Douglas Stewart Carter, hoje com 71 anos, passou 41 anos no corredor da morte nos Estados Unidos. Ele foi condenado pelo assassinato de Eva Olesen, ocorrido em Utah, em 1985. Carter sempre afirmou ser inocente e contestou a confissão usada para condená-lo. Segundo ele, a declaração foi obtida sob coerção durante um interrogatório policial. A vítima foi esfaqueada várias vezes e baleada na cabeça dentro de sua casa. Na época, Carter morava com a mãe em Utah e era suspeito de envolvimento em um assalto. Ele fugiu do estado e acabou localizado em Nashville, no Tennessee. Durante o interrogatório, assinou uma confissão que posteriormente contestou. Apesar da ausência de provas físicas que o ligassem ao crime, foi condenado. O júri considerou a confissão e depoimentos de duas testemunhas contra ele. Anos depois, porém, essas testemunhas mudaram suas versões sobre o caso. Em 2011, elas disseram ter sido orientadas a mentir durante o julgamento e afirmaram ter recebido dinheiro e presentes de policiais. Segundo os relatos, elas teriam sido ameaçadas de deportação caso não acusassem Carter. A Suprema Corte de Utah determinou um novo julgamento no ano passado e a decisão citou má conduta de investigadores envolvidos na apuração do assassinato.
Os advogados de Carter também apontaram outras possíveis falhas na investigação. Segundo a defesa, testemunhas viram um homem branco fugindo do local do crime e os defensores alegam que evidências contra o marido da vítima foram ocultadas. Orla Olesen, marido de Eva, morreu em 2009 e sempre negou envolvimento. A polícia encontrou uma faca da cozinha perto do corpo da vítima. A arma usada para atirar contra Eva nunca foi localizada. Neste mês, novos exames de DNA trouxeram outro elemento ao caso. As análises não identificaram Carter como possível fonte do sangue encontrado. O material estava em uma maçaneta e também no cabo da faca. Diante dos novos resultados, um juiz concedeu liberdade sob fiança a Carter. Ele deverá usar monitoramento por GPS enquanto permanecer em liberdade. A decisão ocorreu apesar da oposição da família de Eva Olesen. A família afirmou ter sérias preocupações com a libertação do condenado. A defesa, por sua vez, pediu que o processo contra Carter seja arquivado.
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