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domingo, 27 de setembro de 2026

"IA" TRANSFORMA SETOR JURÍDICO NOS EUA


A inteligência artificial está transformando o setor jurídico nos Estados Unidos, 
com grandes escritórios adotando novas ferramentas para agilizar o trabalho. A OpenAI lançou recentemente um modelo de IA voltado para advogados, enquanto escritórios de primeira linha apresentaram sistemas próprios. O Sullivan & Cromwell criou uma ferramenta para analisar contratos e transações, e o Cooley lançou tecnologia para auxiliar na preparação de ofertas públicas. O Ropes & Gray desenvolve uma ferramenta capaz de produzir relatórios de diligência em horas, tarefa que antes poderia levar semanas. Google e Anthropic também lançaram ferramentas específicas para o setor jurídico. Grandes escritórios passaram a contratar executivos responsáveis pela IA e investir na criação de seus próprios sistemas tecnológicos. A adoção da tecnologia, porém, provoca questionamentos sobre os honorários.
Como a IA reduz o tempo necessário para determinadas tarefas, clientes passaram a cobrar descontos nas contas dos escritórios. Algumas empresas chegam a pedir reduções gerais de 20% a 30% nas faturas. Os escritórios resistem, argumentando que a tecnologia ainda não reduz necessariamente o tempo total de trabalho, mas modifica sua composição. Tarefas repetitivas diminuem, enquanto aumentam análises e atividades estratégicas. Também cresce a concorrência de escritórios nativos de inteligência artificial, que utilizam agentes tecnológicos e trabalham com preços previamente definidos.

A Norm AI, por exemplo, captou US$ 260 milhões em investimentos recentemente. O avanço da IA pode criar um impasse para o tradicional modelo de cobrança por hora. Trabalhar mais rapidamente reduz horas faturáveis e pode pressionar as receitas. Por outro lado, não adotar a tecnologia pode deixar os escritórios menos competitivos. Pesquisa do Citi mostrou que parte dos grandes escritórios espera mudanças nos modelos de cobrança por hora devido ao avanço da inteligência artificial. Especialistas avaliam que serviços repetitivos poderão adotar preços fixos, enquanto estratégia, negociação e representação continuarão cobradas por hora. Executivos de grandes escritórios já admitem maior uso de honorários fechados. A transformação, entretanto, deve ocorrer de forma gradual, sem abandono imediato do modelo tradicional de cobrança por hora, ainda profundamente utilizado. 

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