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sábado, 20 de junho de 2026

ACORDO IRÃ X EUA ENFRENTA VIOLÊNCIA NO LÍBANO


Pouco depois de ser assinado, o acordo entre Irã e Estados Unidos já enfrenta ameaças devido à escalada da violência no Líbano, onde Israel afirmou que manterá operações contra o Hezbollah. Bombardeios israelenses deixaram ao menos 18 mortos e 33 feridos durante a noite, segundo o Ministério da Saúde libanês. Israel também confirmou a morte de quatro soldados, incluindo um oficial de alta patente. Os ataques foram os mais intensos desde o anúncio do cessar-fogo, firmado na segunda-feira, que previa a suspensão dos confrontos em todas as frentes, inclusive no Líbano. A guerra, iniciada após ataques de EUA e Israel ao Irã em fevereiro, provocou milhares de mortes e afetou a economia global, especialmente pelo fechamento do Estreito de Ormuz. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o Exército permanecerá no Líbano pelo tempo necessário e prometeu responder a qualquer ação do Hezbollah. O grupo, por sua vez, afirmou que seguirá em alerta.

No campo diplomático, a Suíça adiou, sem nova data, as negociações entre Teerã e Washington sobre o programa nuclear iraniano. Apesar do acordo assinado por Donald Trump e Masoud Pezeshkian, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o documento com ressalvas e afirmou que futuras negociações não significam aceitar as posições dos EUA. O tráfego no Estreito de Ormuz começou a ser retomado, mas operações de remoção de minas continuam. Nos Estados Unidos, o acordo enfrenta críticas por conceder benefícios econômicos ao Irã sem exigir o fim de sua infraestrutura nuclear. O negociador iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou que Teerã manterá suas “linhas vermelhas” e advertiu que responderá com força a qualquer ameaça. Enquanto isso, muitos iranianos demonstram ceticismo sobre a duração da trégua.

 

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