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domingo, 20 de setembro de 2026

TRUMP VOLTA A ATACAR O FEDERAL RESERVE

Trump e Kevin Warsh, quando este assumiu o Fed
A Casa Branca criticou duramente Michael Barr, ex-responsável pela supervisão bancária do Fed. 
O ataque ocorreu após novo relatório sobre a quebra do Silicon Valley Bank (SVB), em 2023. A análise do Starling Advisory Group apontou falhas na atuação do banco central americano. Segundo o estudo, o Fed foi lento para enfrentar problemas que ameaçavam o SVB. O porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse que Barr não cumpriu seu dever e o relatório também questionou o diagnóstico feito pelo Fed sobre as causas da falência. Barr não comentou as novas críticas. As declarações fazem parte da crescente pressão do governo Trump sobre o Federal Reserve. Trump já tentou demitir a diretora do Fed Lisa Cook, acusando-a de fraude hipotecária, mas a Suprema Corte bloqueou a tentativa, e Cook nega as acusações. O governo também abriu uma investigação contra Jerome Powell, posteriormente arquivada. Trump criticou Powell repetidamente por não reduzir os juros de forma mais agressiva. O presidente indicou Kevin Warsh para substituir Powell na presidência do Fed. Trump também questionou a decisão recente do Fed de elevar os juros. Michelle Bowman, atual vice-presidente de supervisão do Fed, encomendou o relatório da Starling. Ela afirmou que o objetivo não era atribuir culpa, mas identificar necessidades de reforma. O estudo concluiu que havia uma cultura de aversão ao risco entre os supervisores. Segundo Bowman, os funcionários conheciam ou deveriam conhecer vulnerabilidades do SVB. O relatório também apontou falta de clareza sobre quem tinha autoridade para agir. As conclusões divergem em pontos importantes da investigação realizada pelo próprio Fed em 2023.

Na época, Barr conduziu a análise e defendeu o endurecimento das regras bancárias. Democratas acusam Bowman de utilizar o novo estudo para justificar a flexibilização regulatória. A senadora Elizabeth Warren chamou o relatório de tentativa de reescrever a história. Bowman rejeitou essa interpretação e afirmou que o estudo não encontrou relação com desregulamentações anteriores. O relatório também contestou a ideia de que redes sociais aceleraram a corrida aos saques. O SVB sofreu grandes perdas não realizadas em títulos públicos após a alta dos juros em 2022. O banco também dependia de depósitos voláteis de empresas de tecnologia, muitos sem seguro. Além disso, havia problemas operacionais para obter liquidez emergencial junto ao Fed. Reguladores emitiram dezenas de advertências antes da quebra, mas muitas tratavam de riscos operacionais. O SVB protagonizou a segunda maior falência bancária dos EUA e contribuiu para uma crise no setor. Após a crise, reguladores garantiram os depósitos e passaram a rever a supervisão dos bancos. 

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