ 332). Segundo Infantino, há 6 a 7 milhões de ingressos disponíveis.
Em apenas 15 dias, foram registrados 150 milhões de pedidos. Isso equivale a 10 milhões de solicitações por dia. O dirigente afirmou que a demanda supera a história inteira do torneio. Estados Unidos lideram os pedidos, seguidos por Alemanha e Reino Unido. Infantino disse que a receita retorna ao futebol mundial. Segundo ele, esses recursos mantêm o esporte ativo em cerca de 150 países. Dubai sediará a próxima cerimônia do prêmio The Best da Fifa.
DESEMPREGO: MENOR ÍNDICE DE 5,2%A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, segundo o IBGE, renovando o menor nível da série iniciada em 2012. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetavam 5,4%. A Pnad Contínua registrou 5,6 milhões de desempregados, o menor número da série histórica. Houve redução de 441 mil pessoas em busca de trabalho em relação ao trimestre até agosto. O número de ocupados também bateu recorde, alcançando 103 milhões de trabalhadores. O nível de ocupação chegou a 59% da população com 14 anos ou mais. Segundo o IBGE, o mercado tem mostrado forte capacidade de retenção de mão de obra. Mesmo com juros elevados e endividamento das famílias, o emprego se manteve aquecido. A renda real habitual média atingiu R$ 3.574, outro recorde da pesquisa. O valor representa alta de 1,8% no trimestre e de 4,5% em um ano. Analistas atribuem o desemprego baixo ao crescimento econômico, estímulos do governo e mudanças demográficas. Apesar dos avanços, economistas apontam que a informalidade ainda permanece elevada no país.
Um grupo veterano de jazz e uma companhia de dança de Nova York cancelaram eventos no Kennedy Center após a inclusão do nome de Donald Trump. As apresentações de Ano-Novo dos Cookers e o tradicional concerto natalino de Chuck Redd foram suspensas. O centro havia promovido os shows como destaque de jazz no Teatro Terrace. Os Cookers não explicaram oficialmente o cancelamento, citando apenas valores de liberdade e expressão. O baterista Billy Hart disse ao New York Times que a mudança de nome influenciou a decisão. Segundo ele, o grupo temia possíveis represálias. A companhia Doug Varone and Dancers também cancelou duas apresentações previstas para abril. O diretor Doug Varone afirmou que perderá cerca de US$ 40 mil com a desistência. “É financeiramente devastador, mas moralmente revigorante”, disse ele. O presidente do Kennedy Center, Richard Grenell, criticou os artistas e os chamou de ativistas de extrema esquerda. Grenell acusou os cancelamentos de intolerância e chegou a ameaçar ação judicial. As desistências se somam a outras ocorridas após mudanças no conselho da instituição.
TRUMP AMEAÇA PRESIDENTE DO FED
O presidente Donald Trump afirmou que pode processar o presidente do Fed, Jerome Powell,
acusando-o de “incompetência grave”. A declaração foi feita em entrevista em Mar-a-Lago, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Trump citou o projeto bilionário de renovação do Fed como exemplo de má gestão. Segundo ele, um processo “provavelmente” será movido. Não ficou claro quais seriam as acusações formais. A Casa Branca não detalhou a ameaça judicial. O Federal Reserve recusou-se a comentar. Trump também pressiona por juros mais baixos e já ameaçou demitir dirigentes do banco central.
RESULTADO DA ELEIÇÃO EM HONDURAS
O candidato presidencial hondurenho Salvador Nasralla contestou formalmente os resultados das eleições, marcadas por atrasos, falhas técnicas e acusações de fraude. Ele ficou em segundo lugar, atrás do conservador Nasry Asfura, declarado vencedor mais de três semanas após a votação de 30 de novembro. A diferença entre os dois foi inferior a 1%, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A defesa de Nasralla recorreu ao Tribunal de Justiça Eleitoral (TJE), que pediu documentação adicional antes de decidir. Segundo a advogada Karla Romero, houve inconsistências e inflação de votos em favor de Asfura. As supostas provas não foram divulgadas publicamente. O partido de Asfura nega qualquer fraude. Nasralla pede recontagem em ao menos 12 dos 18 departamentos do país. O TJE deu 48 horas para o CNE apresentar os documentos solicitados. A contestação ocorre em meio a forte tensão política e desconfiança popular. O presidente do Congresso também rejeitou o resultado, e houve protestos em Tegucigalpa. Asfura deve tomar posse em 27 de janeiro, para mandato até 2030.
