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sexta-feira, 19 de junho de 2026

TRUMP DESAFIA O JUDICIÁRIO


O Departamento de Estado do governo Donald Trump criticou a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo STF. Em nota enviada à imprensa, um porta-voz afirmou que o caso representa mais um episódio de “perseguição” e de uso político da Justiça brasileira contra adversários políticos. Eduardo foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma do STF por coação no curso do processo. A Corte entendeu que ele atuou nos Estados Unidos para pressionar o Judiciário brasileiro e tentar impedir o andamento das investigações sobre a trama golpista. O governo americano declarou ainda que disputas políticas devem ser resolvidas por meio de eleições, e não por condenações judiciais. A pena imposta ao ex-deputado é de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, multa de R$ 150 mil, perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade por oito anos.

Na quarta-feira (17), Trump também comentou o caso durante o G7. O republicano afirmou ter ouvido que “Bolsonaro Jr.” havia sido preso ou poderia ser preso, embora tenha confundido detalhes da condenação. Trump disse que Eduardo estava bem nas pesquisas e criticou a atuação das autoridades brasileiras, classificando-a como excessivamente rigorosa. Em resposta, o presidente Lula afirmou que Trump tem o direito de manter preferência pela família Bolsonaro, mas disse que o americano desconhece a realidade brasileira e pediu respeito à soberania nacional. Lula e Trump se encontraram brevemente durante o G7, mas não realizaram reunião bilateral. Paralelamente, Brasil e Estados Unidos enfrentam dificuldades nas negociações para evitar novas tarifas comerciais, que envolvem temas como o Pix, a regulação das big techs e outras disputas econômicas.

 

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