O Brasil registrou nova queda na taxa de analfabetismo e, pela primeira vez, ficou abaixo de 5% entre pessoas com 15 anos ou mais. Segundo a Pnad Contínua 2025, divulgada pelo IBGE, 8,4 milhões de brasileiros ainda não sabem ler e escrever. A taxa nacional caiu para 4,9%, ante 6,7% em 2016, reduzindo o número de analfabetos de 10,6 milhões para 8,4 milhões. Em relação a 2024, a queda foi de 0,4 ponto percentual, o equivalente a cerca de 592 mil pessoas. O Nordeste concentra 57,4% dos analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas, embora reúna apenas 26,5% da população brasileira. Em seguida aparecem Sudeste (20,4%), Sul (14,8%), Norte (8,2%) e Centro-Oeste (7,9%). Segundo o IBGE, todos os estados reduziram o analfabetismo desde 2016, exceto o Amapá. Alagoas e Piauí seguem com os índices mais elevados. O problema afeta principalmente os idosos. Entre pessoas com mais de 60 anos, a taxa é de 13,8%, embora tenha recuado de 20,5% em 2016. Esse grupo representa 58% dos analfabetos do país, cerca de 4,8 milhões de pessoas.
Pela primeira vez, a taxa entre mulheres idosas (13,7%) ficou abaixo da observada entre homens (14,1%), indicando avanços na escolarização feminina. Já a desigualdade racial permanece: entre idosos, a taxa de analfabetismo de pretos e pardos é quase três vezes superior à de brancos. Apesar da redução do analfabetismo, as matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) atingiram o menor nível desde 1996, mesmo sendo uma modalidade obrigatória pela Constituição. A pesquisa também mostra avanço educacional. A parcela de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram ao menos o ensino médio subiu de 46% em 2016 para 57,4% em 2025. Entre mulheres, o índice é de 59,4%; entre homens, 55,2%. Entre brancos, 64,9% concluíram a educação básica, contra 51,3% de pretos e pardos. Ainda assim, é a primeira vez que mais da metade da população preta e parda completa essa etapa. A média de anos de estudo chegou a 10,2 anos, ante 9,1 em 2016. A proporção de adultos com ensino superior completo também cresceu, passando de 15,4% para 21,4% no período.
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