Salvador, 30 de dezembro de 2025.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
APOSENTADORIA EXIGE MAIS TEMPO
Idade e tempo de contribuição compõem essa soma. Professores do ensino básico também enfrentarão mudanças. Eles têm direito a requisitos reduzidos em cinco anos. Na idade mínima, professoras exigem 54 anos e seis meses. Professores exigem 59 anos e seis meses. No sistema de pontos, professoras precisam de 88 pontos. Professores devem alcançar 98 pontos. As elevações seguem até 2033, quando se estabilizam. Ainda assim, há fatores que podem antecipar a aposentadoria. Revisões de vínculos, contribuições e tempo especial podem acelerar o direito.
TRUMP QUER ETERNIZAR SEU NOME
O Kennedy Center, principal sala de espetáculos de Washington, foi rebatizado como Trump-Kennedy Center. A decisão, por unanimidade, originou-se do conselho, nomeado por Trump; chama a atenção o fato de sair em primeiro lugar o nome de Trump. O presidente americano copia práticas antigas romanas, quando buscava-se retirar o nome atual e propunha o imperador do momento. George Orwell assegurava que quem controla o presente controla o passado. Trump não apaga completamente, mas acrescenta — apropriando-se do passado para se coroar no presente. É a privatização simbólica do espaço público. O método ecoa práticas recentes no Ocidente: derrubar estátuas, rebatizar ruas, “descolonizar” currículos e reescrever obras para agradar sensibilidades atuais. Quem condena Trump, mas aplaudiu esse vandalismo, precisa rever a coerência.São duas faces do mesmo abuso: iconoclastia negativa e iconoclastia positiva. Ambas nascem do presentismo, conceito formulado por François Hartog. O presente vira critério absoluto de sentido. O passado passa a ser julgado e condenado pelos valores de hoje. E o futuro também é negado, pois só existe um presente narcísico. Trump antecipa o julgamento da posteridade — como se ela não existisse. Fanáticos gritam: “este nome não merece estar aqui”. Outros respondem: “este nome tem de estar aqui”. Todos veem o espaço público como campo de batalha cultural. O preço é político: a democracia depende da ideia de futuro. Sem horizonte, restam crises permanentes, ansiedade e moralização simbólica. Eliminados passado e futuro, sobram apenas as neuroses do presente.
AGRESSÃO RUSSA, NA UCRÂNIA, PODE TERMINAR
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os Estados Unidos ofereceram garantias de segurança por 15 anos durante negociações de um plano de paz revisado com Donald Trump. A reunião ocorreu no domingo (28/12), na Flórida. Trump disse que esse ponto do acordo está 95% definido. Zelensky, porém, defende garantias mais longas, de até 50 anos. Para ele, sem garantias, a guerra não pode ser considerada encerrada. Segundo o líder ucraniano, o acordo geral está cerca de 90% concluído. As principais pendências envolvem territórios ocupados e a usina de Zaporizhzhia. A Rússia controla grande parte de Donetsk e quase toda Luhansk, no Donbas. Trump disse que a questão territorial ainda não foi resolvida, mas avançou. O Kremlin voltou a exigir a retirada das tropas ucranianas da região.Kiev propõe transformar parte do Donbas em zona econômica livre. Zelensky afirmou que qualquer decisão deve incluir a população ucraniana. A Rússia já rejeitou partes do plano, mas reconheceu avanços recentes. Trump espera maior participação dos aliados europeus nas garantias. A União Europeia elogiou o progresso e defendeu garantias sólidas. França anunciou reunião em Paris, em janeiro, para tratar do tema. Zelensky defende que um acordo seja submetido a referendo. Para isso, propõe um cessar-fogo de 60 dias. Moscou rejeita a ideia de trégua temporária. Trump disse compreender a posição russa. Apesar das negociações, ataques entre os dois países continuam.
