O ataque da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em vídeos publicados na quarta-feira (24/6), provocou forte impacto na pré-campanha presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliados avaliam que a crise expôs uma disputa interna pelo comando político do bolsonarismo. Michelle acusou Flávio de tê-la “apunhalado” durante divergências sobre alianças no Ceará e criticou o apoio do senador a uma composição com Ciro Gomes (PSDB). Ela defende a candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao governo estadual. Após a repercussão, Flávio pediu desculpas publicamente e afirmou respeitar a ex-primeira-dama. Michelle respondeu que não guarda mágoas e pediu união contra o governo federal.
Levantamentos mostram que a crise dividiu a base bolsonarista. Segundo a Quaest, 42% das publicações apoiaram Flávio, 31% defenderam Michelle e 27% permaneceram neutras. Já a AP Exata apontou melhora na imagem de Flávio nas redes sociais, enquanto Michelle ampliou sua visibilidade, mas sem ganho relevante de popularidade. Especialistas avaliam que o episódio revelou uma disputa de poder dentro do bolsonarismo, com Michelle consolidando espaço próprio entre mulheres e evangélicos, enquanto a campanha de Flávio enfrenta o desafio de recompor a unidade do grupo antes das convenções partidárias.
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