A Polícia Federal concluiu duas investigações sobre um esquema de irregularidades no setor de mineração e indiciou 51 pessoas, entre elas o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa, e o diretor Caio Trivelatto. Mauro é acusado de advocacia administrativa por supostamente favorecer empresários dentro da agência, enquanto Trivelatto responde por suspeita de corrupção. Segundo a PF, as operações Rejeito e Parcours identificaram duas organizações criminosas formadas por empresários e agentes públicos para cometer crimes ambientais, corrupção, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e obtenção irregular de licenças minerárias. As investigações apontam que Mauro mantinha contato privilegiado com o empresário Luis Fernando Franceschini, da Empabra, fornecendo informações internas sobre processos da ANM, orientando documentos antes de serem protocolados e agilizando demandas de interesse da mineradora.
Também foi indiciado o empresário Lucas Kallas, da Cedro Mineração, acusado de exploração mineral acima do permitido e de corromper um fiscal. Mauro afirmou desconhecer o suposto indiciamento e disse que não comentará o caso. Trivelatto não se manifestou. Outro indiciado é Pablo César de Souza, o Pablito, ex-assessor do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A PF afirma que ele participou de um esquema para obtenção fraudulenta de licenças ambientais e minerárias. Em nota, Pablito negou irregularidades, afirmou confiar na Justiça e disse estar à disposição das autoridades. A investigação chegou ao STF após menção a Pacheco, mas foi devolvida à primeira instância por falta de indícios contra autoridades com foro privilegiado.
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