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terça-feira, 29 de setembro de 2026

TRÁFICO DE DROGAS E CRIME ORGANIZADO: 83,3% DOS MUNICÍPIOS


O tráfico de drogas e o crime organizado são problemas em 83,3% dos municípios brasileiros. 
Apesar disso, 77,2% das cidades não possuem Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas. Além disso, 77,3% não contam com Plano Municipal de Políticas sobre Drogas, segundo dados de estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A pesquisa foi realizada entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 e foram consultados 1.567 municípios, cerca de 28% do total brasileiro. Entre os gestores que identificaram o problema, 43,9% apontaram intensidade média. Outros 37,1% classificaram a circulação de drogas como de alta intensidade. Assim, 81% consideraram o fenômeno significativo em seus municípios. A pesquisa também revelou dificuldades na estruturação das políticas públicas. Cerca de 88,1% dos municípios não possuem Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas. Já 77,2% precisam utilizar recursos próprios para financiar essas ações. Transferências estaduais representam 11,7% das fontes de recursos. 

Parcerias com organizações da sociedade civil somam 10,8%. Emendas parlamentares são utilizadas por apenas 9,5% dos municípios. Somente 3% têm acesso ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad). Entre 2022 e 2026, a União autorizou R$ 1,2 bilhão para o Funad. Desse total, apenas R$ 34,1 milhões foram destinados aos municípios. E somente R$ 26,8 milhões chegaram a ser efetivamente pagos. Para a CNM, falta maior cooperação entre União, estados e municípios. O presidente Paulo Ziulkoski defende financiamento e apoio técnico aos governos locais. Segundo ele, os municípios ficam sobrecarregados na execução das políticas. A circulação de drogas também afeta diretamente diversos serviços públicos. A saúde foi apontada como a área mais afetada, com 87,8% das respostas. A assistência social apareceu em seguida, com 84,8% das indicações. Segurança pública foi citada por 77,6% dos gestores consultados. A educação também sofre impactos, sendo mencionada por 73,8%. A CNM defende políticas integradas entre saúde, assistência, educação e segurança. Mesmo com dificuldades, municípios promovem ações de prevenção ao uso de drogas. Campanhas, palestras, acolhimento e atendimento de saúde estão entre as principais medidas.

 

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