OPOSIÇÃO TENTA IMPEACHMENT DE MORAES
A oposição no Congresso articula nova ofensiva para tentar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, usando como principal argumento o caso do Banco Master. Parlamentares realizaram uma coletiva no Salão Verde da Câmara para pressionar o Legislativo a agir contra o magistrado. Segundo oposicionistas, Moraes teria exercido suposta pressão sobre o Banco Central em favor do banco. O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), afirmou que o país vive desrespeito à Constituição e citou mais de 30 pedidos contra o ministro. O senador Magno Malta (PL-ES) classificou o cenário como “ditadura judicial” e cobrou reação do Senado. O novo pedido reúne cerca de 110 assinaturas de deputados e 14 de senadores, com meta de ampliar o apoio e alcançar números recordes. A oposição também planeja criar uma CPMI do Banco Master.
Especialistas, porém, avaliam que o pedido carece de materialidade e provas concretas, sendo visto como disputa política ligada à atuação de Moraes em processos contra a trama golpista. O advogado Daniel Vila-Nova afirma que há apenas narrativas públicas, sem fundamentos jurídicos sólidos, e lembra que já existem mais de 80 pedidos no Senado. Ele destaca que admitir um pedido durante o recesso, com indícios frágeis, teria caráter político e poderia gerar grande instabilidade institucional. Para Vila-Nova, o embate tem viés pré-eleitoral visando 2026. Já Guilherme Gonçalves, da Abradep, reconhece a necessidade de esclarecimentos, mas entende que o impeachment só se justifica em casos gravíssimos, com provas incontestáveis. Para ele, há forte componente eleitoral e risco de uso político do instrumento, embora isso faça parte das imperfeições da democracia.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 30/12/2025
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Caso Master gera onda de pressão sobre Moraes
Bolsonaristas utilizam suposta conexão do ministro com o Master para intensificar manobras que deságuem no impeachment
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
PF colhe depoimentos de diretor do BC, dono do Master e ex-presidente do BRB e vai decidir sobre acareação
Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino Santos serão ouvidos na terça-feira
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Processo do TCU pode virar trunfo de Vorcaro para escapar de condenação e afastar delação
Ministros e técnicos avaliam que a corte tem poder para investigar atuação do BC; OUTRO LADO: defesa não responde
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Processos de ex-mulher de Toffoli no STF e STJ aumentam após posse na Corte
Advogada ampliou atuação em tribunais superiores a partir de 2009
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
PGR arquiva pedido de investigação de Moraes e esposa no caso do Banco Master
Paulo Gonet avaliou que não existem elementos concretos ou indícios materiais para apurar
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Restauração teve ano negro. Quebra de 20% no Natal e revéillon agrava encerramentos
Após um verão anémico para os restaurantes, fraca procura no fim de ano compromete sobrevivência da atividade. Associação Nacional de Restaurantes pede medidas ao Governo para travar encerramentos.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
RADAR JUDICIAL
TRUMP ATACA ÁREA PORTUÁRIA DA VENEZUELA
O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (29) que os Estados Unidos atingiram uma área portuária na Venezuela onde, segundo ele, drogas eram carregadas em embarcações. Se confirmada, seria o primeiro ataque americano em solo venezuelano desde o início das tensões entre os dois países, em agosto, no contexto da ofensiva militar dos EUA no Caribe. A declaração foi feita durante encontro com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em Mar-a-Lago, na Flórida. Trump disse que houve uma grande explosão nas docas usadas para o carregamento de drogas e que os barcos e a área portuária foram atingidos, sem fornecer detalhes. Na sexta-feira (26), o presidente já havia mencionado a destruição de uma “grande instalação” ligada ao tráfico, sem confirmar oficialmente a Venezuela como alvo. Autoridades americanas se recusaram a comentar, e não houve confirmação pública do governo venezuelano. Os EUA alegam que a ação faz parte da campanha contra o narcotráfico na América Latina. Críticos acusam o governo de realizar ataques sem base legal. Trump tem intensificado a pressão sobre Nicolás Maduro, incluindo planos da CIA e um bloqueio econômico ao país.
