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domingo, 27 de setembro de 2026

BRASIL CHEGA ÀS ELEIÇÕES COM MERCADO DE TRABALHO DIFERENTE DE 2022


O Brasil chega às eleições de 2026 com um mercado de trabalho diferente do observado em 2022. 
O desemprego está em mínimas históricas, enquanto ocupação, empregos formais e renda atingem níveis recordes. No trimestre encerrado em julho, a taxa de desemprego ficou em 5,3%, a menor para o período desde 2012; em 2022, no mesmo período, o índice era de 9,1% e a taxa de ocupação chegou a 58,9%, também recorde para o trimestre. O número de empregados com carteira assinada alcançou 39,4 milhões. Apesar dos avanços, especialistas apontam desafios estruturais para o próximo governo, porquanto a informalidade ainda representa 37,5% da mão de obra brasileira. O trabalho por aplicativos também cresce e amplia o debate sobre direitos trabalhistas. Em 2025, cerca de 2 milhões de pessoas trabalhavam por meio dessas plataformas. Flexibilidade, falta de emprego e maior renda estão entre as principais razões para essa escolha. Outro problema é a chamada pejotização, que substitui vínculos tradicionais por contratos como pessoa jurídica. Especialistas avaliam que a reforma trabalhista de 2017 não resolveu essas novas formas de trabalho e a expansão da inteligência artificial preocupa, principalmente em vagas de entrada. A tecnologia pode alterar empregos e exigir novas qualificações dos trabalhadores, apesar de ainda existir um descompasso entre a formação profissional e as necessidades das empresas. Economistas destacam que juros elevados e desaceleração econômica podem afetar os avanços recentes. Para Janaína Feijó, da FGV Ibre, a política macroeconômica será importante para preservar os resultados e aponta dificuldades na proteção de trabalhadores de aplicativos.

Outro desafio é a sustentabilidade da Previdência diante do aumento da longevidade da população. O mercado precisa absorver profissionais mais qualificados em atividades compatíveis com sua formação. Um exemplo citado é o de engenheiros que acabam trabalhando como motoristas de aplicativo. Os planos dos candidatos apresentam propostas diferentes para enfrentar esses problemas. Lula defende ampliar a proteção trabalhista, combater a pejotização e regulamentar as plataformas e ainda propõe o fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas sem redução salarial; Flávio Bolsonaro sugere reduzir gradualmente o custo do trabalho e criar contratos mais baratos para jovens e pessoas acima de 50 anos; Romeu Zema coloca alternativas à CLT, com maior flexibilidade nas relações trabalhistas; Ronaldo Caiado prioriza ensino técnico e qualificação para áreas como inteligência artificial e automação; Augusto Cury aposta no empreendedorismo e em mudanças no Bolsa Família diante dos efeitos da IA, enquanto Renan Santos defende liberdade para o crescimento dos negócios, sem propostas específicas para o mercado de trabalho. 

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