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quarta-feira, 18 de março de 2026

TRUMP QUER ALIADOS PARA "SUAS GUERRAS", MAS O MUNDO QUER PAZ

Trump passou meses zombando dos aliados europeus. Disse que os Estados  Unidos não precisavam da OTAN, criticou governos do continente e chegou a  falar em tomar a Groenlândia, um território ligado àO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, isolado com Israel na guerra contra o Irã, ampliou a crise com aliados ao declarar que não precisa mais da ajuda da OTAN para atuar no estreito de Hormuz. Em postagem na rede Truth, afirmou que os EUA não desejam apoio externo, apesar de ter solicitado ajuda dias antes. Também criticou países como Japão, Austrália e Coreia do Sul por não aderirem à proposta. Trump voltou a acusar a Otan de ser uma “via de mão única”, dizendo que os EUA gastam bilhões protegendo aliados sem receber retorno. Na Casa Branca, elogiou petromonarquias do Golfo, embora elas estejam sob risco de ataques iranianos por abrigarem bases americanas. O presidente afirmou ainda que a Otan comete um “erro tolo” e indicou que a guerra não terminou, mas pode ser encerrada em breve. Desde o agravamento da crise, ele tentou transferir a responsabilidade pela segurança da região a aliados europeus e asiáticos, além da China. A resposta foi negativa: países como Reino Unido, França e Alemanha recusaram participação, enquanto Pequim não respondeu.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, resumiu: “Esta guerra não é da Europa”. O episódio reacende tensões entre Washington e a Otan, criada em 1949, e já pressionada por Trump a elevar gastos militares. Líderes europeus, como Emmanuel Macron, criticaram a guerra iniciada sem consulta prévia aos aliados. Enquanto isso, a tensão no estreito de Hormuz segue alta. Um navio de gás do Kuwait foi atingido por um projétil ou destroços de drone, com danos leves. O incidente ocorre após ataques iranianos a cerca de 15 embarcações na região, por onde passa grande parte do petróleo mundial. Explosões também foram relatadas próximas a navios nos Emirados Árabes Unidos. A crise elevou o preço do petróleo, que chegou a cerca de US$ 105 por barril. O Irã declarou o estreito fechado e passou a controlar a passagem de navios, liberando travessias caso a caso. Um petroleiro paquistanês foi o primeiro autorizado a cruzar após o bloqueio. Ao mesmo tempo, Teerã intensificou ataques à infraestrutura energética regional, incluindo o terminal de Fujairah. Sem um plano claro, Trump alterna entre ações militares diretas e tentativas de dividir responsabilidades. Inicialmente, prometeu escolta naval a petroleiros, mas recuou diante de dificuldades operacionais. Os EUA passaram então a atacar embarcações suspeitas de instalar minas, alegando ter destruído dezenas delas. Mesmo assim, rotas controladas pelo Irã indicam presença contínua de ameaças no trajeto. Após não obter apoio internacional, Trump agora afirma que a situação está sob controle. O cenário, porém, segue instável, com riscos à segurança energética global e aumento das tensões entre aliados ocidentais. 

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