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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) rejeitou, por 5 votos a 4, a abertura de investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O caso tratava de uma suposta relação entre Gonet e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Por unanimidade, os conselheiros também decidiram não afastar Gonet das apurações envolvendo as fraudes do banco. A maioria avaliou que os elementos apresentados não demonstram uma relação íntima entre o PGR e Vorcaro. O relator, subprocurador-geral Francisco Sanseverino, votou contra a investigação e o afastamento. Seu entendimento foi acompanhado por outros quatro integrantes do Conselho. Sanseverino afirmou que as mensagens analisadas apenas mencionam Gonet, sem comunicação direta entre ele e Vorcaro e destacou que não havia no celular do banqueiro um contato identificado como Paulo Gonet. Segundo o relator, não seria possível falar em amizade íntima sem sequer existir o telefone do PGR. Ele afirmou ainda que eventual suspeição de Gonet deveria ser discutida nos próprios processos. Nesse caso, caberia ao Supremo Tribunal Federal decidir sobre eventual impedimento. Conselheiros também discutiram a participação de Gonet em evento promovido pelo Banco Master em 2024 e ressaltaram que, naquele momento, não eram conhecidas as irregularidades posteriormente atribuídas à instituição. Gonet afirmou que participou do evento após convite do Grupo Voto. O subprocurador Celso de Albuquerque disse que os fatos de 2024 não poderiam ser analisados com o conhecimento adquirido em 2026. A conselheira Janice Agostinho apresentou voto divergente e defendeu uma investigação preliminar afirmando que não havia elementos suficientes para investigar imediatamente nem para arquivar o caso. Seu voto foi acompanhado por Samantha Chantal Dobrowolski, José Adônis e Ana Borges Coelho.
Dobrowolski criticou a atuação de Gonet em relação a um relatório da Polícia Federal. O documento tratava de contatos entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Para ela, Gonet não deveria ter atuado sobre elementos que também mencionavam sua própria pessoa. Ana Borges afirmou que a conduta poderia configurar prevaricação, caso fosse comprovado o dolo específico. O relator, porém, sustentou que Gonet era o juiz natural para atuar no caso. O julgamento foi presidido pelo subprocurador-geral Nicolao Dino, irmão do ministro Flávio Dino. Gonet, presidente do Conselho, não participou da análise por ser alvo da notícia-crime. A representação foi apresentada pelo partido Novo e citou mensagens atribuídas a Vorcaro. Também foram mencionadas mensagens encaminhadas pelo advogado Ciro Soares ao banqueiro. Durante o julgamento, foi discutida uma foto de Gonet com Vorcaro em Londres, em 2024. Na imagem, os dois aparecem bebendo uísque e fumando charutos. Gonet declarou que aquele encontro foi a única vez em que esteve pessoalmente com Vorcaro.
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