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terça-feira, 30 de junho de 2026

NA VENEZUELA, FORAM COMPUTADOS 1.719 MORTOS


O Bolipuerto, porto estatal de La Guaira, na Venezuela, foi transformado em um necrotério improvisado após os terremotos da última semana. A maior parte dos corpos retirados dos escombros é levada ao local, onde permanece em sacos pretos sob calor superior a 30°C, enquanto familiares aguardam para identificar vítimas. O governo venezuelano informou 1.719 mortos, mas o número pode ser muito maior. A ONU anunciou a compra de 10 mil sacos para cadáveres como parte da resposta à tragédia, indicando a dimensão do desastre. O acesso ao porto é restrito. Um funcionário que trabalha na logística do necrotério relatou ter perdido 12 familiares, dos quais apenas dois foram encontrados. Sua esposa continua desaparecida sob os escombros. No local, equipes médicas utilizam grandes quantidades de cal para retardar a decomposição dos corpos e reduzir o forte odor. Moradores usam máscaras para amenizar o cheiro de morte que domina a cidade, agravado pela falta de saneamento e pela presença de milhares de desalojados.

As buscas por sobreviventes continuam entre os prédios destruídos. Um socorrista emocionado afirmou que mantém a esperança de encontrar pessoas com vida, apesar do cenário devastador. O Bolipuerto também sofreu danos no terremoto e, segundo a Casa Branca, receberá parte da ajuda de US$ 300 milhões enviada pelos Estados Unidos para restaurar o porto e facilitar a chegada de suprimentos por via marítima. O governo estima que quase 900 edifícios foram atingidos, sendo 189 totalmente destruídos, mas moradores afirmam que os danos são muito maiores. Tremores secundários mantêm o clima de medo e aumentam o risco de novos desabamentos. Autoridades admitem que a Venezuela não estava preparada para enfrentar uma tragédia dessa magnitude, considerada o maior terremoto no país em mais de um século.

 

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