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sábado, 26 de setembro de 2026

CLUBES CONTRA PROIBIÇÃO DE FUNCIONAMENTO DAS CASAS DE APOSTAS


Diferentes clubes brasileiros manifestaram sobre a decisão do governo de proibir o funcionamento das casas de apostas no país. 
São Paulo, Palmeiras, Vasco e Atlético-GO republicaram mensagens de empresas de apostas nas redes sociais. As publicações adotaram o mesmo layout e defenderam a ideia de que “proibir não é proteger”. O conteúdo afirma que a proibição não seria suficiente para solucionar os problemas relacionados às apostas. O Fluminense foi o único clube a divulgar uma manifestação direta sobre a decisão. Em nota, o clube considerou legítimo o debate sobre a proibição, mas defendeu que ele não seja interrompido. A equipe apontou preocupações relacionadas à segurança jurídica e à previsibilidade das regras e citou dúvidas sobre a efetividade da medida e seus possíveis impactos sobre o esporte. Outro ponto destacado foi a possível redução da arrecadação pública gerada pelo setor. Antes da decisão, clubes e federações já haviam se mobilizado contra mudanças abruptas na regulamentação. Em 17 de setembro, entidades como FERJ e FPF participaram de um manifesto conjunto. O documento afirmou que uma mudança radical poderia representar “o fim do futebol brasileiro”. Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Santos, Palmeiras e São Paulo aderiram ao posicionamento. Corinthians, Cruzeiro e Atlético-MG também apareceram entre os clubes favoráveis ao manifesto. As entidades reconheceram que a expansão das apostas provoca impactos sociais e exige fiscalização. O texto defendeu medidas de proteção, educação, prevenção e combate às práticas abusivas. Os clubes argumentaram que o Brasil optou por enfrentar o problema por meio da regulamentação. Segundo o manifesto, empresas autorizadas passaram a pagar impostos e cumprir diversas obrigações. Entre elas estão medidas contra lavagem de dinheiro, manipulação de competições e acesso de menores.

Os clubes afirmaram que o investimento das bets tornou-se importante fonte de receita para o futebol. Os recursos também alcançariam equipes menores, divisões de acesso e competições de menor exposição. Para essas agremiações, a substituição imediata dessas receitas seria difícil, segundo o documento. O manifesto alerta ainda para possíveis impactos em centros de treinamento e projetos sociais. Também cita o futebol feminino e as categorias de formação entre as áreas ameaçadas pela queda de receitas. Os clubes demonstraram preocupação com contratos firmados dentro do atual marco regulatório. Segundo eles, mudanças abruptas poderiam gerar insegurança jurídica e desequilíbrios financeiros. O manifesto sustenta que a proibição poderia favorecer plataformas clandestinas de apostas. Essas empresas, segundo o texto, não pagariam impostos nem seguiriam mecanismos de proteção ao consumidor. As entidades defenderam o combate à ilegalidade e o aperfeiçoamento da fiscalização. Também afirmaram estar dispostas a colaborar com governo, Congresso e autoridades na busca de soluções.

 

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