O ex-delegado da Polícia Civil Geraldo do Amaral Toledo Neto, condenado em 2015 pela morte da adolescente Amanda Linhares Santos, de 17 anos, atua como professor da rede estadual de Minas Gerais desde 2021. Inicialmente contratado temporariamente, ele tomou posse como professor efetivo da educação básica em setembro de 2024, após ser aprovado em concurso público. O cargo é vinculado à Escola Estadual Mendes de Oliveira, em Congonhal, no Sul de Minas Gerais. A Secretaria de Estado de Educação abriu processo administrativo para apurar possível irregularidade na documentação apresentada por Geraldo para assumir o cargo. Ele foi afastado das atividades enquanto a situação é investigada. Segundo o Portal da Transparência, Geraldo aparece como servidor ativo, com jornada de 16 horas semanais e remuneração bruta de R$ 4.104,68. O ex-delegado foi condenado a 18 anos e 9 meses de prisão pelo homicídio de Amanda, ocorrido em abril de 2013. Atualmente, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ele cumpre livramento condicional e utiliza tornozeleira eletrônica. Em setembro de 2026, Geraldo chegou a ser preso por determinação da Justiça de Nova Lima devido a uma dívida de natureza alimentar, sendo liberado após o pagamento.
Amanda foi baleada na cabeça em 14 de abril de 2013, após uma discussão com Geraldo dentro de um carro, na estrada entre Ouro Preto e Lavras Novas. Inicialmente, o motorista afirmou que a jovem teria tentado tirar a própria vida, mas exames descartaram que Amanda tivesse efetuado o disparo contra si mesma. Ela morreu em junho de 2013, após permanecer internada por cerca de 50 dias. Geraldo foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado e fraude processual. Em dezembro de 2015, um júri popular o condenou pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e fraude processual. Além da condenação criminal, Geraldo foi demitido da Polícia Civil em outubro de 2013. O processo administrativo que levou à demissão tratou de irregularidades envolvendo duas motocicletas com motores e chassis adulterados. Os fatos investigados ocorreram entre 2005 e 2007 e, segundo o processo, não estavam diretamente relacionados à morte de Amanda.
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