Especialistas apontam que a gradualidade foi fundamental para a adaptação das empresas. Além disso, a legislação colombiana trouxe flexibilidade, permitindo acordos sobre distribuição das horas de trabalho e escolha do dia de folga. No Chile, a jornada máxima está sendo reduzida de 45 para 40 horas semanais entre 2024 e 2028. O país já havia diminuído a carga horária de 48 para 45 horas em 2005. Estudos sobre a experiência chilena indicam efeitos pequenos no emprego. As empresas usaram o período de transição para reorganizar processos e redistribuir tarefas, evitando demissões em larga escala. Para pesquisadores, a redução da jornada é uma tendência mundial, especialmente na Europa. No entanto, defendem que a mudança seja implementada de forma gradual, respeitando as condições econômicas de cada país.
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quarta-feira, 17 de junho de 2026
JORNADA DE TRABALHO COM REDUÇÃO DAS HORAS SEMANAIS
Enquanto o Brasil debate mudanças na jornada de trabalho, países vizinhos já avançam na redução das horas semanais. A tendência é trabalhar menos, mas de forma gradual. Na Colômbia, a partir de 15 de julho, a jornada máxima cairá para 42 horas semanais, concluindo uma redução iniciada em 2021. Diferentemente da proposta brasileira, a medida não exige duas folgas por semana. A mudança foi acompanhada por uma reforma trabalhista que ampliou benefícios aos trabalhadores, elevando custos para as empresas. Entidades empresariais relatam adaptações como fechamento antecipado de lojas, maior automação e revisão de planos de contratação. Apesar disso, especialistas afirmam que não houve impacto negativo expressivo no mercado de trabalho. O emprego formal continua crescendo e o desemprego permanece em níveis historicamente baixos. Estudo da Corficolombiana estima que cerca de 787 mil trabalhadores foram contratados entre 2022 e 2025 para compensar a redução das horas trabalhadas. Por outro lado, a produtividade média caiu. Pesquisa da Fenalco mostra que 51% das empresas reduziram horários de funcionamento, 25% aceleraram a automação e 23% reajustaram preços. Setores como comércio, bares, restaurantes e hotelaria foram os mais afetados.
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