BRIGITTE BARDOT
A morte de Brigitte Bardot, aos 91 anos, reacendeu a polêmica sobre sua relação difícil com o filho único, Nicolas Charrier, hoje com 65 anos. Em sua autobiografia “Initiales BB” (1995), a atriz afirmou nunca ter tido instinto materno, chocando a opinião pública da época. O tema dialoga com debates atuais sobre a romantização da maternidade como forma de controle social. Bardot descreveu a gravidez como uma experiência traumática e acusou o pai da criança de agressões. Casada com Jacques Charrier em 1959, ela engravidou pouco depois e afirmou ter sido impedida de abortar. Nicolas nasceu em 1960. Após uma grave crise pessoal, Bardot se divorciou em 1963. O filho passou a viver com o pai. Jacques e Nicolas processaram a atriz, alegando violação de privacidade no livro. Bardot foi condenada a pagar indenização aos dois. Com o tempo, mãe e filho se reaproximaram discretamente. Até o momento, Nicolas não se pronunciou sobre a morte da mãe.
CNJ: PROTOCOLO DE PROTEÇÃO A MULHERES
O CNJ aprovou resolução que obriga tribunais a adotar protocolo de proteção a mulheres. A medida vale para magistradas, servidoras e colaboradoras, inclusive terceirizadas. Antes recomendação, o protocolo passa a ser obrigatório em todas as Cortes. Prevê análise de risco e comunicação imediata à Polícia Judicial em casos graves. Inclui canais internos sigilosos e comunicação ao juízo em até 48 horas. Determina planos individuais de segurança e rede multidisciplinar de acolhimento. Para a conselheira Renata Gil, o Judiciário deve garantir prevenção e proteção. O CNJ destaca a urgência diante dos altos índices de violência contra mulheres. Estudo de 2023 aponta 50.962 mulheres vítimas de violência por dia no país. Em 2025, 37,5% relataram violência no último ano, cerca de 21,4 milhões. O protocolo surgiu após o feminicídio da juíza Viviane Arronenzi, em 2020. Mesmo assim, 68,8% das magistradas desconheciam a existência da medida.
TRUMP NÃO TOLERA PERDEDORES
O recuo dos EUA em ações contra o Brasil não decorre de vitórias do governo Lula, mas do comportamento errático de Donald Trump e de sua mudança de visão sobre Bolsonaro. A avaliação é de John Feeley, ex-embaixador dos EUA e especialista em América Latina. Segundo ele, após a condenação e prisão, Trump passou a ver Bolsonaro como “perdedor”. E Trump, afirma Feeley, não tolera perdedores nem mantém lealdade política duradoura. O diplomata diz que Trump pouco se interessa pelo Brasil e age de forma narcisista e imprevisível. Por isso, negociar com ele é quase impossível, e o desfecho favorável ao Brasil foi “sorte”. Em julho, os EUA impuseram tarifas de 40% a produtos brasileiros e sancionaram Alexandre de Moraes. As medidas visavam pressionar o julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe. Em novembro, Trump suspendeu as tarifas e retirou Moraes e sua esposa da lista de sanções. Para Feeley, as sanções iniciais resultaram do lobby de Eduardo Bolsonaro em Washington. Sobre a Venezuela, ele afirma que a miséria decorre do modelo econômico de Maduro, não dos bloqueios.
