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sexta-feira, 26 de junho de 2026

FRAUDES CONTÁBEIS NA AMERICANAS


As fraudes contábeis da antiga diretoria da Americanas vieram à tona em janeiro de 2023, quando o então presidente Sérgio Rial revelou inconsistências de cerca de R$ 20 bilhões nos balanços da companhia. Dias depois, a varejista entrou em recuperação judicial com dívida de R$ 43 bilhões e apenas R$ 800 milhões em caixa. Posteriormente, a empresa informou que o lucro fictício acumulado alcançou R$ 25,3 bilhões. As manipulações tinham como objetivo apresentar uma situação financeira mais sólida, facilitando a obtenção de crédito junto a bancos. A principal fraude envolvia operações de risco sacado, modalidade em que bancos antecipam pagamentos a fornecedores. Em vez de registrar essas operações como dívida financeira, a Americanas as mantinha como contas a pagar a fornecedores, reduzindo artificialmente seu endividamento.

Para esconder o crescimento dessa conta, a empresa também lançava créditos fictícios por meio dos chamados Contratos de Verba Cooperada (VCP), simulando descontos concedidos por fornecedores que, segundo as investigações, nunca existiram. Essas práticas mascaravam a real situação financeira da companhia, inflavam os resultados e ocultavam a necessidade crescente de capital de giro. Especialistas afirmam que o esquema permitiu à empresa manter acesso a financiamentos mesmo diante do aumento dos juros e da deterioração do caixa. Fundada em 1929, a Americanas permanece em recuperação judicial. Em 2025, registrou receita líquida de R$ 12,3 bilhões, mantendo 1.452 lojas e cerca de 24 mil funcionários. 

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