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sábado, 26 de setembro de 2026

GRUPO PRIVADO AMERICANO REUNE INVESTIDORES PARA ATUAR NO BRASIL


O Brasil entrou no foco da Rockbridge Network, grupo privado americano ligado à direita e fundado pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance. 
Emissários da organização fizeram contatos com empresários e políticos brasileiros para iniciar uma aproximação. O grupo ganhou destaque após o presidenciável Renan Santos afirmar que americanos apoiariam a campanha de Flávio Bolsonaro. Os citados negam a acusação, que provocou pedidos de investigação no Supremo Tribunal Federal. A Rockbridge reúne investidores, empresários e executivos conservadores ligados à tecnologia e aos negócios. Segundo o jornal Folha de São Paulo, tiveram contato com representantes do grupo empresários como Joesley Batista e André Esteves. Entre políticos, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema também conheceram integrantes da organização. Em Nova York, o cofundador Chris Buskirk participou de encontro com empresários brasileiros. A tentativa de expansão para o Brasil acabou suspensa durante o período eleitoral. Documentos obtidos pela Folha detalham propostas para adesão e atuação da Rockbridge no país. Havia duas categorias de membros, com contribuições anuais de US$ 500 mil e US$ 1 milhão. Os pagamentos poderiam ocorrer em dólares, criptomoedas, ações e estruturas corporativas. Os integrantes teriam acesso a encontros fechados, reuniões e dois eventos anuais. A categoria mais cara previa participação no conselho estratégico da Rockbridge Brasil. Outro documento descrevia a iniciativa como uma espécie de fundo de venture capital político. A proposta previa investimentos em mídia, formação de jovens e atividade legislativa conservadora. Também foi apresentado um Conselho de Tecnologia voltado à aproximação empresarial entre Brasil e Estados Unidos.

O documento estimava impacto econômico superior a US$ 100 bilhões em dez anos. A previsão incluía mais de 500 mil empregos e investimentos em setores estratégicos. O conselho teria 23 integrantes, sendo 19 estrangeiros ligados à tecnologia e ao capital. Entre os brasileiros citados estavam Talles Gomes, Mario Araripe, David Peixoto e Pedro Sang. Alguns dos nomes mencionados negaram participação formal ou autorização para integrar a iniciativa.
A Rockbridge afirmou que a entidade brasileira foi criada, mas o projeto acabou rejeitado. Segundo a organização, a empresa nunca recebeu recursos nem entrou em operação. A Rockbridge também negou ter planejado participação política ou financiamento eleitoral no Brasil. André Marinho afirmou que o projeto não avançou e negou ter produzido os documentos divulgados. A polêmica aumentou após Renan Santos relacionar a organização à campanha de Flávio Bolsonaro. Talles Gomes apresentou notícia-crime contra Renan, negando qualquer recurso estrangeiro para campanha. O deputado Lindbergh Farias pediu ao STF investigação sobre eventual financiamento estrangeiro. O PT também solicitou ao Supremo abertura de inquérito para apurar possível financiamento ilegal. 

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