Salvador, 29 de dezembro de 2025.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
TRUMP QUER FORÇAR ACORDO COM PERDAS PARA A UCRÂNIA
Após a reunião, ambos conversaram com líderes europeus. O assessor russo Iuri Uchakov afirmou que Trump concorda com um acordo amplo, sem trégua temporária. A Rússia defende solução definitiva, inclusive sobre territórios. Foi sugerida a criação de dois grupos de trabalho: um sobre perdas territoriais de Kiev e outro para temas econômicos. Trump disse que 95% dos pontos já foram discutidos. Putin exige todos os territórios anexados em 2022. Zelenski segue rejeitando concessões e admite consulta popular.
ESTADOS UNIDOS PERDEM LIDERANÇA
Análise aponta o declínio da hegemonia dos Estados Unidos no cenário global. O mundo unipolar pós-Guerra Fria mostra sinais de esgotamento. A primeira Guerra Fria terminou com vitória ampla do campo liderado pelos EUA. Sem derrota militar direta do adversário, impôs-se um sistema unipolar. O poder militar americano passou a superar o de todos os demais somados. Conflitos foram militarizados como instrumento de imposição estratégica. Com o tempo, essa vantagem começou a diminuir. Rússia e China reduziram a distância tecnológica e militar em relação aos EUA. A ilusão de superpotência única revelou-se passageira. O surgimento dos BRICS tornou-se o fenômeno central do século XXI. O bloco passou a contrapor o poder norte-americano. A nova Guerra Fria não se limita ao equilíbrio militar.A força militar russa é um dos seus pilares. O poder econômico e tecnológico da China é outro eixo decisivo. Soma-se a capacidade de articulação política do Brasil. A esses fatores une-se um número crescente de países do Sul Global. A correlação de forças internacionais mudou. O movimento ocorre em desfavor dos Estados Unidos. A tendência é de aprofundamento dessa perda de hegemonia. A Europa, principal aliada dos EUA, perde relevância global. O avanço de forças de extrema direita contribui para esse enfraquecimento. Paralelamente, os BRICS ampliam sua influência. O bloco atrai países além de seus membros fundadores. Inclusive antigos aliados dos EUA, como a Arábia Saudita. O século XXI mantém um clima de Guerra Fria. Porém, com novas características e equilíbrio menos favorável aos EUA.
PRESIDENTE DA CÂMARA ASSUME PREFEITURA DEPOIS DE PRESO
O presidente da Câmara Municipal de Turilândia (MA), José Luis Araújo Diniz (União), conhecido como Pelego, assumiu interinamente a prefeitura três dias após ser preso na Operação Tântalo II, do Gaeco. A investigação apura um esquema de desvio de mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos. Prefeito e vice-prefeita estão presos, e os 11 vereadores são suspeitos de integrar o esquema. A posse ocorreu no dia 26, por determinação do Ministério Público do Maranhão. Antes disso, a Justiça afastou e prendeu o prefeito Paulo Curió (União). Também foram presos a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaína Lima e o marido dela, Marlon Serrão. O contador da prefeitura, Wandson Barros, também foi detido. Todos estão custodiados no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Além dos presos, todos os vereadores de Turilândia são investigados. A Justiça determinou tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar para os 11 parlamentares. Segundo as apurações, eles recebiam pagamentos periódicos em troca de apoio político.José Luis Araújo Diniz está em prisão domiciliar, mas tomou posse como prefeito interino por decisão judicial. De acordo com o MP, os investigados integram uma organização criminosa estruturada. O grupo atuaria por meio de fraudes em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Empresas de fachada eram contratadas, principalmente nas áreas de saúde e assistência social. Em vários contratos, os serviços não teriam sido executados, apesar dos pagamentos. Parte dos valores retornava aos investigados via transferências intermediadas pelo contador. As empresas ficavam com comissões entre 10% e 15%. O prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 56 milhões. Somente em saúde e assistência social, o valor investigado chega a R$ 43 milhões. Até o fechamento desta edição, as defesas não haviam se manifestado.
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