A sanção contra Moraes havia sido retirada em 12 de dezembro de 2025. Desta vez, porém, outros ministros, como o próprio Dino e Gilmar Mendes, também poderiam ser atingidos. Até agora, eles tiveram apenas os vistos de entrada nos Estados Unidos suspensos. A justificativa americana repete acusações já feitas contra Moraes, envolvendo censura, detenções arbitrárias e processos politizados. O texto sustenta que os EUA não devem interferir nas decisões do Supremo brasileiro. A nova ameaça ocorre no contexto da condenação de um ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. O autor considera o uso da Lei Magnitsky uma nova estratégia de pressão contra o Brasil. Segundo ele, os responsáveis pela ofensiva também estariam interessados na disputa pelo Palácio do Planalto. Donald Trump retomou o tema em documento enviado ao Congresso americano. No texto, afirmou que o Brasil falhou no combate ao Comando Vermelho e ao Primeiro Comando da Capital e defendeu medidas firmes contra as facções criminosas. Peru, Argentina, Equador e El Salvador foram elogiados pela política contra o narcoterrorismo. Os três últimos países foram classificados como grandes aliados do republicano no hemisfério.
Com a aproximação das eleições, aumentam as tentativas de levar a crise do STF para o centro da disputa presidencial. Moraes tem sido apresentado como símbolo dos problemas da Corte, embora o caso Daniel Vorcaro envolva outros ministros. Reportagens levadas ao plenário indicam que uma eventual nova sanção a Moraes poderia ocorrer antes do primeiro turno e a medida poderia ser influenciada pela paralisação, por pedido de vista, do julgamento sobre abertura de investigação contra o ministro. Dino afirmou que o calendário eleitoral não pode ser contaminado pela crise do Supremo. Para ele, a crise pode influenciar a sociedade e interferir em suas escolhas eleitorais. Ao apresentar as reportagens aos colegas, Dino também levantou outra preocupação. Segundo o ministro, o oportunismo político não pode fundamentar uma decisão inédita e de grande gravidade no STF.
Nenhum comentário:
Postar um comentário